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Governo de Goiás leva delegação chinesa para conhecer planta industrial de produção de carne em Inhumas
Durante a visita, autoridades goianas e chinesas enaltecem segurança sanitária e qualidade da produção agropecuária estadual.

Em seu terceiro dia de visita a Goiás, o embaixador Zhu Qingqiao e a delegação chinesa conheceram a planta industrial da Beauvallet Brasil em Inhumas, município a 40 quilômetros de Goiânia. O estabelecimento fornece carne para grandes redes supermercadistas e de fast food e tem habilitação para exportar para 18 países (saiba mais abaixo). O vice-governador Daniel Vilela participou da visita, acompanhado pelo secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, e pelo presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), José Ricardo Caixeta Ramos. Eles foram recebidos pelo presidente do Grupo Beauvallet, Charles Léguille.
“Foi um prazer muito grande conhecer as instalações [do frigorífico Beauvallet Brasil] com o embaixador Zhu Qingqiao, que disse uma frase que resume a cultura do povo chinês: ‘Primeiro nos tornamos amigos, depois fazemos negócios’. O embaixador fez muitos amigos aqui. Tenho certeza de que teremos um futuro muito promissor de amizade e de negócios”, declarou o vice-governador Daniel Vilela. O vice-governador apontou que a delegação chinesa tem uma postura prestativa e proativa, que somada a trabalho do governo de Goiás, será possível potencializar e ampliar as relações comerciais. “O governador Ronaldo Caiado tem feito um trabalho de facilitar a vida do empreendedor para que ele possa gerar renda e emprego. Isso vai ao encontro da disposição dos chineses”, lembrou.
O secretário Pedro Leonardo Rezende falou do trabalho do Governo de Goiás, por meio da Agrodefesa, agência jurisdicionada à Seapa, para elevar o status sanitário do rebanho goiano, saindo de “zona de livre de aftosa com vacinação” para “zona livre de aftosa sem vacinação”. “Isso nos dá uma responsabilidade ainda maior e por isso temos intensificado as ações nas propriedades rurais, evitando a incidência de qualquer foco da doença”, explicou. “Este trabalho tem se mostrado efetivo graças à eficiência dos controles sanitários realizados pela Agrodefesa. Este é o momento de testemunhar in loco o resultado destas ações”, completou.
Presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos reforçou que o trabalho da agência “garante que os animais cheguem ao frigorífico de forma adequada, garantindo segurança alimentar”. “Nossos técnicos chegam aos quatro cantos de Goiás, e um dos pilares que trabalhamos é a educação sanitária. A segurança sanitária só se torna efetiva se os produtores se engajarem. E os produtores goianos, se chamados, sempre se engajam”, explicou. Ramos também lembrou que o rebanho goiano é 100% monitorado, assim como a produção de grãos.
Entusiasmo
O embaixador Zhu Qingqiao avaliou a agenda da delegação chinesa em Goiás como “muito proveitosa”. “Tivemos uma série de conversas com o Governo Estadual e setores industriais e cooperativistas. Temos grande entusiasmo pela parceria com a sociedade goiana. Goiás sempre deu passos adiantados para a cooperação com a China”, afirmou. Qingqiao disse ainda que o gigante asiático “tem demanda crescente por produtos de melhor qualidade e diversificados” e que, neste sentido, o Brasil tem “grande vantagem”. “Isso pode justificar o aumento contínuo da exportação de produtos brasileiros para a China, e eu vejo com muito bons olhos a parceria na área agropecuária”, acrescentou.
A unidade do Beauvallet Brasil em Inhumas (GO) tem 108,6 mil metros quadrados de área total. O abatedouro/frigorífico iniciou suas atividades em janeiro de 2020. Atualmente, abriga 524 colaboradores e tem capacidade aprovada de abate de 90 animais por hora e 650 animais por dia. O presidente do Grupo Beauvallet, Charles Léguille, se disse honrado pela visita da delegação chinesa e elogiou a iniciativa do Governo de Goiás de “promover o que o Brasil e Goiás têm de melhor”. Léguille fez um agradecimento especial à Seapa pela oportunidade de receber a delegação chinesa. “Fazer conhecer os produtos goianos é essencial, mostrar para o mundo que sabemos fazer e vender”, ressaltou.
De Inhumas, já na parte da tarde, a comitiva retornou para Goiânia, onde a delegação chinesa se reuniu com empresários goianos na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO).

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Fórum Sul Brasileiro debate capacidade de escala e distribuição do biometano
Com nova lei em vigor e 79 plantas aptas à purificação no país, fórum reúne setor entre os dias 14 e 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR), para discutir produção, logística e uso do combustível frente à alta do diesel e à demanda por descarbonização.

O biometano estará no centro da pauta do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), de 14 a 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reunirá empresas, pesquisadores, profissionais, organizações e instituições da cadeia do biogás em três dias de programação oficial. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) é parceiro do Fórum e onze extensionistas que lidam com este segmento vão participar das discussões.
Neste ano o tema é “Biometano: bem-feito, suficiente, bem distribuído”. Painéis temáticos vão apresentar diferentes

Foto: Divulgação
aspectos que envolvem o setor. Além disso, o evento inclui espaço para negócios, a entrega do Prêmio Melhores do Biogás Brasil e visitas técnicas a indústria e cooperativas da região Oeste do Paraná. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, acesse clicando aqui.
O Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil. Na região, estão instaladas diferentes unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. O Paraná tem o maior número de unidades produtoras de biogás com fins energéticos. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil, de 2024, publicado pelo CIBiogás, os três estados do Sul do Brasil estão entre os 10 mais representativos em número de plantas de biogás: Paraná (490), Santa Catarina (130) e Rio Grande do Sul (81).
Ainda conforme o Panorama do Biogás 2024, no Brasil estão cadastradas 79 plantas que possuem tecnologia para purificação de biometano.

Para Herlon de Almeida, do IDR-PR, coordenador do Programa de Energias Renováveis do Paraná (Renova-PR), o fórum é uma oportunidade única de atualização e conhecimento, para quem quer conhecer a respeito do Biometano. “Trata-se do principal biocombustível da atualidade para substituir o diesel, descarbonizar os transportes e gerar maior competitividade para as cadeias produtivas”, observa. Segundo ele, a discussão sobre o uso do biogás ganha relevância no atual cenário de alta dos preços do diesel.
O coordenador geral do Fórum, Felipe Souza Marques, diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu, o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024.
Segundo ele, o marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil. “Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição”, afirma.
O FSBBB é realizado pelo CIBiogás, de Foz do Iguaçu, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA).
Programação
A programação desta edição inclui os seguintes painéis temáticos: Biogás, Biometano e Políticas Públicas; O Mercado

Foto: Divulgação/FSBBB
dos Certificados; Mobilidade a Biometano; Energia Elétrica – Novas Abordagens; O negócio dos Substratos e as Culturas Energéticas; Investimentos na Cadeia de Biogás e Biometano; Indústria do Biogás; Biometano e Gás Natural; Oportunidades e Desafios Setoriais e, ainda, Biogás na Prática, com apresentações de cases de quem já está utilizando, produzindo e comercializando biogás.
O evento será realizado no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, onde estará, também, o “Espaço de Negócios”, para expositores apresentarem suas marcas, produtos, serviços, equipamentos e resultados de projetos. Acontece entre as plenárias e permite a troca de ideias, além de oportunizar negócios e parcerias.
Outro destaque é o Momento Startup, uma iniciativa do Fórum em parceria com o Pollen – Parque Científico e Tecnológico de Chapecó (SC), da Unochapecó, e Agência de Inovação da Universidade de Caxias do Sul (RS). As startups inscritas e selecionadas apresentarão suas soluções inovadoras em pitches.

Foto: Divulgação/FSBBB
O último dia (16) será dedicado a visitas técnicas em quatro roteiros na região. O Roteiro 01 inclui as empresas Frimesa e Copacol, em Medianeira e Jesuítas, respectivamente. O Roteiro 02, em Toledo, às empresas Biokohler/Biograss e Central Bioenergia de Toledo. O Roteiro 03, em Santa Helena, na Granja Haacke e em Itaipulândia, à Usina Rui. Já o Roteiro 04 inclui a UD Itaipu, em Foz do Iguaçu. No dia 13 de abril, antecedendo ao evento oficial, o Fórum abre espaço para reuniões, encontros e workshop.
Biogás
O biogás é formado a partir da decomposição da matéria orgânica, por microrganismos, gerando uma mistura gasosa rica em gás metano, que pode ser usado em substituição aos compostos de origem fóssil e não renovável. Pode ser usado como fonte de calor (ex: aquecimento da água, em caldeiras industriais) ou mesmo na produção de energia elétrica renovável, distribuída na rede.
Em paralelo, o metano pode ser purificado e usado diretamente como combustível veicular em substituição ao GNV.

Foto: Kroma Fotografias
A produção do biogás ocorre no biodigestor e o material digerido, chamado de digestato, possui valor agronômico e torna o processo circular, o que amplia a sustentabilidade das cadeias produtivas envolvidas. Os substratos utilizados para produção de biogás no Brasil estão divididos em três categorias:
Agropecuária: que envolve as atividades de criação de animais como avicultura, bovinocultura, suinocultura, ovinocultura, dentre outros.
Indústria: contempla abatedouros e frigoríficos, usinas de açúcar e etanol, fecularias e amidonarias, cervejarias, indústrias de óleo vegetal, gelatina, entre outros.
Saneamento: contempla os aterros sanitários, as usinas de tratamento de resíduos orgânicos e as estações de tratamento de esgoto (ETE).
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Cooperativa Tradição inaugura indústria de soja de R$ 770 milhões no Paraná
Unidade em Pato Branco amplia capacidade de processamento e reforça estratégia de verticalização da produção.

A Cooperativa Agroindustrial Tradição inaugura nos dias 26 e 27 de março, em Pato Branco, uma indústria de óleo e farelo de soja com investimento de R$ 770 milhões. O projeto amplia a capacidade de processamento no Sudoeste do Paraná e integra a estratégia de industrialização da produção agrícola.
A nova unidade terá capacidade para processar até 3 mil toneladas de soja por dia. A operação permite à cooperativa reduzir a dependência da venda de grão in natura e ampliar a agregação de valor dentro da própria cadeia produtiva.
O empreendimento foi estruturado com financiamento de instituições como BNDES, BRDE, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Finep, indicando a participação de crédito público e privado na viabilização do projeto.
A planta começou a ser estruturada em 2021, com a aquisição da área do complexo industrial. As obras tiveram início em 2023 e avançaram ao longo de 2024 até a conclusão da unidade.
Geração de renda
A cooperativa estima a geração de 180 empregos diretos, além de vagas indiretas em atividades como transporte, armazenagem e serviços. A operação também deve ampliar a arrecadação local e estimular a circulação de renda na região.
Com a entrada em operação da indústria, a cooperativa passa a ter capacidade para absorver integralmente a produção de soja dos cooperados e ampliar a atuação em parceria com outras cooperativas, fortalecendo a integração regional.
Inauguração em duas etapas
A programação prevê uma cerimônia institucional no dia 26 de março, às 10 horas, com autoridades, lideranças do setor e parceiros. No dia 27, às 19 horas, o evento será voltado a cooperados, colaboradores e convidados.
A nova unidade marca o avanço da cooperativa na verticalização da produção, em linha com o movimento de expansão da capacidade de processamento de soja no país.
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Indústria moageira se reúne em abril no Moatrigo 2026
Encontro em Curitiba (PR) reúne moinhos, fornecedores e especialistas para discutir tendências do setor.

O Moatrigo está com inscrições abertas para a edição de 2026, que acontece no dia 13 de abril, no Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR). Realizado pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo‑PR), o encontro reúne representantes das indústrias moageiras, fornecedores estratégicos e profissionais da cadeia do trigo em torno de análises de mercado, tecnologia, gestão, tendências e temas que influenciam diretamente a competitividade do setor.
A programação traz o Painel do Trigo Nacional, com Daniel Kümmel, Elcio Bento e Eduardo Bulgarelli, que apresentam dados atualizados, leitura de safra e perspectivas para o próximo ciclo. As Salas de Soluções apresentam conteúdos técnicos de empresas do setor, com foco em inovação, processos e desempenho industrial.
Entre as palestras, destaque para A Tríade da Performance, com Wellington Moreira; e Pense com IA, Conectando Inteligência Artificial à Tomada de Decisão e à Produtividade na Gestão, conduzida por Gustavo Melles.
A programação inclui também momentos dedicados ao networking, com welcome coffee, brunch e coquetel de encerramento, que ampliam as oportunidades de relacionamento entre os profissionais.
Consolidado na agenda anual do setor moageiro, o Moatrigo reúne em média cerca de 400 participantes a cada edição. As vagas são limitadas. Para se inscrever acesse www.moatrigo.com.



