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Governo não Cumpre Acordo e Suíno fica sem Preço Mínimo

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Na última quarta-feira (13/08) o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou os preços mínimos para a safra 2014/2015, com reajustes nos preços de vários produtos agropecuários como arroz, algodão, soja e leite. Infelizmente ainda não foi dessa vez que o governo federal cumpriu seu acordo com o setor e incluiu a carne suína no rol dos produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).
 
Demanda histórica dos suinocultores brasileiros, quase virou realidade no final do ano passado com a aprovação do Projeto de Lei 7.416/2010, do senador Valdir Raupp, mas foi vetado pela presidente Dilma Rousseff no apagar das luzes de 2013. Na mensagem que a presidente enviou ao congresso afirmou ser “desnecessária a previsão em lei para a abrangência da carne suína na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), uma vez que, de acordo com a legislação vigente, o setor já pode ser incluído por meio de ato infralegal”. Tudo certo, porém a tal medida infralegal não saiu do papel, e a suinocultura ficou de fora da PGPM.
 
A inclusão da carne suína na política de preços mínimos por ato do legislativo sempre foi vista com antipatia por parte do governo, que avalia que a aprovação por força de lei abriria um precedente para outras cadeias produtivas. Somente um produto, a uva, entrou na lista através deste artifício. Todos os outros seguiram o mesmo caminho, com proposição da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (MAPA) e aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), onde o Ministério da Agricultura não tem assento. O CMN é presidido pelo Ministro da Fazenda, e também integram o conselho o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Presidente do Banco Central do Brasil. 
 
Seja por força de lei ou de pressão política no executivo, a verdade é que o governo teme um inchaço nesta lista. Na safra 1998/1999 menos de 40 produtos tinham proteção de preços e se a carne suína tivesse sido incluída neste ano a lista chegaria a 55 itens. A preocupação com a flutuação dos preços dos produtos agrícolas e suas possíveis consequências nas contas governamentais também ficou evidente em outra parte do veto presidencial que excluiu a carne suína da PGPM, citando que a medida poderia gerar “obrigações permanentes, que não se coadunam com o atual desenho da política de garantia de preços mínimos, que considera flutuações do mercado, logística operacional e garantia de safra, o que retiraria a flexibilidade das atuais regras para o setor”. Em resumo, o governo federal não quer dividir os riscos do mercado com os produtores.
 
A atual discussão de um preço mínimo para carne suína ganhou força com a última crise, em 2012, momento em que a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) colocou como prioridade política a aprovação do projeto de lei. Apesar do apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do MAPA, o pleito nunca obteve apoio do Ministério da Fazenda, que considera o setor muito verticalizado, com domínio de grandes grupos industriais e com cada vez menos produtores pequenos e independentes. Para os técnicos da Fazenda, somente a proteção dos produtores independentes faria sentido, já que julgam que a agroindústria poderia se beneficiar ao saber que o governo agiria em casos de preços abaixo do mínimo. 
 
A partir de março deste ano o impasse ficou claro. A pressão dos suinocultores e o compromisso assumido pelo Ministro da Agricultura evidenciaram a negativa do Ministério da Fazenda. A proposta, elaborara pelos técnicos da Conab e da Secretaria de Política Agrícola do MAPA, descansa sobre a mesa da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Os preços mínimos para o quilo do suíno vivo sugeridos para aprovação no CMN eram de R$ 2,68 no Sul e Sudeste, com acréscimo de 5% para produtores com menos de 100 matrizes ou engorda de 2500 animais/ano; R$ 2,60 para o Centro-Oeste; e R$ 3,20 para o Nordeste. Com preço atual acima de R$ 4,00/kg parece que os técnicos do Ministério da Fazenda terão um pouco de tranquilidade. Pelo menos até a próxima crise. 

Fonte: Fabiano Coser

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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