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Governo lança 48ª Expointer destacando o legado dos gaúchos para a construção do futuro do Rio Grande do Sul
Feira ocorrerá de 30 de agosto a 07 de setembro, em Esteio, e tem o slogan “Nosso futuro tem raízes fortes”.

A 48ª Expointer, considerada a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, foi oficialmente lançada na quinta-feira (17). O evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, de secretários estaduais, representantes de entidades copromotoras e autoridades. A cerimônia de lançamento ocorreu na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre.
A feira acontece de 30 de agosto a 07 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (PEEAB), em Esteio, e este ano tem como slogan: “Nosso futuro tem raízes fortes”. Trazendo o conceito de legado – algo de valor que é transmitido, uma missão que é confiada – a campanha traz um olhar para o futuro honrando a história dos gaúchos. “A Expointer é muito mais do que uma feira de negócios, ela é um encontro da alma do Rio Grande com o seu futuro. É onde nos reconectamos com as nossas raízes mais profundas, com a força do nosso campo, com os valores que construíram este Estado. Mas não é um olhar nostálgico: é a inspiração no passado para mover o Rio Grande em direção a um futuro melhor. Porque o nosso futuro tem raízes fortes, e é nelas que buscamos a energia para transformar o presente com coragem, inovação e trabalho”, afirmou Leite.
Espaço estratégico
O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, destacou o clima de entusiasmo que marcou a cerimônia de lançamento da 48ª Expointer. “A atmosfera festiva prenuncia o sucesso que esta edição promete alcançar”, afirmou.

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul: “A Expointer é muito mais do que uma feira de negócios, ela é um encontro da alma do Rio Grande com o seu futuro”
Brum também ressaltou que a feira será um espaço estratégico para avançar nas discussões sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais. “A Expointer também cumpre um papel essencial de ser espaço de escuta, de diálogo e de construção de soluções para os nossos produtores rurais. Aqui se debatem políticas públicas, se compartilham experiências e se articulam avanços importantes como os que conseguimos este ano: o apoio do Estado, por exemplo, com R$ 150 milhões para permitir a prorrogação de créditos via Banrisul, e a mobilização junto ao Congresso para garantir a securitização das dívidas do setor. Estar ao lado do produtor, especialmente nos momentos difíceis, é a responsabilidade que o governo do Estado assume com firmeza e sensibilidade”, acrescentou o governador.
Vitrine para o campo
O secretário lembrou que a feira reunirá o melhor da agropecuária nacional, com destaque para a genética animal, máquinas, equipamentos e a presença marcante do gado de corte, leiteiro e dos cavalos de raça. Além disso, a infraestrutura de acesso ao evento foi aprimorada. A conclusão do viaduto na BR-116 e o funcionamento normal do Trensurb devem facilitar a chegada ao parque de exposições, garantindo mais conforto aos visitantes. “Com grande entusiasmo, convidamos a todos para participarem da 48ª edição da Expointer, que ocorrerá de 30 de agosto a 7 de setembro”, completou o secretário.
Novidades deste ano
Pensando na experiência do público visitante, estará em funcionamento durante a feira o Expointer 360⁰, um mapa interativo com a utilização da GurIA, assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) generativa, lançada recentemente pelo governo do Estado. O usuário poderá navegar pelo Parque, com o auxílio da GurIA e sua geolocalização do celular, e saber como chegar em algum ponto determinado, qual a programação prevista para aquele espaço – quando houver –, além de pesquisar algum local que gostaria de ir e ver sua localização. O trabalho está em fase final de desenvolvimento com a Procergs.

Foto: Joel Vargas
Também está confirmado o espetáculo Ópera Gaúcha, na Pista Central do Parque, no dia 30 de agosto, além da segunda edição do Festival Sou do Sul, um evento realizado e produzido pela S3 Produtora, com apoio da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e do governo do Estado. O Sou do Sul ocorrerá no primeiro final de semana da feira, na pista coberta da ABCCC no Parque, e em breve a produtora responsável irá fazer a divulgação das atrações.
Além do lançamento da feira em Porto Alegre, está sendo organizada a divulgação da Expointer também em São Paulo e Brasília no início de agosto.
Agricultura Familiar
O Pavilhão da Agricultura Familiar terá o maior número de participantes da história. Serão 456 empreendimentos, superando os 413 do ano passado, o que evidencia o crescimento e a relevância da participação dos agricultores familiares na feira. Os empreendimentos inscritos representam 196 municípios gaúchos, reforçando a presença da agricultura familiar em diferentes regiões do Estado.
Ingressos para a Expointer
Os ingressos para acesso à Expointer custam: R$ 20 para pedestres; com meia-entrada (R$ 10) para pessoas acima de 60 anos, estudantes munidos de carteira oficial e pessoas com deficiência.
Crianças de até seis anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, não pagam.
O estacionamento para veículos custa R$ 50 (não inclui a entrada do motorista nem dos demais passageiros).
Em todos os dias do evento, a entrada de visitantes na feira é das 8h às 20h. Em breve mais informações sobre a venda antecipada de ingressos.
Copromotores

A Expointer é uma realização do governo do Estado, por meio da Seapi, com o apoio das entidades copromotoras: Prefeitura de Esteio, Federação da Agricultura do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
Durante o lançamento, foram exibidos diversos depoimentos de representantes das entidades, que destacaram a importância econômica e social da Expointer para o desenvolvimento do Estado. “A Expointer é um espaço que une tradição, tecnologia e muita força do campo. Mais do que uma feira, a Expointer é um símbolo de cultura, trabalho e desenvolvimento. É o campo pulsando e é a cidade aprendendo com o interior e também o futuro sendo semeado a cada nova edição. E nós, da cidade de Esteio, temos orgulho em fazer parte dessa história”, enfatiza o prefeito de Esteio, Felipe Costella.
O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, exaltou a chegada da 48ª Expointer, destacando que as edições anteriores deixaram marcas significativas. “Já tivemos tantas Expointer, e cada uma deixou seu legado. Esta edição ocorre em meio a uma crise de endividamento dos nossos produtores, que exige coragem para o enfrentamento. Aliás, coragem é uma das marcas do povo gaúcho, e isso fica evidente diante das dificuldades que o Estado tem enfrentado, especialmente em razão do cataclismo climático. Vamos, portanto, realizar mais uma edição maravilhosa — e todos já estão convidados a participar.”
Expointer reflete as transformações no campo
Para o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, a Expointer é o momento de reforçar o compromisso e buscar soluções que garantam a sustentabilidade da agricultura e da pecuária no Estado. “O meio ambiente está mudando, e nós precisamos nos adaptar. É por meio do diálogo, da discussão e da construção conjunta que vamos encontrar as soluções. E, nesse processo, a Expointer terá um papel fundamental”, refletiu.
“Nossa Expointer tem data e local definidos e se consolidou como um dos maiores patrimônios do Rio Grande do Sul. Ali está representada a diversidade da produção gaúcha, do produtor de abelhas ao de búfalos. É também um espaço onde podemos ver a pujança da nossa genética e a inovação do agronegócio, sem dúvida. Além disso, é um momento em que o consumidor pode conhecer quem produz os alimentos que consome, e o produtor, por sua vez, pode debater suas necessidades. Portanto, esperamos todos para celebrarmos juntos mais uma edição desse grande encontro do campo com a sociedade, de 30 de agosto a 7 de setembro”, salientou o presidente da Febrac, Marcos Tang.
Inovação e tradição lado a lado
O presidente da Ocergs, Darci Hartmann, destacou a importância da Expointer na vida dos gaúchos e das gaúchas. “É uma feira que transcende as fronteiras do nosso Estado, com dimensão nacional, e que oferece ao cooperativismo a oportunidade de abordar temas fundamentais, como formação, educação e a construção de uma nova realidade”, afirmou

Foto: Daniela Barcellos Palácio Piratini
O presidente do Simers, Cláudio Bier, destacou que o setor representa mais de 90% das vendas da Expointer. “É com esse peso e responsabilidade que estamos nos preparando para a edição de 2025. O agro é a base da economia gaúcha e, mesmo diante de tantas dificuldades — como enchentes, secas e agora o tarifaço —, o produtor segue firme e inspira a todos. A Expointer é muito mais do que uma feira: é uma vitrine de inovação, um termômetro do mercado e uma grande oportunidade de negócios”, afirmou. “Chegamos à 48ª edição da maior feira de animais da América do Sul, e a ABCCC orgulha-se profundamente de fazer parte dessa história. É nela que realizamos nossas duas grandes finais da raça crioula: a Morfológica e o Freio de Ouro”, ressaltou o presidente da ABCCC, César Hax.

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Novo status sanitário do Brasil fortalece exportações paranaenses para a China
Setor pecuário do Estado espera ganhos em competitividade, demanda por proteínas e valorização da cadeia bovina.

O reconhecimento do território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação pela China terá impacto positivo para a pecuária do Paraná, conforme análise do Sistema Faep. A medida tem potencial de ampliar oportunidades comerciais para o Estado, já reconhecido como área livre da doença desde 2021. A decisão do governo chinês ocorre após mais de duas décadas de negociações e elimina restrições sanitárias que ainda limitavam parte das exportações brasileiras de produtos da pecuária.

Foto: Shutterstock
O anúncio ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de um processo de décadas envolvendo produtores rurais, serviços veterinários oficiais e governos estaduais.
“O elevado status sanitário paranaense e a organização da cadeia pecuária colocam o Estado em posição favorável para aproveitar o novo cenário comercial. O principal reflexo esperado é o fortalecimento da competitividade das nossas proteínas, ainda mais para um mercado consumidor com alta demanda, como a China”, avalia o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Na prática, a decisão pode resultar em aumento da demanda chinesa por proteínas animais produzidas no Brasil, mais oportunidades para frigoríficos exportadores instalados no Paraná, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em caso de crescimento das exportações e efeitos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.

Foto: Thais Rodrigues de Sousa
Segundo o técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Fábio Peixoto Mezzadri, os números já demonstram a relevância do mercado chinês para a pecuária de corte bovino paranaense. “Em 2025, o Paraná exportou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para China, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado pelo Estado”, explica.
Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. “O reconhecimento sanitário reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e fortalece a parceria estratégica entre os dois países, ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de expansão para produtores e exportadores brasileiros e, especialmente, os paranaenses”, conclui Mezzadri.
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Pecuária impulsiona alta de 4% nas vendas de suplementos minerais
Exportações aquecidas, valorização da cria e período seco sustentam crescimento do mercado.

As vendas de suplementos minerais para pecuária começaram 2026 em ritmo de crescimento. Entre janeiro e abril, as indústrias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) comercializaram 764,8 mil toneladas de produtos, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas em abril, as vendas alcançaram 210,4 mil toneladas, alta de 4,9%.
Os números foram apresentados durante o Painel de Mercado da entidade, realizado em São Paulo, e refletem um cenário favorável para a pecuária brasileira, impulsionado pela valorização dos animais, pelo avanço das exportações e pela necessidade de suplementação durante o período seco.

O aumento no volume comercializado foi acompanhado por uma expansão ainda mais expressiva do número de animais atendidos. Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, pesquisador da FGV Agro, a quantidade de bovinos suplementados cresceu 8% no primeiro quadrimestre, alcançando 68 milhões de cabeças.
O crescimento foi puxado principalmente pelos produtos das categorias Núcleos e Pronto para Uso. “A tendência é que os bons resultados continuem durante o período seco de outono-inverno, impulsionados pela necessidade de suplementação nutricional, pela valorização da cria e pelo bom momento da pecuária brasileira. Apesar dos desafios internos e externos, a economia brasileira deve seguir crescendo e a carne bovina continuará forte em produção, exportações, abates e consumo interno”, afirmou Serigati.
Exportações sustentam otimismo na pecuária

Foto: Gisele Rosso
Durante o encontro, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves destacou o fortalecimento das cadeias de proteína animal como um dos principais motores da economia brasileira. “Estamos assistindo a uma verdadeira ‘carnificação’ da economia brasileira, fortalecendo o interior do país e integrando cadeias produtivas como DDG, farelo de soja, biogás, biometano e biodiesel. O agro brasileiro está construindo um modelo cada vez mais eficiente e sustentável”, enfatizou.
Segundo o profissional, o mercado internacional segue favorecendo a pecuária brasileira. Ele destacou o aumento das compras pelos Estados Unidos e a manutenção da demanda chinesa pela carne bovina nacional. “Os Estados Unidos estão comprando muito e a China segue demandando carne brasileira, inclusive por caminhos alternativos. Hoje, exportamos cerca de 4 milhões de toneladas por ano e podemos chegar a 5 milhões até 2035”, frisou.
Economia cresce, mas desafios permanecem
A avaliação dos participantes do painel é que o Brasil continua apresentando crescimento econômico em 2026, apesar do ambiente marcado por inflação elevada, juros altos e aumento do custo dos alimentos.
A projeção apresentada por Serigati aponta expansão de aproximadamente 1,9% do PIB neste ano, sustentada pelo consumo das famílias, aumento da renda e desempenho das exportações, especialmente do agronegócio. “O Brasil possui petróleo para exportar e está menos vulnerável do que outras economias globais. Porém, o crescimento atual ocorre sem sustentação fiscal, os juros devem cair lentamente e o endividamento das famílias continua elevado”, ponderou.
Cenário internacional exige atenção
As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã também entraram na pauta do evento. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz tem provocado volatilidade nos mercados de energia e insumos.
Mesmo assim, a avaliação dos especialistas é que o Brasil permanece em posição relativamente favorável por sua condição de exportador de alimentos e energia.
Para Fava Neves, as oportunidades para o agronegócio continuam robustas, mas exigem gestão profissional dentro das propriedades. “O mundo está turbulento, mas continuará precisando de alimentos. O Brasil é a cozinha do planeta e terá papel fundamental no abastecimento global diante da urbanização, do aumento da renda e do crescimento do consumo de proteína animal”, ressaltou.
Ele acrescentou que fatores como clima, custos de produção, sanidade, mão de obra e endividamento devem permanecer no radar dos produtores.
Logística reversa preocupa empresas
Além das questões de mercado, o encontro abordou temas regulatórios que preocupam o setor. Um deles é a logística reversa das embalagens, assunto que ainda não possui regulamentação definitiva para a cadeia de suplementos minerais.
Segundo a Asbram, empresas vêm sendo autuadas em estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo, apesar da ausência de obrigatoriedade formal para implantação do sistema. A recomendação da entidade é que as companhias apresentem recursos administrativos enquanto o tema continua em discussão.
Asbram prepara livro sobre 30 anos de atuação
A associação também anunciou o lançamento de um livro comemorativo aos seus 30 anos, previsto para ser apresentado durante o simpósio da entidade em 2027. A publicação reunirá a trajetória da Asbram e das cerca de 100 empresas associadas, registrando três décadas de atuação na nutrição do rebanho bovino brasileiro. “Vamos registrar nossa história, nossas ações, eventos, campanhas, debates e o trabalho técnico desenvolvido ao longo dessas três décadas. 2026 é um ano desafiador, mas acreditamos que, nos próximos dez anos, a pecuária será o maior setor do agronegócio brasileiro”, salientou Elizabeth Chagas.
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Carne bovina está entre os cinco produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos
Levantamento da Comex Stat mostra que siderurgia, petróleo, proteína animal e setor aeronáutico lideram as vendas brasileiras ao mercado norte-americano.

A carne bovina ocupa a terceira posição entre os produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos, segundo dados da Comex Stat. O produto respondeu por US$ 814,6 milhões em embarques e representou 7,5% do valor total exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano no período analisado.

Foto: Shutterstock
O ranking evidencia a importância do agronegócio na pauta comercial entre os dois países, mas também mostra o peso de setores como siderurgia, petróleo e indústria aeronáutica nas exportações brasileiras.
Na liderança aparecem os produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, com vendas de US$ 1 bilhão, equivalentes a 9,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Em segundo lugar estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, que somaram US$ 857,5 milhões e participação de 7,9%.
Além da carne bovina, a lista dos cinco principais produtos exportados inclui aeronaves e outros equipamentos,

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incluindo peças e componentes, com US$ 768,3 milhões e participação de 7% nas vendas externas. Fechando o ranking aparece o ferro-gusa, ferro-esponja, grânulos, pó de ferro ou aço e ferro-ligas, que movimentaram US$ 594,1 milhões, o equivalente a 5,4% do total exportado.
Agro ganha relevância em meio ao debate tarifário
Os números ganham relevância em um momento de atenção do setor exportador às medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. A carne bovina é um dos produtos mais relevantes do agronegócio brasileiro no mercado americano e figura entre os itens estratégicos da pauta bilateral.

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O levantamento também mostra que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por uma diversificação de produtos, envolvendo commodities agrícolas, minerais, petróleo e bens industrializados de maior valor agregado.
Cinco produtos representam mais de um terço das exportações
Somados, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos representam cerca de 37% do valor total embarcado ao país, demonstrando forte concentração em alguns segmentos específicos da economia.
A presença simultânea de produtos do agronegócio, mineração, energia e indústria reforça a importância do mercado norte-americano para diferentes cadeias produtivas brasileiras e ajuda a explicar a preocupação de exportadores diante de possíveis mudanças nas regras comerciais entre os dois países.



