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Governo do Paraná leva projetos de conectividade, logística e energia ao Show Rural Coopavel 2026
Iniciativas incluem CEP Rural, programas de eletrificação e incentivo à geração de energia renovável nas propriedades.

Diversos órgãos e secretarias estaduais participam do Show Rural Coopavel, que acontece em Cascavel, no Oeste, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, levando novos programas estaduais, convênios e ações de inovação voltadas ao agro. Uma das principais feiras do Brasil, o Show Rural abre o calendário de eventos agropecuários do Paraná e se tornou referência na difusão de tecnologias e no fortalecimento do setor.
Com 600 expositores, o evento reúne produtores rurais, cooperativas, empresas, pesquisadores e estudantes, oferecendo uma plataforma privilegiada para a apresentação de inovações, práticas sustentáveis e programas voltados ao desenvolvimento rural. A Coopavel, que promove o Show Rural, espera receber de 350 mil a 400 mil visitantes nos cinco dias e prevê movimentar de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões em vendas.
O Show Rural, que está em sua 38ª edição, é também uma importante vitrine para apresentar as inovações do setor, desde maquinários, técnicas de cultivos e produção, melhoramento genético a projetos de pesquisa com tecnologia aplicada para o campo.
Por parte do Governo do Estado, participam do evento a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e seu Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), formado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa), as secretarias da Educação (Seed), da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Sanepar, Copel, Detran-PR, entre outros.
“O Show Rural começou pequeno, como um dia de campo, há 38 anos e se tornou uma das maiores vitrines de inovação para o agronegócio do Brasil. E há mais de 30 anos estamos juntos neste evento, conectando os produtores rurais às políticas públicas que buscam o desenvolvimento do agro no Paraná, principalmente as voltadas à agricultura familiar. Se o Paraná se tornou essa grande referência em produção, muito se deve às inovações apresentadas aqui”, afirma Lindomir Pezenti, diretor regional do IDR-Paraná em Cascavel e responsável pelas ações do Seagri.
O Seagri conta com um espaço de 25 mil metros quadrados dentro do Show Rural, onde concentra uma série de atividades voltadas à agroecologia, produção de grãos sustentáveis, olerícolas, fruticultura, pecuária, agroindústria familiar, manejo de solos e água, energias renováveis, turismo rural, energia sustentável e artesanato.
O local conta com unidades demonstrativas, vitrines tecnológicas e oferece treinamentos e atividades práticas, além de espaços como o novo Pavilhão da Agroindústria e Praça das Águas. Cerca de 100 profissionais do Seagri, entre pesquisadores e extensionistas, participam desta edição do Show Rural.
Agricultura
Lançados no início deste ano, os novos programas da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) serão apresentados no Show Rural: o Paraná Conectado, que busca garantir conectividade aos agricultores, agroindústrias e comunidades tradicionais para ampliar o uso de tecnologias digitais, e o Se Liga Aí, Paraná, que incentiva os produtores rurais a ligarem suas propriedades à rede trifásica da Copel.
Também serão apresentados outros programas voltados aos produtores rurais, como os Patrulheiros da Sustentabilidade, que capacita operadores de máquinas pesadas para melhorar estradas rurais com técnicas de conservação de solo e água, e o Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), que apoia a geração distribuída de energia elétrica a partir de fontes renováveis, em especial solar, biogás e biometano.
O objetivo é capacitar produtores, disseminar conhecimento técnico e promover a adoção de práticas inovadoras e sustentáveis, fortalecendo a agricultura familiar, a competitividade do agronegócio e a sustentabilidade ambiental no Estado.

Também será inaugurado o novo Pavilhão da Agroindústria Familiar, que recebeu um investimento de R$ 1,8 milhão, uma parceria entre IDR-Paraná, Coopavel, Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec. A área foi ampliada de 525 m² para 1.050 m², permitindo quase dobrar o número de participantes, que passarão 45 para 80 expositores nesta edição.
No local, ocorre a Feira Sabores do Paraná, edição Show Rural, com a comercialização de produtos como queijos, salames, cafés e geleias feitos pelos agricultores familiares assistidos pelo IDR-Paraná. O local dá visibilidade aos empreendimentos familiares e fortalece a economia local por meio da promoção de produtos de qualidade e valor agregado.
Outro destaque é na educação ambiental, com a Praça das Águas, espaço do IDR-Paraná em parceria com a Sanepar, que conta com uma maquete de 100 m² de uma propriedade rural para mostrar ao público a importância da preservação dos recursos hídricos, a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas. Também foram incluídas colmeias de abelhas nativas sem ferrão, ampliando o caráter educativo desse ambiente para demonstrar a relação direta entre polinização, qualidade da água, produção de alimentos e sustentabilidade.
Na área de pesquisa, o IDR-Paraná vai lançar no evento três novas cultivares de mandioca: IPR Clara, IPR Topázio e IPR Quartzo. Voltadas ao segmento industrial, especialmente à produção de fécula e farinha, as três cultivares trazem avanços em produtividade, melhorias em sanidade, qualidade da matéria-prima e adaptação a diferentes ambientes de cultivo.
Também estarão em exposição no espaço alternativas para a pecuária leiteira, produção de frutas, verduras e legumes, além do estande da raça Purunã, bovino de corte genuinamente paranaense, fruto de 30 anos de estudo do braço de pesquisa do IDR-Paraná.
A Adapar estará no local para apresentar as ações de defesa sanitária no Estado. Já a Ceasa aproveita o evento para estreitar os laços com os produtores rurais, reafirmando seu compromisso com a organização de mercados, a valorização da agricultura familiar e a segurança alimentar.
Inovação
A Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) e a Superintendência-Geral de Ordenamento Territorial (SGOT), vão lançar, em parceria com o Google, o CEP Rural e Rota Rural. Os projetos utilizam tecnologia de ponta do Google para garantir endereço digital e rastreabilidade para mais de 300 mil propriedades rurais em todo o Estado.
O projeto transforma o Paraná no primeiro estado do País a integrar o sistema Plus Code, do Google, com o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Na prática, isso significa que propriedades que antes não tinham uma identificação oficial agora passam a ter um “endereço digital” único, facilitando desde a entrega de encomendas até o socorro médico e a segurança pública.
A meta é que 80% das propriedades paranaenses tenham seu Plus Code em até dois anos. A estimativa é que a ferramenta reduza em 15% os custos logísticos no primeiro ano e diminua em 20% o tempo de resposta para ocorrências de segurança e saúde nas áreas rurais.
Complementando o endereçamento, o projeto Rota Rural foca na inteligência logística. O projeto oficializa o mapeamento das estradas vicinais e caminhos internos, para evitar erros nonas rotas indicadas nos aplicativos de GPS, por exemplo. A medida beneficia o turismo rural, o escoamento da safra e otimiza serviços como o transporte escolar e a coleta de leite.
BRDE e crédito
No Show Rural, o BRDE vai assinar um convênio com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC). A parceria amplia o acesso a financiamento para empresas associadas e permitirá operações diretas do BRDE, além do uso de uma plataforma de crédito simplificada voltada a empresas de micro e pequeno porte indicadas por parceiros.
A participação no Show Rural também marca os 65 anos de história do banco, comemorados em 2026. O banco vai contar com um estande que funcionará nos cinco dias do evento como ponto de atendimento técnico e institucional, além de concentrar atividades voltadas à produção de conteúdo, relacionamento com clientes e articulação com parceiros estratégicos.
Ciência e tecnologia

Foto: Gabriel Rosa
A Seti também vai apresentar aos visitantes do Show Rural 2026 uma série de projetos finalistas em diferentes edições do programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), que transforma o resultado de pesquisas acadêmico-científicas em novos produtos, serviços e negócios.
São projetos que vão desde um gel cicatrizante veterinário à base de pele de tilápia a um sistema que usa inteligência artificial para identificar o fungo da ferrugem da soja, e que serão expostos no estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Também serão mostrados os projetos apoiados pelas Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni), programa que integra universidades, municípios e o setor produtivo para fomentar iniciativas inovadoras com impacto regional.
Já a Fundação Araucária vai apresentar no estande da Unioeste os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napi) relacionados ao setor: Alimentos Saudáveis, Águas, Biodiversidade Restore, Recursos Genéticos, Serviços Ecossistêmicos, Taxonline, Trinacional, Sudoeste, Erva Mate, Inova Vitis e Paraná Faz Ciência.
Simepar
O Simepar estará em uma sala privativa do Espaço Impulso do Show Rural. No local, os visitantes poderão conhecer a plataforma SimeAgro, recém-lançada pelo Simepar para auxiliar Na tomada de decisão na agricultura em escala regional, municipal e nas propriedades. Ela foi desenvolvida em parceria com o Sistema Ocepar.
O objetivo da plataforma é auxiliar as cooperativas, otimizando recursos e colheitas; as seguradoras, reduzindo riscos e perdas; e o setor público, subsidiando a tomada de decisões e a construção de políticas públicas. O Simeagro utiliza inteligência agroclimática através do uso de indicadores agrícolas, indicadores climáticos e análise geoespacial, incluindo imagens de satélite.
Um totem foi instalado no espaço para a demonstração da plataforma em tempo real. Os profissionais do Simepar estarão disponíveis para atender as dúvidas de todos os presentes sobre a plataforma e o trabalho de monitoramento ambiental.
Educação
Mais de 1,2 mil alunos de 29 colégios agrícolas estaduais também participam desta edição do Show Rural. Além do contato com o setor produtivo e com as inovações apresentadas no evento, eles vão apresentar soluções de robótica e de sustentabilidade desenvolvidas nas suas escolas. Também serão entregues equipamentos agrícolas e pedagógicos para uso dos colégios, com investimento de R$ 6,9 milhões pelo Governo do Estado.

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MP cria programa para renegociar dívidas de produtores rurais
Texto estabelece critérios de adesão, limites de valores e taxas diferenciadas conforme o perfil do produtor e o nível das perdas.

O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que institui um programa de renegociação de dívidas do setor agropecuário. A proposta construída em conjunto entre o Ministério da Fazenda e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com participação do Sistema Faep, busca atender produtores rurais afetados por perdas provocadas por fatores climáticos e/ou de mercado entre 2019 e 2025. Na prática, a MP começa a valer após a publicação das resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN).
CONFIRA A MEDIDA PROVISÓRIA 1.376 AQUI

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa representa um avanço ao permitir que milhares de produtores recuperem o acesso ao crédito e reorganizem suas atividades. No entanto, o dirigente ressalta que a medida não contempla toda a realidade enfrentada pelos agricultores e pecuaristas paranaenses e brasileiros.
“A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos. Porém, não alcança todos aqueles que precisam desse apoio”, afirma Meneguette. “Vamos continuar trabalhando para uma solução mais ampla e permanente, para que nenhum produtor fique de fora e o setor possa recuperar plenamente sua capacidade de investir e produzir”, complementa.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Segundo o presidente do Sistema Faep, a entidade seguirá trabalhando para que, após o recesso, o Projeto de Lei 5.122/2023 volte à pauta do Congresso Nacional. A proposta, construída com participação do setor produtivo, prevê mecanismos mais abrangentes para a renegociação das dívidas rurais.
Segundo dados do Banco Central, até maio, o Brasil acumulava R$ 202 bilhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural ultrapassava R$ 14 bilhões.
Como funciona a MP
Para aderir ao programa, será necessário comprovar perdas em pelo menos duas safras e redução mínima de 30% da renda bruta. Nos casos considerados mais graves, o produtor deverá comprovar perdas em três ou mais safras, com redução de pelo menos 40% da renda bruta.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural
Os financiamentos poderão ser renegociados em até oito anos para a regra geral e em até dez anos para os produtores enquadrados nos critérios de maiores perdas. Em ambos os casos, haverá carência de até dois anos, período em que será exigido apenas o pagamento dos juros, sem necessidade de entrada.
Poderão ser renegociadas operações de crédito rural contratadas até 31 de maio de 2026. Para contratos inadimplentes, a medida contempla financiamentos com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026.
Os limites de renegociação variam conforme o enquadramento do produtor. Na regra geral, chegam a R$ 400 mil para beneficiários do Pronaf, R$ 2 milhões para operações do Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, esses valores poderão alcançar R$ 500 mil, R$ 2,5 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente, observadas as condições previstas na medida.
As taxas de juros também serão diferenciadas. Na regra geral, serão de 6% ao ano para operações do Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, as taxas caem para 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.

Foto: Divulgação
A medida provisória estabelece que os recursos para a renegociação poderão vir de linhas obrigatórias e livres de crédito rural, além do Fundo Social e de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. A MP também autoriza a reutilização das garantias já vinculadas às operações originais, adequando-as ao novo saldo renegociado.
Outra previsão é a prorrogação automática, por até 30 dias, das operações que estavam inadimplentes em 14 de julho de 2026, enquanto os pedidos de renegociação estiverem sendo analisados pelas instituições financeiras.
O texto ainda destaca que as instituições financeiras poderão substituir as Cédulas de Produto Rural (CPRs) inadimplentes por novas operações com prazo de reembolso de até oito anos.
A MP também autoriza a criação de um fundo garantidor para financiamentos de médio e longo prazo destinados ao setor agropecuário, com possibilidade de aporte de até R$ 2 bilhões pela União, além da participação em um fundo voltado à cobertura de perdas provocadas por eventos climáticos extremos.
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Créditos de carbono ampliam possibilidades de renda para produtores rurais
Práticas como captura de carbono no solo, bioenergia e tratamento de dejetos podem gerar ativos ambientais para comercialização.

A criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, abre caminho para que o Brasil amplie sua participação no mercado de créditos de carbono. Um estudo da PwC Brasil, divulgado em 2024, estima que o país tenha potencial para gerar cerca de 370 milhões de toneladas em créditos de carbono, movimentar R$ 1 trilhão e criar aproximadamente 3 milhões de empregos.

Foto: Divulgação
O sistema prevê a participação dos produtores rurais na geração de créditos de carbono, reconhecendo o papel da agropecuária na captura de carbono e na redução das emissões de gases de efeito estufa. Durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional, o texto passou por alterações que incluíram a produção rural entre as atividades aptas a participar desse mercado.
Os créditos de carbono são certificados que representam a redução ou a remoção de gases de efeito estufa da atmosfera. Cada crédito corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) evitada ou capturada. Para serem comercializados, os projetos precisam seguir metodologias reconhecidas e passar por processos de certificação.

Foto: Shutterstock
No campo, diferentes práticas podem gerar esses créditos, como a captura de carbono no solo, projetos de bioenergia, o tratamento de dejetos animais e a conservação de áreas além das exigidas pela legislação ambiental.
A expectativa é que o mercado regulado de carbono esteja plenamente operacional até 2030. Até lá, o governo ainda precisa regulamentar pontos como as regras de monitoramento, certificação dos projetos e os limites para utilização dos créditos pelas empresas obrigadas a compensar suas emissões.
Enquanto a regulamentação avança, produtores interessados em ingressar nesse mercado deverão acompanhar a definição das metodologias e dos critérios que darão validade aos créditos de carbono gerados em suas propriedades.
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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia
Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.
Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik
O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.
Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.
Aviação na Amazônia
A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.
O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.
Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.
Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.



