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Governo de Santa Catarina envia projeto do SC Rural 2 para Assembleia Legislativa
Projeto de lei visa a contratação de operação de crédito externo de US$ 120 milhões com o Banco Mundial, para desenvolvimento do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar de Santa Catarina: Resiliência Ambiental, Inovação e Inclusão Social no Espaço Rural, o SC Rural 2. O Governo do Estado tem como contrapartida US$ 30 milhões.

O Programa SC Rural 2 avança para apreciação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Na última quinta-feira (29), o governador Jorginho Mello enviou o Projeto de Lei para que o Poder Executivo receba a autorização do Legislativo para contratar operação de crédito externo de US$ 120 milhões com o Banco Mundial, para desenvolvimento do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar de Santa Catarina: Resiliência Ambiental, Inovação e Inclusão Social no Espaço Rural, o SC Rural 2. O Governo do Estado tem como contrapartida US$ 30 milhões.
O SC Rural foi proposto pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) em conjunto com a Epagri, Cidasc, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ), com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). “Este é mais um importante passo, é resultado de um trabalho conjunto pelo fortalecimento da nossa agricultura. Será mais um estímulo para que os agricultores permaneçam no campo, com mais infraestrutura, tecnologia e renda. Estamos convictos de que este também será o entendimento dos deputados e que, em breve, os produtores terão estes recursos para melhorar o dia a dia na propriedade, a qualidade de vida da família e os resultados da produção para Santa Catarina ”, disse o governador Jorginho Mello.
O programa busca promover aumento de renda, competitividade e enfrentamento aos eventos extremos, por meio da inovação tecnológica e na prestação dos serviços públicos ao espaço rural e pesqueiro. Dará sequência aos programas já executados: Microbacias 1 , Microbacias 2 e SC Rural 1. O Programa foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) em março deste ano. Após essa etapa iniciou a tramitação de operacionalização dos recursos com o Banco Mundial e o Estado.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, explica que o programa será desenvolvido por meio de ações estratégicas, durante seis anos, com apoio direto aos agricultores e pescadores. “Ele está dividido em eixos: no de infraestrutura, por exemplo, o objetivo é ampliar a cobertura de sinal de internet e oferta de serviços digitais, melhoria da energia elétrica, recuperação e melhorias das estradas rurais”, assinala Colatto.
No eixo empreendedorismo e inovação, o propósito é fomentar e estimular os empreendimentos nos espaços rural e pesqueiro. Na área ambiental, é meta o fortalecimento dos recursos hídricos, adoção de sistemas de produção de baixo impacto ambiental e a adequação ambiental. Também contempla o componente de bens e serviços públicos para dar suporte estratégico para as ações de apoio direto.

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Mercado do trigo reage a cenário externo e oferta limitada no Rio Grande do Sul
Enquanto o grão registra valorização, farelo acumula desvalorização e farinhas mantêm estabilidade diante de demanda moderada.

As cotações internacionais do trigo vêm registrando fortes altas, impulsionadas pela seca em áreas de cultivo de inverno nos Estados Unidos.
De acordo com o Cepea, esse movimento externo foi repassado ao mercado do Rio Grande do Sul. No estado, a alta internacional se somou à oferta mais restrita, sobretudo de trigo de melhor qualidade, elevando as cotações.
No mercado de farelo de trigo, dados do Cepea mostram que tanto o produto ensacado quanto o a granel seguem em desvalorização, devido à maior competitividade de outros ingredientes utilizados na ração animal, como o farelo de soja – também em retração –, e ao avanço da colheita do milho de verão.
Para as farinhas, os preços apresentaram estabilidade relativa no mesmo período. Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado não encontra sustentação consistente, diante de uma demanda em recuperação gradual.
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Balança comercial tem superávit de US$ 2,1 bilhões na 3ª semana de fevereiro
Resultado foi impulsionado por exportações de US$ 5,79 bilhões e aumento médio diário de comércio em relação ao ano passado.

Na 3ª semana de fevereiro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 9,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 5,79 bilhões e importações de US$ 3,72 bilhões.
No mês, as exportações somam US$ 19,5 bilhões e as importações, US$ 16,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 36,1 bilhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 44,6 bilhões e as importações, US$ 37,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 82,1 bilhões. Esses e outros resultados foram disponibilizados, na segunda-feira (23), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de Fevereiro/2026
No comparativo mensal, as exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,5 bilhões) com a de fevereiro/2025 (US$ 1,1 bilhões), houve crescimento de 31,7%. Em relação às importações houve crescimento de 10,3% na comparação entre as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,3 bilhões) com a do mês de fevereiro/2025 (US$ 1,2 bilhões).
Assim, até a 3ª semana de fevereiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.779,28 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 217,35 milhões. Comparando-se este período com a média de fevereiro/2025, houve crescimento de 20,9% na corrente de comércio.
Exportações e importações por Setor
No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 25,72 milhões (10,6%) em Agropecuária; de US$ 150,43 milhões (70,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 180,97 milhões (26,8%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 3,56 milhões (7,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 121,97 milhões (11,3%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 4,57 milhões (17,3%) em Agropecuária.
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CBNA 2026 discute como ciência impulsiona produção animal
Evento em São Paulo reúne especialistas para debater nutrição de aves, suínos e bovinos e estratégias que aumentam eficiência e reduzem custos.

A contribuição da ciência brasileira para um aumento da produtividade e da eficiência da produção animal estará entre os debates de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, abre a programação com um painel dedicado ao Impacto da pesquisa brasileira na produção animal.

O membro da diretoria do CBNA e professor da Esalq/USP, Felipe Dilelis. “Vamos discutir decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas” – Foto: Denise Guimarães/Esalq USP.
Coordenado pelo professor da Esalq/USP Felipe Dilelis, o debate reunirá especialistas de instituições de referência para discutir desde A importância das Tabelas Brasileiras para a indústria até as perspectivas de novas linhas de investigação em nutrição de aves e suínos. “O Brasil é potência na produção animal, mas só continuará avançando se investir em ciência aplicada. O que discutiremos aqui não é teoria, são decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”, afirma Dilelis.
Entre os participantes estão o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Horacio Rostagno, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) José Henrique Stringhini, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Vieira, o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, e o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Silva. O encontro tem como proposta promover diálogo direto entre academia e indústria para analisar desafios, oportunidades e inovações capazes de transformar a nutrição animal nos próximos anos, tema considerado estratégico diante da pressão por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.
Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14. A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.



