Notícias Reconhecimento as melhores práticas
Governador do Paraná destaca força do agronegócio no 1º Prêmio Orgulho da Terra
Premiação reconhece as melhores práticas econômicas, ambientais e sociais do agronegócio paranaense e é uma iniciativa do Grupo RIC, em parceria com o IDR-Paraná-Iapar-Emater e o Sistema Ocepar.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior exaltou o poderio, a diversidade e a sustentabilidade do agronegócio paranaense durante o anúncio dos vencedores do 1º Prêmio Orgulho da Terra, nesta terça-feira (7), na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Curitiba.
A premiação reconhece as melhores práticas econômicas, ambientais e sociais do agronegócio paranaense e é uma iniciativa do Grupo RIC, em parceria com o IDR-Paraná-Iapar-Emater e o Sistema Ocepar.
Ao todo, 12 produtores foram homenageados com o Troféu Orgulho da Terra, em diferentes categorias: Suínos; Aves; Soja e Milho (Grãos); Bovinocultura de Leite; Feijão; Bovinocultura de Corte; Piscicultura; Turismo Rural; Agroecologia (Agricultura orgânica); Sericicultura (criação de bicho-da-seda); Inclusão Social e Agroindústria.

Governador Carlos Massa Ratinho Junior, participa do evento de anúncio dos vencedores do 1º Prêmio Orgulho da Terra, na terça-feira (07), na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Curitiba. – Foto: Jonathan Campos/AEN
“Os agricultores paranaenses são nosso grande orgulho e os responsáveis por transformar o Paraná em uma das maiores potências agrícolas do mundo. A vocação do Paraná é produzir alimentos, costumo dizer que temos de ser o supermercado do mundo. Exportar a soja, o milho, o trigo, mas também industrializar e vender o empanado e o bacon”, destacou Ratinho Junior.
“Tudo isso dentro do conceito de desenvolvimento sustentável, de uma política de fazer do Paraná mais verde, como a OCDE nos certificou, confirmando que o Estado é um dos mais sustentáveis do mundo. Prática que os agricultores já fazem há tempos. Em que outro lugar do mundo que em uma pequena propriedade se cria porco, frango, planta hortaliças e ainda produz energia com os dejetos da suinocultura? Só mesmo no Paraná”, ressaltou o governador.
Ratinho Junior destacou ainda o papel essencial exercido pelo campo na recuperação da economia local em meio ao combate à pandemia da Covid-19. “O agronegócio, a agricultura familiar, é a força do nosso Estado, o que fazemos de melhor”, arrematou.
Os cases de sucesso do agronegócio paranaense foram escolhidos com base nos pilares de crescimento econômico, social e ambiental, ressaltando os empresários rurais que aplicaram as melhores práticas para alcançar altos padrões de qualidade na produção. Um comitê de notáveis composto pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Federação da Agricultura do Estado Paraná (Faep) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) elegeu os vencedores.
“Esse prêmio reconhece quem faz diferente, que serve de modelo para os demais. Somos uma agricultura que não abre mão de ser competitiva, mas fazendo de forma correta, o que nos permite vender para o mundo”, disse o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. “E essas pessoas premiadas aqui fazem tudo isso de uma maneira muito competente”.
Como reconhecimento ao trabalho à frente da Seab, Ortigara recebeu o prêmio de Personalidade do Ano do agronegócio paranaense. “Recebo com humildade, e isso reforça a necessidade de eu me entregar cada vez mais. É uma vida dedicada ao agro”, afirmou.
Valorização
Como forma de disseminação das técnicas e estratégias de gestão das propriedades, além do papel social que exercem na sociedade, os cases serão compartilhados em reportagens do programa RIC Rural, e também nas plataformas digitais do programa e no portal RIC Mais, além de reportagens na Record News.
“É um projeto que já nasceu grande, para dar voz ao pequeno agricultor. Dar visibilidade as boas práticas que nascem aqui no Paraná”, explicou o presidente do Grupo RIC, Leonardo Petrelli.
Para o presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, o instituto tem a missão de gerar o desenvolvimento rural no Estado. E valorizar as boas práticas no campo ajuda a incentivar o agricultor na busca de tecnologias que garantam uma produção mais sustentável e com qualidade. “Mostramos para a sociedade que o Paraná pratica a melhor agricultura do País”, afirmou.
Superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti lembrou que o prêmio é uma oportunidade de promover um ambiente favorável para a melhoria da qualidade produtiva. “As cooperativas abraçaram esse prêmio como forma de difundir as boas técnicas e levar tecnologia e inovação para os nossos agricultores”, disse.
Destaques
Com a produção de um queijo que já ganhou fama na região, Franciele Rechembach Haselbauer, de Salgado Filho, na região Sudoeste, venceu na categoria Agroindústria. Premiação que valoriza as boas práticas implantadas por ela na fazenda familiar.
“É um reconhecimento. Divulga o nosso trabalho e ajuda a ganhar mercado, a vender para o País inteiro”, afirmou. Ela recebeu também nesta noite o Selo Arte, certificação que assegura o processo de produção artesanal e permite a comercialização para todo o território nacional – a queijaria Rancho Fundo foi a primeira do Estado a ganhar a condecoração.
Esforço que foi recompensado na pequena propriedade de João Carlos Ribas Ortiz, de Castro, nos Campos Gerais. Há cerca de 3 anos produzindo leite, ele venceu na categoria Bovinocultura de Leite. “Tenho pouca experiência ainda, mas já consegui passar de 70 litros de leite para mais de 600 por dia”, disse ele, que entrega toda a produção para uma das cooperativas da cidade.
Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o secretário de Estado da Comunicação Social e da Cultura, João Evaristo Debiasi; o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Martins; o diretor-presidente da Ceasa, Eder Bublitz; o diretor-geral da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Richardson de Souza; o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Marcos Brambilla; o presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette; e o prefeito de Salgado Filho, Volmar Duarte; além de lideranças do setor.
Confira os vencedores da 1ª edição do Prêmio Orgulho da Terra
Agroecologia
Produtor: Lucia Alves
Cidade: Marechal Cândido Rondon
Agroindústria
Produtor: Franciele Rechembach Haselbauer
Cidade: Salgado Filho
Bovinocultura de Corte
Produtor: José Alfredo Silveira Bovo
Cidade: Alto Paraíso
Bovinocultura de Leite
Produtor: João Carlos Ribas Ortiz
Cidade: Castro
Feijão
Produtor: Moacir Gaspareto
Cidade: Prudentópolis
Inclusão Social
Produtor: Elza Cordeiro São Joaquim
Cidade: Teixeira Soares
Piscicultura
Produtor: Carlos Stuany
Cidade: Toledo
Sericicultura
Produtor: Claudecir Luckmann
Cidade: Alto Paraná
Soja e Milho
Produtor: Laércio Dalla Vecchia
Cidade: Mangueirinha
Turismo Rural
Produtor: João Carlos Betiatto
Cidade: Francisco Beltrão
Suíno
Produtor: Marino Gabriel
Cidade: Nova Santa Rosa
Aves
Produtor: Dalton Ludewig
Cidade: Maripá
Personalidade do Ano
Norberto Ortigara
Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








