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Governo de Goiás entrega títulos definitivos de domínio de terra e contratos de crédito fundiário
Evento na sede da Seapa, em Goiânia, contou com o governador Ronaldo Caiado, o secretário Pedro Leonardo Rezende, além de parlamentares, representantes de entidades, produtores rurais e famílias beneficiadas.

O Governo de Goiás entregou, na sexta-feira (25), 35 títulos definitivos de domínio de terras do Programa Regulariza Campo e 42 contratos do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). O evento foi realizado na sede da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com a presença do governador Ronaldo Caiado, do secretário Pedro Leonardo Rezende e de parlamentares, prefeitos, representantes de entidades e produtores rurais.
Os 35 títulos definitivos de domínio beneficiarão produtores de seis municípios goianos. Com a entrega dos documentos, o Estado reconhecerá a posse de 10 mil hectares de terras devolutas nos municípios de Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, Nova Roma, São João D’Aliança e Teresina de Goiás. A ação faz parte do Programa Regulariza Campo, desenvolvido pela Seapa desde 2019. Nos últimos quatro anos, foram entregues 221 títulos de domínio, regularizando um total de 55,7 mil hectares de terras devolutas no Estado.
“É um programa importantíssimo porque leva paz ao campo, tranquiliza as famílias e dá dignidade e cidadania aos produtores. Há famílias que aguardam há décadas por este reconhecimento oficial. Com a comprovação da posse da terra, o produtor pode ter acesso a políticas públicas e serviços privados, como crédito bancário”, destaca o secretário Pedro Leonardo Rezende. Ele lembra que o processo de regularização fundiária se baseia nos requisitos estabelecidos pelas Lei Estadual nº 18.826/2015 e pelo Decreto nº 8.576/2016.
PNCF
Os 42 contratos de crédito fundiário beneficiarão produtores de três municípios: 19 deles são de Cachoeira Alta, 19 de Guarinos e 4 de Itapirapuã. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), que oferece financiamentos a agricultores sem acesso à terra ou com pouca terra. A Seapa é responsável pela operacionalização do PNCF junto aos municípios goianos, à exceção daqueles abrangidos pela Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Isso é feito por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Os recursos são oriundos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





