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Goiás coleta mais de 4 mil amostras biológicas para testes de Influenza aviária

Realização do estudo exige também a coleta de outros materiais biológicos para os exames laboratoriais.

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Fotos: Divulgação/Agrodefesa

A fim de orientar os agentes do segmento avícola de Goiás para os riscos da introdução da Influenza Aviária, após a constatação de casos na Colômbia e no Peru, o Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa) de Goiás definiu em janeiro uma série de ações de caráter preventivo e educativo para serem realizadas nas próximas semanas. Cerca de 4.350 amostras biológicas foram coletadas para testes.

As medidas serão focadas principalmente na orientação e conscientização de profissionais da Medicina Veterinária, educação sanitária de criadores para a importância da notificação de suspeitas de casos da doença e esclarecimento dos responsáveis técnicos que atuam nas revendas de produtos agropecuários, para que estejam atentos e preparados para adotar as providências necessárias à correta comunicação ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) em casos suspeitos que apontem para o problema.

O diretor de Defesa Agropecuária, Sérgio Paulo Coelho, menciona que as medidas são necessárias e urgentes, ressaltando que a união de esforços do SVO com os demais segmentos do setor avícola é fundamental para garantir a prevenção da doença.

O presidente do Coesa, Eduardo Tibery Queiroz, alinhou as medidas que serão adotadas de imediato. Uma delas é a capacitação de fiscais estaduais agropecuários médicos-veterinários da Agrodefesa para atualização sobre o agente patogênico e padronização de ações, bem como será dado a continuidade nas ações previstas no Plano de Vigilância de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, já realizado em criatórios industriais, estendendo agora a coleta de amostras em aves de subsistência. Em ambos os casos, o objetivo é comprovar a inexistência da Influenza na avicultura goiana.

Entre as demais medidas que serão tomadas estão reuniões virtuais com auditores fiscais do Ministério da Agricultura em Goiás, fiscais da Agrodefesa e integrantes do Coesa para esclarecer dúvidas sobre a gripe aviária, alertas sanitários de notificação e Plano de Contingência em possíveis casos comprovados da doença. A Associação Goiana de Avicultura (AGA) também vai promover um evento para reunir seus associados com o objetivo de repassar informações e sensibilizar os criadores sobre a importância da notificação ao Serviço Veterinário Oficial de casos suspeitos de quaisquer anomalias que acometerem as aves.

Também será produzido um material de educação sanitária para ser distribuído às revendas agropecuárias, como forma de chamar a atenção dos avicultores e demais segmentos envolvidos relativos à Influenza aviária. E ainda será enviado uma nota conjunta ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) propondo a realização de ações para esclarecimento dos médicos-veterinários responsáveis técnicos nas revendas de produtos agropecuários, para que orientem os criadores sobre os riscos da Influenza aviária e como proceder em casos suspeitos de quaisquer doenças nas unidades produtoras.

Plano de Vigilância Sanitária

Integrantes do Comitê de Sanidade Avícola definem ações para evitar introdução da Influenza aviária em Goiás

Com o intuito de comprovar a ausência da Influenza aviária e da Doença de Newcastle na avicultura industrial de Goiás, em conformidade com as diretrizes internacionais de vigilância para fins comerciais, a Agrodefesa começou em outubro do ano passado um amplo levantamento com coleta de amostras e demais exames em seu rebanho.

Além do estado goiano, o Plano de Vigilância da Influenza Aviária e Doença de Newcastle é desenvolvido em outros 10 estados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu o cronograma dos trabalhos em cinco etapas, abrangendo vigilância passiva com investigações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória Nervosa e investigação de mortalidade excepcional de aves silvestres; e vigilância ativa em avicultura industrial e em aves de subsistência em áreas de maior risco de introdução de Influenza aviária, além do monitoramento em compartimentos livres de Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

O presidente da Agrodefesa, José Essado, enfatiza que o levantamento é de suma importância para demonstrar que Goiás mantém o controle sanitário do seu plantel avícola, com foco na certificação perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais do Brasil.

Execução do trabalho

A execução do trabalho no âmbito da Agrodefesa fica a cargo da gerência de Sanidade Animal, por meio da coordenação do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa). Cerca de 4.350 amostras biológicas em 132 estabelecimentos de produção e criação localizados em 20 municípios do Estado foram coletadas entre outubro e dezembro, após enviadas ao Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário da Agência (LabVet), responsável pela triagem e envio para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Mapa (LFDA/Mapa), em Campinas (SP), responsável pela análise e validação do resultado. O relatório final deverá ser apresentado pelo Mapa nas próximas semanas.

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Fonte: O Presente Rural

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Avicultura fecha 2025 com recorde histórico nas exportações de carne de frango

Embarques crescem, receita se mantém elevada e recuperação pós-influenza projeta avanço em 2026

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Foto: Shutterstock

Após superar um dos momentos mais desafiadores da história do setor produtivo, a avicultura brasileira encerra o ano de 2025 com boas notícias. De acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram, no ano, 5,324 milhões de toneladas ao longo dos 12 meses de 2025, volume que supera em 0,6% o total exportado em 2024, com 5,294 milhões de toneladas, estabelecendo novo recorde para as exportações anuais do setor.

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O resultado foi consolidado pelos embarques realizados durante o mês de dezembro. Ao todo, foram embarcadas 510,8 mil toneladas de carne de frango no período, volume 13,9% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2024, com 448,7 mil toneladas.

Com isso, a receita total das exportações de 2025 alcançou US$ 9,790 bilhões, saldo 1,4% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 9,928 bilhões. Apenas no mês de dezembro, foram registrados US$ 947,9 milhões, número 10,6% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 856,9 milhões. “O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações de carne de frango em 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram 479,9 mil toneladas (+5,5% em

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026” – Foto: Mario Castello

relação a 2024), seguidos pelo Japão, com 402,9 mil toneladas (-0,9%), Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%). “O restabelecimento total dos embarques após os impactos da Influenza aviária já sinaliza positivamente nos números das exportações. É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas. São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, ressalta Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Avicultura

Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba evidencia profissionalização da avicultura de postura

Premiação destaca histórias de superação, inovação produtiva e padrões técnicos cada vez mais elevados no setor de ovos do Espírito Santo.

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Fotos: Divulgação/AVES

O Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba 2025, promovido pela Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES), voltou a evidenciar o avanço técnico e a maturidade da avicultura de postura no Estado. Com ampla participação de produtores de diferentes regiões, a edição deste ano reuniu 27 amostras de ovos brancos e 12 de ovos vermelhos, avaliadas a partir de critérios técnicos rigorosos, consagrando os melhores produtos capixabas.

Mais do que uma competição, o concurso funciona como termômetro da evolução do setor, ao estimular boas práticas, gestão profissional e melhoria contínua da qualidade, em um mercado cada vez mais atento à segurança alimentar, rastreabilidade e diferenciação do produto.

Melhor Ovo Branco de 2025

Na categoria ovos brancos, o primeiro lugar ficou com a produtora Jerusa Stuhr, da Avícola Mãe e Filhos, localizada na comunidade de Córrego Rio Taquara, em Santa Maria de Jetibá, principal polo produtor de ovos do Espírito Santo. Com a vitória, a empresa passa a utilizar, de forma exclusiva, o selo “Melhor Ovo Branco do Espírito Santo – Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba – 2025” em suas embalagens, um diferencial competitivo que reconhece a excelência do produto.

À frente da granja desde 2021, Jerusa construiu sua trajetória em meio a desafios pessoais e profissionais. Professora e diretora escolar por toda a vida, ela assumiu a atividade avícola após a perda do marido, então responsável pelo negócio. “Sem saber nada sobre a atividade, entrei com a cara e a coragem para não deixar acabar esse sonho”, relembra.

Ao lado dos filhos, Júnia e João, a produtora decidiu recomeçar, inclusive mudando o nome da empresa para Avícola Mãe e Filhos, símbolo da nova fase. “Seguimos firmes e fortes para alavancar o crescimento da empresa com fé, força e determinação, e com a ajuda dos nossos colaboradores, que estão sempre conosco”, afirma.

A decisão de participar do concurso surgiu a partir de um estímulo técnico interno. “O incentivo partiu da minha secretária, Lorrane, que acompanha as análises que fazemos e acreditou que tínhamos chance de ficar entre os três primeiros”, conta Jerusa.

O resultado, no entanto, superou as expectativas. “Foi muito importante e emocionante, principalmente pelo desafio que passamos ao longo do tempo em que estou à frente da granja. Essa conquista é extremamente importante para mim e para os meus filhos”, menciona.

Segundo a produtora, o desempenho no concurso reflete um trabalho coletivo e padronizado. “Desde a fabricação da ração até a coleta dos ovos, tudo envolve o empenho de toda a equipe em manter o padrão estabelecido para garantir um produto de qualidade”, ressalta.

Selo reforça credibilidade e gestão técnica

Além do certificado de campeã, a Avícola Mãe e Filhos passa a utilizar o selo oficial do concurso, ferramenta que agrega valor ao produto e fortalece a relação com o consumidor. Para Jerusa, o reconhecimento vai além do marketing. “É o orgulho de estar no caminho certo e ser reconhecido por isso”, enaltece Jerusa.

Todos os participantes do concurso também recebem relatórios técnicos detalhados, instrumento considerado estratégico para o aprimoramento da produção. “Com certeza ajuda. A partir dos detalhamentos, conseguimos identificar pontos de melhoria e seguir aprimorando a qualidade do nosso produto”, destaca.

Na avaliação da produtora, o concurso cumpre um papel estruturante para o setor. “É um incentivo para todos os avicultores. Ter o melhor ovo do Estado é um privilégio”, expõe Jerusa, fazendo um apelo aos colegas de atividade: “É muito importante a participação de todos, tanto para melhorar o produto quanto para divulgar o nosso município, maior produtor de ovos.”

Liderança no ovo vermelho

Na categoria ovos vermelhos, a excelência voltou a ter nome conhecido. A Ovos da Nonna, empresa do Grupo Venturini, conquistou, pela quarta vez consecutiva, o título de Melhor Ovo Vermelho do Espírito Santo, repetindo o desempenho das edições de 2020, 2021, 2022 e agora 2025.

Com 45 anos de tradição familiar no agronegócio, o Grupo Venturini criou a marca Ovos da Nonna há sete anos, com foco em qualidade superior e adoção do sistema livre de gaiolas. O nome homenageia a matriarca da família, Dona Helena Majone, a “Nonna”, símbolo dos valores que orientam o negócio.

Segundo Fellipe Venturini, representante do grupo, o concurso funciona como validação técnica do trabalho realizado na granja. “O concurso vem para garantir que realmente temos um ovo de alta qualidade. O método de criação contribui diretamente para isso, pois reduz o estresse das aves e impacta positivamente no sabor do ovo”, afirma.

No sistema adotado pela empresa, as galinhas têm liberdade de locomoção e podem expressar comportamentos naturais, o que, segundo o produtor, se reflete diretamente na qualidade do alimento. “Tudo isso resulta em um produto extremamente saboroso”, evidencia.

O desempenho consistente ao longo dos anos reforça a estratégia adotada pela empresa. “Receber esse resultado mais uma vez nos dá a certeza de que estamos no caminho certo, produzindo um produto de excelência”, diz Fellipe.

Os cuidados envolvem rígidos protocolos sanitários, manejo preciso e alimentação de alta qualidade. “Sanidade, nutrição adequada, método de criação e bons tratos são fundamentais. Acreditamos muito no sistema livre de gaiolas e o bem-estar animal tem se mostrado decisivo para os resultados que alcançamos”, pontua.

Concurso fortalece setor e aproxima consumidor

Para Venturini, o selo de qualidade do Concurso Capixaba também cumpre papel relevante junto ao consumidor final. “A AVES faz um trabalho muito importante de marketing e informação, mostrando os critérios e métodos de avaliação utilizados. Isso ajuda o público a entender, de forma clara, o que realmente significa qualidade”, enfatiza.

Ele também incentiva a adesão de novos produtores. “Quem entra é quem acredita no seu produto. As análises são extremamente criteriosas, conduzidas por um corpo técnico altamente capacitado. O concurso mostra, de forma transparente, o posicionamento real do produto no mercado e atesta, ao final, sua qualidade”, frisa.

Ao reconhecer excelência técnica, incentivar boas práticas e valorizar histórias humanas por trás da produção, o Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba 2025 reforça o compromisso da AVES com o fortalecimento da avicultura de postura e com a entrega de alimentos cada vez mais qualificados ao consumidor capixaba.

Fonte: Assessoria AVES
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Avicultura Retrospectiva 2025

Impulsionado por exportações e consumo interno mercado de ovos cresce em 2025

Produção avança, preços atingem picos no primeiro trimestre e embarques ao exterior batem recorde, mesmo com ajustes ao longo do ano e desafios pontuais no mercado internacional.

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Foto: Shutterstock

Em 2025, o mercado de ovos manteve trajetória positiva, com produção e embarques recordes, apesar do caso de gripe aviária em granja comercial, em maio.

Pesquisas do Cepea mostram que as cotações atingiram recordes reais no início do ano; mas, com o aumento da oferta interna ao longo de 2025, passaram a recuar. Ainda assim, o bom ritmo dos embarques ajudou a limitar a baixa interna.

Os preços da proteína iniciaram 2025 abaixo dos praticados em dezembro/24, refletindo a demanda ainda retraída, típica do começo do ano. Em fevereiro, porém, o aumento gradual da procura com o retorno das aulas escolares e a oferta mais limitada elevaram os valores, que atingiram os maiores patamares da série histórica do Cepea. As altas persistiram até março, período em que tradicionalmente a demanda pela proteína é impulsionada pela Quaresma. No entanto, passaram a cair a partir de abril em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, com exceção de agosto.

Foto: Freepik

A produção nacional de ovos para consumo somou 3,04 bilhões de dúzias (de janeiro a setembro/25), volume 6,9% superior ao do mesmo período de 2024 e um recorde, de acordo com o IBGE. No mercado externo, a evolução dos casos de gripe aviária reduziu a oferta de ovos em diversos países.

Nos EUA, um surto significativo levou o país a intensificar as compras da proteína brasileira, cujo volume, entre janeiro e novembro, superou em 825% o total importado no ano anterior.

Segundo a Secex, nos 11 primeiros meses de 2025, os embarques de ovos in natura e processados somaram 38,64 mil toneladas, 109% acima do volume de todo o ano de 2024 e um recorde.

O setor também enfrentou alguns desafios externos. O tarifaço imposto pelo governo norte-americano em agosto reduziu os envios dos ovos aos EUA. Por outro lado, novos mercados foram abertos, como o México. Além disso, a rápida resolução do caso isolado de IAAP permitiu ao Brasil a retomada do seu status sanitário internacional e evidenciou o potencial do País para seguir atendendo as crescentes demandas interna e externa.

Fonte: Assessoria Cepea
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