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Governo negocia novas vendas de estoque de milho, após confirmação de menor safra

O governo pretende leiloar até 1 milhão de toneladas de milho neste ano, informou o Mapa em nota

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou na terça-feira (10) que negocia novas vendas de estoques de milho neste ano como forma de garantir o abastecimento dos produtores de frangos e suínos, após confirmação de que a segunda safra será menor que a do ano passado. 

O governo pretende leiloar até 1 milhão de toneladas de milho neste ano, informou o Mapa em nota. Nos últimos três meses, 500 mil toneladas do grão já foram vendidas por meio dos leilões e, em abril, o governo aprovou a redução a zero do imposto de 8% sobre a importação do grão. 

“Além disso, desde janeiro, vendeu 60 mil toneladas de milho balcão e outras 135 mil toneladas já foram deslocadas ou estão em deslocamento para os armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e devem ser vendidas nos próximos dois meses”, informou o Mapa. 

O 8º Levantamento da Safra de Grãos 2015/16 divulgado pela Conab na terça-feira confirmou expectativas de mercado de que a segunda safra de milho terá queda na produtividade em relação à registrada no ano passado. A expectativa é de que a produção da safrinha seja de 52,9 milhões de toneladas, 3,1% a menos que a registrada no ciclo 2014/2015. 

A queda na produtividade do milho foi provocada pela falta de chuvas. “Já sabendo que a safrinha poderia ter queda de produtividade, por ter sido plantada mais tarde e pela seca na região do Matopiba e no Centro-Oeste do país, o governo vem adotando medidas para garantir milho principalmente para os criadores independentes de aves e suínos, animais cuja base de alimentação é o milho”, disse o secretário de Política Agrícola do Mapa, André Nassar. 

Na sexta-feira, o indicador do preço do milho do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP alcançou alta histórica, de R$ 50,01 por saca de 60 quilos. Na segunda-feira, o indicador fechou a R$ 49,97/saca. 

O CEO global da BRF, Pedro Faria, disse em teleconferência de resultados financeiros no início do mês que espera forte queda no preço do milho com a entrada da safrinha, entre o fim de maio e início de junho, mesmo com a previsão de menor produtividade.

Fonte: CarneTec

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Feaper libera bônus de até 80% para renegociar R$ 20 milhões em dívidas no Rio Grande do Sul

Medida atende agricultores familiares e inclui articulação de R$ 24,5 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para 26 cooperativas, com tentativa de incluir outras 42 que ficaram na suplência do Edital 01/2026.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Conselho do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) aprovou, em reunião realizada nesta semana, a retomada do bônus de adimplência para agricultores familiares com contratos em atraso no Rio Grande do Sul.

Foto: Guilherme Granez

A decisão permite que produtores e entidades inadimplentes quitem débitos nas condições originais, com aplicação retroativa do benefício à data do vencimento. Em muitos casos, o bônus alcança 80% do valor devido. O conjunto das operações envolvidas supera R$ 20 milhões.

Na mesma reunião, o colegiado tratou da articulação de recursos do Programa Camponês para cooperativas gaúchas, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A proposta prevê investimento de R$ 24,5 milhões para atender 26 cooperativas do Estado por meio do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A Secretaria de Desenvolvimento Rural também irá solicitar a ampliação do volume de recursos para incluir outras 42 cooperativas que ficaram na suplência do Edital 01/2026.

O secretário de Desenvolvimento Rural do Estado, Gustavo Paim, que preside o Conselho do Feaper, afirmou que as medidas têm como objetivo restabelecer a capacidade financeira dos produtores e ampliar o alcance das políticas públicas voltadas ao meio rural. “As iniciativas buscam dar um respiro aos produtores e alavancar a produtividade no Estado. Primeiro, com o bônus de adimplência, que retoma benefícios relacionados aos contratos. Em um segundo momento, estamos ampliando a parceria com o governo federal para captar mais recursos, com o objetivo de beneficiar as cooperativas que estão na suplência do edital”, declarou.

Fonte: O Presente Rural com Seapi
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Bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento afeta agro e atinge Ministério da Agricultura

Corte de R$ 124,1 milhões no Mapa gera preocupação com políticas públicas e apoio ao produtor rural.

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Foto: Shutterstock

O setor agropecuário, principal responsável pelo superávit nacional nos últimos anos, será novamente impactado negativamente pela decisão do governo federal de bloquear R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. Deste montante, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) teve R$ 124,1 milhões bloqueados, entrando no grupo das pastas mais afetadas. A medida ocorre em função de os gastos previstos da máquina pública federal terem ultrapassado o limite de despesas do arcabouço fiscal.

“Essa medida do governo federal é mais uma prova do descontrole nos gastos públicos. A situação fica ainda pior porque vai prejudicar o setor agropecuário, que segura a balança comercial há anos, e vai deixar milhares de produtores rurais desamparados”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Mais uma vez, a situação de mudanças no orçamento da União traz incertezas para o setor agropecuário. No dia 31 de dezembro de 2025, o governo federal já havia publicado a Lei 15.321, que estabelecia as diretrizes do Orçamento de 2026 (LDO 2026). Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, entre outros pontos, o dispositivo que impedia o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ou seja, não há garantia de recursos para a subvenção ao PSR.

No mês passado, o Sistema FAEP, em conjunto com outras entidades do agronegócio paranaense, encaminhou documento solicitando R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Dentro deste valor, o pedido é de R$ 4 bilhões para fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da implementação de uma subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, mais vulneráveis a eventos climáticos adversos.

“Certamente, esse bloqueio vai ter reflexos no meio rural, com cortes em políticas públicas essenciais para os nossos produtores rurais. O governo federal precisa começar a levar a sério o setor agro e o seguro rural, ferramenta importante para o os agricultores, principalmente diante das recorrentes intempéries climáticas, que geram perdas significativas no meio rural”, alerta Meneguette.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Acordo UE-Mercosul abre oportunidade para agro reposicionar sua imagem no exterior

Em vigor de forma provisória a partir de maio, acordo amplia acesso ao mercado europeu e reforça a importância de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade na percepção dos produtos brasileiros.

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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a partir de 1º de maio, inaugura um novo ciclo para o agronegócio brasileiro que vai além do ponto de vista comercial, e, sobretudo, de posicionamento. Em um mercado cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a ser também de narrativa.

Conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna: “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado” – Foto: Divulgação

Durante o encontro do ABMRA Ideia Café da última terça-feira (31), promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna, destacou que o acordo chega em um momento de reconfiguração das relações comerciais globais e de maior exigência por parte do consumidor europeu. Nesse contexto, a forma como o agro brasileiro se apresenta ao mundo tende a ser tão determinante quanto sua competitividade produtiva.  “Há uma oportunidade clara de fortalecer a confiança no produto brasileiro. O investimento em rastreabilidade e em novas certificações podem transformar a percepção do agro no mercado europeu”, afirmou.

Nos últimos anos, a imagem dos produtos agropecuários brasileiros no exterior foi impactada por debates relacionados ao desmatamento e às práticas ambientais. Embora avanços recentes tenham contribuído para reduzir esse ruído, o cenário ainda exige uma atuação mais estruturada por parte do setor para consolidar uma percepção positiva.

Foto: Divulgação

Nesse novo contexto, três pilares passam a orientar a comunicação do agro brasileiro no exterior, de acordo com Damian Lluna. “Mostrar a capacidade de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade pode gerar mais proximidade com o consumidor europeu. Comprovar a origem dos produtos, garantir transparência ao longo da cadeia produtiva e evidenciar práticas alinhadas às exigências ambientais deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico de acesso ao mercado europeu”, destacou.

Segundo Lluna, a tendência é que a abertura comercial venha acompanhada de uma demanda crescente por comprovação dessas práticas, por meio de sistemas mais robustos de controle e certificação. “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado”, disse.

Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, frisou.

Com a entrada em vigor do acordo, o desafio passa a ser duplo na captura das oportunidades comerciais e no avanço do posicionamento internacional do setor. “Nesse cenário, a consolidação de uma narrativa consistente apoiada por dados e evidências tende a ser determinante para ampliar a competitividade e sustentar o acesso a mercados mais exigentes”, completou Nicodemos.

Fonte: Assessoria ABMRA
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