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Governo do Paraná inaugura ciclo de encontros com especialistas com palestra de Paulo Herrmann

A intenção do governador Carlos Massa Ratinho Junior é que esse tipo de encontro seja repetido mensalmente, como forma de reflexão, discussão e aprendizado de temas relevantes e cenários que podem ser melhor aproveitados pelo poder público.

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Foto: Gabriel Rosa/AEN

O Governo do Paraná realizou nesta segunda-feira (21) o evento “Agronegócio: Paraná-Mundo”. A atividade, que reuniu representantes de diversas secretarias, contou com a palestra do consultor Paulo Herrmann, um dos grandes especialistas desse setor no mundo. A intenção do governador Carlos Massa Ratinho Junior é que esse tipo de encontro seja repetido mensalmente, como forma de reflexão, discussão e aprendizado de temas relevantes e cenários que podem ser melhor aproveitados pelo poder público.

“A ideia é trazer personalidades, referências de vários setores, para darem palestras para os servidores. Nós ficamos muito dedicados no dia a dia do trabalho, e isso consome tanto a gente que deixamos e lado a capacidade de ter um olhar de fora do governo, de fora do dia a dia, e que é, muitas vezes, o que faz a gente aprimorar a criatividade e entender o que está acontecendo no mundo”, disse o governador.

Ratinho Junior explicou ainda o motivo de ter escolhido Paulo Herrmann para abrir os encontros. “O alicerce da economia paranaense é o agronegócio. Temos em torno de 35% a 37% do PIB dependente daquilo que acontece na zona rural. E se a base da nossa economia é a agricultura, nós temos que entender como funciona esse mundo. Como pensam os outros países, o que está acontecendo em outros continentes, para saber de que forma vamos nos posicionar”, afirmou.

Ele também destacou a necessidade e o empenho do Estado de aliar o desenvolvimento da produção com a sustentabilidade. Na semana passada, o Governo do Estado lançou duas iniciativas específicas nessa área: o Programa Estadual de Proteção de Nascentes, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), com a meta de preservar 30 mil fontes e minas d’água até 2026, e o Prêmio Propriedade Leiteira Sustentável Familiar, para valorizar a produção leiteira do Norte Pioneiro.

A preocupação com o desenvolvimento do agronegócio é uma das grandes marcas da gestão. O governador também apresentou o Plano Safra, maior cardápio de crédito já anunciado no Paraná, com R$ 54,3 bilhões, que tem o objetivo tanto de apoiar financeiramente os produtores e estimular atividades cada vez mais sustentáveis; o Banco do Agricultor, com novas linhas para pequenas propriedades; e projetos de infraestrutura como a Nova Ferroeste, que vai ampliar as duas pontas do traçado da atual estrada de ferro, que opera no trecho entre Cascavel e Guarapuava, conectando Paranaguá a Maracaju (MS); e o Moegão do Porto de Paranaguá, que permitirá o descarregamento de até 180 vagões em três linhas independentes.

Paulo Hermmann detalhou aos servidores estaduais o panorama do agronegócio no mundo, as projeções de futuro, oportunidades de crescimento, e os desafios que precisam ser superados para maximizar o potencial do Estado e do País nessa área. Também explicou como o campo impacta outras áreas, como a indústria e o comércio, principalmente nos pequenos municípios, além das dinâmicas sociais.

“O Brasil tem vocação para o agronegócio. Temos cinco coisas que nos favorecem. Nenhum lugar do mundo tem esses cinco itens juntos: sol, água, terra, ciência e tecnologia – nosso agro não é uma obra do acaso – e gente”, afirmou.

Um dos grandes nomes do agronegócio brasileiro, o gaúcho Paulo Herrmann é engenheiro agrícola formado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e tem MBA em Business Administration and General Management pela Universidade do Vale do Sinos (Unissinos). Trabalhou por mais de 20 anos na John Deere do Brasil, empresa multinacional de tecnologia com soluções para o campo, da qual chegou a ser presidente entre 2012 e 2022. Na mesma empresa, a partir de 2009, ocupou o cargo de Diretor de Vendas para a América Latina. Atualmente, é palestrante de renome internacional nas áreas de inovação, tecnologia e agronegócio e consultor de várias empresas.

Abertura

O “Agronegócio: Paraná-Mundo” teve uma breve abertura feita pelo também palestrante Allan Costa. Ele, que já ocupou a Presidência da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), a Presidência da Coopecard e a Superintendência e a Diretoria Técnica do Sebrae/PR. Atualmente é diretor de Inovação e Alianças da ISH Tecnologia. Ele ainda é co-fundador da plataforma AAA Inovação, ao lado de Ricardo Amorim; co-fundador da Curitiba Angels, da Eticca Compliance, e da B! Storytelling. Além disso, é investidor de 15 startups e membro do Harvard Business School Startup Angels e palestrante com presença em eventos no mundo todo. Autor dos livros “60 Dias em Harvard” e “Rock in Rio – A Arte de Sonhar e Fazer Acontecer”.

Presenças

Participaram do evento os secretários João Carlos Ortega (Casa Civil), Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento), Cleber Mata (Comunicação), Valdemar Bernardo Jorge (Desenvolvimento Sustentável), Ricardo Barros (Indústria, Comércio e Serviços), Leandre Dal Ponte (Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa), Beto Preto (Saúde), Luciana Casagrande (Cultura), Guto Silva (Planejamento), Eduardo Pimentel (Cidades), Santin Roveda (Justiça e Cidadania) e Marcio Nunes (Turismo); o chefe de Gabinete do Governador, Darlan Scalco; o deputado estadual Moacyr Fadel; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski; o diretor-presidente da Sanepar, Cláudio Stabile; o diretor-presidente da Cohapar, Jorge Lange; o diretor-presidente da Celepar, Gustavo Garbosa; o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado; o diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia; o diretor-presidente do Ceasa, Éder Bublitz; o diretor-presidente da Adapar, Otamir Martins; o superintendente geral de Apoio aos Municípios, Júnior Weiler; a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt; e o diretor-presidente da Tecpar, Celso Kloss.

Fonte: Assessoria

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Feicorte: São Paulo impulsiona mudanças no manejo pecuário com opção de marcação sem fogo

Estado promove alternativa pioneira para o bem-estar animal e a sustentabilidade na pecuária. Assunto foi tema de painel durante a Feicorte 2024

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Fotos: Shutterstock

No painel “Uma nova marca do agro de São Paulo”, realizado na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne – Feicorte, em Presidente Prudente (SP), que segue até o dia 23 de novembro, a especialista em bem-estar animal, Carmen Perez, ressaltou a importância de evitar a marcação a fogo em bovinos.

Segundo ela, a questão está diretamente ligada ao bem-estar animal, especialmente no que diz respeito ao local onde é realizada a marcação da brucelose, que ocorre na face do animal, uma região com maior concentração de terminações nervosas, um ponto mais sensível. Essa ação representa um grande desafio, pois, embora seja uma exigência legal nacional, os impactos para os animais precisam ser cuidadosamente avaliados.

“O estado de São Paulo tem se destacado de forma pioneira ao oferecer aos produtores rurais a opção de decidir se desejam ou não realizar a marcação a fogo. Isso é um grande avanço”, destacou Carmen. Ela também mencionou que os animais possuem uma excelente memória, lembrando-se tanto dos manejos bem executados quanto dos malfeitos, o que pode afetar sua condição e bem-estar a longo prazo.

Além disso, a imagem da pecuária é um ponto crucial, especialmente considerando o poder da comunicação atualmente. “Organizações de proteção animal frequentemente utilizam práticas como a marcação a fogo, castração sem anestesia e mochação para criticar a cadeia produtiva. Essas questões podem impactar negativamente a percepção do setor”, alertou. Para enfrentar esses desafios, Carmen enfatizou a importância de melhorar os manejos e de considerar os riscos de acidentes nas fazendas, que muitas vezes são subestimados quando as práticas de manejo não são adequadas.

“Nos próximos anos, imagino um setor mais consciente, em que as pessoas reconheçam que os animais são seres sencientes. As equipes serão cada vez mais participativas, e a capacitação constante será essencial”, afirmou. Ela finalizou dizendo que, para promover o bem-estar animal, é fundamental investir em treinamento contínuo das equipes. “Vejo a pecuária brasileira se tornando disruptiva, com o potencial de se tornar um modelo mundial de boas práticas”, concluiu.

Fica estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

As medidas foram publicadas no Diário Oficial do Estado, por meio da Resolução SAA nº 78/24 e das Portarias 33/24 e 34/24.

Mudanças estabelecidas

Prazos

Agora, fica estabelecido que o calendário para a vacinação será dividido em dois períodos, sendo o primeiro do dia 1º de janeiro a 30 de junho do ano corrente, enquanto o segundo período tem início no dia 1º de julho e vai até o dia 31 de dezembro.

O produtor que não vacinar seu rebanho dentro do prazo estabelecido, terá a movimentação dos bovídeos da propriedade suspensa até que a regularização seja feita junto às unidades da Defesa Agropecuária.

Desburocratização da declaração

A declaração de vacinação pelo proprietário ou responsável pelos animais não é mais necessária. A partir de agora, o médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.

Fonte: Assessoria Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
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Treinamento em emergência sanitária busca proteger produção suína do estado

Ação preventiva do IMA acontecerá entre os dias 26 e 28 de novembro em Patos de Minas, um dos polos da suinocultura mineira.

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Fotos: Shutterstock

Com o objetivo de proteger a produção de suínos do estado contra possíveis ameaças sanitárias, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) realizará, de 26 a 28 deste mês, em Patos de Minas, o Treinamento em Atendimento a Suspeitas de Síndrome Hemorrágica em Suínos. A iniciativa capacitará mais de 50 médicos veterinários do serviço veterinário oficial para identificar e responder prontamente a casos de doenças como a Peste Suína Clássica (PSC) e a Peste Suína Africana (PSA). A disseminação global da PSA tem preocupado autoridades devido ao impacto devastador na produção e na economia, como evidenciado na China que teve início em 2018 e se estendeu até 2023, quando o país perdeu milhões de suínos para a doença. Em 2021, surtos recentes no Haiti e na República Dominicana aumentaram o alerta no continente americano.

A escolha de Patos de Minas como sede para o treinamento presencial reforça sua importância como polo suinícola em Minas Gerais, com cerca de 280 mil animais produzidos, equivalente a 16,3% do plantel estadual, segundo dados de 2023 da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A Coordenadoria Regional do IMA, em Patos de Minas, que atende cerca de 17 municípios na região, tem mais de 650 propriedades cadastradas para a criação de suínos, cuja sanidade é essencial para evitar prejuízos econômicos que afetariam tanto o mercado interno quanto as exportações mineiras.

Para contemplar a complexidade do tema, o treinamento foi estruturado em dois módulos: remoto e presencial. Na fase on-line, realizada nos dias 11 e 18 de novembro, especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade de Castilla-La Mancha, da Espanha e de empresas parceiras abordaram aspectos clínicos e epidemiológicos das doenças hemorrágicas em suínos. Já na fase presencial, em Patos de Minas, os participantes terão acesso a oficinas práticas de biossegurança, desinfecção, estudos de casos, discussões sobre cenários epidemiológicos, coleta de amostras e visitas a campo, além de simulações de ações de emergência sanitária, onde aplicarão o conhecimento adquirido.

A iniciativa do IMA conta com o apoio de cooperativas, empresas do setor suinícola, instituições de ensino, sindicato rural e a Prefeitura Municipal de Patos de Minas, além do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A defesa agropecuária em Minas Gerais depende de ações como essa, fundamentais para evitar a entrada de patógenos e manter a competitividade da produção local. Esse treinamento é parte das ações para manutenção do status de Minas Gerais como livre de febre aftosa sem vacinação.

Ameaças sanitárias e os impactos para a economia

No Brasil, a Peste Suína Clássica está sob controle nas zonas livres da doença. No entanto, nas áreas não reconhecidas como livres, a enfermidade ainda está presente, representando um risco significativo para a suinocultura brasileira. Esta enfermidade pode levar a alta mortalidade entre os animais, além de causar abortos em fêmeas gestantes. Por ser uma enfermidade sem tratamento, a prevenção constante e a vigilância da doença são fundamentais.

A situação é ainda mais crítica no caso da Peste Suína Africana, para a qual não há vacina eficiente e cuja propagação levaria a prejuízos imensos ao setor suinícola nacional, com risco de desabastecimento no mercado interno e aumento dos preços para o consumidor final. Os animais infectados apresentam sintomas como febre alta, perda de apetite, e manchas na pele.

Fonte: Assessoria Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais
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Faesp quer retratação do Carrefour sobre a decisão do grupo em não comprar carne de países do Mercosul

Uma das principais marcas de varejo, por meio do CEO do Carrefour França, anunciou que suspenderá vendas de carne do Mercosul: decisão gera críticas e debate sobre sustentabilidade.

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Foto: oliver de la haye

O Carrefour França anunciou que suspenderá a venda de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, alegando preocupações com sustentabilidade, desmatamento e respeito aos padrões ambientais europeus. A afirmação é do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, nas redes sociais do empresário, mas destinada ao presidente do sindicato nacional dos agricultores franceses, Arnaud Rousseau.

A decisão gerou repercussão negativa no Brasil, especialmente no setor agropecuário, que considera a medida protecionista e prejudicial à imagem da carne brasileira, amplamente exportada e reconhecida pela qualidade.

Essa decisão reflete tensões maiores entre a União Europeia e o Mercosul, com debates sobre padrões de produção e sustentabilidade como pontos centrais. Para a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), essa decisão é prejudicial ao comércio entre França e Brasil, com impactos negativos também aos consumidores do Carrefour.

Os argumentos da pauta ambiental alegada pelo Carrefour e pelos produtores de carne na França não se sustentam, uma vez que a produção da pecuária brasileira está entre as mais sustentáveis do planeta. Esta posição, vinda de uma importante marca de varejo, é um indício de que os investimentos do grupo Carrefour no Brasil devem ser vistos com ressalva, segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.

“A declaração do CEO do Carrefour França, Alexandre Bompard, demonstra não apenas uma atitude protecionista dos produtores franceses, mas um total desconhecimento da sustentabilidade do setor pecuário brasileiro. A Faesp se solidariza com os produtores e espera que esse fato isolado seja rechaçado e não influencie as exportações do país. Vale lembrar que a carne bovina é um dos principais itens de comercialização do Brasil”, disse Tirso Meirelles.

Foto: Shutterstock

O coordenador da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da Faesp, Cyro Ferreira Penna Junior, reforça esta tese. “A carne brasileira é a mais sustentável e competitiva do planeta, que atende aos padrões mais elevados de qualidade e exigências do consumidor final. Tais retaliações contra o nosso produto aparentam ser uma ação comercial orquestrada de produtores e empresas da União Europeia que não conseguem competir conosco no ‘fair play’”, diz Cyro.

Para o presidente da Faesp, cabe ao Carrefour reavaliar sua posição e, eventualmente, se retratar publicamente, uma vez que esta decisão, tomada unilateralmente e sem critérios técnicos, revela uma falta de compromisso do grupo com o Brasil, um importante mercado consumidor.

Várias outras instituições se posicionaram contra a decisão do Carrefour, e o Ministério da Agricultura (Mapa). “No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo”, diz o Mapa em comunicado. “Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor […] O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”, continua a nota.

Veja aqui o vídeo do presidente.

Fonte: Assessoria Faesp
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