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Governador do Paraná assina acordo com Castrolanda para criação de Parque Tecnológico do Agroleite
Espaço vai integrar universidades estaduais, centros de pesquisa, empresas e startups para desenvolver soluções tecnológicas para a cadeia produtiva do leite. Castro é a maior bacia leiteira do País, com mais de 400 milhões de litros de leite produzidos anualmente.

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, assinou na quinta-feira (08), em Castro, nos Campos Gerais, um memorando de entendimento com a cooperativa Castrolanda para a criação do Parque Tecnológico Agroleite. A ideia é que o espaço integre universidades, centros de pesquisa, empresas e startups para desenvolver soluções tecnológicas para a cadeia produtiva do leite.

Durante visita a Agroleite, em Castro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou um memorando de entendimento com a cooperativa Castrolanda para a criação do Parque Tecnológico Agroleite e fez a entrega simbólica de tratores aos colégios estaduais agrícolas.
A assinatura aconteceu durante a visita do governador à Agroleite, que é um dos principais eventos deste setor no País. O governador também oficializou a entrega de 17 tratores para as escolas agrícolas estaduais.
“Hoje foi dado o primeiro passo para o Parque Tecnológico do Leite, que vai fomentar a pesquisa e a inovação da cadeia do leite visando o aumento da produtividade no campo, melhoria da qualidade genética dos animais, produção de um leite ainda mais nutritivo, novas tecnologias na produção de derivados, entre outras coisas”, afirmou o governador.
O parque será construído em um terreno anexo à área onde atualmente é realizada a feira. Com o acordo, o Estado e a Castrolanda poderão firmar convênios e parcerias para a criação do parque. “Os produtores da região já usam tecnologia de ponta, já se utilizam do que há de mais moderno à disposição do mercado, mas acreditamos que podemos avançar promovendo a integração entre instituições de ensino, empresas e produtores em um ambiente só”, disse o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman.
A previsão é que o Governo do Estado ofereça suporte técnico e científico para o projeto, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Sistema Paranaense de Parques Tecnológicos (Separtec). O Estado também vai colaborar facilitando a integração entre universidades, centros de pesquisa e empresas. “O Estado vai apoiar a iniciativa integrando a estrutura que será criada à rede de parques tecnológicos do Paraná e às sete

universidades estaduais, ajudando a circular o conhecimento produzido aqui neste ambiente”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em exercício, Jamil Abdanur Júnior.
Maior do país
Castro é a maior bacia leiteira do País, com mais de 400 milhões de litros de leite produzidos anualmente. A produção do município é fundamental para que o Paraná seja o segundo maior produtor do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais. Em 2023, foram 4,5 bilhões de litros produzidos no Estado, o que representa quase 15% de toda a produção nacional.
Com o parque, a região se consolida como um dos principais polos no desenvolvimento de inovações e tecnologias para o setor produtivo do leite e derivados. “Castro é a capital nacional do leite, onde você tem o que há mais moderno e avançado em tecnologia e inovação desta cadeia produtiva. O Paraná tem apenas 2,3% do território nacional e, mesmo assim, tem a segunda maior bacia leiteira do Brasil”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Natalino Avance.
“É um resultado que só se consegue alcançar com muita tecnologia e eficiência, por isso iniciativas como esta têm que ser enaltecidas”, complementou.
O projeto prevê que o parque seja construído em bases sustentáveis. O local deve abrigar ainda hubs de integração, laboratórios para pesquisas e uma fazenda experimental para realização de pesquisas aplicadas.
Novos tratatores

Foto: Jhonatan Campos/AEN
Na solenidade, o governador Ratinho Junior também oficializou a entrega de 17 tratores para colégios agrícolas do Estado. O investimento nos equipamentos é de R$ 4,4 milhões. O objetivo é ajudar na formação dos alunos, permitindo que eles apliquem conhecimentos teóricos de forma mais dinâmica nas atividades agrícolas e pecuárias da fazenda-escola, além de terem contato com equipamentos de última geração.
“Nós já investimos em drones, que são utilizados nas atividades destas escolas, transformamos elas em escolas-cooperativas, para que os alunos entendam como funciona a dinâmica do cooperativismo no Estado, e agora estamos entregando estes tratores, que apresentam o que há de mais moderno no campo para que os estudantes saiam capacitados e preparados para o mercado de trabalho”, afirmou o governador.
Os tratores são da marca New Holland, com tração integral e 100 cavalos de potência, o que deve proporcionar mais conforto ao operador e segurança nas atividades práticas no campo. “Este é o maior investimento já feito nos colégios agrícolas do Paraná. Todos os colégios estão recebendo tratores, que vão ser usados para cuidar da fazenda-escola, cuidar dos animais e ser uma ferramenta de ensino aos estudantes. É uma ferramenta de trabalho e de educação”, disse o secretário de Educação, Roni Miranda.

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



