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Governo do Paraná incentiva adesão dos produtores a energias renováveis no Show Rural 2024

Programa completou dois anos em setembro do ano passado. Com ele, o Paraná tem se consolidado cada vez mais como um dos grandes produtores nacionais de energia a partir de fontes renováveis, principalmente com as placas solares, que já constituem uma nova paisagem no campo.

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Foto: Divulgação/Copel

Com o objetivo de fortalecer as políticas públicas de energias renováveis e a adoção da geração própria de energia renovável pelos produtores rurais, o IDR-Paraná realizará dois eventos no Show Rural Coopavel 2024 para divulgar o RenovaPR. É uma iniciativa desenvolvida pelo Governo do Estado para ajudar famílias de produtores rurais na implantação de um sistema próprio para geração de energia, seja por meio de placas solares para gerar energia elétrica ou pelo processamento de biomassas para a produção de biogás e biometano.

O programa completou dois anos em setembro do ano passado. Nesse período foram mais de 6,6 mil projetos desenvolvidos, que somaram R$ 1,2 bilhão em investimentos. Com isso, o Paraná tem se consolidado cada vez mais como um dos grandes produtores nacionais de energia a partir de fontes renováveis, principalmente com as placas solares, que já constituem uma nova paisagem no campo. “Sensibilizar os suinocultores e produtores de leite a construírem biodigestores e tratarem os dejetos animais, gerando energia pelo biogás, será a prioridade do RenovaPR em 2024”, disse Herlon Almeida, coordenador de Energias Renováveis e do RenovaPR no IDR Paraná. “Nossas ações no Show Rural Coopavel 2024 vão nessa linha e mostrarão ao público que isso é investir com segurança, sabedoria e bom retorno econômico”.

Um dos caminhos, segundo ele, é o Banco do Agricultor, com subsídio do Estado. As principais mudanças recentes do programa são a inclusão de linha específica para mulheres agricultoras familiares, a ampliação da equalização total da taxa de juros para diversas atividades agropecuárias e a possibilidade de investimento em energia renovável biogás/biometano por pessoa jurídica e não apenas física.

Confira as ações:

Vitrine do Biogás e do Biometano – RenovaPR

O IDR-Paraná vai apresentar o RenovaPR com uma metodologia dinâmica de som e imagem em 3D, conhecida como uma vivência eletrônica em 5 minutos em uma sala escura onde são projetadas as imagens acompanhadas de som e locução. Denominada Vitrine do Biogás e Biometano, esse estande receberá os participantes que irão se revezando e permitindo que todos saiam com uma visão ampla do que é o uso de biodigestores para tratar dejetos animais e gerar energia.

Nas imagens serão mostrados alguns modelos de biodigestores, as possibilidades de uso do biogás – energia térmica substituindo lenha, gerando energia elétrica ou transformado em biometano para uso na mobilidade veicular – e as vantagens de transformar os dejetos passivos ambientais em dinheiro nas diversas formas de energia. O estande, que estará localizado no ambiente de áreas do IDR Paraná, funcionará de segunda a sexta-Feira das 8h às 17h. É fruto de uma parceria com o Sistema Faep/Senar, CIBiogas e Alvarez & Marsal.

Dia do Biogás

O Dia do Biogás será em 06 de fevereiro, das 14 às 17 horas, no Auditório Ocepar/Unicom. Serão apresentados cases de projetos que estão funcionando e dando resultado econômico e vantagens ambientais aos produtores rurais. São projetos individuais e coletivos, como o de Toledo – no Oeste do Paraná, e o de Salgado Filho – no Sudoeste. Também serão levadas as informações necessárias de linhas de crédito e os benefícios do Programa RenovaPR para quem deseja tomar a decisão de implantar biodigestores.

As apresentações do Dia do Biogás no Show Rural são focadas nos produtores rurais, profissionais e departamentos técnicos de cooperativas e integradoras de proteína animal, especialmente os suinocultores, produtores de leite e avicultores.

Show Rural

O Show Rural de Cascavel é uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina. O Governo do Paraná apoia o evento e participa do dia a dia com orientação técnica e o sistema de financiamento. Além disso, diversas secretarias aproveitam a vitrine do evento para apresentar novidades para o público. No ano passado a feira registrou 384.122 visitantes, recorde de público. Foram movimentados R$ 5 bilhões em negócios (financiamentos, contratos, parcerias e compras) para modernização do campo e dos sistemas de produção.

Fonte: AEN-PR

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Pesquisa revela que 65% dos produtores acreditam ser vistos de forma negativa pela população urbana

Levantamento da ABMRA mostra diferença entre a percepção dos produtores rurais e a avaliação dos brasileiros sobre o agronegócio.

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Foto: Shutterstock

A percepção dos produtores rurais sobre a própria imagem junto à sociedade urbana revela um distanciamento em relação à forma como o agronegócio é avaliado pela população brasileira. Dados inéditos da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural mostram que 65% dos produtores acreditam ser vistos de forma negativa pelos moradores das cidades.

Foto: Divulgação

O levantamento aponta ainda que apenas 5% dos produtores avaliam que a população urbana tem uma visão positiva sobre eles, enquanto 30% consideram que essa percepção é neutra.

Realizada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), a pesquisa é considerada um dos principais levantamentos sobre comportamento, percepções e tendências do produtor rural brasileiro. Nesta edição, foram entrevistados presencialmente 3.100 produtores em 16 estados, envolvendo 15 culturas agrícolas e quatro cadeias pecuárias.

Presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural, Ricardo Nicodemos: “A diferença entre a percepção do produtor e a da sociedade mostra a urgência de fortalecer a imagem do setor, que por décadas tem sido renegada” – Foto: Divulgação/ABMRA

O resultado chama atenção quando comparado a outro levantamento apoiado pela própria ABMRA, a pesquisa “Percepções Sobre o Agro: o que pensa o brasileiro”. Nesse estudo, sete em cada dez brasileiros declararam ter uma visão positiva sobre o agronegócio.

Apesar desse resultado, 30% dos entrevistados afirmaram ter uma percepção desfavorável sobre o setor. Entre esse grupo, 51% são jovens entre 15 e 29 anos.

Os dados indicam uma diferença entre a percepção dos produtores sobre sua reputação e a avaliação geral da sociedade sobre o agronegócio. Enquanto a maioria dos brasileiros declara uma visão positiva do setor, parte significativa dos produtores acredita que essa imagem não se reflete na população urbana.

Segundo o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, os números mostram a necessidade de ampliar a comunicação entre o campo e a cidade e construir uma estratégia permanente de relacionamento com a sociedade. “O agro brasileiro evoluiu muito nas últimas décadas. Produzimos mais com inovação, incorporamos tecnologia, avançamos em sustentabilidade e nos tornamos uma referência mundial. Mas essa transformação precisa ser acompanhada por uma estratégia consistente de comunicação. A diferença entre a percepção do produtor e a da sociedade mostra a urgência de fortalecer a imagem do setor, que

Foto: Jonathan Campos

por décadas tem sido renegada”, afirma.

Campanha busca aproximar campo e cidade
A diferença de percepção identificada pela pesquisa é uma das bases do Projeto Marca Agro do Brasil, iniciativa voltada à construção da imagem do agronegócio brasileiro e à aproximação com a sociedade.

Um dos filmes que integram a campanha será apresentado durante o GAFFFF Sorriso, em Mato Grosso, nesta sexta-feira (25), no painel “Recuperando a Narrativa a favor do Agro em todo o Mundo”.

Além da publicidade em diferentes plataformas, o projeto prevê a criação de um hub de conteúdos e ações de aproximação em escolas e espaços públicos, como shoppings centers.

Foto: Divulgação

A campanha terá como personagem principal Aninha, uma jovem criada a partir dos estudos realizados durante a construção do projeto. A personagem representa parte do público jovem que possui uma visão desfavorável ao agronegócio e foi desenvolvida para dialogar com esse grupo.

Antes da definição da estratégia, os conceitos da campanha passaram por etapas de validação com o público. Inicialmente, 4.200 brasileiros avaliaram seis propostas criativas. As alternativas com melhor desempenho foram analisadas por um grupo de 100 conselheiros ligados ao projeto e, posteriormente, submetidas a novas pesquisas qualitativas e quantitativas.

A etapa final contou com a participação de 380 pessoas de diferentes perfis e faixas etárias em todo o Brasil, com

Foto: Divulgação

atenção especial ao público jovem. “Toda estratégia de comunicação precisa partir de evidências. Antes de desenvolver as peças, buscamos entender como o agro era percebido pela sociedade e validar os caminhos criativos que sensibilizavam as pessoas em diferentes etapas de pesquisa. Reputação se constrói com histórias reais, fatos, diálogo e continuidade. Não podemos contar apenas com narrativas, precisamos de relevância, consistência e estar presente na vida das pessoas com a devida frequência”, afirma Nicodemos.

O Projeto Marca Agro do Brasil foi desenvolvido a partir dos resultados da pesquisa “Percepções Sobre o Agro: o que pensa o brasileiro” e reúne ações de comunicação, educação e relacionamento com diferentes públicos para apresentar informações sobre a produção agropecuária brasileira.

Fonte: Assessoria ABMRA
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Tesouro autoriza equalização de juros e libera operação das linhas do Plano Safra 2026/27

Portaria define regras para pagamento da subvenção às instituições financeiras e permite a contratação de financiamentos rurais com juros equalizados a partir desta safra.

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Foto: Fernando Dias

Tesouro Nacional publicou na quinta-feira (23) a portaria que regulamenta o pagamento da equalização das taxas de juros das operações de crédito rural do Plano Safra 2026/2027. A medida estabelece os critérios, limites e procedimentos para que instituições financeiras recebam a compensação pela diferença entre os juros cobrados dos produtores e o custo real dos financiamentos.

Foto: Shutterstock

Com a regulamentação, as linhas de crédito rural com juros equalizados passam a ter autorização operacional para a safra 2026/2027, período que começou em 1º de julho de 2026 e segue até 30 de junho de 2027.

A norma também contempla operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 para cooperativas agropecuárias vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e ao Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Entre as linhas de financiamento incluídas estão recursos para custeio empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e programas voltados à produção sustentável.

Instituições autorizadas

Ao todo, 26 instituições financeiras estão habilitadas a operar os financiamentos com equalização de juros. A lista

Foto: Divulgação

inclui bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento.

A equalização funciona como uma compensação paga pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras para reduzir o custo das operações e permitir que produtores tenham acesso a taxas inferiores às praticadas no mercado.

Distribuição dos recursos

O Plano Safra 2026/2027 prevê R$ 141,8 bilhões em recursos equalizáveis. Desse total, R$ 97,5 bilhões serão destinados aos médios e grandes produtores rurais, enquanto R$ 44,3 bilhões serão direcionados à agricultura familiar.

A publicação da portaria era uma etapa necessária para operacionalizar as linhas com juros subsidiados anunciadas no lançamento do Plano Safra. Com a definição das regras, os agentes financeiros podem iniciar a contratação dos financiamentos dentro das condições estabelecidas para o novo ano agrícola.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil defende sistema de fiscalização e cobra reconhecimento das garantias sanitárias pela UE

Documentação apresentada pelo governo detalha mecanismos de fiscalização, rastreabilidade e certificação para carnes, ovos, mel e produtos da pesca destinados ao mercado europeu.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que continuam em andamento as tratativas técnicas com a União Europeia sobre os requisitos sanitários relacionados ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Até o momento, segundo a pasta, as autoridades europeias ainda não apresentaram uma manifestação definitiva sobre a documentação encaminhada pelo governo brasileiro.

Foto: Shutterstock

O Brasil afirma que não solicitou flexibilização das regras sanitárias europeias e que o objetivo é demonstrar a capacidade do sistema oficial de defesa agropecuária em garantir o cumprimento das exigências estabelecidas pelos mercados importadores.

O país exporta produtos de origem animal para mais de 150 mercados, incluindo destinos considerados de alta exigência sanitária. Segundo o Mapa, essa presença internacional está relacionada aos mecanismos de fiscalização, rastreabilidade, monitoramento e certificação adotados pelo sistema oficial brasileiro.

Documentação enviada à União Europeia
O governo brasileiro já encaminhou à Comissão Europeia documentos técnicos com informações sobre os controles aplicados às cadeias de carne bovina, carne de aves, ovos, mel e produtos da pesca.

De acordo com o Mapa, o material apresenta os procedimentos utilizados para verificar a implementação das

Foto: Shutterstock

normas, fiscalizar os estabelecimentos, acompanhar a rastreabilidade dos produtos e garantir que apenas itens em conformidade sejam certificados para exportação.

A pasta destaca que as relações sanitárias internacionais dependem do reconhecimento dos sistemas oficiais de controle de cada país. Nesse modelo, cabe às autoridades competentes estabelecer regras, fiscalizar o cumprimento das normas, aplicar medidas corretivas quando necessário e certificar produtos aptos ao comércio internacional.

Exigências e certificação
O Brasil argumenta que a permanência na lista de países autorizados a exportar para a União Europeia não significa que todos os produtos estejam automaticamente habilitados para venda ao bloco.

Segundo o Mapa, a autorização representa o reconhecimento de que o país possui um sistema oficial capaz de assegurar que somente produtos que atendam integralmente aos requisitos sanitários sejam certificados.

Foto: Rodrigo Felix Leal

A disponibilidade de produtos elegíveis pode variar conforme o ciclo produtivo de cada cadeia, já que algumas exigências precisam ser cumpridas ao longo do tempo até que animais e produtos estejam adequados às regras europeias.

O ministério ressalta que essa diferença entre a existência de um sistema oficial de controle e a disponibilidade imediata de produtos aptos à exportação é parte do funcionamento dos mecanismos sanitários internacionais.

O governo brasileiro afirmou que seguirá o diálogo técnico com a União Europeia com base em critérios científicos, transparência e cooperação entre autoridades sanitárias.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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