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Governo do Paraná formaliza reajuste de programas rurais de combate à vulnerabilidade
Famílias atendidas pelos programas Renda Agricultor Familiar e Inclusão Produtiva Solidária passarão a receber R$ 6 mil para o desenvolvimento de projetos produtivos rurais, que visam melhorias na renda familiar, bem como melhorias sanitárias domiciliar, contribuindo para a preservação do solo e da água.

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, formalizou o reajuste de valores repassados às famílias atendidas pelos programas Renda Agricultor Familiar e Inclusão Produtiva Solidária, na última segunda-feira (26). A partir da assinatura do , as famílias passarão a receber R$ 6 mil para o desenvolvimento de projetos produtivos rurais, que visam melhorias na renda familiar, bem como melhorias sanitárias domiciliar, contribuindo para a preservação do solo e da água.
Desde 2019, os projetos, que são desenvolvidos de forma intersetorial entre as secretarias do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), da Agricultura e do Abastecimento (Seab), por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), já atenderam 10.600 famílias em 375 municípios.
Até então, as famílias do Renda Agricultor Familiar recebiam R$ 3 mil em duas parcelas e as do Inclusão Produtiva Solidária R$ 4 mil em parcela única, valores reajustados e igualados a partir do decreto 7.151/2024.
Por meio deste decreto, inicialmente mil famílias serão atendidas em 93 municípios, priorizando 49 que compõem a Rota do Progresso – programa lançado em junho pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que envolve a destinação de R$ 2,5 bilhões para atender 80 municípios com índices de desenvolvimento abaixo da média estadual.
Para o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, esse é um avanço importante não apenas no viés financeiro, mas principalmente no social. “Estamos buscando a emancipação das famílias rurais, que desenvolvem importantes projetos que garantam uma melhoria da qualidade de vida de cada um, levando emancipação às famílias”, destacou.
O Inclusão Produtiva Solidária e o Renda Agricultor Familiar fazem parte do Programa Nossa Gente Paraná, também desenvolvido de forma intersetorial, em que os técnicos do IDR Paraná desenvolvem projetos e acompanham as famílias na execução deles. “Há uma parcela da população rural que precisa de um olhar um pouco mais atencioso do Estado. O Renda Agricultor e o Inclusão Produtiva Solidária são programas que nasceram dessa sensibilidade social e se sustentam no propósito de proporcionar que a agricultura familiar se torne mais competitiva e geradora de riquezas”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.
Programas
O Renda Agricultor Familiar tem como objetivo a inclusão socioprodutiva de famílias rurais em situação de vulnerabilidade social, por meio da disponibilização de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e transferência de recurso financeiro às famílias para investimento em melhorias no saneamento básico, produção para consumo próprio e atividades agropecuárias e não agropecuárias.
Já o Inclusão Produtiva Solidária quer promover a geração de renda no meio rural, por meio de atividades produtivas coletivas, como associativismo, cooperativismo e grupos de autogestão. A formulação de projetos produtivos coletivos otimiza a aplicação de recursos e esforços, contribuindo para o bem comum do território e o fortalecimento dos vínculos comunitários e familiares. Cada família do grupo recebe recurso financeiro, para aplicação no projeto coletivo.

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Aurora Coop leva produtores e colaboradores à China em ação pelos 57 anos
Concurso cultural premia três histórias com viagem a Xangai e visita à primeira unidade internacional da cooperativa.

Ao completar 57 anos nesta quarta-feira (15), a Aurora Coop celebra sua trajetória ao lado de quem a constrói diariamente. A cooperativa promoveu o concurso cultural “Meu trabalho alimenta o mundo” e premiou três participantes com uma viagem à Xangai, na China, para conhecer a primeira unidade internacional da Aurora Coop.
A proposta convidou cooperados e colaboradores a refletir sobre o próprio papel dentro da cadeia produtiva e a responder como suas atividades contribuem para levar alimentos a mais de 80 países. O resultado foi expressivo: 707 histórias enviadas por colaboradores da Aurora Coop e outras 115 por empresários rurais de cooperativas filiadas dos segmentos de suinocultura e avicultura, que produzem para exportação.

Produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, foi escolhida entre os empresários rurais participantes
A seleção dos vencedores contemplou três categorias. Entre os empresários rurais, foi escolhida a produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, cooperativa filiada do Sistema Aurora Coop. Nas unidades industriais, o destaque ficou com o colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC. Entre as demais unidades, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC.
Como premiação, os três viajarão em maio para Xangai, onde permanecerão por sete dias. O roteiro inclui visita ao escritório da Aurora Coop na cidade, participação na SIAL Xangai 2026 — uma das maiores feiras de alimentos do mundo — e atividades culturais. A viagem ocorre em um momento simbólico para a cooperativa, que inaugurou a Aurora Coop Xangai, a primeira unidade internacional da cooperativa.
O coordenador de Marketing Internacional da Aurora Coop, Leandro Merlin, acompanhará o trio e destaca a proposta da experiência. “A campanha é uma celebração de quem faz a cooperativa acontecer todos os dias. Em Xangai, será possível compreender, de forma concreta, o alcance desse trabalho em um ambiente global, por meio de uma cultura totalmente diferente da nossa”, sublinha.

Entre as demais unidades da Aurora Coop, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC
Para o diretor internacional da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, o concurso estimulou uma leitura mais ampla sobre o funcionamento da cooperativa. “Somos uma cadeia formada por muitos elos, e todos têm sua importância. O empresário rural, a indústria e as áreas agropecuárias, comerciais e corporativas atuam de forma integrada para atender às exigências do mercado internacional e entregar ao mundo alimentos de excelência. Queremos que os representantes de toda essa cadeia ampliem sua visão e levem esse aprendizado aos demais colegas”.
O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, destaca o significado da data e o reconhecimento às pessoas que sustentam a cooperativa. “Celebrar os 57 anos da Aurora Coop passa, necessariamente, por reconhecer quem está na base de tudo o que construímos até aqui. Este concurso nos permitiu conhecer histórias que mostram, com muita clareza, como o trabalho de cada pessoa se conecta a algo maior: garantir prosperidade para todos que fazem parte desse grande empreendimento cooperativo. Valorizar essas histórias é reconhecer que a nossa presença global nasce do esforço de mais de 150 mil famílias que fazem a nossa cooperativa avançar com consistência e responsabilidade”.
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Chuvas irregulares e temperaturas acima da média elevam risco para safrinha do milho em 2026, aponta StoneX
Fase de transição do El Niño-Oscilação Sul indica 60% de chance de neutralidade até junho e possibilidade de retorno do El Niño no segundo semestre, ampliando a variabilidade climática e a incerteza sobre o planejamento agrícola no Brasil e na América do Sul.

As previsões climáticas para os próximos meses indicam um período de transição do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), com maior probabilidade de neutralidade ao longo do outono e do início do inverno e risco crescente de fortalecimento do El Niño no segundo semestre de 2026. O cenário, analisado na 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, lançado na última terça-feira (14), reforça a necessidade de cautela do agronegócio diante de chuvas mais irregulares, temperaturas acima da média em diversas regiões e impactos regionais desiguais sobre a produção. O relatório pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.
Segundo os principais centros internacionais de monitoramento climático, a chance de neutralidade do ENOS é de cerca de 60% entre

Analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Jaramillo Giraldo: “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável” – Foto: Divulgação/StoneX
março e maio e de 70% entre abril e junho, com projeções semelhantes se estendendo até julho. A partir do segundo semestre, os modelos passam a indicar aquecimento do Pacífico Equatorial, com aumento da probabilidade de formação de um El Niño. “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável, em que o sinal do oceano aponta para neutralidade, enquanto o aquecimento global de fundo segue pressionando as temperaturas e aumentando a volatilidade regional”, afirma a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Giraldo, acrescentando: “Isso exige decisões mais cautelosas no campo, porque os padrões clássicos do ENOS já não explicam, sozinhos, o comportamento do clima.”
Clima entre abril e junho
As análises mais recentes da temperatura da superfície do mar indicam anomalias positivas em escala global para o trimestre abril–maio–junho, incluindo sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial e no Atlântico Sul. Este último pode favorecer episódios pontuais de maior aporte de umidade para o Sul do Brasil, especialmente quando combinado à atuação de sistemas atmosféricos regionais.

Foto: Divulgação/Pixabay
Em termos de precipitação, abril apresenta sinais de chuvas abaixo da média em regiões do Sudeste Asiático, Indonésia e Sul da Austrália, enquanto partes do Equador, da Colômbia e do Norte da Argentina tendem a registrar volumes acima da média. Em maio, a tendência de chuvas mais elevadas pode alcançar áreas do Noroeste do Brasil, ao passo que América Central e Norte da América do Sul entram em um período mais seco.
Para junho, os modelos indicam neutralidade pluviométrica em grande parte da África e chuvas acima da média em áreas do Brasil e do extremo oeste da Colômbia. “O ponto-chave não é apenas quanto vai chover, mas quando e onde. A irregularidade espacial e temporal das precipitações permanece como o principal desafio para o agro no curto prazo”, destaca Carolina.
Impactos esperados para o agronegócio
Na América do Sul, o cenário de transição climática amplia as incertezas sobre a finalização da safrinha do milho. A possível intensificação da corrente de jato subtropical pode dificultar o avanço regular de frentes frias pelo interior do continente, reduzindo a umidade no Sudeste e no Centro-Oeste e antecipando o fim das chuvas em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Esse movimento pode afetar a formação de biomassa e a produtividade em fases críticas do ciclo agrícola.
Apesar disso, a umidade observada em parte do Brasil nos meses anteriores é compatível com indícios de supersafra de grãos em

Foto: Gilson Abreu/AEN
2025/2026 e favorece a recuperação parcial de culturas como café e cana-de-açúcar, especialmente em regiões com melhor recomposição hídrica.
Em contrapartida, episódios recentes de excesso de chuva em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais mostraram que volumes elevados também podem impor restrições operacionais, atrasar colheitas e comprometer janelas ideais de plantio. “O agro está lidando com um clima mais errático. O mesmo sistema que traz benefício para uma região pode gerar perdas em outra. Por isso, o planejamento precisa considerar margem de segurança e gestão ativa de risco climático”, avalia a analista.
Segundo semestre no radar
Para o segundo semestre, o relatório da StoneX alerta para o risco adicional da sinergia entre um possível El Niño e o Dipolo Positivo do Índico (+IOD). Caso ambos se consolidem a partir de julho, o risco de seca severa tende a aumentar em regiões da Oceania e também no Norte e Nordeste do Brasil, o que pode afetar cadeias agrícolas estratégicas e elevar a volatilidade dos mercados. “Mesmo com a neutralidade no curto prazo, o segundo semestre merece acompanhamento constante. O clima está em transição, e as decisões tomadas agora precisam levar em conta esse grau elevado de incerteza”, salienta Carolina.
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JBS Terminais registra alta de 60% no trimestre e consolida retomada em Itajaí
Crescimento é sustentado por foco em cargas estratégicas, como proteínas, madeira e setor automotivo.

A JBS Terminais expandiu sua capacidade operacional no Porto de Itajaí em cerca de 330% desde o início das atividades, em outubro de 2024. No intervalo de um ano e meio, a Companhia movimentou mais de 560 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com crescimento médio mensal de 12%. O desempenho reforça a trajetória de retomada do terminal portuário e sua relevância na malha logística aquaviária nacional.
“Para alcançar esse patamar, a JBS Terminais investiu no ativo. Hoje, mais de 3.000 clientes confiam na Companhia e na estrutura ofertada no Porto de Itajaí como uma das principais portas de entrada e saída do comércio internacional”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná
A performance da JBS Terminais no Porto de Itajaí cresce como reflexo da retomada consistente da operação. No primeiro trimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado, foi registrado um avanço de mais de 60% na movimentação de TEUs. A estratégia para o ramp-up da operação passa por investimentos para potencializar o terminal e foco comercial em nichos específicos, como carnes, madeira, maquinário e o setor automotivo.
Segundo Russi, com o avanço consistente dos volumes e a ampliação da base de clientes, a JBS Terminais consolida um novo patamar operacional no Porto de Itajaí e reforça o papel da infraestrutura logística como vetor de desenvolvimento econômico regional e nacional. “Nosso compromisso é conectar Itajaí e Santa Catarina aos grandes mercados globais.”
Desde o início da operação, a Companhia investiu aproximadamente R$ 220 milhões em modernização tecnológica e infraestrutura. O aporte viabilizou a aquisição de dois guindastes móveis de última geração, com capacidade para 125 toneladas e alcance de até 20 fileiras de contêineres, ampliando a produtividade nas operações de embarque e desembarque.

A estratégia também fortaleceu a vocação do terminal para o setor de proteína e cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers. A expansão da capacidade elétrica posiciona Itajaí como um dos principais hubs para produtos perecíveis no Sul do país, atendendo às demandas de exportadores e importadores com alto padrão de controle.
No fluxo terrestre, a implementação de oito gates reversíveis – acessos de entrada e saída que podem ter o sentido ajustado conforme a necessidade operacional – trouxe ganhos relevantes de agilidade e redução de filas, aumentando a eficiência na integração entre porto e rodovias.
“Para a retomada do Porto de Itajaí foi fundamental o investimento, para oferecer uma estrutura moderna e segura, para equiparar com outros terminais relevantes. A combinação de equipamentos de alta performance, infraestrutura consistente e gestão focada em eficiência é o que sustenta esse novo ciclo de crescimento”, destaca o executivo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Atualmente, o terminal conta com área operacional de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais e quatro berços com 14 metros de profundidade. Essa estrutura permite operar com 10 linhas de navegação regulares e sete escalas semanais, conectando o estado de Santa Catarina a destinos estratégicos na Ásia, na Europa, em toda a América, Oriente Médio e África.
Refletindo a retomada do Porto de Itajaí como infraestrutura estratégica, o volume de embarcações atendidas no ano passado foi 50% superior ao registrado em 2022, período pré-paralisação. Essa tendência de alta se consolida no primeiro bimestre de 2026, que já apresenta um fluxo de navios 26% acima do patamar anterior à interrupção das atividades. Ao todo, a JBS Terminais soma cerca de 400 escalas em um ano e meio de operação.



