Notícias Piscicultura
Governo anuncia investimentos para pesca artesanal de Santa Catarina
Investimento será de R$ 40 milhões

Para o fortalecimento do setor pesqueiro em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés anunciou R$ 40 milhões em investimentos, durante agenda de trabalho em Jaguaruna, nesta quinta-feira, 1° de julho. A tão esperada e urgente obra de enrocamento e desassoreamento do canal da Barra do Camacho se tornará realidade, com a celebração do convênio de R$ 10 milhões. Os recursos irão auxiliar a pesca, responsável pela subsistência de cerca de 3 mil pessoas da região, e na preservação do meio ambiente.
O chefe do executivo estadual também lançou o SC Mais Pesca – Programa de Infraestrutura Pesqueira para Santa Catarina, que terá investimentos de R$ 30 milhões para pescadores artesanais.
“Eu vivi 25 anos trabalhando aqui nesta importante região Sul. E agora, no Governo do Estado, temos a parceria dos parlamentares que nos trazem as demandas. A obra na barra do Camacho vai melhorar a vida dos pescadores, tornar o local mais atrativo para a pesca, trazer riqueza e segurança. O SC Mais Pesca é um programa inédito, nunca houve a destinação de uma verba específica. Queremos dar condições para que o setor prospere. O dinheiro que vemos sendo aplicado hoje aqui é fruto das economias que fizemos diminuindo o tamanho da máquina pública e outras ações. Estamos colocando o recurso onde ele deve estar, na melhoria da qualidade de vida dos catarinenses”, disse o governador.
A obra no canal vai refazer a ligação da lagoa com o oceano através da barra. Sua abertura é essencial, vai oxigenar e salinizar o complexo lagunar, o que fará com que aumente o números de peixes e crustáceos. Isso trará resultados aos moradores, que têm suas atividades com a pesca artesanal, além de beneficiar a rizicultura, a pecuária e reduzir o risco de enchentes.
O secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, destacou que além do desassoreamento e dragagem será feita a construção do enrocamento (coluna de pedra), que deve solucionar a situação do assoreamento que prejudica a pesca.
“Essa questão da Barra do Camacho é uma demanda debatida há mais de 20 anos.Já foi feito o desassoreamento do canal em outras oportunidades, mas nada que fosse uma ação para resolver o problema definitivamente. Isso que buscamos e vamos fazer agora. É um compromisso que o governador assumiu e agora vem honrar”, pontuou o secretário.
A prefeitura de Jaguaruna ficou responsável pelo prosseguimento ao processo de licitação e execução da obra. O projeto foi feito pela Amurel para a prefeitura.
O prefeito de Jaguaruna, Laerte Silva dos Santos, lembrou que há 45 dias esteve em reunião com o governador Carlos Moisés, que se comprometeu em liberar os recursos. “É uma grande conquista de toda a região, que com certeza trará dias melhores para os pescadores. Agora vamos partir para licitação e em seguida a obra será realizada”.
Demanda histórica
“É um sonho de toda a vida que vai se tornar realidade. Vai parar a prática de política em cima da fome, onde todo ano era dado um trocado para abrir a barra e isso nunca acontecia, os problemas continuavam os mesmos. Por isso, hoje, esse anúncio nos deixa esperançosos e acreditando na efetivação desta tão importante obra”, salientou o presidente da Associação de Pescadores de Garopaba do Sul, Jaime Mariano Porto.
Adir Manoel Pereira, pescador da Comunidade de Garopaba, relatou que o assoreamento da barra traz muitas dificuldades para o setor. “Este ano mesmo, está bem difícil a pesca, quase não tem peixe. O desassoreamento definitivo é fundamental e muito esperado por todos nós. É isso que toda comunidade deseja.”
SC Mais Pesca
O Programa SC Mais Pesca deverá trazer uma revolução para a pesca artesanal. Os R$ 30 milhões vão permitir a implantação ou reforma de infraestruturas do setor. O programa da Secretaria da Agricultura será operacionalizado com a parceria da Epagri, na organização dos pescadores, e com o envolvimento das prefeituras na concepção dos projetos. As propostas de investimentos serão definidas pelas entidades representativas dos pescadores e maricultores de cada município.
Entre as ações que podem ser apoiadas estão a construção de atracadouros, trapiches, galpões para abrigo de embarcações, mercados públicos de peixe, câmaras frias de estocagem, ranchos coletivos de pesca ou aquisição de equipamentos.
Os municípios contemplados terão apoio em dois projetos num limite de R$ 1 milhão. A expectativa é beneficiar 25 mil famílias de pescadores em 31 municípios litorâneos, que abrangem 337 comunidades pesqueiras artesanais.
Conforme o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, esse é o resultado de um grande trabalho realizado pelas equipes técnicas da secretaria e da Epagri para a estruturação do projeto, que hoje passa a ser uma política pública do Estado. “Vivemos um dia histórico e inédito na pesca catarinense. Nenhum outro governo havia investido tanto na estruturação da pesca artesanal. Esse é o reconhecimento do governo Carlos Moisés a todo esse setor pujante, que merece nosso respeito e admiração”.
Acompanharam os atos o chefe da Casa Civil, Eron Giordani, o secretário da Educação, Luiz Fernando Vampiro, o deputado federal Ricardo Guidi, os deputados estaduais Jair Minotto, Volnei Weber, José Milton Scheffer e Paulinha da Silva, o prefeito de Laguna, Samir Ahmad, além do presidente da Associação de Municípios da Região de Laguna e prefeito de Pescaria Brava, Deyvisson da Silva de Souza e do presidente da Câmara de Vereadores de Jaguaruna, Milson Goulart Ricardo, entre outras autoridades e comunidade.

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Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia
Tratado deve ser assinado no Paraguai na próxima semana e ainda depende de aval interno dos países signatários.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai.
O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.
Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo.
Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível. “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota.
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IAT aplica 8,1 mil multas por crimes ambientais em 2025 no Paraná
Valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente.

O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), aplicou 8.184 multas por crimes ambientais no Paraná em 2025. O valor representa uma queda de 14,7% em relação às 9.602 multas aplicadas em 2024, reforçando a eficácia do trabalho desenvolvido pelo IAT no combate ao desmatamento criminoso no Estado. Os dados do Sistema de Informações Ambientais (SIA) do IAT revelam ainda que o valor total em autuações foi de R$ 231 milhões em 2025.
Segundo o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Alvaro Cesar de Góes, os números refletem os esforços do Estado em combater o desmatamento ilegal e outros crimes ambientais. “Desde 2022, o IAT vem reduzindo de forma significativa a supressão de vegetação nativa no Estado. E com esse trabalho de monitoramento e fiscalização já realizado, e que atualmente ainda vem sendo executado pelo órgão ambiental, a tendência é de redução do número de autos de infração ambiental”, diz.
O valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.
Um dos casos, por exemplo, aconteceu em Cruz Machado. O IAT multou em R$ 25 mil a prefeitura pela utilização irregular de equipamentos do município para a prática de crimes ambientais em Área de Proteção Permanente (APP). Foram dois Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos pelo escritório regional do órgão em União da Vitória contra o município: danificar área de APP de 1.800 metros quadrados mediante movimentação do solo (R$ 5 mil) e depositar resíduos e rejeitos também em local de proteção (R$ 20 mil).
Vigilância
Por meio da vigilância, o Paraná conseguiu reduzir em 64,9% a supressão ilegal da Mata Atlântica entre 2023 e 2024. De acordo com levantamento da Plataforma MapBiomas, vinculada ao Observatório do Clima, a área desmatada caiu de 1.230 hectares em 2023 para 432 hectares em 2024. O estudo também aponta que 75% dos municípios paranaenses ampliaram suas áreas de mata nativa entre 2019 e 2023, enquanto 71% registraram desmatamento zero em 2024.
Dados do próprio IAT também apontam que o Paraná reduziu em 95,2% o desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2021 e 2024, de 6.939 hectares para 329 hectares. No mesmo período, o número de Autos de Infração Ambiental (AIAs) ligados a crimes contra a flora aumentou em 65%, passando de 3.183 para 5.252.
Em outubro de 2025 o Governo do Estado reforçou o compromisso com ações de fiscalização e monitoramento ambiental do IAT, entregando 50 caminhonetes novas e renovando o contrato de locação de um novo helicóptero. Os investimentos somam R$ 63 milhões.
Para o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, os novos investimentos refletem o reconhecimento ao trabalho das equipes de campo e o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental no Estado. “Isso é uma demonstração de respeito ao trabalho dos nossos fiscais, que atuam em todas as regiões do Paraná combatendo o desmatamento ilegal, o descarte irregular de resíduos e outras infrações ambientais. Com melhores condições de deslocamento e equipamentos adequados, vamos ampliar a presença do Estado em todo o território paranaense”, afirma.
Como ajudar
A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.
O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.
No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.
Notícias Ciclo 2025/26
Oferta global de trigo se recompõe e reduz risco de escassez
Com alta de 5% na produção global, os estoques voltam a crescer, enquanto o avanço da oferta na Argentina e na União Europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante da dependência brasileira de importações e da forte presença da Rússia nas exportações.

O mercado global de trigo entrou no ciclo 2025/26 com um quadro de recomposição de estoques, segundo o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA. A produção mundial foi revisada para 842 milhões de toneladas, crescimento de 5% em relação à temporada anterior.

Foto: Divulgação
Entre os principais destaques está a Argentina, cuja produção foi elevada de 24 para 28 milhões de toneladas, resultado de ganhos expressivos de produtividade. O avanço fortalece a capacidade exportadora do país, com embarques estimados em 16 milhões de toneladas, ampliando a oferta para mercados tradicionais da América do Sul e Norte da África.
Na União Europeia, a produção foi mantida em 144 milhões de toneladas, número significativamente superior ao ciclo anterior, marcado por perdas climáticas. A recuperação europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo com a Rússia mantendo suas exportações em 44 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao relatório anterior.
O Brasil teve a produção revisada levemente para cima, de 7,7 para 8 milhões de toneladas, mas segue altamente dependente de importações, estimadas em 7,3 milhões de toneladas, sobretudo da Argentina. Apesar da melhora de produtividade, a redução de área limita uma expansão mais significativa da oferta doméstica.
Os estoques finais globais foram ajustados para 278 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior, elevando a relação estoque/consumo para 34%. A China continua concentrando grande parte desses estoques, com uma relação estoque/consumo superior a 80%, enquanto outros países operam com margens mais estreitas.

Foto: Divulgação/Freepik
No conjunto, o balanço de trigo indica um mercado mais bem abastecido, com menor risco de choques de oferta no curto prazo. Ainda assim, o fluxo das exportações russas e eventuais adversidades climáticas seguem como variáveis-chave para a formação de preços ao longo de 2026.



