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Governo de Goiás coordena visita de representantes de nove embaixadas
Integrantes de missões diplomáticas conhecerão iniciativas do Governo de Goiás para incentivar a produção sustentável e visitarão indústria de referência na fabricação de bioinsumos.

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), coordenará a visita de representantes de nove embaixadas ao município de Jataí, no Sudoeste Goiano, nesta quinta-feira (23/11). Os integrantes das missões diplomáticas de Argentina, Bélgica, Canadá, Costa Rica, Filipinas, França, Hungria, Itália e Portugal conhecerão de perto a região mais dinâmica da produção agrícola goiana e as iniciativas estaduais que impulsionam a sustentabilidade do setor.
A visita será acompanhada pelo titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, que fará uma palestra sobre o agronegócio goiano e as ações do Governo de Goiás para estimular a produção sustentável no Estado. “A principal delas foi a criação do Programa Estadual de Bioinsumos, ainda em 2021. Muitos produtores goianos já estavam descobrindo os biológicos, mas, com o Programa Estadual, nós institucionalizamos este tema e Goiás se tornou uma verdadeira referência. Estamos montando uma rede de 13 unidades de pesquisa e transferência de tecnologias, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento e democratizar o acesso aos bioinsumos. Queremos fazer de Goiás o maior ecossistema de inovação em biológicos do Brasil”, lembra ele.
Como resultado de um trabalho que envolve o Governo de Goiás e entidades do setor produtivo, o Estado tem recebido dezenas de missões diplomáticas nos últimos meses. Segundo a chefe de Gabinete da Seapa, Paula Coelho, o intuito é mostrar que Goiás vem se tornando uma potência cada vez maior no agro, mas com uma preocupação também crescente com a sustentabilidade. “Como as embaixadas levam estas impressões sobre o que veem aqui para seus países, esta é uma forma de divulgar a excelência da nossa produção para o mundo”, afirma.
Durante a visita a Jataí, os representantes estrangeiros receberão as boas-vindas do prefeito municipal, Humberto Machado, e participarão de um dia de campo na empresa Solubio. A Solubio detém atualmente a mais moderna fábrica de bioinsumos da América Latina e mantém em seu corpo técnico 30 pesquisadores com PhD e cinco com pós-doutorados. A empresa está avaliada em R$ 1 bilhão.

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O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia
Tratado cria área de livre comércio entre os blocos, estabelece cronograma de até 30 anos para cortes de impostos de importação e inclui capítulos sobre sustentabilidade, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

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Goiás cresce 166,5% no saldo de empregos da agropecuária
Setor teve aumento nas admissões e no estoque de empregos formais em 2025; números refletem estratégia adotada pelo Governo de Goiás para fortalecer o meio rural.

Goiás encerrou 2025 com crescimento na geração de empregos formais na agropecuária, registrando saldo positivo de 2.220 postos de trabalho, o que representa um aumento de 166,5% em relação a 2024, quando o saldo havia sido de 833 vagas. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), validados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB).
No acumulado do ano passado, o setor agropecuário goiano contabilizou 92.953 admissões, um crescimento de 3,8% em relação a 2024. O avanço também se refletiu no estoque de empregos, que aumentou 1,8% no mesmo período, resultando em 124.856 vínculos ativos em 2025.

Foto: Shutterstock
Para o titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Pedro Leonardo Rezende, o resultado positivo é reflexo direto das ações adotadas pelo Governo de Goiás. “Em um período de um ano, o saldo de empregos gerados na agropecuária saltou mais de 100% e isso demonstra que as nossas políticas públicas voltadas ao fortalecimento do campo estão gerando resultados evidentes”, destacou.
Fortalecimento do setor
Os resultados alcançados pela agropecuária goiana ao longo de 2025 estão diretamente associados à estratégia adotada pelo Governo de Goiás para fortalecer o meio rural, por meio de ações coordenadas da Seapa e de suas jurisdicionadas. A atuação envolve políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, à qualificação da mão de obra, ao estímulo à produção e ao suporte permanente ao produtor.
Entre as ações em execução estão os cursos de capacitação do Crédito Rural, o fortalecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), o estímulo à aplicação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural), o Programa de Melhoramento Genético Bovino para Agricultura Familiar, o Projeto de Melhoria da Qualidade das Agroindústrias de Pequeno Porte e a ampliação da assistência técnica.
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Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa de 10%
Medida entrou em vigor à meia-noite de terça-feira (24), na esteira da decisão da Suprema Corte que invalidou parte das tarifas anteriores, e recoloca no centro do debate o uso da Seção 122 como instrumento para enfrentar desequilíbrios nas contas externas norte-americanas.

A política tarifária dos Estados Unidos voltou ao centro das atenções após o governo anunciar a imposição de uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados não contemplados por isenções. A medida passou a valer à meia-noite de terça-feira (24), conforme comunicado da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), e ocorre poucos dias depois de a Suprema Corte ter invalidado parte das tarifas anteriores adotadas com base em poderes de emergência.

Presidente dos EUA Donald Trump – Imagem criada por ChatGPT
O presidente Donald Trump havia sinalizado inicialmente uma taxa global temporária de 10%, mas afirmou no último sábado (21) que o percentual poderia ser elevado para 15%. Apesar disso, o aviso operacional da CBP confirmou a aplicação imediata da alíquota de 10%, informando que, excetuados os produtos já isentos, as importações estarão sujeitas a uma taxa ad valorem adicional de 10%.
A diferença entre o percentual anunciado posteriormente pelo presidente e o efetivamente implementado ampliou a percepção de imprevisibilidade na condução da política comercial. O Financial Times citou um funcionário da Casa Branca segundo o qual a elevação para 15% deverá ocorrer em momento posterior, informação que não teve confirmação oficial imediata.
A nova rodada tarifária ocorre em substituição às tarifas anteriores, que variavam de 10% a 50% e tiveram sua cobrança suspensa após decisão da Suprema Corte. Para sustentar juridicamente a medida atual, a Casa Branca recorreu à Seção 122 da legislação comercial americana, que autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias com o objetivo de enfrentar déficits considerados grandes e graves na balança de pagamentos e problemas fundamentais de pagamentos internacionais.

Foto: Divulgação/Freepik
Na justificativa apresentada, a ordem tarifária menciona um déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens, além de um déficit em conta corrente equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e a reversão do superávit de renda primária. O governo sustenta que esses indicadores evidenciam um desequilíbrio estrutural que requer resposta imediata.
O movimento também gerou reações no exterior. O Japão informou ter solicitado garantias de que o tratamento concedido ao país sob o novo regime tarifário seja equivalente ao previsto em acordos já firmados. União Europeia e Reino Unido indicaram que pretendem preservar os compromissos comerciais existentes.
Em nova manifestação, Trump advertiu que países que recuarem de acordos recentemente negociados poderão enfrentar tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais, sinalizando que o embate comercial pode se intensificar.
A adoção da Seção 122 como base legal impõe limites mais claros à duração e ao alcance das tarifas, mas não elimina o ambiente de incerteza para empresas e parceiros comerciais. O episódio reforça a volatilidade da política comercial americana em um contexto de tensões fiscais e externas, com potencial impacto sobre fluxos de comércio e decisões de investimento nos próximos meses.







