Notícias
Governo do Rio Grande do Sul apresenta resultados de ações emergenciais para agricultores familiares
Foram destinados mais de R$ 2,5 bilhões em ações para recuperação do estado após as enchentes para assentados e agricultores familiares.

O balanço das ações emergenciais do Governo Federal para a retomada da agricultura familiar e da reforma agrária no Rio Grande do Sul, estado que, em maio de 2024, foi devastado pelas enchentes, tendo a sua produção agrícola fortemente prejudicada, foi apresentado na última quinta-feira (9) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

Foto: Tomaz Silva
O Governo Federal destinou mais de R$ 2,5 bilhões em ações para recuperação do estado após as enchentes. Esse valor foi disponibilizado por meio de créditos extraordinários, descontos em dívidas, financiamento emergencial, suporte para recuperação de estradas e habitação, dentre outras ações de apoio aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária, dentre outras ações.
Medidas
A principal ação foi a edição de uma lei que atribui critérios para subvenção econômica para liquidação e renegociação de operações de crédito rural contratadas por agricultores afetados.
- Criação da Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, estruturada em três câmaras: de Relacionamento, responsável pelo contato com as instituições financeiras; de Análise, formada por 11 professores de Institutos Federais, responsável pela análise técnica das operações; de Revisão, composta por equipe do MDA, responsável pela revisão dos pareceres e elaborou as resoluções finais.
- Descontos concedidos totalizaram, aproximadamente, R$ 1 bilhão, com a seguinte divisão: pedidos realizados diretamente às instituições bancárias: R$ 825.736.121,00; pedidos realizados à Comissão, R$ 68.248.590,30; pedidos realizados à comissão com reenquadramento para descontos menores: R$ 10.806.438,82.
- Linha de crédito emergencial para o RS: lançamento, em 29 de maio de 2024, da linha de crédito emergencial com subvenção econômica para os agricultores familiares atingidos no RS. Essa medida alavancou R$ 1,2 bilhões no ano para a reconstrução da agricultura familiar gaúcha, oferecendo até 10 anos para pagamento, 3 anos de carência e um desconto (rebate) de 30% no valor contratado, limitado a R$ 25 mil em municípios em calamidade pública e R$ 20 mil em municípios em emergência.
- Fundo Garantidor de Operações (FGO): cobertura para operações de crédito do Pronaf.
- Suspensão do Pagamento da Dívida: em Custeio, total do valor das parcelas de 2024 prorrogadas por até 36 meses; em Investimento, total do valor das parcelas de 2024 redistribuído nas parcelas restantes, prorrogadas até um ano após a data prevista para o vencimento.
- Desnegativação dos Agricultores: autoriza a contratação de operações de crédito rural nas linhas dos grupos A, A/C e B do Pronaf para agricultores com restrições em cadastros privados. Autoriza os bancos a concederem novas operações de crédito no âmbito do Pronaf a agricultores que, em função de renegociações anteriores, possam ter ocasionado algum prejuízo a eles.
- Crédito Extraordinário Para os Assentamentos: Elaboração de diagnósticos (Incra), R$ 13,4 milhões; Recuperação de Estradas, R$ 73,2 milhões; Crédito Fomento, R$ 77,5 milhões; Crédito Habitacional, R$ 7,2 milhões; Custeio, R$ 1,5 milhão; Laudos e ATES, R$ 6,5 milhões; Recuperação de Estradas, R$ 57,9 milhões; Crédito Fomento, R$ 99,5 milhões; Crédito Habitacional, R$5,6 milhões; Crédito Fomento em Quilombos, R$ 15 milhões.
- Adiamentos sucessivos de vencimentos das operações de crédito rural.
- Inclusão das operações com PROAGRO e Seguro por Excesso de Chuvas na MP 1247
- Pronaf/Pronamp Emergencial e Calamidade, com foco em recuperação de solos, equipamentos e infraestrutura nos municípios em estado de emergência ou calamidade com perdas superiores a 30%.
Assentamento Capela

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
À tarde, o ministro Paulo Teixeira visitou os agricultores e agricultoras familiares do Assentamento Capelinha, beneficiado com essas ações.
Criado em 1994, no município de Santa Rita, região metropolitana de Porto Alegre, o Assentamento Capela abriga 100 famílias, 29 delas, em sociedade com outros 70 agricultores e agricultoras familiares, envolvidas na produção, industrialização e comercialização de arroz orgânico, suinocultura e panificação.
Em parceria com a Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan), a produção do Assentamento Capela é comercializada em mercados, feiras da região e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em mercados e feiras da região.

Notícias
Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
Notícias
Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
Notícias
Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



