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Goiás zera fila do licenciamento ambiental

Em um mês, governo analisou 867 processos parados e mira prazo de 30 dias para novas licenças, sem reduzir rigor técnico.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Goiás se tornou o primeiro estado do Brasil a zerar a fila do licenciamento ambiental, um gargalo histórico para empreendimentos do agronegócio, da mineração e da infraestrutura. O feito foi alcançado após uma força-tarefa da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que analisou, em apenas um mês, 867 processos pendentes, alguns deles parados há mais de cinco anos. “Em apenas um mês, o Governo de Goiás analisou 867 processos, tudo feito com a transparência e a responsabilidade de sempre. Para vocês terem uma ideia, nos governos anteriores, um documento chegava a tramitar por até cinco anos. Agora o prazo é de dois meses e o nosso objetivo é chegar a 30 dias”, anunciou o governador Ronaldo Caiado.

A mobilização envolveu 71 servidores da Semad, parte deles da área de licenciamento e outros de diferentes setores da pasta, mas com experiência em análise de processos ambientais. “Todos trabalharam em regime integral, com dedicação, para que a meta fosse batida”, afirmou a secretária Andréa Vulcanis.

Do total de processos, 519 estavam relacionados a pedidos de supressão de vegetação nativa para uso do solo em atividades de agricultura, pecuária ou silvicultura. Outros 187 tratavam de obras de infraestrutura, como rodovias, barragens, aterros sanitários e linhas de transmissão, enquanto 161 envolviam mineração, criação animal e postos de combustíveis.

A Semad informou que o passivo corresponde aos processos acumulados até o fim de setembro de 2025. A partir de 1º de outubro, novas solicitações passaram a ser distribuídas automaticamente entre analistas da Superintendência de Licenciamento. A meta é responder a cada pedido em, no máximo, 30 dias após a formalização.

Andréa Vulcanis destacou que a agilidade não comprometeu o rigor técnico. “A rapidez com que os processos tramitaram não implicou prejuízo à qualidade das análises. Os servidores trabalharam com a mesma transparência e seriedade de sempre, o que torna essa conquista ainda mais valiosa”, destacou.

O resultado reforça a estratégia do governo goiano de combinar desburocratização e controle ambiental. Para o setor produtivo, a redução de prazos pode destravar investimentos e melhorar a previsibilidade de projetos rurais e de infraestrutura, áreas historicamente afetadas por entraves administrativos.

Sistema Ipê

A realidade do licenciamento ambiental em Goiás mudou a partir do segundo semestre de 2020, com o lançamento do sistema Ipê. A plataforma, totalmente desenvolvida pela Semad, revolucionou a forma com que os pedidos eram submetidos e tramitavam no governo, fazendo com que o tempo médio para análise de processos caísse de três anos, como é em outros estados, para 60 ou 70 dias.

Fonte: Assessoria Semad

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Mercado da soja inicia fevereiro sustentado por demanda externa e dólar valorizado

Avanço nas exportações brasileiras e negociações globais ajudam a manter cotações, enquanto prêmios limitam ganhos no país.

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Foto: Shutterstock

Os preços da soja estão estáveis neste começo de fevereiro. Segundo pesquisadores do Cepea, por um lado, as valorizações externa e do dólar e a firme demanda internacional pela soja brasileira são fatores de suporte às cotações da oleaginosa.

Por outro, a expressiva retração dos prêmios de exportação limita o repasse da alta internacional ao mercado doméstico.

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o impulso aos preços veio do recente encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, realizado na quarta-feira, 4, quando se reafirmou o compromisso do país asiático de ampliar as compras de soja norte-americana nesta e na próxima temporadas, apontam pesquisadores do Cepea.

No front externo, as exportações brasileiras de soja iniciaram 2026 em ritmo acelerado. Segundo dados da Secex, os embarques da oleaginosa somaram 1,87 milhão de toneladas em janeiro/26, aumento de 75,5% em relação a janeiro/25. Desse total, 57,2% tiveram a China como destino.

Fonte: Assessoria Cepea
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Técnica com bactérias aumenta produtividade da soja em mais de 8% no Paraná

Estudo da Embrapa e do IDR-Paraná aponta ganhos de rendimento e redução de custos com fertilizantes nitrogenados nas lavouras.

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Fotos: Antonio Neto

Desde a safra 2015/2016, a Embrapa Soja (PR) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) acompanham e validam a adoção de boas práticas de fixação biológica de nitrogênio (FBN – leia sobre o tema no quadro abaixo da matéria) entre produtores do estado, com registro de aumento médio de 8,33% na produtividade a partir da coinoculação de sementes. A coinoculação consiste na aplicação conjunta de dois ou mais microrganismos benéficos, potencializando a ação da FBN e aliando rentabilidade à sustentabilidade econômica e ambiental.

Os dados obtidos ao longo da última década estão disponíveis na publicação Coinoculação da soja com Bradyrhizobium e Azospirillum na safra 2024/2025 no Paraná, que apresenta os resultados em lavouras paranaenses, em Unidades de Referência Tecnológica  (URTs). São autores da publicação André Mateus Prando, Arnold Barbosa de Oliveira, Divania de Lima, Edison Ulisses Ramos Júnior, Edivan José Possamai, Eliana Aparecida Reis, Marco Antonio Nogueira e Mariangela Hungria.

“Nesses dez anos, as URTs, que são conduzidas diretamente em lavouras comerciais em propriedades rurais, permitiram avaliar e validar a efetividade da tecnologia na prática. Os resultados obtidos ano após ano confirmaram que o uso adequado da inoculação/coinoculação aumentou a produtividade da soja e isentou os agricultores de custos com a adubação nitrogenada na cultura, garantindo aumento da rentabilidade e benefícios ambientais para toda a sociedade”, afirmam o pesquisador André Prando, da Embrapa Soja, e Edivan Possamai, coordenador técnico do projeto Grãos do IDR-Paraná.

A existência de uma rede de URTs em todo o Paraná, estruturada pelo IDR-Paraná com o apoio da Embrapa, possibilitou a inserção da inoculação com as bactérias Bradyrhizobium no protocolo de validação de tecnologias na safra 2015/2016. A coinoculação passou a ser validada a partir da safra 2017/2018, com o avanço das pesquisas e as constatações de que o Azospirillum, bactéria promotora de crescimento em plantas, era um aliado do Bradyrhizobium no aumento da produtividade de grãos de soja.

De acordo com Possamai, foram obtidos dados em 22 URTs, instaladas em lavouras comerciais de 17 municípios, de diferentes regiões do Paraná, na safra 2024/2025. “Essas URTs, pela sua diversidade geográfica, são importantes referenciais para a tecnologia de inoculação e coinoculação. Elas oferecem um panorama do que ocorreu na safra, uma vez que os locais apresentam diferentes tipos de solo, clima, sistemas de cultivo, sucessão a diversas culturas (milho segunda safra, trigo, aveia, azevém, etc.), épocas de semeadura (antecipada, normal ou tardia) e níveis de tecnologias empregadas pelos produtores”, analisa Possamai.

Segundo levantamento do IDR-Paraná e da Embrapa Soja, a produtividade média de grãos nas áreas coinoculadas foi de 3.916 quilogramas por hectare (kg/ha), enquanto nas áreas não inoculadas, foi de 3.615 kg/ha. A produtividade média nas URTs com a coinoculação na safra 2024/2025 foi superior à média paranaense de 3.663 kg/ha e à média nacional de 3.561 kg/ha, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na média estadual, 64% dos produtores paranaenses consultados afirmaram ter utilizado inoculante no cultivo da soja na safra 2024/2025. A média de uso da coinoculação com Bradyrhizobium e Azospirillum foi de 28% na safra 2024/2025, de acordo com a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio), em pesquisa de mercado realizada pela Kynetec, no Paraná.

Benefícios da tecnologia

Pesquisas conduzidas pelos pesquisadores da Embrapa Soja Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira revelam que a inoculação anual da soja com a bactéria Bradyrhizobium, mesmo em áreas tradicionais de cultivo que já receberam inoculantes anteriormente, garantem tetos de produtividade sem nenhuma aplicação de fertilizante nitrogenado.

Além da inoculação anual com Bradyrhizobium, a partir da safra 2013/2014 a Embrapa passou a indicar o uso conjunto de uma segunda bactéria para a inoculação da soja no processo denominado coinoculação, que conta com duas estirpes da espécie Azospirillum brasilense (Ab-V5 e Ab-V6). “As plantas de soja coinoculadas com Bradyrhizobium e Azospirillum apresentam nodulação mais abundante e precoce, aumentando os ganhos proporcionados pela inoculação anual apenas com Bradyrhizobium”, destaca Hungria.

Fonte: Assessoria Embrapa Soja
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Show Rural Digital reúne ecossistemas para debater inovação no agro

Encontro promovido pelo Iguassu Valley integrou representantes de diversas regiões para troca de experiências e apresentação de metodologias de governança.

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Foto: Divulgação

Voltado à tecnologia e startups, o Show Rural Digital sediou na segunda-feira (09), uma série de painéis voltados à inovação no agronegócio. Entre os destaques esteve o Encontro dos Ecossistemas Agro PR, promovido pelo Iguassu Valley, que reuniu representantes de diferentes regiões do País para a troca de experiências e metodologias de governança na Arena Hackaton.

De acordo com o diretor do Show Rural Digital, José Rodrigues da Costa Neto, o encontro teve como principal objetivo promover a integração entre ecossistemas de inovação ligados ao agro. “Estamos fazendo um intercâmbio entre governanças de diferentes regiões, como Norte Pioneiro, Toledo, Cascavel, Sorriso e Rondonópolis. A ideia é realizar um benchmark, para que cada governança possa apresentar sua metodologia, seus objetivos e a forma como atua”, explicou.

Neto destaca ainda o trabalho da Governança Agro-Cascavel, que reúne cerca de 20 empresas e startups em encontros quinzenais. Segundo ele, o foco é levar inovação ao campo, aproximando o produtor rural das novas tecnologias. “Nosso objetivo é fomentar soluções para que o agro produza mais, reduza desperdícios e, consequentemente, aumente a lucratividade. Apresentamos tendências e tecnologias ao homem do campo e, ao mesmo tempo, ouvimos suas demandas e dificuldades, buscando alinhar essas necessidades às soluções disponíveis”.

Participante do painel e coordenadora estadual do agronegócio pelo SEBRAE-PR, Caren Santos, ressaltou a importância dos ecossistemas de inovação para a formação de novas lideranças no agronegócio. Para ela, esses ambientes são fundamentais para conectar estudantes, empresas de tecnologia e produtores rurais. “Os ecossistemas têm um papel muito importante na formação de pessoas que estão desenvolvendo soluções e inovações para o setor, além de aproximar quem cria tecnologia de quem está no campo”.

A secretaria de desenvolvimento de Sorriso-MT, Cristiane Santos, estava presente para apresentar ideias de promoção de conhecimento no campo. “Lá em Sorriso especificamente, estamos trabalhando o diálogo para entender os problemas e desenvolver soluções por meio da educação desde o ensino fundamental”, comenta O Show Rural Digital é um espaço de cerca de cinco mil m², dedicado à apresentação de soluções tecnológicas, tendências e debates estratégicos, fortalecendo o ecossistema de inovação e aproximando startups, empresas e produtores rurais durante o Show Rural Coopavel.

Fonte: Assessoria Coopavel
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