Notícias
Governo do Paraná lança concurso para estimular produção sustentável de leite no Norte Pioneiro
Anúncio foi feito no Encontro Regional de Produtores de Leite, em Santo Antônio da Platina. As inscrições podem ser feitas a partir de segunda-feira (21) nas unidades locais do IDR-Paraná. Serão avaliados itens como ambiente externo, moradia e saúde dos trabalhadores, além de gestão econômica, gestão nutricional e gestão sanitária.

O Governo do Estado lançou na quarta-feira (16) a primeira edição do para valorizar a produção no Norte Pioneiro. O anúncio foi feito no Encontro Regional de Produtores de Leite, em Santo Antônio da Platina. As inscrições podem ser feitas a partir de segunda-feira (21) nas unidades locais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).
O leite é o quarto produto em geração de renda nas propriedades rurais do Estado. Em 2022 foram produzidos 4,4 bilhões de litros, gerando R$ 9,4 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), de acordo com dados preliminares do Departamento de Economia Rural (Deral).
Na abertura do Encontro, o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, falou sobre a relevância da pecuária leiteira na economia do Estado. Ele destacou que o produto paranaense tem condições de crescer e ganhar o mercado externo, mas também precisa investir ainda mais na sustentabilidade. “Não podemos mais fazer agro como antigamente. Esse prêmio é justamente para valorizar quem faz bem-feito”, disse.
O coordenador de projetos do IDR-Paraná, Sidney Barros apresentou os detalhes do concurso. Serão considerados três eixos temáticos: qualidade de vida, meio ambiente e produção leiteira/renda. “Há um grande potencial de crescimento do leite na região. Podemos melhorar em termos de produção e produtividade”, afirmou.
A Comissão de Avaliação fará duas visitas às propriedades inscritas em dois períodos diferentes – entre outubro e novembro de 2023 e de abril a maio e de 2024 – para analisar os requisitos e orientar os produtores.
Serão avaliados itens como ambiente externo, moradia e saúde dos trabalhadores, além de gestão econômica, gestão nutricional, gestão sanitária, controle reprodutivo, gestão de resíduos, gestão da água e do solo, registro/escrituração zootécnica, qualidade do leite e bem-estar animal.
Prêmios
As inscrições vão até 29 de setembro de 2023, presencialmente nas unidades locais do IDR-Paraná, responsável pela organização do concurso. Podem se inscrever produtores da agricultura familiar dos 23 municípios da região administrativa do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná de Santo Antônio da Platina.
Há duas categorias: Propriedade Leiteira Sustentável Familiar, para a maior pontuação na segunda visita; e Evolução, para as propriedades que apresentarem os melhores avanços entre uma visita e outra da Comissão. Na primeira categoria, os produtores escolhidos receberão prêmios de R$ 5 mil (1° lugar), R$ 3 mil (2º lugar) e R$ 2 mil (3° lugar). Na categoria Evolução, os prêmios são de R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente. A entrega está prevista para agosto de 2024.
Cidades
Os municípios da região administrativa do IDR-Paraná em Santo Antônio da Platina, aptos a participar do concurso, são Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis, Conselheiro Mairinck, Curiúva, Figueira, Guapirama, Ibaiti, Jaboti, Jacarezinho, Japira, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Pinhalão, Quatiguá, Ribeirão Claro, Santo Antônio da Platina, Salto do Itararé, Santana do Itararé, São José da Boa Vista, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Braz.
A região tem aproximadamente 3,1 mil produtores de leite, além de pequenas cooperativas, e uma produção de 400 mil litros/dia. O leite foi o sexto produto mais relevante no VBP da região em 2022, com R$ 379,9 milhões, atrás da soja, avicultura, milho, pecuária de corte e cana-de-açúcar.
Apoio
A pecuária leiteira passa por desafios que têm desestimulado os produtores, como a alta importação do produto pelo Brasil, principalmente da Argentina e do Uruguai. Segundo o secretário, o Estado tem trabalhado para amenizar esse impacto em diálogo com o governo federal. “Eu conheço a pauta do setor do leite. O enfrentamento dos desafios é o nosso compromisso para encontrar algum caminho para as dificuldades”, disse.
Ortigara falou ainda sobre os benefícios anunciados no Plano Safra Paraná 2023/2024 na terça-feira (15). “São políticas compensatórias ou facilitadoras dos investimentos”, classificou. Entre elas, a destinação de recursos para pequenas cooperativas via programa Coopera Paraná e equalização de taxas de juros via Banco do Agricultor Paranaense.
Presenças
O Encontro Regional de Produtores de Leite integra a programação da Efapi – Exposição-Feira Agropecuária e Industrial de Santo Antônio da Platina. Também participaram do evento o diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Manoel Azevedo; o chefe do Departamento de Florestas Plantadas (Deflop) da Seab, Breno Menezes de Campos; o chefe do núcleo regional da Seab em Jacarezinho, Fernando Emmanuel; o gerente regional do IDR-Paraná em Santo Antônio da Platina, Maurício Castro Alves; o gerente regional da Adapar em Jacarezinho, Mario Ferri; o coordenador da Casa Civil do Norte Pioneiro, Juarez Leal Daio; o prefeito de Santo Antônio da Platina; José da Silva Coelho; o presidente da Fetaep, Marcos Brambrila, além de técnicos do Sistema Estadual de Agricultura.

Notícias
MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
Notícias
Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
Notícias
Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








