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Governo do Estado investirá R$ 50,3 milhões em programas para o fortalecimento da agricultura e pesca de Santa Catarina
Foram cinco projetos aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento Rural (Cederural) nesta terça-feira, 8, que deverão ter impactos positivos no agronegócio catarinense nos próximos anos.

Destaque internacional na produção de alimentos, Santa Catarina segue investindo para aumentar a competitividade do setor produtivo. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural investirá mais de R$ 50,3 milhões em novas frentes de ação para incentivar a produção de grãos; controle e monitoramento de resíduos de agrotóxicos; melhoria da infraestrutura para pesca artesanal; gestão da maricultura; além de aquisição de equipamentos para agricultura familiar e pesca.
“O agronegócio é uma das grandes forças da economia do estado. Santa Catarina, com 1,12% do território brasileiro, é um modelo para todo país. Vamos seguir apoiando os trabalhadores do campo e do mar para que tenham ainda mais qualidade de vida e renda e sigam cumprindo sua importante missão de alimentar os catarinenses e o mundo”, disse o governador Carlos Moisés.
Foram cinco projetos aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento Rural (Cederural) nesta terça-feira, 8, que deverão ter impactos positivos no agronegócio catarinense nos próximos anos.
“Seguimos ampliando os investimentos e os projetos em benefício dos produtores rurais e pescadores de Santa Catarina. E hoje o grande destaque foi a pesca artesanal, que ganhará um programa de R$ 30 milhões para melhoria da infraestrutura. Os projetos são discutidos e elaborados ouvindo o setor produtivo e as lideranças estaduais e isso é fundamental para que possamos evoluir na elaboração de políticas públicas para o agronegócio catarinense. Hoje foi um dia muito importante, com a aprovação de projetos fundamentais para a agricultura e pesca de Santa Catarina”, destaca o secretário da Agricultura, Altair Silva.
Os novos programas contemplam investimentos para ampliar a área plantada com grãos, especialmente milho, em Santa Catarina; melhoria da infraestrutura para pesca artesanal; gestão da maricultura; controle e monitoramento de resíduos de agrotóxicos e aquisição de equipamentos.
Segundo o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto, as novas linhas de apoio trarão avanços significativos para todo o setor e demonstram o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento do meio rural e pesqueiro.
“Hoje foi um dia histórico para a pesca e a maricultura de Santa Catarina. Aprovamos dois projetos importantes para o desenvolvimento do setor: Inova Pesca e o Sistema de Gestão da Maricultura Catarinense, que somados trarão R$30,4 milhões em investimentos. O governador Carlos Moisés está fazendo um grande gesto de valorização da pesca artesanal e maricultura. Além disso, teremos um aporte de recursos significativo para o controle e monitoramento do resíduo de agrotóxicos, que demonstra nosso compromisso com a segurança dos alimentos em Santa Catarina. Estamos trabalhando com muita vontade e dedicação para investir na agricultura e na pesca do nosso estado”, ressalta Miotto.
Programa Inova Pesca SC
A Secretaria da Agricultura irá investir R$ 30 milhões para implantação ou reforma de infraestruturas de apoio a pesca artesanal. Serão firmados convênios de até R$ 1 milhão com municípios para o financiamento de até dois projetos.
Sistema de Gestão da Maricultura Catarinense – SIGMA
Os maricultores e técnicos de Santa Catarina terão acesso a um sistema com dados cadastrais e geográficos para a gestão da maricultura. A Secretaria da Agricultura irá destinar R$ 421,4 mil ao projeto para o desenvolvimento de um sistema de informações que auxilie no gerenciamento das áreas aquícolas marinhas e o controle sanitário dos moluscos.
Projeto Especial de Apoio à Expansão da Produção de Cereais – Projeto Novas Fronteiras
A intenção da Secretaria da Agricultura é ampliar a área cultivada com grãos em 10 mil hectares nos próximos dois anos no estado. O Projeto Novas Fronteiras fará parte do Programa Terra-Boa e fornecerá 100 mil toneladas de calcário para produtores que estejam ampliando a produção, especialmente com milho. Estão previstos investimentos de R$ 6,6 milhões até 2022.
O Projeto será executado em parceria com a Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), que cuidará da operacionalização, fornecimento de insumos, assistência técnica e a compra dos cereais ao final da safra. Cada produtor poderá acessar até 500 toneladas de calcário, que deverão ser pagas ao final da colheita.
Em 2021, o Novas Fronteiras será executado em 17 municípios das regiões de Rio do Sul, Lages e São Joaquim.
Programa Estadual de Controle e Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos
Para aprimorar o controle do comércio, armazenamento e uso de agrotóxicos em Santa Catarina, a Secretaria da Agricultura dará sequência ao Programa Estadual de Controle e Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos. Serão mais de R$ 3,3 milhões disponibilizados para que a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) realize a coleta e análise de amostras de monitoramento e amostras fiscais de produtos de origem vegetal, abelhas e insumos agrícolas.
Aquisição de equipamentos
A Secretaria da Agricultura investirá R$ 10 milhões na aquisição de equipamentos para fortalecimento da agricultura familiar e pesca, além de minimizar os impactos da estiagem. Os implementos serão repassados aos municípios via termo de cessão de uso.

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento
Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.
O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.
Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.
No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.
A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.
Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.
A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo
Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.
A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.
As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.
Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação
Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.
O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.
Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”
A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.
O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.
Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”
A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.
Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.
Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.



