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Agro de Goiás vai bem em tudo em 2024: confira o desempenho notável

Performance reforça o protagonismo do estado entre os maiores produtores do país

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Foto: Jaelson Lucas

O agronegócio goiano encerrou o ano de 2024 com resultados expressivos em diversas cadeias produtivas, reflexo do aumento nas exportações, da valorização de commodities e da ampliação dos mercados internacionais. Os dados, divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por meio do Agro em Dados, confirmam o protagonismo de Goiás no cenário nacional e global.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Na pecuária, a carne bovina do estado registrou um aumento de 18,8% no número de animais abatidos, em comparação com o mesmo período de 2023, totalizando 3,1 milhões de animais entre janeiro e setembro. A valorização do boi gordo também se destacou, com a arroba alcançando R$ 352,65 em novembro, maior valor do ano. Além disso, Goiás expandiu sua presença internacional, com exportações para 86 países.

Na suinocultura, Goiás registrou saldos positivos nas exportações, fortalecendo sua presença em mercados estratégicos e destacando a qualidade da carne suína goiana no cenário internacional. Entre os principais destinos das exportações goianas estão Singapura e Angola, que se mantêm como grandes consumidores da proteína. Já em relação à avicultura, Goiás alcançou recordes nas exportações de carne de frango, com 23,2 mil toneladas enviadas em abril, impulsionadas por mercados como Japão, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Coreia do Sul.

Em relação à agricultura, Goiás registrou um aumento de 6,3% na área plantada de soja em 2024 e conquistou a 4ª posição em produção, com 16.822 mil toneladas. Quanto às exportações do complexo soja, Goiás também conquistou a 4ª posição no ranking nacional, com a China sendo o principal destino, fechando o ano com mais de US$5,8 bilhões em exportação. O milho goiano, por sua vez, teve sua primeira safra de 2024 reduzida devido a adversidades climáticas, mas foi compensado por uma segunda safra robusta, que superou os números do mesmo período de 2023, com um crescimento de 4,8% na produção e 3,8% na produtividade, consolidando Goiás como o 3º maior produtor de milho no Brasil.

Projeções para 2025

Para 2025, as expectativas no setor pecuário são promissoras, apesar dos de desafios climáticos e das dinâmicas do mercado global. “Através dos programas e projetos da Seapa, o Governo de Goiás tem apoiado os produtores em diversas demandas, com o objetivo de garantir que a principal atividade econômica do estado, a agropecuária, se mantenha sustentável e em crescimento, sendo reconhecida nacional e internacionalmente”, destaca o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende.

Essas e outras informações estão reunidas na primeira edição do Agro em Dados de 2025, disponível clicando aqui.

Fonte: Seapa Goiás

Notícias Da geopolítica aos biocombustíveis

Mudanças globais colocam novos desafios para a cadeia da proteína animal

Fórum AgroLogs durante a Conbrasfran 2026 vai discutir como logística, insumos, rotas comerciais e a expansão do etanol influenciam a competitividade do setor.

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Foto: Shutterstock

A competitividade da cadeia brasileira de proteína animal depende cada vez mais de fatores que vão além da produção dentro das granjas e agroindústrias. Mudanças no cenário geopolítico global, desafios logísticos, disponibilidade de insumos e a expansão da produção de biocombustíveis estão entre os temas que serão debatidos no 2º AgroLogs, o Fórum de Logística e Suprimentos da Proteína Animal, que integra a programação da Conbrasfran 2026, que será realizada de 23 a 25 de novembro pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), em Gramado (RS).

Foto: Divulgação/Asgav

O fórum vai reunir especialistas para discutir o mercado nacional e internacional de aminoácidos em um cenário de transformações geopolíticas, os impactos da nova realidade da produção de grãos e do crescimento das indústrias de etanol e biocombustíveis sobre a produção de proteína animal, além dos desafios relacionados às rotas comerciais globais, ao transporte marítimo e à logística de carnes, ovos e suínos nos mercados interno e externo.

O presidente executivo da Asgav e organizador do evento, José Eduardo dos Santos, destaca que os temas refletem questões que passaram a influenciar diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro. “A eficiência produtiva continua sendo fundamental, mas hoje fatores como logística, disponibilidade de insumos, infraestrutura e geopolítica têm impacto direto sobre custos, planejamento e acesso aos mercados. São temas estratégicos para toda a cadeia de proteína animal”, afirma.

Para ele, discutir essas transformações é essencial para preparar o setor para os desafios dos próximos anos. “O Brasil ocupa posição de destaque na produção e exportação de proteína animal. Manter essa competitividade exige capacidade de adaptação, visão de longo prazo e compreensão das mudanças que estão ocorrendo no cenário global”, destaca.

Fonte: Assessoria Asgav
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Risco de incêndios no campo cresce com chegada do inverno e exige atenção dos produtores

Período mais seco do ano, aliado às temperaturas elevadas e à baixa umidade, aumenta a incidência de queimadas no Paraná. Capacitação e medidas preventivas são fundamentais para reduzir prejuízos.

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Foto: Divulgação/CBMPR

Com a chegada do inverno, agricultores e pecuaristas do Paraná entram em estado de atenção diante do aumento do risco de incêndios em áreas rurais. A previsão é de uma estação com temperaturas acima da média, influenciada pelo fenômeno El Niño, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Foto: Divulgação/CBMPR

Além dos prejuízos econômicos causados pela destruição de lavouras e florestas, os incêndios representam ameaça direta à segurança e à saúde das famílias que vivem no campo. “Por isso a importância de estar preparado não apenas para prevenir, mas também para combater o fogo. O perigo maior vai até outubro. É preciso que todos estejam em alerta. Não dá para relaxar”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

Os números já indicam um cenário preocupante antes mesmo do início oficial do inverno. Dados da rede colaborativa MapBiomas mostram que, entre janeiro e março de 2026, foram queimados 9.025 hectares no Paraná, área quase 8,5 vezes superior à registrada no mesmo período do ano passado, quando 1.073 hectares foram atingidos.

De acordo com o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, o inverno é historicamente a estação mais seca no Estado, condição que favorece a propagação do fogo. “Os valores médios são mais baixos, chove entre 100 e 200 milímetros. Períodos secos são muito comuns, com vários dias consecutivos sem chuvas. A faixa norte tem registros com mês inteiro sem chuvas”, afirma o meteorologista.

Prevenção começa com manejo e capacitação

Especialistas apontam que a maioria dos incêndios tem origem em ações humanas, o que reforça a importância de medidas preventivas dentro das propriedades.

Foto: Divulgação

Entre elas estão a manutenção adequada de máquinas e equipamentos, a retirada de materiais secos acumulados, a eliminação do uso do fogo como prática agrícola, atualmente proibida, e os cuidados durante as festividades juninas. “O incêndio acontece onde a prevenção falha”, pontua Neder Maciel Corso, técnico do Sistema Faep.

Desde a criação dos treinamentos para brigadistas florestais, em 2010, mais de 10 mil pessoas já foram capacitadas pelo Sistema Faep para atuar na prevenção e no

combate às queimadas no meio rural. Apenas entre janeiro e maio deste ano, foram realizados 65 cursos.

Atualmente, a entidade oferece quatro modalidades de treinamento voltadas aos incêndios florestais, todas com atividades práticas. “Nossa orientação é que os produtores passem pelo treinamento para entender os conceitos básicos sobre incêndios florestais e saber como prevenir e agir. Quanto mais preparados estiverem, mais rápidas serão a detecção e a mobilização para minimizar os prejuízos”, reforça Corso.

Foto: Divulgação

Estruturas de combate podem evitar perdas maiores

Em caso de incêndio, algumas estruturas são consideradas essenciais para conter o avanço das chamas. Entre elas estão ferramentas manuais, como enxadas e rastelos, abafadores, bombas costais, caminhões-pipa, especialmente em usinas e empresas florestais, e a construção de aceiros. “Os aceiros são faixas limpas, livres de vegetação, construídas em volta das áreas de lavoura e florestas, que facilitam o acesso de equipamentos para conter o incêndio. Além disso, também é fundamental que os produtores tenham mapeado as áreas de onde podem fazer a captação de água para esse controle”, afirma Corso.

Segundo o técnico, esse preparo é ainda mais importante em municípios que não possuem unidades do Corpo de Bombeiros, o que pode atrasar a resposta inicial ao fogo. “Isso pode retardar as ações de combate, quando o incêndio ainda não atingiu grandes proporções”, aponta.

Fonte: O Presente Rural com Faep
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Conferência de Pós-Colheita reúne setor para discutir tecnologias e redução de perdas de grãos

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Foto: Marilayde Costa

A etapa que começa após a colheita e termina na comercialização dos grãos estará no centro das discussões da 9ª Conferência Brasileira de Pós-Colheita (CBP 2026), que será realizada entre os dias 12 e 14 de agosto, em Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná.

Foto: Nathiely Sposito Becaria

Promovido pela Associação Brasileira de Pós-Colheita (Abrapos), o evento ocorre em conjunto com o 13º Simpósio Paranaense de Pós-Colheita de Grãos e deve reunir cerca de 600 participantes, entre pesquisadores, especialistas, produtores rurais, cooperativas, estudantes e empresas ligadas ao setor.

A programação será realizada no Pavilhão Frísia, no Parque Histórico de Carambeí, com organização das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal.

Pós-colheita ganha importância diante dos desafios de armazenagem

Embora o foco da produção agrícola esteja frequentemente concentrado na lavoura, uma parcela significativa dos desafios do agronegócio ocorre após a colheita. Questões relacionadas à armazenagem, secagem, transporte e controle de pragas têm impacto direto sobre a qualidade dos grãos, a segurança alimentar e a rentabilidade dos produtores.

Segundo o presidente da Abrapos, José Ronaldo Quirino, a conferência chega à nona edição acompanhando a

Presidente da Abrapos, José Ronaldo Quirino: “O público pode esperar novas tecnologias de armazenamento de grãos, respostas e discussões sobre os desafios da armazenagem de grãos, atualizações técnicas e científicas, além das experiências práticas do próprio setor armazenador” – Foto: Divulgação

evolução tecnológica e o crescimento da própria cadeia de pós-colheita no Brasil. “A Abrapos chega a esta nona edição da CBP engrandecida com a pós-colheita de grãos do Brasil pela continuidade, prosperidade e profissionalismo do setor no país. É o maior evento da associação, que cresce junto com o setor”, afirma.

Quirino ressalta que a conferência também reforça a missão da entidade de disseminar conhecimento técnico capaz de contribuir para a redução das perdas de grãos durante e após a colheita.

Tecnologias e soluções para o armazenamento

A programação técnica reunirá palestras, painéis e expositores voltados às principais demandas da cadeia de armazenagem. Entre os temas previstos estão sistemas de secagem, tecnologias para conservação de grãos, controle de pragas, gestão de unidades armazenadoras e desafios logísticos.

Foto: José Fernando Ogura

Para o presidente da Abrapos, a edição de 2026 será marcada pela apresentação de novas soluções e pela troca de experiências entre profissionais que atuam diretamente no setor. “O público pode esperar novas tecnologias de armazenamento de grãos, respostas e discussões sobre os desafios da armazenagem de grãos, atualizações técnicas e científicas, além das experiências práticas do próprio setor armazenador”, destaca.

Inscrições estão abertas

As inscrições para participação no evento e para submissão de trabalhos técnicos estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Além da programação técnica, os participantes terão a oportunidade de conhecer Carambeí, município reconhecido pela forte influência da imigração holandesa e pela tradição na produção de leite e grãos.

A expectativa dos organizadores é que o encontro contribua para aproximar pesquisa, inovação e aplicação prática no campo, em um momento em que a eficiência da pós-colheita se torna cada vez mais estratégica para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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