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Governo do Paraná participa do Show Rural 2023 com tecnologia, inovações e apoio ao agronegócio

Evento acontece entre os dias 6 e 10 de fevereiro em Cascavel. Participação do Estado envolve lançamento de novas cultivares, liberação de R$ 240 milhões do BRDE em financiamentos para o agronegócio e para o município Cascavel e a exposição de soluções e tecnologias para o campo em áreas como energia renovável, agroecologia, agricultura e pecuária.

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Foto: Divulgação/Show Rural Coopavel

O Governo do Estado marca presença em mais uma edição do Show Rural Coopavel, que acontece entre os dias 6 e 10 de fevereiro em Cascavel, na região Oeste. Além de contar com uma equipe de cerca 100 pessoas do Sistema Estadual de Agricultura, a participação do governo no evento também prevê a liberação de R$ 240 milhões do Banco Regional do Extremo Sul (BRDE) em financiamentos para o agronegócio e municípios do Oeste, além da exposição de soluções e tecnologias para o campo em áreas como energia renovável, agroecologia, agricultura e pecuária.

O evento contará com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, do vice-governador Darci Piana, do secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, além de outras autoridades estaduais. Entre os órgão presentes estão Copel, Sanepar, IDR-Paraná, Celepar, Detran, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, entre outros.

Promovido pela Coopavel desde 1989, o evento que abre o calendário das feiras agropecuárias brasileiras chega à sua 35ª edição como um dos mais importantes do setor no País, com uma agenda voltada para a transferência de tecnologias e inovações para o campo. Em um espaço de 720 mil metros quadrados, o Show Rural apresenta o que há de mais moderno em tecnologias de cultivares, técnicas de cultivo, defensivos, máquinas, implementos e softwares para a solução de desafios comuns ao campo.

A organização prevê que 300 mil pessoas passem pelo espaço nos cinco dias de evento, superando o público de 285 mil visitantes que estiveram no Show Rural no ano passado. A expectativa é movimentar R$ 3,5 bilhões em vendas. Em 2022, o evento reuniu 585 expositores e formalizou R$ 3,2 bilhões em volume de negócios.

Agricultura

Presente no Show Rural desde o seu lançamento, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) mantém uma área de 2,5 hectares no Parque Tecnológico da Coopavel e preparou mais de dez unidades demonstrativas para divulgar diversas tecnologias que podem ser aplicadas nas propriedades rurais.

No espaço, o IDR-Paraná apresenta a Vitrine Tecnológica de Agroecologia, que mostra diversos sistemas de produção de alimentos orgânicos. Também serão apresentadas, neste ano, novas cultivares de soja, milho, mandioca, feijão e plantas de cobertura que foram desenvolvidos e lançados pelo instituto, além de duas variedades de feijão e uma de milho.

Outro espaço do IDR-Paraná no Show Rural é a Feira da Agroindústria Familiar Rural, voltado para a divulgação e comercialização de produtos regularizados de produtores assistidos pelo instituto. Trinta empreendedores, entre cooperativas e associações, vão participar dos cinco dias do evento. Roteiros de turismo rural e artesanatos produzidos mulheres agricultoras, clubes de mães e associações de artesãos da região Oeste também serão apresentados e comercializadas no local.

Os técnicos do IDR-Paraná levarão orientações sobre o Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), para esclarecer dúvidas sobre financiamentos e subvenção de juros por meio do Banco do Agricultor Paranaense para a produção de energia sustentável como os sistemas fotovoltaicos e a produção de biogás, a partir de biomassa.

A área também terá destaque no estande da Copel no Show Rural. As equipes da companhia vão orientar os produtores rurais sobre a geração distribuída, além do uso seguro e eficiente de energia elétrica.

Também são destaques o enfezamento do milho, doença que vem preocupando produtores e técnicos em todo o Brasil, o manejo de água no solo e a raça Purunã, desenvolvida por técnicos do IDR.

Caminho das Águas

No Caminho das Águas, uma grande maquete, de aproximadamente 20 metros x 20 metros, os visitantes poderão caminhar e conhecer o percurso do rio, desde a sua nascente, passando pelos diversos usos até a disposição final, para mostrar a importância da preservação das nascentes e matas ciliares nas áreas dos cursos de água.

Fruto de uma parceria do IDR-Paraná com a Sanepar, no local também será possível conferir práticas de proteção de fontes com a técnica de solo cimento, modelos de sistemas de destino de dejetos humanos e de águas usadas, proteção de fontes naturais, captação e armazenamento de água da chuva.

O estande da Sanepar também vai demonstrar o programa de reúso do efluente tratado do esgoto. O piloto dessa prática está sendo implantado na Estação de Tratamento de Esgoto de Matelândia, a ETE Ocoizinho. Essa unidade possui eficiência de 99% no tratamento, por meio de sistema modular de lodos ativados.

Por ser rico em fósforo e nitrogênio, o efluente tratado pode ser usado em irrigação e fertilização de culturas agrícolas, na limpeza de calçadas e vias públicas, na rega de jardins e praças e na lavagem de veículos, além de uso industrial para resfriamento de equipamentos (caldeiras) e em instalações sanitárias.

Inovação

Alternativas tecnológicas agricultura e da pecuária, imersão em metodologias de negociação e uma maratona para buscar sistemas e ideias inovadoras para o setor estão entre as novidades que serão levadas pela Celepar ao Show Rural.

Na quarta-feira (08), das 14 às 17 horas, acontece o Like a Farmer, uma competição de startups, com batalhas de pitches (apresentações rápidas de uma proposta) e, ao final, a premiação das três melhores colocadas.

Na quinta-feira (09), das 15h30 às 20 horas, será a vez do Bootcamp, um treinamento imersivo com metodologia exclusiva que apresenta técnicas de oratória, negociação com investidores e pitch deck. Os participantes serão orientados a vender a ideia de negócio para potenciais investidores, criando um cenário favorável à interação e capitalização no modelo de negócios de startups.

Por fim, o Hackathon Show Rural Coopavel, uma maratona de desenvolvimento de soluções para problemas da agroindústria, será realizado na quinta e na sexta-feira (10). A competição é patrocinada pela Coopavel e organizada em conjunto com o ecosistema local de inovação.

O evento tem por objetivo incentivar os novos talentos criativos e empreendedores da cultura digital, estimulando o desenvolvimento de soluções para problemas e desafios que permitem a colaboração para a captação de ideias que possam se transformar em novos negócios para integrar o sistema agroindustrial da região oeste do Paraná.

Ciência e tecnologia

Com o objetivo de contribuir para o aumento da produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades agropecuárias, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), apresenta soluções tecnológicas para o agronegócio durante o evento.

A pasta selecionou programas estratégicos e startups que integram o Vale do Genoma e outros ecossistemas de inovação para apresentar serviços específicos para o público da feira. Localizado em Guarapuava, na região Centro-Sul do estado, o Vale do Genoma consiste em um ecossistema de inovação com ampla expertise em agropecuária, meio ambiente e saúde.

BRDE

Ainda na área de inovação, na quinta-feira às 10h será lançada a quarta edição do BRDE Labs, que terá como tema “Inovação verde e de equidade”, com desafios voltados para a área. As inscrições para as grandes empresas, que procuram ser âncoras no programa, serão abertas após a divulgação.

A agenda do banco envolve ainda a assinatura de cerca de R$ 240 milhões em contratos de financiamento com cooperativas, produtores rurais e empresas, além da Prefeitura de Cascavel, que firmou um novo convênio com o BRDE no valor de R$ 30 milhões, adicionados ao valor já liberado de R$ 66 milhões, para aquisição de 15 ônibus elétricos, 13 do modelo convencional e dois articulados.

Fonte: AEN

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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