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Notícias Suinocultura

Granja mineira é exemplo de produção sustentável

Granja, que fica em Juiz de Fora, foi idealizada nos anos 80 com um projeto tecnificado onde meio ambiente já fosse uma prioridade

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Pedro Carvalho/Assuvap

Em mais um dia normal no escritório da Fazenda Penalva, localizada nas proximidades de Juiz de Fora/MG, o proprietário, Manoel Teixeira Lopes, recebeu a reportagem da Assuvap para uma entrevista exclusiva sobre a sua suinocultura, referência no estado pelos excelentes índices zootécnicos e, principalmente, pela produção sustentável. Apenas algumas voltas pela fazenda seriam o suficiente para observar o zelo que o proprietário possui com o meio ambiente: em meio a variedade de árvores, plantas e a grama verde, indícios da boa saúde daquele local, encontram-se biodigestores e galpões estruturados, capazes de produzir sem causar danos colaterais à natureza que os cerca.

Manoel explica que a granja foi idealizada, nos anos 80, com um projeto tecnificado onde o meio ambiente já fosse uma prioridade. “Isso sempre foi uma preocupação do Manoel”, atestou Ricardo Luiz Bona, consultor da fazenda há 24 anos, também presente na entrevista. “Ele sempre investiu em tecnologia. Sempre. Sempre. O Manoel me dizia: ‘Se é para produzir sem equilíbrio, sem sustentabilidade, então é melhor fazer outra coisa’. Trabalhamos não porque existe lei, mas pelas gerações que estão vindo. Para que os nossos netos possam respirar, beber água, como hoje eu tenho essas condições”, disse Bona.

“Estamos tentando adequar nossa granja com todos os recursos”, completou o proprietário, afirmando que a granja está dentro das normas ambientais, com todos os licenciamentos em dia. E a frase seguinte o fez parecer à frente de seu tempo: “Estamos fazendo um estudo para aperfeiçoar isso ainda mais, para tentar antecipar as novas exigências que estão por vir. Cada vez precisa fazer com que a produção não agrida o meio ambiente, temos que ter essa harmonia”, explicou.

As responsáveis pela sustentabilidade do empreendimento são a técnica em zootecnia, Jordana Bento e a engenheira ambiental, Priscilieli Assis. Elas comentam que hoje a granja possui várias tecnologias para a preservação da natureza, como o desidratador, e aplica técnicas como fertirrigação e geração de energia para destinar, com eficiência, boa parte dos resíduos produzidos pela atividade. Nada vai para o ambiente em forma de poluentes. Mas a maior inovação fica por conta do sistema de gestão de águas, planejado para controlar o consumo deste importante recurso. “Cada setor dentro da fazenda tem um hidrômetro que facilita o controle de quanto cada animal consome por dia”, esclareceram.

De acordo com Manoel, esse controle de água foi implementado há mais de cinco anos e vem gerando retorno positivo para a produção. Em um galpão onde se gastava quase 200 mil litros/dia, por exemplo, o consumo caiu para 110 mil litros/dia. “Descobrimos onde se desperdiçava e reduzimos”, completou Bona. “E o próximo degrau é diminuir ainda mais”, projetou, antes de afirmar que a ideia de aplicar esse sistema de controle de água foi, também, uma maneira de reduzir a produção de efluentes, a qual ele considera um “problema na suinocultura na zona da Mata Mineira”.

O controle é reforçado por um sistema de bonificação da equipe, onde o proprietário incentiva os colaboradores a atingirem as metas através de uma premiação trimestral. “É um sistema de ganha-ganha”, disse o consultor. Esse sistema está implantado na granja há mais de 18 anos e abrange não só a redução do consumo de água, como também as melhorias dos índices zootécnicos, financeiros e colabora para o aumento do comprometimento da equipe e redução das faltas no trabalho.

Essas medidas não são as únicas responsáveis pelos bons números da granja. A Fazenda Penalva conta, ainda, com softwares que auxiliam na gestão e no controle de informações. “Sabemos onde estamos e para onde vamos”, disse Bona, afirmando também que biossegurança, sanidade e o investimento em boa genética trazem grande avanço para a suinocultura. Manoel acrescenta que outro fator positivo para os índices zootécnicos é o trabalho com ração peletizada. “O aproveitamento do animal é maior e o desperdício é menor”, contribuiu Bona.

Em muitos momentos, Manoel fez questão de exaltar a equipe que colabora para os resultados do empreendimento. São cerca de 50 funcionários responsáveis pelos múltiplos sítios: no sítio um, está o desmame (2.500 matrizes), no dois, a creche (12 mil leitões desmamados) e em outros três sítios estão as terminações (22 mil animais). Manoel tem a ciência de que educação é a base para o sucesso e incentiva que seus profissionais estejam em constante treinamento. Sua preocupação em investir em mão de obra qualificada é tamanha que, no mesmo dia dessa entrevista, ele recebeu em sua granja três estudantes de zootecnia para uma visita técnica. E quando a temática veio à tona, o produtor logo mencionou a Assuvap como um importante espaço para a capacitação.

“A associação consegue nos representar nos órgãos municipais, estaduais e federais e trazer a tecnologia, as informações, através de palestras, de seminários e da Suinfest, mostrando as novidades em nutrição e equipamentos”, disse. Outro trabalho citado pelo suinocultor foi a Bolsa de Suínos do Interior de Minas (BSim), que, em suas palavras, cria uma referência para comercialização do produto. “A BSim é um resultado dessa busca incessante que a Assuvap tem de nos fortalecer, um trabalho inédito que temos que reconhecer e agradecer em estarmos participando”, disse.

“Gostaria de enaltecer o trabalho da associação pelo profissionalismo que congrega todos os suinocultores e leva muito conhecimento. Eu sou muito grato à Assuvap e à diretoria pela oportunidade de poder participar como associado”, concluiu Manoel, que é associado – e também cooperado da Coosuiponte .

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Fluxo de negócios para suíno melhora e preços sobem no Brasil

Fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos apresentou movimento consistente de alta nos preços nos últimos dias, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado

O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, disse que o fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada. “Os frigoríficos seguem em processo de ajuste de estoques, se recuperando das incertezas relacionadas à logística da última semana”, pontua.

A perspectiva é de maior acirramento nas negociações na segunda quinzena, período no qual o escoamento tende a ser mais tímido devido a menor capitalização das famílias. “Por outro lado, o estreito spread entre a carcaça suína e o frango congelado pode favorecer a reposição”, afirma.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 9,01% na semana, de R$ 5,90 para R$ 6,43. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 2,58%, de R$ 11,06 para R$ 11,34. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,16, elevação de 10,31% frente ao valor registrado na semana passada, de R$ 9,21.

As exportações de carne suína fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 96,74 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 13,82 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 40,88 mil toneladas, com média diária de 5,84 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.366,30.

Em relação a setembro de 2020, houve alta de 64,85% no valor médio diário da exportação, ganho de 61,26% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,23% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo avançou de R$ 115,00 para R$ 140,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 5,60 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 5,95 para R$ 6,60.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração aumentou de R$ 5,85 para R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,10 para R$ 6,70. No Paraná o quilo vivo mudou de R$ 5,75 para R$ 6,55 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande subiu de R$ 5,50 para R$ 6,10, enquanto na integração o preço passou de R$ 5,45 para R$ 5,70. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 6,40 para R$ 7,00. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. No mercado independente mineiro, o preço avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 5,30 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo prosseguiu em R$ 5,70.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Safra de inverno

Colheita do trigo é iniciada no Brasil e clima segue no centro das atenções

Clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina

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Divulgação

A colheita de trigo foi iniciada nesta semana no Brasil. O clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020/21 atinge 2% da área estimada de 1,213 milhão de hectares. A área é 7% maior ante os 1,136 milhão de hectares cultivados na safra 2019/20.

Conforme o Deral, 56% das lavouras estão em boas condições, 32% em situação média e 12% ruins, sem alterações ante a semana passada. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (7%), floração (15%), frutificação (38%) e maturação (40%). Na semana passada, as lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo (18%), floração (27%), frutificação (47%) e maturação (8%). No mesmo período do ano passado,11% da área já havia sido colhida.

A safra 2021 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,721 milhões de toneladas, 17% acima das 3,190 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020. A produtividade média é estimada em 3.095 quilos por hectare, acima dos 2.824 quilos por hectare registrados na temporada 2020.

Rio Grande do Sul

Segundo a Emater/RS, as chuvas dos últimos dias favoreceram, em intensidades variadas, favoreceram a recuperação da umidade do solo e foram importantes para o desenvolvimento. Por outro lado, em algumas localidades, acompanhadas de granizo, causaram danos às lavouras. O desenvolvimento, em nível estadual, está atrasado na comparação com os últimos anos.

Argentina

A condição hídrica das lavouras de trigo da Argentina varia conforme a região do país. De um modo geral, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 30% das lavouras estão em situação de regular a seca, 67% estão em situação ótima ou adequada e 3% tem excesso de umidade. Na semana passada, eram os mesmos 30% em déficit hídrico e 2% com excesso. Em igual período do ano passado, 49% da área estava na situação de seca. A superfície totaliza 6,5 milhões de hectares. As lavouras se dividem entre excelentes ou boas (49%), normais (29%), regulares ou ruins (22%).

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado interno

Mercado de milho mantém lentidão com algumas regiões tendo menor oferta

Tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre

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O mercado brasileiro de milho, assim como no período anterior, teve uma semana de lentidão nos negócios. Em algumas regiões o mercado manteve pressão de oferta, pela entrada da safrinha, enquanto em outras a oferta já foi reduzida e as cotações avançaram um pouco, como foi o caso de São Paulo.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre18. Isso deve manter sustentação aos preços. O país teve uma safrinha extremamente prejudicada por estiagens e geadas e passada a sazonalidade de pressão da colheita, a oferta deve ser reduzida e as cotações podem voltar a subir.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (09 de setembro) e esta quinta-feira (16 de setembro), o milho em Campinas/CIF na venda subiu de R$ 95,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 1,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal se manteve estável em R$ 93,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 93,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 3,2%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação permaneceu estável em R$ 84,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor se manteve na venda em R$ 98,00.

Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação recuou de R$ 96,00 para R$ 95,50 (-0,5%). E em Rio Verde, Goiás, o mercado caiu na venda de R$ 88,00 para R$ 84,00 a saca, baixa de 4,55%.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentam receita de US$ 246,32 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 35,19 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,26 milhão de toneladas, com média de 179,95 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 195,50. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Em relação a setembro de 2020, houve baixa de 28,85% no valor médio diário da exportação, perda de 40,68% na quantidade média diária exportada e valorização de 19,95% no preço médio.

Segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), as exportações brasileiras de milho deverão ficar em 2,92 milhões de toneladas em setembro. Em setembro do ano passado, o Brasil exportou 5,76 milhões de toneladas. Em agosto, os embarques do cereal somaram 4,19 milhões de toneladas. As exportações do ano devem somar até 13,06 milhões de toneladas até o final deste mês.

Fonte: Agência Safras
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