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Grãos dentados para silagem de alta qualidade

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A escolha de um híbrido específico para a produção de silagem de alta qualidade é um passo fundamental, pois ela define, muitas vezes, não só a qualidade da silagem, como também o impacto direto na produtividade do rebanho, defende o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Gilson Sebastião Dias Júnior, durante o II Seminário de Silagem de Alta Qualidade realizado pela Biomatrix. “Cada região, seja pelo ambiente, tipo de solo, fertilidade e níveis de investimentos na cultura do milho por parte do produtor, tem um híbrido mais indicado. Não adianta o produtor ter um hibrido de alto valor genético se ele não for adaptado para as condições de produção regional”. 
“Devido a problemas e condições ambientais no Brasil, como a ocorrência de pragas de armazenamento, o desenvolvimento de pesquisas seguiu uma direção para a produção de grãos mais duros, com maior resistência ao ataque de pragas como carunchos, traças entre outros. E isso penalizou a produção de volumosos de alto valor nutritivo no trato diário de planteis de alta produção”, explica o professor. 
A decisão focada em híbridos de grãos de fácil quebra ou maceração durante a picagem no campo proporciona maior participação de amido no volumoso, contribuindo para maior digestibilidade no trato digestivo dos animais, acrescenta o engenheiro agrônomo e coordenador Regional de Vendas da Biomatrix, Antônio Benedetti Júnior. “A escolha por híbridos de grãos moles ou dentados, que no conceito genético denominamos mais farináceos proporcionam maior digestibilidade e conversão de energia para o ruminante, resultando em aumento da produção de leite ou em ganho de peso em gado de corte em sistemas de confinamento e semi-confinamento”, afirma.
Desta maneira, o híbrido correto para a produção de silagem de alto valor nutritivo deve ter características agronômicas especiais com menor participação de fibras não digestíveis, melhorando o desempenho animal com maior participação de grãos desintegrados e ou macerados (energia) no processo da picagem no campo. Grande parte das sementes comercializadas no país não é indicada para a produção de silagens voltada para a melhor produção de carne e leite.

Silagem 

O uso de silagem de alta qualidade em dietas de gado de corte ou vacas leiteiras tem sido uma melhor alternativa, além de cada vez mais usada por produtores brasileiros. Os benefícios de ordem nutricional foram comprovados ao longo dos anos, com a manutenção do desempenho dos animais e uma importante redução nos custos com a alimentação, reduzindo o uso de concentrados. Entretanto, produzir uma silagem eficiente na conversão alimentar dos animais é uma discussão cada vez mais presente no campo. Estudos comprovam o impacto da qualidade da silagem na produtividade do rebanho. Por isso, produzir uma silagem de alta qualidade é hoje um dos desafios nutricionais mais importantes para os produtores de carne e leite. 
Em uma comparação entre os híbridos disponíveis nos mercados brasileiro e norte-americano, Dias Júnior salienta que “os cinco melhores híbridos brasileiros ainda são inferiores a maioria dos americanos quando se leva em conta a digestibilidade dos animais, por exemplo”. 
O médico veterinário e consultor da Biomatrix, Luis Eduardo Zampar, ressalta o desenvolvimento de variedades de grãos mais farináceos, do tipo dentados e semidentados, que possuem maior digestibilidade. “Alguns fatores têm grande impacto na produção animal e, mais importante, além do manejo correto do processo de ensilagem, é o correto ponto de corte, em que os grãos estão com a linha do leite pela metade quando quebramos a espiga e observamos a partir do meio dela, garantindo maior participação de amido na silagem com maiores teores de fibra e energia”, pontua.
O produtor da Fazenda Planalto, do município de Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, Danilo Boldrini, destaca os benefícios do uso de silagem de alta qualidade. “A adaptação foi muito rápida, além de melhora na eficiência de ganho de peso. Trabalhamos com gado de corte e a nutrição representa boa parte do custo, por isso acredito que o silo de alta qualidade é um caminho sem volta”.

Fonte: Ass. Imprensa da Biomatrix

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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