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Governo prorroga consulta pública sobre importação de tilápia

Prazo para envio de sugestões e análises sobre a importação da espécie agora vai até 10 de abril.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, nesta sexta-feira (7), que o prazo para envio de sugestões à consulta pública sobre a importação de tilápias será prorrogada por mais 60 dias. A abertura da consulta ocorreu no dia 10 de dezembro de 2024, com data-limite até 10 de fevereiro deste ano. Agora, o novo prazo passa a ser 10 de abril. O Sistema Faep, junto com outras entidades do setor, pediu a prorrogação, pois o tempo era considerado insuficiente para o debate, especialmente considerando a relevância da cadeia na economia paranaense.

Foto: Claudio Neves

Há anos, o Paraná é o maior produtor de tilápia do país, respondendo atualmente por 36% da produção nacional (213,3 mil toneladas em 2023). “Ano após ano, a aquicultura gera mais empregos e renda ao Paraná, inclusive com excedente destinado à exportação.  Não podemos penalizar os produtores e agroindústrias que estão realizando investimentos e, agora, veem seus negócios em risco com essa possível importação de um produto que pode trazer problemas sanitários e econômicos”, aponta Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.

Além de abastecer o mercado interno, o Paraná é o maior exportador brasileiro de tilápia, tendo enviado US$ 35 milhões (64% do total) ao exterior em 2024. O Brasil já é o quarto maior fornecedor de tilápia para o Estados Unidos, com negócios que dobram a cada ano, especialmente envolvendo filés frescos. O arranjo logístico de extrema eficiência possibilita o produto chegar à gôndola dos norte-americanos em menos de 36 horas.

Outras frentes

Além de atuar junto ao governo federal, o Sistema Faep também está engajado em outras frentes para tentar barrar a importação de tilápia. No dia 3 de fevereiro, a entidade, junto a outros entes representativos da iniciativa privada e do poder público, entregou um documento ao governador Carlos Massa Junior pedindo intervenção para barrar a eventual importação de tilápia. O documento destaca que a cadeia precisa de apoio comercial e proteção sanitária para se desenvolver em seu potencial máximo.

Retrospecto da importação de tilápia

A preocupação com a importação de tilápias pelo Brasil entrou em pauta em dezembro de 2023, quando o país importou 25 mil quilos de tilápia do Vietnã. Na época, o Sistema Faep enviou um documento ao Ministério da Pesca e Aquicultura repudiando a aquisição dos peixes importados. A entidade paranaense argumentou que a compra tilápia de outros países prejudica a piscicultura brasileira e paranaense.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

Peixes

Região Sul lidera crescimento da piscicultura brasileira e alcança 360,8 mil toneladas em 2025

Avanço supera 8% no ano, com Paraná e Santa Catarina entre os cinco maiores produtores do país.

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Fotos: Shutterstock

A Região Sul liderou o crescimento da produção de peixes de cultivo no Brasil em 2025. O bloco alcançou 360.800 toneladas, volume 8,08% superior ao registrado em 2024, quando foram produzidas 333.815 toneladas. Além de ocupar a primeira posição no ranking nacional por regiões, o Sul apresentou o maior índice de avanço no período.

De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Psicultura Peixe BR 2026, o desempenho foi superior ao das demais regiões do país. O Sudeste ficou na segunda colocação, com produção de 195.620 toneladas em 2025, crescimento de 3,29% em relação às 189.380 toneladas obtidas no ano anterior.

Na sequência aparece o Nordeste, que somou 193.785 toneladas, alta de 5,04% frente às 184.480 toneladas registradas em 2024. O resultado manteve a região próxima do volume alcançado pelo Sudeste.

A Região Norte produziu 141.165 toneladas em 2025, queda de 1,41% em comparação com as 143.190 toneladas do ano anterior. Foi o único bloco a apresentar retração no período. Entre 2024 e 2023, a região havia permanecido praticamente estável, sem perda de volume.

Já o Centro-Oeste alcançou 120.170 toneladas, crescimento de 1,99% sobre as 117.815 toneladas produzidas em 2024. O avanço, no entanto, foi menor do que o observado na comparação anterior, entre 2024 e 2023, quando a expansão havia sido três vezes maior.

No ranking nacional, além da liderança regional, o Sul também conta com Paraná e Santa Catarina entre os cinco principais estados produtores de peixes de cultivo do país.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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Peixes

Período de Defeso da Piracema termina no domingo em todo o Paraná

Com o fim da restrição, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas a partir de 1º de março.

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Fotos: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O período de defeso da Piracema termina neste domingo (1º) no Paraná. Com isso, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas. O ciclo teve início em novembro e busca preservar a reprodução natural dos peixes na bacia hidrográfica do Rio Paraná. A ação é anual e normatizada pela Portaria 377/2022, elaborada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Na próxima semana, o órgão vai apresentar um balanço com os números de apreensões e Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos durante o período restritivo. Na última Piracema, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, foram lavrados 40 AIAs, com multas que totalizaram R$ 127,4 mil. Houve ainda a apreensão de 44 quilos de peixe, além de materiais e equipamentos como redes de pesca, molinetes, carretilhas, anzóis, entre outras ferramentas de pesca utilizadas irregularmente.

A restrição de pesca é determinada pelo órgão ambiental há quase duas décadas, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A lei de crimes ambientais define multas de aproximadamente R$ 1.200 por pescador e mais de R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, podem ser apreendidos se ficar comprovada a retirada de espécies nativas durante o defeso, com cobrança de R$ 100 por apetrecho recolhido. O transporte e a comercialização também são fiscalizados no período.

Denúncias sobre pesca irregular ou uso de equipamentos ilegais podem ser feitas de forma anônima e segura por meio do telefone 181 (Disque Denúncia).

Fonte: AEN-PR
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Peixes

Mercado restrito e desafios industriais impactam desempenho dos peixes nativos

Consumo concentrado em três regiões e necessidade de mais tecnologia influenciam resultado do setor em 2025.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A produção brasileira de peixes nativos totalizou 257.070 toneladas em 2025, volume 0,63% menor que o registrado no ano anterior. Com isso, o segmento acumula o terceiro ano consecutivo de retração. O último avanço havia sido observado entre 2021 e 2022, quando houve crescimento de 1,79%.

Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026. O levantamento aponta que o desempenho do setor está ligado a fatores como mercado mais restrito, com consumo concentrado principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além da necessidade de ampliar investimentos em tecnologia e fortalecer a industrialização da cadeia.

Foto: Alessandro Vieira

Rondônia liderou a produção nacional de peixes nativos em 2025, com 55.200 toneladas, resultado 2,8% inferior ao de 2024. O Maranhão aparece na segunda posição, com 42.700 toneladas e crescimento de 9,5%. Mato Grosso ocupa o terceiro lugar, com 40.000 toneladas, alta de 0,7%. Na sequência estão Pará, com 25.000 toneladas (+3,7%), e Roraima, com 23.000 toneladas (-0,4%).

O anuário destaca que o avanço da atividade passa pelo aprimoramento dos processos produtivos e pela adoção de novas estratégias de mercado. Entre as medidas apontadas estão o investimento em melhoramento genético, ampliação da oferta de insumos específicos e fortalecimento da indústria frigorífica para atender produtores e consumidores.

No mercado, a expansão pode ocorrer com a abertura de novos canais de comercialização e valorização da identidade regional dos peixes nativos, especialmente nas regiões que já concentram a maior produção.

O documento também cita a importância de políticas públicas integradas para estimular a cadeia, incluindo linhas de crédito, capacitação de produtores, melhorias em logística e distribuição. No consumo interno, a ampliação da presença desses peixes na merenda escolar, em órgãos públicos, hospitais e programas de cesta básica é apontada como alternativa para fortalecer a demanda.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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