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Governo de Goiás prorroga prazo para envio de propostas do PAA Leite 2026

Cooperativas e associações da agricultura familiar terão mais 15 dias para concluir cadastro no programa.

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Foto: Divulgação

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), prorrogou em 15 dias o prazo para submissão de propostas do Edital nº 001/2026 do Programa de Aquisição de Alimentos na modalidade Leite de 2026 (PAA Leite). A medida amplia o tempo disponível para que cooperativas e associações da agricultura familiar organizem suas propostas e enviem a documentação exigida pelo programa. Com a extensão, os interessados terão até 10/4 para realizar ou concluir suas inscrições.

Organizações da agricultura familiar seguem em fase de elaboração de propostas, com o apoio da Seapa e de parceiros, garantindo que todas as entidades interessadas possam concluir seus cadastros dentro do novo prazo.

A prorrogação leva em conta os critérios técnicos, operacionais e documentais previstos no edital, incluindo regularidade jurídica, fiscal e sanitária das entidades, além da estruturação dos planos de fornecimento de leite, e também possibilita que novos interessados participem do programa. “A Seapa tem atuado de forma articulada com parceiros para estimular a participação das cooperativas e associações da agricultura familiar. Com essa prorrogação, buscamos ampliar a adesão e garantir que o programa seja executado de forma efetiva, fortalecendo o setor leiteiro goiano e beneficiando os produtores e a população atendida pelo PAA Leite”, afirmou o secretário de Estado, Pedro Leonardo Rezende.

A atualização do cronograma está disponível no site da Seapa na página oficial o PAA Leite (https://goias.gov.br/agricultura/programa-de-aquisicao-de-alimentos-do-estado-de-goias-paa-leite/).

Fonte: Assessoria Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Governo de Goiás

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Custo alimentar do confinamento cai para R$ 11,82 no Centro-Oeste e sobe para R$ 12,65 no Sudeste

Diferença regional volta a crescer, com queda de 14% no comparativo anual. Rentabilidade estimada supera R$ 1 mil por cabeça nas duas regiões.

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Foto: Gisele Rosso

O custo alimentar do confinamento bovino voltou a se distanciar entre as duas principais regiões produtoras do país, conforme os dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), calculado a partir de informações de confinamentos monitorados por tecnologia.

No Centro-Oeste, o indicador recuou para R$ 11,82 por cabeça ao dia, com queda de 6,04% frente ao mês anterior e o menor patamar já registrado para o período na série histórica. No Sudeste, o movimento foi oposto: o ICAP atingiu R$ 12,65, alta de 2,76%, interrompendo a trajetória recente de convergência entre as regiões.

O contraste se amplia quando observada a variação anual. Enquanto o Centro-Oeste acumula redução de 14,04% na comparação com igual período do ano passado, o Sudeste apresenta estabilidade, com leve alta de 0,16%. O resultado reabre a diferença regional após o menor spread da série ter sido observado no início do ano.

Visão trimestral dos insumos por Região

Centro-Oeste

Na comparação entre o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 e o trimestre imediatamente anterior, os custos dos insumos no Centro-Oeste apresentaram trajetória predominantemente de queda. O grupo dos energéticos registrou recuo de 7,14%, puxado principalmente pelo uso de sorgo grão seco e casca de soja, enquanto o milho grão seco permaneceu estável no período.

Entre os proteicos, houve acomodação de preços ao longo do trimestre, o que também contribuiu para a redução do custo médio da dieta. Já os volumosos apresentaram leve alta, influenciada pela transição para a entressafra e por ajustes no custo de produção das silagens.

Sudeste

Foto: Divulgação

No Sudeste, a dinâmica foi oposta. Na comparação entre os mesmos trimestres, os grupos de insumos registraram valorização, com impacto mais intenso dos volumosos, que subiram 17,27%.

Os proteicos também apresentaram elevação moderada, enquanto os energéticos tiveram aumento leve em relação ao período anterior.

A principal pressão sobre o custo alimentar regional veio do encarecimento dos volumosos e, em seguida, dos proteicos, especialmente da silagem de milho, amplamente utilizada nas dietas de confinamento da região. Esse movimento elevou o custo médio da dieta ao longo do trimestre e voltou a ampliar a diferença entre as regiões, após a convergência observada no final de 2025.

Porteira pra Fora x Porteira pra Dentro

Foto: Divulgação

A relação entre custo da dieta e preço da arroba sustentou a rentabilidade do confinamento. A partir de dados médios de unidades monitoradas, o custo estimado da arroba produzida foi de R$ 197,27 no Centro-Oeste e de R$ 215,10 no Sudeste.

Diante das cotações do boi gordo no mercado físico, de R$ 331 na praça de Cuiabá e R$ 346 na praça de São Paulo, conforme a Scot Consultoria, o resultado foi margem estimada de R$ 1.028 por cabeça no Centro-Oeste e de R$ 1.021 no Sudeste.

O desempenho produtivo ajuda a explicar o resultado. No Sudeste, os animais entregaram média de 7,80 arrobas em 114 dias de cocho, ante 7,69 arrobas no Centro-Oeste no mesmo período.

No mercado de exportação, considerando as cotações do chamado “boi China”, as margens podem superar R$ 1.090 por animal em ambas as regiões.

Relação de troca na alimentação

Foto: Divulgação

A relação de troca entre a arroba do boi gordo e o custo alimentar diário medido pelo ICAP atingiu o melhor patamar da série histórica no Centro-Oeste desde o início do indicador, em 2024. Uma arroba passou a custear 27,99 dias de alimentação na região e 27,35 dias no Sudeste.

Na prática, o confinador necessita hoje de pouco mais de quatro arrobas para pagar toda a alimentação de um ciclo médio, enquanto, em 2024, eram exigidas mais de oito arrobas para cobrir o mesmo custo.

Do ponto de vista produtivo, a alimentação, que chegou a consumir mais de 100% da arroba gerada pelo animal em 2024, atualmente representa cerca de 53% da produção. Isso amplia a parcela da arroba disponível para absorver outros custos operacionais e formar margem.

Dados referentes ao consumo diário dos animais e outros indicadores são apresentados no Boletim ICAP disponível aqui.

Inteligência de dados no confinamento

O ICAP é calculado a partir de dados de confinamentos monitorados por tecnologias da Ponta, incluindo o ecossistema TGC – sistema de gestão de confinamento amplamente utilizado no Brasil. A base de dados do índice consolida milhões de diárias de alimentação de bovinos e permite acompanhar mensalmente a evolução do custo alimentar dia a dia nas principais regiões produtoras do país. Segundo a empresa, o indicador tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para planejamento de compras de insumos, avaliação da viabilidade do confinamento e análise de margem da atividade.

Fonte: Assessoria Ponta
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Programa de genética da USP pode elevar desempenho dos rebanhos em até 10%

Iniciativa inédita coloca a vaca no centro das decisões de seleção, integra índice bioeconômico e oferece ferramentas de gestão para criadores no Brasil e em seis países da América Latina.

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Fotos: Divulgação

Com o objetivo de contribuir com a profissionalização da gestão da cadeia da carne no país, pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA/USP), de Pirassununga, lançaram o GMA – Programa de Genética e Melhoramento Animal.

O programa reposiciona a vaca no centro das decisões de seleção, reconhecendo seu papel determinante na produtividade, na qualidade do produto final e na sustentabilidade do sistema. A estimativa é que o GMA tenha potencial de melhorar em até 10% os indicadores de cada animal a um custo de 6% do investimento necessário para mantê-lo, podendo variar de acordo com as circunstâncias da fazenda, as condições sanitárias e nutricionais, e o nível de adesão do pecuarista.

Liderado pelos pesquisadores José Bento Ferraz e Fernando Baldi, o programa conta com a parceria técnica da CTAG NextGen e um conselho formado por especialistas da Embrapa, Instituto de Zootecnia de São Paulo e instituições parceiras, além da participação ativa dos pecuaristas.

Médica-veterinária e pós-doutoranda pelo Instituto de Zootecnia, Letícia Pereira integra o comitê técnico-administrativo do GMA e explica que a ideia é se diferenciar dos programas tradicionais, que focam eminentemente no aspecto comercial. “Nosso conceito é diferente porque colocamos a vaca no centro das decisões e priorizamos a melhoria dos índices de produtividade: ao final de tudo, o objetivo é democratizar o acesso à tecnologia e contribuir para a evolução da pecuária nacional. Além do mais, somos o único programa do mercado a contar com um comitê técnico de professores pesquisadores de carreira internacionalmente reconhecida”, salienta.

Um universo a ser explorado

De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil 238,2 milhões de cabeças de gado, sendo 80 milhões de vacas. Desse total, de acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), apenas 21,29% das matrizes brasileiras são inseminadas. “Esse dado dá uma ideia da dimensão do universo ainda a ser explorado quando o assunto é tecnologia para pecuária. E, para o pecuarista, a contabilidade é simples: cada R$ 1 investido em melhoramento genético reverte, em média, R$ 4 de lucro, o que torna o investimento no programa, na prática, gratuito”, ressalta Letícia.

Por dentro do programa

Daniel Logo (CTAG NextGen), Angélica Cravo Pereira (USP), Letícia Pereira (GMAB), Washington Assagra (GMAB), José Bento Ferraz (USP) e Fernando Baldi (USP) – Foto: Divulgação

O pecuarista que tiver interesse em aderir ao programa pode entrar em contato com os idealizadores, que desenvolvem propostas personalizadas de acordo com a realidade de cada fazenda. A equipe do programa divide os animais dos criadores em três grupos, de acordo com os índices de produtividade e, a partir dessa segmentação, traça estratégias específicas para melhorar os indicadores de cada grupo, ano a ano.

Os produtores associados têm direito à avaliação genética, ferramentas, fóruns de discussão, projeto assistido e planejamento genético para o rebanho, com suporte científico e de extensão, sem distinção de valores ou de serviços, independente do número de cabeças de gado do rebanho.

O projeto GMA já está rodando, em fase de testes, desde novembro de 2025, e conta com 55 criadores associados do Brasil, além do México, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Honduras e Guatemala.

Fonte: Assessoria USP
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Creep feeding aumenta ganho de peso de bezerros no desmame

Estratégia de c reduz estresse, melhora adaptação alimentar e mantém desempenho na recria.

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Foto: Eduardo Rocha

O período de desmame é um dos momentos mais decisivos para o desempenho dos bezerros na pecuária de corte. Estratégias que combinam manejo adequado e nutrição estratégica, como o uso do creep feeding no pré-desmame, têm ajudado pecuaristas a reduzir o estresse dos animais, melhorar a adaptação alimentar e garantir maior ganho de peso já nas primeiras etapas da recria.

De acordo com a zootecnista Mariana Lisboa, o desmame é considerado uma fase crítica porque envolve uma mudança brusca na rotina dos animais. “A separação da mãe, a alteração da dieta e a adaptação a um novo ambiente representam uma ruptura importante no comportamento do bezerro. Quando o manejo não é conduzido de forma adequada, é comum observar redução no consumo de alimento, queda no ganho de peso e maior predisposição a problemas sanitários, o que pode atrasar o desenvolvimento dos animais na recria”, explica.

Foto: Carlos Maurício Andrade

Na pecuária de corte, diferentes métodos de desmame podem ser utilizados para reduzir esses impactos. De maneira geral, métodos que reduzem a ruptura abrupta do vínculo entre vaca e bezerro tendem a favorecer o bem-estar animal e estimular o consumo de alimento sólido. “O modelo mais comum ainda é o desmame tradicional ou abrupto, caracterizado pela separação imediata entre vaca e bezerro, o que tende a gerar maior nível de estresse. No entanto, outras estratégias têm ganhado espaço nas fazendas, como o desmame lado a lado, no qual vaca e bezerro permanecem próximos, separados por cerca ou estrutura física, permitindo contato visual e auditivo entre os animais. Há ainda o desmame gradual, que promove a redução progressiva do contato ou da amamentação, proporcionando uma transição mais suave”, comenta Mariana.

Papel da nutrição estratégica

Independentemente da estratégia adotada, o manejo nutricional tem papel decisivo para facilitar essa transição. Quando o bezerro chega ao desmame já adaptado ao consumo de alimentos sólidos, os impactos causados pela separação da mãe são significativamente menores e o animal consegue manter o ritmo de desenvolvimento na fase seguinte do ciclo produtivo.

Foto: Divulgação

Nesse contexto, o creep feeding tem se consolidado como uma importante ferramenta dentro das propriedades. A estratégia consiste no fornecimento de suplemento concentrado em um cocho exclusivo para os bezerros, com acesso restrito às vacas, permitindo que os animais iniciem o consumo de alimento sólido ainda durante a fase de amamentação. “O creep feeding estimula o consumo precoce de concentrado e favorece o desenvolvimento do rúmen. Isso prepara o animal para a transição alimentar que acontece no desmame, reduzindo os impactos negativos e melhorando a adaptação à dieta da recria”, afirma Mariana.

De acordo com a zootecnista, o consumo antecipado de concentrado estimula o crescimento das papilas ruminais, estruturas responsáveis pela absorção dos nutrientes provenientes da fermentação no rúmen. Com o sistema digestivo mais desenvolvido, o bezerro passa a apresentar maior eficiência alimentar e melhor capacidade de aproveitar os nutrientes da dieta sólida.

Resultados no desempenho

Na prática, os resultados dessa estratégia aparecem diretamente no desempenho produtivo. “Quando o creep feeding é adotado de forma correta, o produtor pode observar maior peso ao desmame, continuidade no ganho de peso após essa fase e maior uniformidade do lote. Além disso, a prática ajuda a reduzir o chamado ‘vale de desempenho’ pós-desmame, que é aquele período em que muitos animais apresentam queda temporária de produtividade”, destaca.

Erros que comprometem os resultados

Foto: Arnaldo Alves/AEN

Apesar dos benefícios, alguns erros ainda são comuns e podem comprometer os resultados da estratégia nutricional. Entre eles estão o início tardio da suplementação, o uso de suplementos inadequados para a idade dos animais, falhas no manejo de cocho, ausência de adaptação alimentar gradual e a desconsideração da qualidade da pastagem disponível na propriedade.

Para garantir bons resultados, a escolha do suplemento nutricional também deve ser criteriosa. “O produto ideal precisa apresentar alta digestibilidade, equilíbrio entre energia, proteína, minerais e vitaminas, além de elevada palatabilidade, estimulando o consumo pelos bezerros. Também é importante que a formulação seja específica para animais em fase de desenvolvimento e esteja alinhada ao sistema de produção adotado na fazenda”, expõe Marina.

Impacto no ciclo produtivo

Segundo a zootecnista, investir em nutrição estratégica desde o início da vida dos animais é uma decisão que impacta todo o ciclo produtivo da pecuária. “O sucesso no desmame não depende de uma única prática, mas da integração entre manejo, nutrição e planejamento produtivo. Quando o pecuarista investe na nutrição dos bezerros ainda no pré-desmame, ele prepara esses animais para uma recria mais eficiente, com reflexos positivos no desempenho, na produtividade e até na qualidade final da carcaça”, ressalta.

Fonte: Assessoria Supremax
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