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Governo aumenta limite de financiamentos para hortifrutis

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma série de medidas do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/14 na terça-feira (18), em Brasília. Entre elas, o aumento do limite de financiamentos de custeio para culturas hortifrutis e a instituição do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária (Inovagro). O governo federal já havia divulgado os limites de financiamento de custeio para a próxima safra durante o lançamento do PAP, no dia 4 de junho. 
Os valores aumentaram de R$ 800 mil para R$ 1 milhão por beneficiário. No entanto, foi autorizado limite adicional de 15% para incluir os produtores rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e mais R$ 1 milhão para culturas de batata inglesa, cebola, feijão, mandioca, tomate, demais verduras (folhagens) e legumes. “Esse adicional para hortifrutis e outras culturas visa incentivar o aumento da produção dessas culturas para reduzir a inflação de alimentos”, destacou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade.
Investimento no campo
Foram aprovadas, ainda, medidas para empréstimos nas modalidades de investimento do crédito rural. Entre elas, a instituição do Inovagro, que tem o objetivo de fomentar o financiamento à incorporação tecnológica nas propriedades rurais. 
Por esse programa, os juros serão de 3,5% ao ano e o prazo de pagamento de até dez anos, com carência de até três anos. Entre as prioridades, estão a modernização de cultivos específicos; a contratação de consultorias para formação técnica e gerencial e itens, projetos ou produtos vinculados aos Sistemas de Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) e Bem-Estar Animal, ao Programa Alimento Seguro, ao Programa de Boas Práticas Agropecuárias da Bovinocultura de Corte e Leite e ao Programa de Inovação Tecnológica (Inova-Empresa).
Pelo Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), a taxa de juros caiu de 5,5% para 4,5% ao ano.
Orizicultura
Além das medidas de crédito para produtores, o CMN autorizou a reabertura do prazo para renegociação de dívidas dos produtores de arroz. Agora, o prazo de manifestação – que se encerrou no dia 30 de abril deste ano – foi prorrogado para 31 de julho de 2013. O prazo para as instituições financeiras formalizarem as renegociações também mudou: passou de 31 de julho para 30 de agosto deste ano.
Essa medida refere-se à proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para renegociação das dívidas de crédito de custeio e investimento de produtores de arroz, contratadas até 30 de junho de 2011. A taxa de juros será de 5,5% ao ano, com prazo de financiamento de até 10 anos, em parcelas anuais.

Fonte: Mapa

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Prêmios do óleo de soja continuam no menor patamar desde 2004, aponta Cepea

Excesso de oferta na América do Sul e demanda por biodiesel abaixo do esperado no Brasil mantêm indicadores em patamares historicamente baixos, mas competitividade do produto brasileiro sustenta exportações e reduz impacto sobre preços internos.

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Mesmo com uma recuperação pontual na última semana, os prêmios de exportação do óleo de soja continuam em níveis historicamente baixos, segundo série do Cepea iniciada em junho de 2004. O comportamento indica um mercado ainda sob pressão estrutural, marcado por desequilíbrio entre oferta e demanda.

Foto: Divulgação

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a principal variável de sustentação desse cenário é a elevada disponibilidade do produto na América do Sul. O volume ofertado amplia a concorrência entre exportadores e reduz o poder de negociação dos prêmios no mercado internacional.

No Brasil, outro fator pesa sobre a formação de preços: a demanda por biodiesel tem ficado abaixo das expectativas do setor. A menor tração do consumo interno reduz parte da absorção do óleo de soja, ampliando a dependência do mercado externo para escoamento da produção.

Pesquisadores do Cepea avaliam, no entanto, que a própria compressão dos prêmios tem gerado um efeito de competitividade. Com preços mais atrativos no mercado internacional, o óleo de soja brasileiro ganha espaço nos embarques, o que ajuda a sustentar o fluxo de exportações e a limitar perdas mais intensas nas cotações domésticas.

Fonte: O Presente Rural
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Milho registra menores médias do ano em junho

Cepea atribui queda à pressão de compradores com estoques de curto prazo e avanço da segunda safra, além da redução da paridade de exportação.

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Foto: Claudio Neves

A entrada da colheita da segunda safra de milho tem intensificado a pressão sobre os preços na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em diversas praças produtoras, as médias registradas na parcial de junho (até o dia 18) já figuram entre as mais baixas do ano em termos nominais.

Foto: Divulgação

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é sustentado principalmente pela postura mais cautelosa dos compradores no mercado interno e nos portos. Indústrias e tradings acompanham o avanço da colheita da safrinha e relatam cobertura de estoques para o curto prazo, o que reduz a urgência por novas aquisições.

No mercado externo, a recente queda dos preços internacionais também tem pesado sobre as decisões de compra. A redução da paridade de exportação levou agentes a postergar negociações, ampliando a pressão baixista sobre as cotações domésticas.

Do lado vendedor, o comportamento é heterogêneo. Produtores com necessidade de liquidez ou de

Foto: Sandra Brito

liberar espaço em armazéns têm avançado nas vendas. Já aqueles com menor pressão financeira seguem mais retraídos, limitando a oferta no mercado disponível e reduzindo o volume de negócios, segundo pesquisadores do Cepea.

Além do quadro de curto prazo, o mercado acompanha os efeitos do El Niño, confirmado no Brasil. O fenômeno tende a aumentar as chuvas no Sul e provocar irregularidade das precipitações e maior calor no Centro-Oeste durante um período crítico para a safra de verão.

Para o milho, o Cepea destaca risco de atraso na semeadura no Sul e possível impacto no calendário da segunda safra no Centro-Oeste, caso a safra de verão avance fora da janela ideal.

Fonte: O Presente Rural
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VBP Agropecuário do Paraná cresce R$ 24 bilhões em um ano

Recuperação das lavouras e avanço da pecuária elevaram o valor gerado pelo campo para R$ 212,6 bilhões em 2025.

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 212,6 bilhões em 2025, de acordo com a análise preliminar da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os números representam um crescimento nominal de 13% em relação ao VBP de 2024 (R$ 188,3 bilhões). Ao considerar a inflação do período, o resultado foi 9% superior.

Foto: José Fernando Ogura/AEN

Os dados são levantados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, ao longo do ano, com pesquisas de preços e das condições das lavouras nos municípios. O VBP contempla aproximadamente 350 itens diversificados, incluindo grãos, proteínas animais, fruticultura, floricultura, silvicultura e uma ampla gama de produtos da agropecuária paranaense.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, a variação positiva em relação ao ano anterior demonstra a competitividade da agricultura paranaense. “O VBP traduz em números a força do campo no Estado. São os nossos agricultores, com o seu trabalho no dia a dia, que fazem toda a diferença. O Paraná segue entre as melhores agriculturas do País hoje e isso é motivo do orgulho. Nosso setor é pilar essencial da economia e carrega todo o valor das nossas entidades”, disse.

A coordenadora da Divisão de Estatísticas Básicas do Deral, economista Larissa Nahirny, explica que, pela quarta vez consecutiva, a pecuária liderou a geração de renda da agropecuária paranaense, respondendo por 53% do VBP estadual. O setor movimentou R$ 111,7 bilhões em 2025, com crescimento nominal de 14% em relação ao ano anterior, e expansão real de 10%. “As principais cadeias registraram expansão, tanto pelo aumento do abate de animais quanto pela maior produção de derivados”, afirmou Larissa Nahirny.

Outro ponto relevante da análise é que a safra 2024/25 apresentou recuperação da produção das principais culturas de verão e de inverno do Estado. Soja, milho e

Foto: Shutterstock

trigo registraram aumento de produtividade, contribuindo para a recomposição do valor gerado pela agropecuária paranaense. Entre as principais lavouras, apenas o feijão 2.ª safra teve retração na produção. “Depois de adversidades climáticas da safra anterior, em 2025, vale ressaltar que a agricultura respondeu por 43% do VBP estadual, movimentando R$ 91,2 bilhões. O principal impulso veio dos grãos e grandes culturas, que alcançaram R$ 81,4 bilhões e avançaram 12% em termos reais”, diz a economista do Deral.

Já o setor florestal teve participação próxima de 5% no VBP estadual, movimentando R$ 9,7 bilhões em 2025, registrando retração de 1% em termos nominais e de 5% em termos reais.

Pecuária

Entre os destaques do setor, a avicultura manteve três atividades entre os dez principais produtos do VBP paranaense em 2025. O frango de corte permaneceu como a segunda atividade de maior importância econômica do Estado, respondendo por 17% do faturamento agropecuário. O VBP da atividade alcançou R$ 35,5 bilhões, com expansão real de 8%.

Foto: Divulgação

O segmento de recria para engorda apresentou um dos maiores avanços da avicultura em 2025. Foram comercializados cerca de 2,4 bilhões de pintinhos, enquanto os preços dos principais animais destinados à reprodução e ao corte registraram elevações expressivas. Como resultado, o VBP da atividade alcançou R$ 7,1 bilhões, com crescimento real de 37%.

Na bovinocultura leiteira houve crescimento em 2025. A produção superou 4,7 bilhões de litros, aumento de 3% em relação ao ano anterior, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 2,61 para R$ 2,67 por litro.  Na bovinocultura de corte, o aumento do VBP em 2025 foi sustentado principalmente pela valorização dos animais comercializados. Como resultado, o VBP da atividade atingiu R$ 8,7 bilhões, com expansão real de 21%.

Agricultura

Segundo a análise do Deral, a soja permaneceu como a principal cultura do Paraná em 2025, respondendo por R$ 42,3 bilhões do VBP estadual. A produção alcançou 21,4 milhões de toneladas, aumento de 14% em relação ao ano anterior. Com isso, o VBP da cultura apresentou expansão real de 10%, impulsionada principalmente pela recuperação do volume produzido.

Já o milho teve um dos melhores desempenhos entre as principais culturas do Estado em 2025. A produção conjunta das duas safras atingiu 21 milhões de toneladas, crescimento de 34% frente ao ano anterior. O preço médio do milho 2ª safra se manteve próximo ao observado em 2024, oscilou de R$ 54,90 para R$ 53,89 por saca, de modo que a expansão real de 30% do VBP, que totalizou R$ 19,1 bilhões, decorreu do aumento da oferta do cereal.

E a cana-de-açúcar passou a integrar o grupo das dez principais atividades do VBP paranaense em 2025, ocupando a décima posição no ranking estadual. A cultura

Foto: Arnaldo Alves/AEN

movimentou R$ 4,8 bilhões, com expansão real de 4% em relação ao ano anterior. A produção alcançou 36,7 milhões de toneladas, crescimento de 5%, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 127,60 para R$ 131,79 por tonelada, contribuindo para o aumento do valor gerado pela atividade.

Municípios

A partir da publicação das informações preliminares no Diário Oficial, os técnicos e gestores municipais podem analisar os números e, caso desejem, entrar com recurso fundamentado para questionar dados do desempenho agropecuário. “O prazo é de 30 dias a contar da publicidade oficial. Depois desse período, o Deral divulga o resultado final do VBP de 2025”, explicou o chefe do Departamento de Economia Rural, Marcelo Garrido.

Fonte: AEN-PR
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