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Governo gaúcho publica boletim sobre milho e soja no RS, Brasil e Estados Unidos

De acordo com o boletim, o plantio do milho primeira safra (2021/22) no Brasil avança para 38% da área, enquanto a cultura da soja está com 37% de sua área semeada.

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul divulgou nesta quarta-feira (03), o “Boletim Milho e Soja”, com informações atualizadas sobre áreas semeadas e colhidas das safras para as duas culturas no Rio Grande do Sul, Brasil e Estados Unidos.

As fontes dos dados são o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), para os dados americanos; a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no âmbito nacional; e a Emater/RS-Ascar, com os dados do Estado gaúcho.

De acordo com o boletim, o plantio do milho primeira safra (2021/22) no Brasil avança para 38% da área, estimada pela Conab em 4,41 milhões de hectares. A estimativa de área total de milho, somando as 3 safras do país, é de 20,86 milhões de hectares, enquanto a produção total do país está estimada em 116,31 milhões de toneladas.

A cultura da soja está com 37% de sua área semeada (aumento de mais de 10% em uma semana). A área está estimada em 39,91 milhões de hectares e a produção em 140,75 milhões de toneladas em nível nacional.

Nos Estados Unidos, a colheita do milho da safra 2020/21 está concluída em 66% da área, estimada em 33,31 milhões de hectares (USDA), avanço de 14% em relação à semana anterior. No panorama deste ano, a colheita está 13% mais avançada em relação à média dos últimos 5 anos.

A produção norte-americana do cereal está estimada em 358,45 milhões de toneladas, para esta safra. Para a safra 2021/22, a estimativa de área de milho é de 34,43 milhões de hectares, com expectativa de produção de 381,49 milhões de toneladas.

Na cultura da soja, o percentual de área colhida chegou a 73%, dos 33,43 milhões de hectares estimados. A média dos últimos 5 anos da colheita é de 70% para o período. Esses números são muito semelhantes aos verificados na safra passada e na média dos últimos 5 anos.

A produção norte-americana da oleaginosa está estimada em 114,75 milhões de toneladas, para esta safra. As previsões para a safra 2021/22 são para uma área de 34,98 milhões de hectares e produção de 121,06 milhões de toneladas.

O boletim ainda traz informações sobre o desenvolvimento das safras no Rio Grande do Sul. A semeadura do milho safra 2021/22 avança para 70% da área, estando acima dos 62% verificados na média das últimas 5 safras.

Conforme projeção da Emater/RS, a área do cereal está estimada em aproximadamente 834,10 mil hectares.

A produção do cereal está estimada em 6,11 milhões de toneladas. A semeadura da soja, em início no RS, ainda não figura nas estatísticas. A área está estimada em 6,33 milhões de hectares, e a produção em 19,94 milhões de toneladas.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural RS

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Ritmo da colheita influencia preços do milho no mercado interno

Compradores reforçam estoques, enquanto produtores paulistas seguem retraídos à espera do avanço da segunda safra para ampliar as negociações.

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Foto: Shutterstock

Os preços do milho seguem com comportamentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações avançaram em algumas praças devido à retração de vendedores e ao ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Já nas regiões produtoras, os preços recuaram com o avanço dos trabalhos no campo.

O Cepea informa que parte dos compradores continua atenta às oportunidades de negociação, enquanto outros intensificaram as aquisições no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques abastecidos.

Apesar desse movimento, muitos consumidores aguardam o aumento da oferta de milho nas próximas semanas, com a expectativa de queda nas cotações no mercado interno. Do lado dos vendedores, produtores paulistas seguem retraídos e preferem esperar o avanço da colheita da segunda safra antes de negociar volumes maiores.

Fonte: O Presente Rural
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Projeto prevê porte de arma para auditores fiscais agropecuários e reconhece atividade como de risco

Proposta em análise na Câmara estabelece novos protocolos de segurança para fiscais federais e condiciona autorização ao cumprimento de requisitos legais.

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Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe reconhecer como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autorizar o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora do serviço.

O Projeto de Lei 1.248/2026 altera a Lei nº 10.883/2004, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical

Pela proposta, a autorização para o porte de arma ficará condicionada ao cumprimento dos requisitos técnicos e psicológicos previstos na legislação e em regulamentação específica.

O texto também determina que o Poder Executivo estabeleça protocolos de segurança para atividades de fiscalização consideradas de maior risco.

Autor da proposta, o deputado Capitão Alden (PL-BA) argumenta que a medida busca adequar a legislação às condições enfrentadas pelos auditores fiscais durante o exercício da função.

Segundo o parlamentar, esses profissionais atuam na fiscalização, inspeção e controle de produtos agropecuários, além de participar de ações de combate a ilícitos administrativos e econômicos.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

Fonte: O Presente Rural
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Preços agropecuários caem 9,52% no primeiro semestre de 2026

Índice do Cepea recua com queda em todos os grupos de produtos; café, cana, arroz e suínos registram as maiores desvalorizações.

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Fotos: Shutterstock

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) recuou 9,52% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

A queda foi menor do que a registrada pelo FMI Food & Beverage Index, que mede os preços internacionais dos alimentos em reais e acumulou retração de 10,64% na mesma comparação.

Foto: Divulgação

De acordo com o Cepea, o recuo do IPPA foi influenciado pela redução dos preços em todos os subgrupos que compõem o índice. O maior impacto veio do IPPA-Cana-Café/Cepea, que caiu 22,51%, refletindo as desvalorizações de 27,4% no café e de 19% na cana-de-açúcar.

Segundo pesquisadores do Cepea, a queda nos preços do café durante o primeiro semestre foi impulsionada pela expectativa de maior oferta global na safra 2026/27, principalmente em função das projeções de uma boa produção brasileira. A partir de maio, o início da colheita do café arábica da temporada 2026/27, que deve ser recorde no Brasil, reforçou esse movimento. Em junho, no entanto, as chuvas no País geraram dúvidas sobre a qualidade dos grãos e deram sustentação aos preços, evitando uma desvalorização ainda maior no acumulado do semestre.

No IPPA-Grãos/Cepea, a retração foi de 9,49%, influenciada pela queda nos preços de todos os produtos do grupo em relação ao primeiro semestre do ano passado. O arroz apresentou a maior desvalorização, de 29,2%, seguido pelo trigo (-15,34%), milho (-13,93%), algodão (-9,49%) e soja (-4,33%).

Entre os grãos, o arroz registrou a maior queda. Conforme o Cepea, os preços da cultura vêm recuando desde 2025 e permaneceram em níveis baixos durante o primeiro semestre deste ano. Os pesquisadores destacam que os valores atuais ainda não são suficientes para recompor a rentabilidade da atividade.

O IPPA-Hortifrutícolas/Cepea recuou 4,7%, refletindo principalmente as quedas de 51,4% nos preços da laranja e de 15,5% na uva. Em contrapartida, a batata teve valorização de 26%, o tomate de 24,8% e a banana de 27,8%.

Já o IPPA-Pecuária/Cepea registrou queda de 4,34%, influenciado pelas desvalorizações do frango (-14,74%), suíno (-23,07%), leite (-14,14%) e ovos (-18,30%). A arroba bovina foi a exceção, com alta de 8,92%.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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