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Grande oferta e novos óleos vegetais derrubam o valor do óleo de soja, segundo INTL FCStone

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O ano de 2013 foi marcado pela manutenção dos preços da soja em patamares historicamente altos, resultado do aperto na oferta mundial após quebras de safras seguidas nos principais países produtores do grão. Apesar da forte correlação entre os preços da soja e do óleo em anos anteriores, em 2013 houve um descolamento entre essas duas séries, conforme estudo elaborado pela consultoria INTL FCStone.
Com isso, foi constatada uma queda relativa dos preços do óleo de soja, tanto no mercado internacional quanto no brasileiro. A relação preço óleo de soja/preço da soja, que girava em torno de 3,0 no começo de 2012, está atualmente na casa de 2,2, considerando as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT).
“Os condicionantes desse descasamento podem ser encontrados num conjunto de fatores, tais como a ampliação da concorrência no mercado internacional de óleos vegetais, com destaque para o óleo de palma; o aumento da oferta do próprio óleo de soja, na medida em que a disponibilidade do grão também aumentou, diante de safras robustas em vários países; e os preços mais altos da soja em grão, ainda como reflexo da quebra da safra 2012/13 nos EUA e o consequente aperto nos estoques de passagem do país”, explica a economista Natalia Orlovicin, analista do Departamento de Inteligência de Mercado da INTL FCStone.
 

Brasil

No Brasil, também foi observado o descolamento de preços entre a soja e o óleo em 2013, influenciado pela movimentação no mercado internacional. Utilizando os preços físicos da praça de Ponta Grossa, no Paraná, entre janeiro e outubro de 2013, houve um aumento de 11,11% no preço da soja e uma redução de quase 25% no preço do óleo. “Com isso, a relação de preços entre o óleo e a soja está próxima de 1,5, sendo que esta já chegou a ser 3,5”, afirma Natália. Essa queda relativa dos preços do óleo de soja também ocorreu em outras localidades, como Rio Verde (GO), Uberlândia (MG), Rondonópolis (MT) e Porto Alegre (RS).
Segundo a INTL FCStone, para 2014, a perspectiva é de que o cenário de oferta de óleos vegetais continue positivo, o que pode manter os preços do óleo ainda em um nível baixo. Adicionalmente, os preços da soja podem recuar diante da maior produção esperada na América do Sul e também nos Estados Unidos, ajudando na recuperação parcial das margens de esmagamento. Assim, espera-se um aumento da demanda interna brasileira para a soja, mas ainda bem abaixo do crescimento da produção. A demanda externa, porém, continua em aceleração, impulsionando as exportações brasileiras do grão, o que pode fazer com que a queda nos preços da soja não seja tão brusca.
“Portanto, há expectativa de uma leve redução nos preços da soja e manutenção dos preços do óleo, o que pode dar condições e incentivar o aumento do esmagamento do grão no Brasil em 2014”.

A
íntegra do estudo está disponível para download no site: http://www.intlfcstone.com.br/insights/606/um-novo-paradigma-para-o-mercado-de-oleo-de-soja.html

Fonte: Atualle Comunicação

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Notícias Agronegócio

Volume exportado cresce, mas faturamento se mantém estável no início de 2019

De janeiro a abril deste ano, as exportações dos produtos do agronegócio cresceram 8% frente às do mesmo período de 2018

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Ivan Bueno/APPA

Após atingirem volume recorde no ano passado, os embarques dos produtos do agronegócio brasileiro se mantêm firmes em 2019. De acordo com pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, de janeiro a abril deste ano, as exportações (em quantidade) dos produtos do agronegócio brasileiro cresceram 8% frente às do mesmo período de 2018.

Já o faturamento em dólar se limitou a crescer apenas 0,3% no mesmo período. Neste caso, pesquisadores do Cepea destacam que foi a queda dos preços médios em dólar que não permitiu ao setor obter um faturamento maior no primeiro quadrimestre deste ano. Além disso, a valorização da moeda nacional reduziu a atratividade das vendas agrícolas brasileiras. Nesse sentido, foi o volume exportado que manteve o faturamento em dólar do setor no início de 2019 em patamar positivo.

Produtos exportados

Quando comparado o primeiro quadrimestre deste ano frente ao mesmo período de 2018, o algodão em pluma foi o produto que registrou o aumento mais significativo nos embarques, de 75%. As vendas externas de milho e café também apresentaram crescimentos expressivos, de 42% e 32%, respectivamente.

Pesquisadores do Cepea indicam que o ano tem se apresentado promissor para algodão, milho e carnes. Há expectativa de que as carnes continuem apresentado aumentos nas vendas externas, principalmente para os países asiáticos. No caso do algodão, exportadores brasileiros conquistaram a segunda posição no ranking de vendas internacionais do produto.

Destino

A China segue como principal parceira comercial do setor, mas tem uma pauta muito concentrada nos produtos do complexo da soja, com destaque para soja em grão. A Europa é o segundo maior destino dos produtos agrícolas e os Estados Unidos são o terceiro. Países que compõem o grupo “outros” também têm participação significativa de 30% nas exportações brasileiras totais, com destaque para os asiáticos.

2019

Este deve ser mais um ano de boa colheita de grãos, o que deve manter elevada a disponibilidade dos produtos, tanto para consumo doméstico quanto para exportação. O exportador deve se manter atento à disputa comercial entre China e Estados Unidos, tendo em vista que esse contexto favorece o Brasil, que pode manter fatia maior nas exportações de produtos agrícolas à China, inclusive para o mercado de carnes. Por outro lado, os preços no mercado internacional têm se reduzido.

Há que se considerar, também, o efeito do câmbio. O Real tem se desvalorizado com mais força nos últimos meses, o que ajuda a manter a atratividade dos produtos brasileiros no mercado externo, favorecendo o crescimento do volume exportado. Caso a moeda nacional se mantenha mais desvalorizada, o faturamento em Real do setor pode continuar crescendo em 2019.

Fonte: Cepea
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Notícias Segundo Arc Mercosul

Adiantada, colheita de milho do Brasil atinge 12,5% da área

Após plantio antecipado, colheita da safra que promete ser recorde também está adiantada em relação à média de cinco anos

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Divulgação

O Brasil havia colhido até esta semana 12,5% de sua área de milho segunda safra, em ritmo acelerado que supera os 3,9% registrados na mesma época em 2018, informou na quarta-feira (19) a consultoria Arc Mercosul. Após um plantio antecipado, a colheita da safra que promete ser recorde também está adiantada em relação à média de cinco anos, de 4%, segundo dados da Arc Mercosul.

O Paraná é o Estado mais adiantado nos trabalhos, com 21% da área colhida, disse a consultoria, apontando o mesmo percentual divulgado na véspera pelo Departamento de Economia Rural (Deral), do governo paranaense.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a colheita avançou para 16,9%, seguido por Goiás, com 7%, segundo a Arc Mercosul.

Com uma segunda safra favorecida por boas condições climáticas, o Brasil deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de milho na temporada 2018/19, segundo algumas consultorias especializadas.

Fonte: Reuters
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Notícias Map autorizou

Produtor pode usar Virginiamicina como melhorador de desempenho

Virginiamicina é retirada da lista de antimicrobianos, que trata da intenção de proibição de comercialização

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Arquivo/OP Rural

A Virginiamicina é autorizada para uso como aditivo melhorador de desempenho na produção animal. A informação foi confirmada por parecer técnico da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/MAPA), divulgado no dia 7 de junho.

Ofício 309/2019 assinado pelo titular da SDA/MAPA, José Guilherme Tollstadius Leal, confirma parecer favorável da Secretária à “manutenção por 24 meses do uso da molécula (Virginiamicina) na finalidade do atual registro”.

Dessa forma, a Virginiamicina é retirada da lista de antimicrobianos da Portaria 171/2018, que trata da intenção de proibição de comercialização.

“A comunicação da SDA/MAPA reconhece o importante papel da Virginiamicina como melhorador de desempenho, possibilitando aos pecuaristas, produtores de leite, suinocultores e avicultores o uso dessa molécula para a melhoria de desempenho na produção animal, com consequente aumento da produtividade”, ressalta Mauricio Graziani, presidente da Phibro Animal Health.

Fonte: Assessoria
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