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Gigante da genética aposta na suinocultura do Centro-Oeste brasileiro
Atualmente, a região abriga oito plantas frigoríficas com inspeção federal (SIF) para produção de carne suína, além 20 plantas para a avicultura de corte e outras 33 unidades produtoras de ovos.

Formado por Goiás (GO), Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS), além do Distrito Federal, o Centro-Oeste brasileiro tem atraído investimentos maciços na produção de proteína animal. Abundante na produção de soja e milho, matérias-primas da nutrição dos planteis, a região tem abrigado novos investimentos e criado um ambiente propício para a produção de suínos, frango e ovos. Gigantes do agro, como a JBS, BRF e Aurora, migraram da região Sul para o Centro-Oeste e formaram uma base sólida para o desenvolvimento robusto da produção pecuária.
Atualmente, a região abriga oito plantas frigoríficas com inspeção federal (SIF) para produção de carne suína, além 20 plantas para a avicultura de corte e outras 33 unidades produtoras de ovos. A produção de carne suína, por exemplo, cresceu 50% em apenas uma década. Em 2014, o Centro-Oeste foi responsável por 10,1% dos abates de suínos, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Já no ano passado, a região respondeu por 15,07% do total dos abates brasileiros.
Essa evolução constante atraiu a atenção também da Agroceres PIC, líder de mercado de genética suína no país. A companhia acaba de inaugurar uma Unidade de Disseminação de Genes (UDG), em Campo Grande (MT), a oitava unidade do gênero no país e a primeira na região Centro-Oeste. Com a nova unidade, a Agroceres PIC estende sua presença produtiva também ao Mato Grosso do Sul, fortalecendo posição no estratégico Centro-Oeste brasileiro, e consolida sua estrutura de comercialização de sêmen, construída para disseminar os genes superiores da Granja Gênesis, núcleo genético de elite, inaugurado no ano passado em Paranavaí (PR).
“Investimos na região Centro-Oeste por ter o maior potencial de crescimento da suinocultura para os próximos anos por conta da produção de grãos, que representa em torno de 73% dos custos de produção da suinocultura. Além disso, a região possui grandes agroindústrias, como Aurora, BRF e Seara, que demandam genética suína de alta qualidade”, explica Alexandre Furtado da Rosa, diretor superintendente da Agroceres PIC. De acordo com ele, hoje o Centro-Oeste já conta com 340 mil matrizes alojadas, parte delas já inseminadas com a genética líquida, mas que vinha de outras regiões do Brasil, como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, onde estão instaladas as outras UDGs da companhia. Agora, elas passam a receber o sêmen produzido em Campo Grande (MT). “Diferente do sêmen do boi, que pode ser congelado, na suinocultura trabalhamos com o sêmen fresco ou refrigerado, que deve ser inseminado na fêmea em no máximo cinco dias. Com essa nova UDG vamos melhorar muito a logística para o Centro-Oeste”, explica.
Posicionamento estratégico
Com a UDG Campo Grande, a Agroceres PIC passa a operar com 11 unidades estrategicamente distribuídas no Brasil e Argentina. Uma estrutura robusta que reúne mais de 6 mil reprodutores em coleta e responde por uma capacidade de produção instalada de 8,5 milhões de doses por ano, volume capaz de atender um plantel aproximado de 1,5 milhão matrizes tecnificadas. Os dois países juntos possuem um total de 2,5 milhões de matrizes suínas.
“A Agroceres PIC está sempre fortalecendo seus investimentos para proporcionar ganhos progressivos de eficiência zootécnica e econômica para os sistemas de produção”, afirma Alexandre Furtado da Rosa. “A inauguração da UDG Campo Grande consolida esse compromisso e reforça nossa missão de entregar alto valor genético e soluções tecnológicas que impulsionam a eficiência de nossos clientes e aumentam a competitividade da suinocultura brasileira”, comenta.
Polo de excelência tecnológica
Resultado de um investimento de R$ 50 milhões, a UDG Campo Grande é um dos mais modernos centros de genética líquida do mundo. A unidade tem capacidade para alojar 800 reprodutores de alto valor genético e para produzir cerca de 1,2 milhão doses inseminantes por ano, com foco no atendimento especialmente dos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
A UDG Campo segue o mesmo padrão construtivo e perfil tecnológico das demais centrais da rede de Genética Líquida Agroceres PIC, assegurando paridade com o que há de mais inovador na suinocultura global, embora essa nova unidade seja a mais atualizada, com destaque para as baias individuais de seis metros quadrados para cada reprodutor, melhorando o bem-estar dos animais. “A UDG Campo Grande atualizou algumas tecnologias. Começamos com genética líquida em 2013 e de lá para cá algumas tecnologias avançaram, como o filtro de ar biológico, climatização automática, piso ripado para ambiência e limpeza, detectores de qualidade do ar, laboratório com equipamentos recém lançados no mundo. Mas a mais emblemática mudança são as baias individuais, próximo a seis metros quadrados que garantem mais bem-estar, o que ampliou nossa área construída em cerca de 30% em relação às demais unidades”, explica o superintendente. Todos os seus processos produtivos são certificados, garantindo qualidade, integridade e segurança das doses inseminantes.
A biossegurança é uma das principais características da unidade. Com rígidos protocolos sanitários, ela está instalada em uma área isolada, distante de unidades de produção de suínos. Seus galpões são totalmente climatizados, com controle de pressão de ar positiva, e filtros de ar impedem a entrada de agentes infecciosos.
Não há contato entre os profissionais das instalações de coleta e do laboratório. A transferência de sêmen é realizada por um sistema pneumático, eliminando qualquer possibilidade de contaminação cruzada.
A unidade é certificada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (IAGRO) e adota o sistema de dupla quarentena, que não apenas reforça a segurança sanitária, como aumenta o fluxo genético.
O valor genético dos reprodutores em coleta é rigorosamente monitorado por meio de um programa de Gestão Semanal da Evolução Genética. Isso garante que somente reprodutores do topo da pirâmide de melhoramento genético sejam usados para a coleta. De acordo com Alexandre, um macho deve ficar na unidade entre 12 e 13 meses.
Logística
Após a produção, as doses são armazenadas em sala climatizada para estabilização e expedição. O transporte é realizado por uma frota de veículos com compartimentos refrigerados, cuja temperatura é rigidamente controlada. As rotas são pré-estabelecidas com base em critérios sanitários e os veículos são monitorados via satélite.
“Assim como em todas as unidades da nossa rede de genética líquida, cada detalhe da UDG Campo Grande foi cuidadosamente planejado para oferecer o que há de melhor e mais moderno em tecnologia genética”, explica Nevton Hector Brun, gerente de Produção da Agroceres PIC. “Com a UDG Campo Grande não só fortalecemos nossa estrutura de produção de genética líquida no Brasil, como também ampliamos o acesso a uma tecnologia que agrega mais qualidade genética ao plantel nacional”, completa.
De acordo com Brun, a UDG Campo Grande deve operar com plena capacidade a partir de janeiro. Já as primeiras doses de genética líquida chegam ao mercado no final do primeiro trimestre de 2025.
Eixo produtivo
A inauguração da nova Unidade de Disseminação de Genes em Campo Grande ratifica o protagonismo do Centro-Oeste brasileiro como polo estratégico para o avanço da suinocultura. Com abundância de grãos e infraestrutura em expansão, a região fortalece sua posição como um dos principais eixos produtivos do Brasil, ampliando sua contribuição para o crescimento da cadeia de proteína animal.

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Show Rural 2026 discute como atravessar períodos de crise na cadeia leiteira
Necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate.

A necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate realizado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel (PR).
Para a zootecnista Josiane Mangoni, coordenadora de Pecuária da Coopavel, o atual momento do leite exige diálogo e troca de experiências. Segundo ela, apesar do cenário delicado, o produtor está habituado a lidar com desafios.
“O leite vai muito além de uma atividade econômica. Ele é paixão, é amor pelas nossas mimosas. Somos uma cadeia acostumada à resiliência, e esse tipo de conversa é fundamental para ajudar o produtor a se manter na atividade”, afirma.

Da esquerda para a direita: Cristian Iothi, Gilson Dias, Josiane Mangoni, Lúcio Drehmer e Marcos Pereira Neves
Josiane destaca ainda que o Show Rural tem como missão levar inovação, tecnologia e ferramentas práticas ao campo. “O evento existe para que o produtor consiga produzir mais e melhor. E, mesmo em períodos de crise, já enxergamos sinais de reação do mercado, o que nos permite acreditar em um novo momento para a cadeia leiteira”, completa.
O debate reuniu diferentes visões da atividade, trazendo para a conversa produtores e especialistas com realidades distintas. Participaram Marcos Pereira Neves, professor da Universidade Federal de Lavras e produtor de leite; Cristian Iothi, engenheiro agrônomo, produtor e cooperado da Coopavel; e Lúcio Drehmer, zootecnista, consultor técnico e produtor de leite em Santa Catarina.
O debate foi conduzido por Gilson Dias, gerente Técnico de bovinos de Leite da Agroceres Multimix. A conversa foi registrada em formato de podcast e integra uma edição especial do agCast. O episódio será disponibilizado em breve nas plataformas digitais da Agroceres Multimix, que esteve presente no Show Rural 2026 com um novo estande, ampliado e voltado ao atendimento de produtores, cooperados e parceiros.
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Ceva Saúde Animal anuncia Nivaldo Grando como novo Vice-Presidente de Operações Comerciais no Brasil
Executivo assume a liderança com foco em crescimento sustentável, fortalecimento comercial e integração das equipes no país.

A Ceva Saúde Animal anuncia a nomeação de Nivaldo Grando como Vice-Presidente Brasil. O executivo chega à companhia com ampla experiência no agronegócio e no setor de saúde animal, trazendo uma trajetória consolidada em liderança estratégica e gestão de negócios em mercados nacionais e internacionais.
Com formação em Engenharia Agronômica, Nivaldo construiu sua carreira em empresas de relevância global, com passagens em empresas como Monsanto Brasil e Boehringer Ingelheim, onde ocupou posições em áreas de vendas, Marketing e Gerência Geral no Brasil, em países da américa do sul e Europa.
Sua experiência internacional proporcionou uma visão global dos negócios, profundo conhecimento dos mercados regionais e sólida atuação junto a parceiros e stakeholders na América Latina e na Europa.
Na Ceva, Nivaldo terá a missão de fortalecer o desempenho do negócio, impulsionar talentos e o crescimento sustentável, além de consolidar a sinergia entre as equipes locais. Sua atuação será fundamental para assegurar a solidez da operação e o alcance dos objetivos estratégicos da companhia focado na proximidade com produtores e clientes em um momento relevante para o mercado brasileiro.
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Jyga Technologies anuncia a abertura de uma quarta filial, agora no Brasil

A Jyga Technologies amplia sua presença global com a abertura da Jyga Tech Brasil, nova subsidiária na região do Paraná. Impulsionada pela forte demanda de produtores brasileiros, a empresa decidiu estabelecer uma presença local que permitirá a nacionalização de seus produtos e fortalecerá sua posição em um dos principais mercados para a suinocultura mundial.
Nos últimos dez anos, os sistemas de alimentação eletrônicos de precisão GESTAL foram adotados por operações brasileiras focadas em desempenho e bem-estar animal. Ampliando a estratégia, iniciada em 2025, com a adição de um novo Gerente de Desenvolvimento de Negócios para o Brasil, Vinicius Espeschit de Morais, a Jyga consolida agora mais uma etapa nesta estratégia de expansão, reforçando o compromisso da empresa com as pessoas, com a proximidade do mercado e com as parcerias de longo prazo.
Maior acesso às soluções Gestal
A criação da Jyga Tech Brasil permitirá que produtores brasileiros adquiram produtos GESTAL fabricado no Brasil, aumentando sua acessibilidade financeira e possibilitando o acesso a linhas de financiamento locais. A nova entidade também oferecerá suporte técnico e pós-venda local, alinhado às realidades das granjas brasileiras. A operação deverá atingir plena capacidade antes do final do terceiro trimestre de 2026.
Investindo em pessoas, investindo no Brasil
A Jyga Technologies tem orgulho de investir em talentos locais, contribuindo para o desenvolvimento econômico regional e reforçando seu compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro.
“A abertura da Jyga Tech Brasil é mais do que uma expansão; ela reflete nosso compromisso de estar presente, ouvir de perto e construir parcerias duradouras com aqueles que confiam em nossas soluções”, afirmou Natalia Rimi Heisterkamp, Vice-Presidente Executiva da Jyga Technologies e brasileira nata.



