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Governo do Paraná reforça compromisso com ampliação do uso do biogás e biometano
Ratinho Junior assinou uma carta compromisso junto com diversos outros representantes do poder público e de entidades do setor produtivo para fortalecimento dos incentivos por meio do RenovaPR e de outras políticas públicas.

Ao lado de outros representantes do poder público estadual, federal e municipal e de entidades do setor produtivo paranaense, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou na última terça-feira (06) uma carta conjunta em que se compromete a ampliar a implantação do biogás e biometano no meio rural. O documento foi assinado durante o Show Rural Coopavel 2024 e estabelece como principal estratégia o fortalecimento do Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR).

Fotos: Patryck Madeira/Sedest
Em 30 meses de operação, aproximadamente 7,5 mil produtores rurais aderiram ao programa RenovaPR para a geração própria de energia em suas propriedades, o que também inclui projetos de energia solar. Parte desses contaram com subvenção financeira do Estado, via Banco do Agricultor, para custeio das taxas de juros dos contratos de financiamento para instalação das usinas. “O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do Brasil em quantidade, variedade e com sustentabilidade. Criamos o RenovaPR para incentivar os agricultores paranaenses a serem autossustentáveis em energia, o que reduz os custos, agrega valor aos produtos e, no caso do biogás, dá uma destinação com menos impacto ambiental aos resíduos da produção de proteína animal”, afirmou Ratinho Junior.
Na carta, os signatários defendem a ampliação dos financiamentos e subsídios para a implantação de usinas de biogás – que geram energia elétrica a partir de combustível gasoso oriundo da decomposição da matéria orgânica.
O documento também prevê um uso mais extenso do biometano, que é uma espécie de biogás purificado que pode substituir, com menos impacto ambiental, os combustíveis automotivos tradicionais e também a lenha e o GLP como sistemas de aquecimento. “O fato de que o metano é 21 vezes mais poluente que o gás carbônico, principal gás causador do efeito estufa, ressalta a necessidade de todos contribuírem com ações para sua redução, principalmente daquelas originadas em dejetos animais sem tratamento adequado e das emissões de veículos automotores – carros, caminhões e ônibus – que utilizam combustíveis derivados de petróleo, em especial os movidos a diesel”, aponta um trecho da carta.
Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, trata-se de um resultado obtido
graças à boa relação do poder público com os produtores paranaenses. “Estamos em um momento ímpar para ampliar o uso de energia proveniente da biomassa, com disponibilidade de tecnologia, vontade política e apoio financeiro. Dessa maneira, podemos aumentar o processo inteligente para aproveitamento racional do biogás, seja no uso como energia elétrica, térmica ou de biometano”, comentou.
Para atingir o objetivo proposto, as entidades envolvidas manifestam apoio público à concessão de isenções, subvenções de taxas de juros e a utilização de créditos tributários pelo Governo do Estado; a construção de estruturas de apoio pelas prefeituras; o firmamento de parcerias com a Compagas para a constituição de um mercado de biometano com a participação de produtores e indústrias paranaenses; e a oferta de linhas de crédito do BNDES em volume compatível com a crescente demanda estadual.
Para o secretário estadual do Planejamento, Guto Silva, o Paraná tem plena capacidade de estar na vanguarda do processo de transição energética no Brasil. “Com a Usina de Itaipu, o Paraná já tem 98% da energia que utiliza de fontes limpas e renováveis e todos os estudos sérios apontam que a transição energética se dará pela biomassa”, disse. “O Estado já lidera a produção de carne de frango e é um dos maiores produtores de carne suína, o que nos dá um potencial de milhões de metros cúbicos a serem explorados, transformando um passivo ambiental em crédito de carbono e reforçando o Paraná como o Estado mais sustentável do Brasil”.
Divulgação
Nesta edição do Show Rural Coopavel, o estande do RenovaPR visa sensibilizar os produtores rurais, especialmente aqueles ligados às cadeias da proteína animal, como leite e suínos, para a importância do tratamento de dejetos animais por meio de biodigestores, com consequente geração de energia elétrica. Em cinco minutos, os visitantes conhecem detalhes sobre o processo e veem as oportunidades do uso do biogás e do biometano em suas propriedades.
Nesta terça, também foram assinados novos contratos do programa RenovaPR com quatro cooperados da Cresol para novas usinas de biogás em Dois Vizinhos, Medianeira, Virmond e Sulina, além de contratos de financiamento via Banco do Brasil com a mesma finalidade.
Representatividade

Foto: Jonathan Campos/AEN
Além de Ratinho Junior, a carta é assinada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa; a presidente da Associação Brasileira de Biogás (Abiogás), Renata Isfer; o presidente da Fiep, Edson Vasconcelos; o presidente do sistema Faep/Senar, Ágide Meneguette; o presidente da Fetaep, Alexandre dos Santos; o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli; o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken; os secretários estaduais da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; do Planejamento, Guto Silva; e do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge; o presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP), Beto Lunitti; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o presidente da Compagas, Rafael Lamastra; o presidente do CiBiogas, Rafael Gonzalez; o presidente do IDR- Paraná, Natalino Avance de Souza; o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos; o presidente do Biopark, Victor Donaduzzi; e o coordenador do RenovaPR, Herlon de Almeida.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



