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Governo capacita líderes em finanças climáticas e soluções sustentáveis

Evento no Mapa reuniu representantes de ministérios e agências para impulsionar investimentos em agricultura de baixo carbono e restauração de terras degradadas.

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Foto: José Fernando Ogura/AEN

A ‘Capacitação em Finanças Climáticas e Soluções Baseadas na Natureza’ reuniu 40 representantes de Ministérios e Agências Governamentais na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na última terça-feira (19). O encontro visou capacitar os participantes a compreenderem os conceitos fundamentais de finanças climáticas e Soluções Baseadas na Natureza (NBS).

O evento foi organizado entre a Assessoria Especial do Gabinete do ministro Carlos Fávaro e a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

A capacitação apresentou aos participantes oportunidades de investimento e os mecanismos financeiros disponíveis para impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono e resiliente ao clima, com foco em segurança alimentar e agricultura sustentável.

Soluções criativas

Fotos: Mapa

Para o assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin, a promoção das práticas sustentáveis do agro depende de financiamento barato e de assistência técnica para o produtor rural. “Os mecanismos existem, mas precisamos ser criativos para adaptá-los às necessidades do setor e, assim, escalar os projetos. Queremos juntar recursos públicos baratos e a experiências do setor privado para impulsionar a produção”, disse ele. “A partir dessa capacitação, espera-se que o diálogo entre governo, setor privado e sociedade civil organizada resulte em soluções financeiras inovadoras, capazes de atrair capital externo e mobilizar recursos comerciais para projetos de longo prazo que impulsionem uma transição sustentável da agricultura brasileira”, destacou a gerente de Projetos e Especialista em Finanças para Agricultura e Florestas do PNUMA, Raquel da Costa.

“A capacitação superou as expectativas. O formato permitiu bastante interação, uma reflexão final. Temos que realizar outros encontros, escolher projetos para começar a tirar coisas do papel”, afirmou Martha de Sá, facilitadora que conecta soluções baseadas na natureza a capital institucional em larga escala.

Além do Mapa e PNUMA, participaram da capacitação representantes dos Ministérios da Fazenda (MF); do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); da Pesca e Aquicultura (MPA); da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

Restauração de terras

O Mapa está construindo soluções para o financiamento das próximas etapas do Programa Caminho Verde Brasil, que propõe restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas, para que sejam utilizadas em sistemas produtivos sustentáveis.

Para a primeira fase, o programa conta com R$30 bilhões – arrecadados por meio do Eco Invest Brasil – para financiar a expansão das práticas sustentáveis, em todo o país. O Programa promove a segurança alimentar, apoia a transição energética e ajuda o país a cumprir suas metas climáticas.

O Caminho Verde Brasil oferece crédito com taxa de juros abaixo do mercado para o produtor que aderir ao programa, desde que ele cumpra compromissos ambientais, como desmatamento zero (pelo período do financiamento) e balanço de carbono.

Fonte: Assessoria Mapa

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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