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Governo gaúcho apresenta roteiros inéditos para descarbonização e projeta reduções de emissões de cadeias produtivas
Planos técnicos indicam redução de até 134% nas emissões até 2050.

O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e da Assessoria do Clima (AsClima), promoveu nesta terça-feira (02), na Expointer 2025, um encontro voltado ao debate sobre a descarbonização das cadeias produtivas do Rio Grande do Sul. Foram apresentados quatro roteiros técnicos que sugerem boas práticas de produção.
Se adotadas, essas medidas podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 134% até 2050, dependendo da cadeia produtiva. A iniciativa reuniu governo, setor produtivo, cooperativas e sociedade civil para a construção de estratégias alinhadas aos compromissos climáticos do Estado.
Apresentação dos roteiros para a descarbonização
No estande do governo, ocorreu a apresentação dos roteiros de descarbonização de quatro cadeias produtivas estratégicas da economia gaúcha: soja, arroz, pecuária (gado de corte e leite) e silvicultura. O material foi elaborado em conjunto pela Sema, ICLEI Brasil – Governos Locais pela Sustentabilidade e Ecofinance Consultoria.
Os roteiros trazem diagnósticos de emissões e estratégias de descarbonização para cada cadeia produtiva, estimulando políticas e práticas alinhadas à resiliência climática. No caso da cadeia do arroz, a redução pode chegar a 76%; na silvicultura, cerca de 65%; na soja, até 134%; e na pecuária, 72,8%.
A reunião apresentou instrumentos técnicos aplicáveis que orientam tanto o setor produtivo quanto a gestão pública na adoção de práticas sustentáveis, reforçando o compromisso do Estado com a redução das emissões e a transição para uma economia de baixo carbono, além de estimular à integração entre governo, ciência, setor privado e sociedade.
A titular da Sema, Marjorie Kauffmann, destacou a importância do diálogo com os representantes das cadeias produtivas para uma transição climática eficiente. “A descarbonização é um desafio global, mas também uma oportunidade para o Rio Grande do Sul avançar em inovação e sustentabilidade. O diálogo é fundamental para que possamos construir soluções conjuntas, garantindo competitividade e responsabilidade ambiental. O projeto integra as estratégias do governo gaúcho para a descarbonização, alinhado ao Plano Rio Grande e ao Plano de Desenvolvimento Econômico Sustentável”.
A coordenadora da AsClima da Sema, Daniela de Lara, reforçou que o Rio Grande do Sul se destaca ao oferecer ferramentas técnicas que apoiam o setor produtivo em sua transição para um modelo mais sustentável. “Esse trabalho fortalece a governança climática do Estado e reafirma nosso protagonismo na agenda nacional e internacional de descarbonização”, destacou.
Os roteiros finalizados ficarão disponíveis no site do ProClima 2050.

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Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA
Decisão da Suprema Corte que limita poderes do Executivo mantém Brasil em igualdade no mercado americano e abre espaço para ampliar exportações.

O Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na última sexta-feira (20) o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante” – Foto: Divulgação
Como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil, ressaltou Alckmin, permanece em igualdade de condições no mercado norte-americano.
A declaração foi feita após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente pelo presidente Donald Trump com base em poderes de emergência. Por seis votos a três, a Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo.
O julgamento anulou parte relevante do chamado tarifaço, por meio do qual o governo de Trump havia imposto alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos.
Para Alckmin, a decisão é muito importante para o Brasil e abre espaço para ampliar as trocas comerciais. “Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante”, declarou.
Ele ressaltou que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, percentual que caiu para 22% no fim do

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
ano passado, após negociações diplomáticas.
Trump reagiu à decisão anunciando que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação de umanova taxa global de 10%, com base em outros dispositivos da legislação comercial americana.
Setores beneficiados
De acordo com o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA. “Os 10% são globais. Não perdemos competitividade”, afirmou Alckmin.
Ele destacou que setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.
Alckmin também mencionou que produtos estratégicos, como aço e alumínio, atingidos pela Seção 232 da legislação americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. Por meio da Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o país pode impor tarifas sobre importações consideradas ameaça à economia.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
O ministro reforçou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. “A negociação continua”, ressaltou.
Impacto econômico
Especialistas avaliam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos, ao baratear produtos importados.
Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, o equivalente a 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior. A redução das barreiras comerciais pode influenciar o fluxo de investimentos e o comportamento do dólar, com reflexos sobre a economia brasileira.
Apesar do revés judicial, Trump sinalizou que poderá abrir novas investigações comerciais e estruturar tarifas por outros instrumentos legais, mantendo a política de proteção à indústria americana no centro de sua estratégia econômica.
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Trump reage à Suprema Corte e promete manter ofensiva tarifária
Após tribunal derrubar tarifaço global, presidente norte-americano chama decisão de vergonha e anuncia plano alternativo para proteger indústria dos EUA.

A reação do presidente Donald Trump foi imediata após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o tarifaço global imposto por seu governo. O republicano classificou o veredicto como uma vergonha e afirmou que a c continuará sendo um instrumento central de sua estratégia econômica.

Foto: Divulgação
Em publicação na rede Truth Social, Trump defendeu o uso de barreiras tarifárias como instrumento central de política comercial americana. “As tarifas são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos feitos nos EUA”, escreveu.
O presidente também afirmou possuir um plano B para preservar parte da política comercial. Embora não tenha detalhado os próximos passos, sinalizou que buscará outros fundamentos legais para sustentar medidas tarifárias.
Durante o segundo mandato, Trump transformou as tarifas em um dos principais eixos da política externa americana. A imposição de sobretaxas foi utilizada como mecanismo de pressão para forçar renegociações comerciais e obter concessões de parceiros estratégicos, ainda que ao custo de maior instabilidade nos mercados e de atritos diplomáticos.
A decisão da Suprema Corte, no entanto, estabelece um freio relevante a essa estratégia. Ao derrubar as tarifas criadas com base em

Foto: Divulgação
poderes emergenciais, o tribunal delimitou o alcance da autoridade presidencial e reforçou que medidas com impacto econômico amplo exigem autorização do Congresso.
Apesar da reação pública, o próprio julgamento deixa claro que Trump ainda dispõe de instrumentos legais para tentar reintroduzir tarifas, desde que amparadas em outras legislações específicas, como aquelas relacionadas à segurança nacional ou a práticas comerciais consideradas desleais.
O embate entre Executivo, Judiciário e Congresso tende, assim, a migrar do campo estritamente econômico para o plano jurídico e institucional, redefinindo os contornos da política comercial dos Estados Unidos.
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O que muda para as exportações brasileiras com a queda das tarifas impostas por Trump
Decisão da Suprema Corte dos EUA reduz barreiras comerciais e altera cenário para soja, carnes e manufaturados.





