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Governo libera R$ 7,9 milhões para fortalecer produção orgânica no Paraná

Paraná Mais Orgânico (PMO) promove orientação gratuita para agricultores familiares interessados em produzir alimentos de maneira orgânica. Criado há 14 anos, é desenvolvido em parceria com as sete universidades estaduais, o Tecpar e o IDR-Paraná.

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Foto: José Fernando Ogura

O Governo do Estado lançou na segunda-feira (05) edital de R$ 7,9 milhões para o programa Paraná Mais Orgânico (PMO), que promove orientação gratuita para agricultores familiares interessados em produzir alimentos de maneira orgânica. Os recursos são do Fundo Paraná, dotação orçamentária administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), exclusiva para o fomento científico e tecnológico paranaense.

Criado há 14 anos pela Seti, o PMO é desenvolvido em parceria com as sete universidades estaduais, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os recursos previstos nesse novo edital serão distribuídos entre 12 projetos, sendo nove propostas para os núcleos de certificação orgânica localizados em campi das instituições estaduais de ensino superior: Bandeirantes e Londrina, na região Norte; Francisco Beltrão, no Sudoeste; Guarapuava, no Centro-Sul; Marechal Candido Rondon, no Oeste; Maringá e Umuarama, no Noroeste; Paranaguá, no Litoral; e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

Outros dois projetos serão apresentados pelo IDR, para os núcleos de certificação de Curitiba, na Região Metropolitana, e Ivaiporã, no Vale do Ivaí. O último projeto será elaborado pelo Tecpar, para as atividades desenvolvidas em um núcleo de auditoria do programa, situado na capital paranaense. As propostas podem ser enviadas até 30 de junho com os respetivos planos de trabalho e de aplicação de recursos financeiros.

O aporte assegura a continuidade das atividades do programa pelos próximos dois anos e meio, incluindo a formação de novos profissionais em agroecologia e produção orgânica, desenvolvimento de pesquisas, ações de assistência técnica e extensão rural e emissão de certificados de conformidade orgânica para os produtores paranaenses.

Para o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, esse novo investimento governamental objetiva contribuir para o fortalecimento da produção orgânica e a ampliação do número de agricultores familiares paranaenses certificados.

“Esse edital representa um incentivo para o aumento da produção, processamento, comercialização e consumo de alimentos orgânicos no Estado do Paraná. A ideia é ampliar o acesso de agricultores familiares paranaenses à certificação orgânica em conformidade com a legislação e promover um suporte na oferta de serviços de assistência técnica e extensão rural, a partir do conhecimento científico e tecnológico gerados pelo setor produtivo acadêmico”, afirma.

O Paraná ocupa posição de destaque entre os estados brasileiros com mais propriedades rurais certificadas para a produção de orgânicos, segundo o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Nesse cenário, o Governo do Estado assumiu o compromisso de inserir, gradativamente, produtos orgânicos e de base agroecológica na merenda escolar, no âmbito do Sistema Estadual de Ensino Fundamental e Médio. A expectativa é que o benefício alcance 100% dos estudantes até 2030.

Recursos

Do montante previsto, R$ 5,8 milhões serão destinados ao pagamento de 67 bolsas de R$ 2.500 para profissionais graduados, com dedicação semanal de 40 horas para o projeto, e 11 bolsas de R$ 931 para estudantes de graduação, com 20 horas de dedicação semanal. Nas duas modalidades, os bolsistas serão escolhidos por meio de editais públicos, não sendo possível a seleção de candidatos com qualquer tipo de vínculo empregatício ou beneficiários de outras bolsas.

O programa também prevê 12 bolsas de coordenação para os núcleos de certificação e de auditoria. Os orientadores das unidades de certificação serão selecionados entre professores efetivos das universidades e extensionistas efetivos do IDR, preferencialmente com formação em Agronomia e atuação nas áreas de agroecologia, agricultura orgânica, agricultura familiar, desenvolvimento rural ou extensão rural, assim como experiência em certificação orgânica.

Para coordenar o núcleo de auditoria, o profissional selecionado deve ter formação e experiência em auditoria de processos de avaliação da conformidade orgânica. Estão reservados, ainda, R$ 2,1 milhões para a cobertura de outras despesas de custeio e investimento, a fim de assegurar a execução das atividades do PMO.

Agricultura orgânica

A produção orgânica é caracterizada pela produção equilibrada e benéfica para o meio ambiente e pela ausência de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, sementes modificadas e reguladores de crescimento animal. A finalidade é reduzir os impactos ambientais e cultivar alimentos mais saudáveis. Entre os principais benefícios dos orgânicos estão a substituição de produtos químicos no combate de pragas e doenças das lavouras, a utilização consciente da água, o uso de energia renovável e a redução de índices de poluição.

O programa Paraná Mais Orgânico auxilia os produtores fornecendo o conhecimento técnico necessário para converterem as lavouras tradicionais para o modelo orgânico, livres de agrotóxicos, sementes transgênicas e outras substâncias tóxicas ou sintéticas, conforme determina a legislação brasileira.

Fonte: AEN-PR

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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