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Girolando e Sebrae alinham parceria nacional

Os projetos serão na área de melhoramento genético e com foco em pequenos produtores rurais.

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Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Domício Arruda, com o presidente do Sebrae, Décio Lima: reunião para alinhar futuras parcerias entre as duas entidades - Foto: Divulgação/Girolando

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Domício Arruda, reuniu-se com o presidente do Sebrae, Décio Lima, para alinhar futuras parcerias entre as duas entidades. O encontro aconteceu na última sexta-feira (02), em Maceió, quando Lima esteve na capital de Alagoas para a primeira visita da agenda de 2024 do Programa Sebrae pelo Brasil.

De acordo com Domício, o Sebrae tem realizado na pecuária leiteira projetos importantes para democratização de tecnologias, como a FIV. “A proposta é desenvolvermos parcerias na área de melhoramento genético em todos os estados brasileiros, voltadas principalmente para os pequenos produtores rurais, permitindo que eles melhorem a qualidade genética de seus rebanhos e, consequentemente, a produtividade e rentabilidade do negócio”, diz o presidente da Girolando. Hoje, a raça responde por 80% do leite produzido no país.

A expectativa é de que, em março, as duas entidades assinem o termo de cooperação para realização de projetos nos estados brasileiros. Durante o evento do Sebrae, Décio Lima reforçou o objetivo da entidade em trabalhar pelo empreendedorismo no país, incluindo na pecuária leiteira. “Estou percorrendo o Brasil por acreditar que a cabeça pensa onde o pé pisa. É preciso conhecer quem produz os resultados, pessoas fortes e corajosas como vocês. É preciso lembrar sempre que nós, do Sebrae, temos um papel essencial na construção dos sonhos das pessoas, somos a porta para suas realizações”, afirma o presidente do Sebrae.

Sobre a Girolando

Fundada em 1978, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando conta com associados em todo o país e é responsável pelo Serviço de Registro Genealógico e Melhoramento Genético de Girolando. Atualmente, conta com mais de 2,2 milhões de registros efetuados, sendo a associação de raça leiteira com o maior banco de dados no país.

Sempre em busca de inovação, a entidade é pioneira na adoção de novas tecnologias, sendo a primeira associação a incorporar a genômica em um programa de melhoramento de uma raça bovina leiteira nacional.

A raça Girolando surgiu do cruzamento entre as raças Gir Leiteiro e Holandês por volta da década de 1940, no Vale do Paraíba, estado de São Paulo. No dia 1° de fevereiro de 1996, foi reconhecida oficialmente como raça bovina leiteira pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Fonte: Assessoria Girolando

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Brasil e Coreia do Sul ampliam cooperação agrícola e elevam relação a Parceria Estratégica

Declaração conjunta firmada em Seul também prevê acordos em tecnologia, saúde, medicamentos, educação e reforço no comércio bilateral, com plano de ação para os próximos três anos.

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Imagem criada por ChatGPT

Em visita oficial a Seul nesta segunda-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, anunciaram a elevação das relações entre Brasil e Coreia do Sul ao patamar de Parceria Estratégica. A decisão foi formalizada em declaração conjunta que prevê acordos nas áreas de agricultura, tecnologia, medicamentos e ampliação do intercâmbio cultural e educacional.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após agenda na Índia, Lula se reuniu pela manhã com o presidente coreano e, em entrevista, os dois destacaram o compromisso com a ampliação do comércio bilateral e com a defesa de valores democráticos diante de cenários de extremismo, desinformação e ameaças autoritárias. “Realizei uma visita oficial em 2005 e voltei em 2010, por ocasião da Cúpula do G20. Desde então, nenhum outro mandatário brasileiro veio ao país. Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos. Hoje, elevamos o relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de Parceria Estratégica e lançamos um Plano de Ação com iniciativas concretas para os próximos três anos”, afirmou Lula.

Comércio e investimentos

O presidente brasileiro ressaltou o peso da relação econômica entre os dois países. Segundo ele, o Brasil é o principal destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina. “O Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina. Com intercâmbio de US$ 11 bilhões, a Coreia é nosso quarto parceiro comercial na Ásia. Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada”, enfatizou.

A agenda econômica inclui a assinatura de um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva, com o objetivo de facilitar o comércio

Foto: Ricardo Stuckert/PR

bilateral, promover harmonização regulatória e ampliar a segurança jurídica para empresas dos dois países. “Celebramos um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva que vai facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e trazer mais segurança para as empresas. Firmamos ainda um memorando que vai fortalecer a cooperação financeira em torno de agendas de interesse comum dos dois países”, afirmou Lula.

O presidente também mencionou a retomada das negociações comerciais entre o Mercosul e a República da Coreia, interrompidas em 2021. “Em relação às negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, discutimos caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021”, declarou.

Transição energética e tecnologia

Na avaliação do governo brasileiro, a transição energética surge como um dos eixos centrais da nova etapa da parceria. Lula citou oportunidades nas cadeias de minerais críticos, insumos estratégicos para baterias, energias renováveis e indústria de alta tecnologia. “A transição energética abre novas frentes de complementaridade entre setores produtivos. As cadeias de minerais críticos guardam inúmeras oportunidades de agregação de valor. Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial”, destacou.

A menção a semicondutores e inteligência artificial indica a tentativa brasileira de atrair investimentos em setores intensivos em capital e

Foto: Ricardo Stuckert/PR

tecnologia, área em que a Coreia do Sul é referência global.

Saúde e produção de medicamentos

A cooperação na área da saúde foi destacada como um dos pontos centrais da declaração conjunta. Segundo Lula, os instrumentos assinados abrangem desde a produção de medicamentos e vacinas até pesquisa em diagnóstico e inovação tecnológica. “Na área de saúde, os instrumentos abrangem produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e doenças crônicas, bem como genômica avançada e saúde digital”, elencou.

O escopo inclui tanto doenças infecciosas quanto crônicas, além de áreas estratégicas como genômica e digitalização de sistemas de saúde, sinalizando a intenção de fortalecer a capacidade produtiva e tecnológica brasileira no setor farmacêutico.

Democracia e soberania popular

Além dos acordos econômicos e tecnológicos, os dois presidentes reforçaram, em suas declarações, o compromisso com a democracia e com a soberania popular.

Em meio ao avanço de movimentos extremistas em diferentes partes do mundo, Lula e Lee destacaram a importância da cooperação internacional para enfrentar desinformação e ameaças autoritárias, posicionando a nova Parceria Estratégica também como um alinhamento político-institucional.

Com a visita, o governo brasileiro busca reequilibrar sua agenda externa na Ásia e ampliar o protagonismo em cadeias globais de valor, enquanto a Coreia do Sul consolida o Brasil como plataforma de investimentos e acesso ao mercado latino-americano.

Fonte: O Presente Rural
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Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV

Monitor do PIB mostra perda de ritmo no fim do ano.

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Foto: Claudio Neves

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). 

A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%.

Foto: Claudio Neves

Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro.

Ao detalhar o comportamento setorial da economia, o Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025. A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento da economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 3,6% no ano.

No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações, 5,1%. O estudo estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Recordes

De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB brasileiro em valores correntes atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica. Já o PIB per capita ─ valor do PIB dividido pelo tamanho da população do país ─ alcançou R$ 59.182, também um patamar recorde.

Análise

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, os juros altos foram um dos motivos que levaram à perda de força no crescimento da economia em 2025.

“Nota-se evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente [ajuste que permite a comparação entre meses e trimestres imediatamente seguidos], tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025”.

Efeito dos juros

Fotos: Claudio Neves

Juliana Trece assinala que 2025 foi “um ano de forte aperto monetário e imposição de tarifas ao Brasil”. O aperto monetário se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.

A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025. A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.

O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos. Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tarifaço

Foto: Allan Santos/PR

O outro efeito citado pela economista é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado em agosto de 2025. A aplicação de taxas adicionais sobre o Brasil levou à redução das vendas externas aos americanos.

O governo dos Estados Unidos afirma que a medida pretende proteger a economia americana, já que, com a taxação, o país tende a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior. Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária de Trump.

Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calculou que 22% das exportações para os Estados Unidos estavam sujeitas às sobretaxas.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetros da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última quarta-feira (19), que indicou expansão de 2,5% em 2025.

O resultado oficial do PIB é aferido e apresentado pelo IBGE. O comportamento de 2025 será divulgado no próximo dia 3 de março.

Fonte: Agência Brasil
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Agrotóxicos estão mais nocivos em todo o mundo, aponta estudo

Brasil é um dos países longe da meta estabelecida pela ONU.

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Foto: Cenipa/Divulgação

O grau de toxicidade dos pesticidas aumentou em todo o mundo de 2013 e 2019, com o Brasil entre os países líderes. A conclusão está em um estudo publicado este mês na revista Science e contraria a meta de redução de riscos dos pesticidas até 2030, estabelecida na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15).

Pesquisadores alemães da universidade de Kaiserslautern-Landau avaliaram 625 pesticidas em 201 países. Eles utilizaram o indicador de Toxicidade Total Aplicada (TAT), que considera o volume usado e o grau de toxicidade de cada substância.

Seis de oito grupos de espécies estão mais vulneráveis aos níveis crescentes de toxicidade. São eles: artrópodes terrestres (como insetos, aracnídeos e lacraias), cuja toxicidade aumentou 6,4% ao ano; organismos do solo (4,6%), peixes (4,4%); invertebrados aquáticos (2,9%), polinizadores (2,3%) e plantas terrestres (1,9%).

O TAT global diminuiu apenas para plantas aquáticas (−1,7%) e vertebrados terrestres (−0,5% ao ano). Humanos fazem parte desse último grupo. “O aumento das tendências globais de TAT representa um desafio para o alcance da meta de redução de risco de pesticidas da ONU e demonstra a presença de ameaças à biodiversidade em nível global”, diz um dos trechos do estudo.

Brasil em destaque

Foto: Fernando Dias

O Brasil aparece como um dos principais protagonistas desse cenário. O estudo identifica o país como detentor de uma das maiores intensidades de toxicidade por área agrícola em todo o planeta, ao lado de China, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia.

Além disso, Brasil, China, Estados Unidos e Índia respondem juntos por 53% a 68% da toxicidade total aplicada no mundo.

A relevância brasileira está diretamente ligada ao peso do agronegócio, especialmente de culturas extensivas. Embora cereais tradicionais e frutas ocupem grandes áreas, a toxicidade associada a culturas como soja, algodão e milho exerce impacto significativamente maior em relação à extensão cultivada.

Tipos de pesticidas

Um dos achados mais relevantes do estudo indica que o problema é altamente concentrado: em média, apenas 20 pesticidas por país respondem por mais de 90% da toxicidade total aplicada.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O levantamento aponta que diferentes classes químicas dominam os impactos. Classes de inseticidas, como piretroides e organofosforados, contribuíram com mais de 80% do TAT de invertebrados aquáticos, peixes e artrópodes terrestres. Neonicotinoides, organofosforados e lactonas representaram mais de 80% do TAT de polinizadores.

Organofosforados, juntamente com outras classes de inseticidas, foram os que mais contribuíram para os TATs de vertebrados terrestres. Herbicidas acetamida e bipiridil contribuíram com mais de 80% para o TAT das plantas aquáticas, enquanto uma mistura mais ampla de herbicidas (incluindo acetamida, sulfonilureia e outros) definiu o TAT das plantas terrestres. Herbicidas de alto volume, como acetoclor, paraquat e glifosato, pertencem a essas classes e têm sido associados a riscos ambientais e à saúde humana.

Fungicidas conazol e benzimidazol, juntamente com os inseticidas neonicotinoides, ​​aplicados no revestimento de sementes, contribuíram principalmente para o TAT dos organismos do solo.

Meta global distante

O estudo também avaliou a trajetória de 65 países. O diagnóstico é de que, sem mudanças estruturais, apenas um país (Chile) atingirá a meta da ONU de redução de 50% da toxicidade dos pesticidas até 2030.

Segundo os pesquisadores, China, Japão e Venezuela estão no caminho para atingir a meta e apresentam tendências de queda em todos os indicadores. Mas precisam de uma aceleração nas mudanças de uso de agrotóxicos.

Tailândia, Dinamarca, Equador e Guatemala estão se afastando da meta, com pelo menos um indicador dobrando nos últimos 15 anos. Eles precisam reverter as tendências de rápido aumento para voltar a trajetória anterior.

Todos os outros países do estudo, o que inclui o Brasil, precisam retornar os riscos de pesticidas aos níveis de mais de 15 anos atrás. O que significa reverter padrões de uso das substâncias consolidadas há décadas, em termos de volume e toxicidade das misturas.

Os pesquisadores indicam três frentes principais para conter a escalada dos riscos: substituição de pesticidas altamente tóxicos, expansão da agricultura orgânica e adoção de alternativas não químicas. Tecnologias de controle biológico, diversificação agrícola e manejo mais preciso são apontadas como estratégias capazes de reduzir impactos sem comprometer produtividade.

Fonte: Agência Brasil
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