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Bovinos / Grãos / Máquinas Para pesquisador da Embrapa

Gestão é caminho para dobrar produção de carne no Brasil

Para pesquisador Armindo Kichel, intensificar os sistemas produtivos e profissionalizar as fazendas são fundamentais para quem quer continuar na atividade pecuária nos próximos anos

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Arquivo/OP Rural

A produção nacional de carne bovina é uma das mais importantes do planeta. De acordo com o USDA, departamento dos Estados Unidos similar ao Ministério da Agricultura no Brasil, em 2019 os pecuaristas brasileiros devem produzir cerca de 10,2 milhões de toneladas, mantendo o posto de segundo maior produtor do mundo, atrás apenas norte-americanos, que devem chegar, neste ano, a cerca de 12,7 milhões de toneladas. O detalhe é que enquanto o Brasil tem mais de 230 milhões de cabeças de gado, os estadunidenses mantêm cerca de 95 milhões. Mesmo com o dobro de animais – o número engloba também o gado leiteiro -, o Brasil ainda produz menos. A diferença é o que pode se chamar de eficiência – ou deficiência – produtiva.

 No Brasil, a produtividade de arrobas por hectare, índice mais confiável para saber se a pecuária de corte está sendo bem conduzida, varia de região, até de fazenda para fazenda vizinha, mas de modo geral é inferior a outros países produtores, como Argentina e Estados Unidos. De acordo com o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, doutor em Agronomia, Armindo Neivo Kichel, a média fica em torno de 5 arrobas por hectare ao ano (5@/ha/ano), índice que, em sua opinião, poderia ser bem maior se o produtor intensificasse a produção. De acordo com ele, o país poderia, em pouco tempo, dobrar a produção de carne ao mesmo tempo em que diminuiria a área utilizada para a atividade. De acordo com ele, as palavras de ordem são intensificação e gestão.

Intensificação

Os ganhos com a intensificação, de acordo com o pesquisador, acontecem em duas frentes: por animal e por área. “Temos grandes oportunidades para os pecuaristas, mas também temos ameaças. Hoje é possível dobrarmos a produção de carne bovina com muita facilidade”, disparou em palestra que fez a produtores durante o Show Rural Coopavel, que aconteceu no início de fevereiro, em Cascavel, PR. “A grande saída do produtor é ele intensificar, quer dizer, ter mais ganho por animal e mais ganho por área. Com o animal é preciso aproveitar o potencial genético que temos, ganhando mais peso por dia, por mês, por ano”, aponta. “O produtor sai de 3, 4 arrobas para 5, 6, 7, até 8 arrobas em um animal de recria por ano”, garante o pesquisador, que também é pecuarista em Mato Grosso do Sul.

Ainda em relação ao animal, outro detalhe é a precocidade, cada vez mais exigida pelo mercado. “É preciso ter uma carne mais precoce. Faz parte da intensificação. Se eu tenho uma fazenda que abate com quatro anos e baixar para três anos eu já estou intensificando. Tudo depende do nível de intensificação, da região, do clima, do potencial da fazenda, entre outros fatores. Depende também do nicho de mercado, mas hoje é possível abater com 12, 18, 24, 30 meses. Eu diria que atualmente, uma pecuária sem restrição alimentar, com forragem de boa qualidade e gado suplementado, é possível abater fêmeas com 18 e machos com 24, mas muitas vezes observamos o abate entre 18 a 32 meses, mas tem que ser com qualidade de carne, visando exportação. Nosso caminho é melhorar a nossa qualidade”, sustenta.

A lotação, na opinião de Kichel, é um índice que precisa ser bastante melhorado no Brasil. De acordo com ele, as fazendas brasileiras possuem, de maneira geral, baixa lotação, muitas vezes por conta das pastagens degradadas e falta de profissionalismo no setor. Primeiro a gente ganha por animal, com mais peso e tendo uma carne mais precoce. Depois a gente ganha aumentando o número de animais por área. Então vou ter um ganho por animal e também por área. Intensificando o produtor pode sair de uma lotação de meio animal para 2, 3, até 8 animais por hectare, dependendo do sistema intensivo que ele vai usar”, argumenta, destacando que na pecuária de corte não existe uma fórmula que se aplique a duas fazendas. “Não existe pacote tecnológico na pecuária de corte. Cada propriedade vai se ajustar a um determinado nível tecnológico. Tem para todos os níveis tecnológicos”, argumenta.

Para ele, ganhar em peso por animal e em animal por área é a chave do sucesso para a pecuária do futuro. “Esse é o potencial da pecuária de corte do Brasil. Queremos ganhar mais por animal para ter mercado interno e externo e aumentar a produção por área”, sustenta.

“Estamos em busca de uma pecuária precoce, com carne de qualidade. Com a intensificação podemos liberar espaço da pecuária para outras atividades, como a produção de grãos, de florestas, de bicombustíveis. O Brasil pode dobrar a produção de carne bovina e aumentar em 40% a produção atual de grãos praticamente sem abrir novas áreas, usando apenas as pastagens degradadas, as áreas que já estão abertas, intensificando a bovinocultura”, menciona o pesquisador da Embrapa.

Gestão profissional

Para Kichel, a intensificação planejada somente vai acontecer se o produtor de carne do Brasil se profissionalizar. “A pecuária também precisa ser profissional como as lavouras são. A lavoura não profissional tem poucos anos de vida e o produtor acaba saindo do sistema. Se o produtor quiser ficar na atividade tem que ser mais pecuarista e menos proprietário. Precisamos que o proprietário se transforme em pecuarista, que entenda do sistema, que se associe. Hoje não intensifica quem não quer, porque acesso à informação, à tecnologia, assistência técnica o produtor á tem. Não intensifica quem não quer ganhar dinheiro”, argumenta.

A falta de uma gestão eficiente da fazenda, de acordo com o doutor Kichel, é o principal limitante para a intensificação do sistema produtivo de carne bovina. “A intensificação passa primeiramente pela gestão da propriedade. É preciso ter planejamento, capacitação da equipe, controle, fazer as contas de custos, ver gargalos, observar ameaças e oportunidades”, aponta.

De acordo com ele, é preciso lançar mão de tecnologias, que estão acessíveis ao produtor. “Para intensificar a pecuária nós temos forrageiras de qualidade, não falta genética, não falta nutrição, não falta sanidade, não falta suplementação alimentar, não falta semiconfinamento nem confinamento. Não está faltando nada para dobrarmos a produção. O que nos falta é tradicionalismo. Ainda temos pessoas que não conhecem o que precisam conhecer para fazer isso (produzir carne)”, sugere o especialista.

Ainda conforme o estudioso, é importante o pecuarista se atentar à escala para que o retorno sobre o investimento seja certo. “Um detalhe importante na intensificação é a escala. Se eu vou investir em tecnologia, adquirir infraestrutura, tenho que ter escala de produção para cobrir o investimento nessa estrutura. A escala é muito importante”, pontua. “Sabemos que dois bons funcionários conseguem recriar e engordar, dependendo da topografia, dois mil animais. Então, se eu tenho dois mil, consigo diluir os custos. Se tenho mil animais, vou diluir os custos desses dois funcionários pelos mil”, exemplifica.

O confinamento, de acordo com Kichel, precisa ser curto, pois esse modelo torna o custo de produção mais alto. “O confinamento tem que ser curto, de 40 a 90 dias, só para botar aquelas três arrobas faltantes. Não pode se empolgar ter um confinamento muito longo porque o custo é alto. As vezes o que o animal ganha no confinamento vai empatar ou dar um pequeno prejuízo (pelo custo confinado)”, diz. “Cada produtor vai escolher o sistema mais indicado”, sugere.

Mudanças em curso

Apesar do alerta dado pelo pesquisador, ele acredita que o Brasil está buscando cada vez mais a intensificação e que novos modelos de negócios, mais profissionais e eficientes, estão aparecendo nas regiões produtoras. “A pecuária brasileira vem mudando muito. Aos poucos a gente consegue observar que está tendo mais profissionalismo. As empresas investem e querem lucro, fazem as contas”, explica.

Em sua visão, uma das alternativas mais viáveis para ampliar os índices de eficiência na pecuária de corte e na produção de grãos é a integração entre lavoura e pecuária (ILP). “Hoje temos uma revolução que é a integração lavoura pecuária. A pecuária vai potencializar muito a área agrícola. Quem planta em cima de lavoura pecuária (palhada) vai colher melhor porque (a planta) sofre menos com o estresse hídrico. A produção chega a ser de cinco a 15 sacas (de soja) a mais quando por hectare quando se usa a ILP”, aponta o pesquisador. “Esses sistemas estão potencializando a pecuária de corte e leite”, amplia.

Para o produtor e pesquisador da Embrapa, além de intensificar, o produtor tem a oportunidade de diversificar sua propriedade para se manter competitivo no agronegócio. “Quem tem baixa produtividade e baixa eficiência, vai ter baixa lucratividade e vai apenas ficar na sobrevivência. Se o produtor quer ser rentável tem que partir para a intensificação, usando pecuária com lavoura, ou com suínos e aves, pecuária silvipastoril. Ele tem que buscar, dentro da propriedade, uma atividade para potencializar a outra”, assinala Armindo Kichel.

Mercado futuro

Para o pesquisador e também pecuarista, os preços baixos estão apertando as margens de lucro do produtor de carne bovina, mas esse cenário tende a melhorar a partir desse ano. Ele acredita, no entanto, que 2019 mostra um cenário para se preparar para 2020, ano em que sua opinião o pecuarista vai ganhar mais com a atividade. “Hoje estamos vendendo animais com o preço da arroba que vendíamos a quatro anos atrás, com um custo 30% maior. Aumentou os custos em todos os setores, dólar, insumos, mão de obra. Mas a gente tem uma tendência de recuperação. Espero bons preços para 2020. Temos que nos preparar agora em 2019, nos estruturar, para ganhar mais dinheiro em 2020”, sugestiona o especialista.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Micotoxinas e seu impacto negativo na atividade pecuária

Além de reduzir o desempenho e comprometerem a saúde dos animais de produção, as micotoxinas também apresentam riscos à saúde humana.

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Fotos: Divulgação/Premix

Os fungos são organismos presentes em todos os ambientes e o seu desenvolvimento pode acontecer em diferentes fases da produção de alimentos, seja durante o plantio, a colheita ou o armazenamento. Durante o crescimento, as plantas podem passar por algum estresse térmico e/ou hídrico, causado por diferentes condições climáticas que as tornam mais vulneráveis ao ataque e desenvolvimento dos fungos. O mesmo ocorre durante as etapas de colheita, ensilagem e armazenamento do material colhido.

Condições ambientais como alta temperatura e umidade excessiva favorecem o desenvolvimento de fungos nos alimentos. Esses fungos, por sua vez, produzem substâncias tóxicas que afetam tanto animais quanto humanos. As micotoxinas, compostos químicos resultantes do metabolismo de diversos fungos, servem como mecanismo de defesa para os fungos, mas podem causar grandes prejuízos na atividade pecuária, pela sua capacidade tóxica aos animais.

Como essas substâncias podem ser encontradas em diversos alimentos, desde grãos e farelos (milho, algodão, amendoim, trigo, sorgo) até palhadas (comuns em sistemas de integração) e alimentos conservados (como silagens), é importante destacar alguns cuidados para evitar a proliferação dos fungos.

Medidas essenciais

Pensando no processo de ensilagem, o teor de matéria seca ideal no momento do corte da planta, o rápido preenchimento do silo e a compactação eficiente são medidas essenciais para evitar a permanência ou entrada de oxigênio no silo, uma vez que o desenvolvimento de microrganismos aeróbicos (incluindo os fungos) são dependentes de oxigênio. Para otimizar a fermentação e reduzir rapidamente o pH, impedindo o crescimento de microrganismos, o uso de aditivos específicos pode ser uma alternativa eficaz.

Considerando que neste período do ano as chuvas diminuem, assim como a qualidade e a oferta dos pastos, o fornecimento de grãos na dieta dos bovinos aumenta. Por isso, recomenda-se que o teor de umidade dos grãos armazenados não ultrapasse 14%.

Ação

Com relação às micotoxinas, as mais encontradas e estudadas são as aflatoxinas e as ocratoxinas (Aspergillus e Penicillium), as fusariotoxinas, que possuem como principais representantes os tricotecenos, a zearalenona e as fumonisinas (Fusarium). O contato com essas substâncias pode causar distúrbios metabólicos nos animais, impactando negativamente seu desempenho e, em casos extremos, levando à morte.

De modo geral, a contaminação com essas substâncias pode ocorrer de duas formas: pela via respiratória, através da inalação dos esporos, e pela via oral, por meio da ingestão de alimentos contaminados. Os sintomas são diversos e variam de acordo com a quantidade consumida, o estado imunológico do animal e a interação entre os diferentes tipos de micotoxinas ingeridas.
Na maioria dos casos, as micotoxicoses são detectadas quando existem casos de mortalidade na fazenda. O animal pode apresentar diversos sintomas antes do óbito, como redução no consumo de alimentos, perda de vivacidade, alterações na pelagem e no comportamento, resultando em queda no desempenho produtivo.

Um ponto que precisa ser destacado é que, devido a capacidade da microflora ruminal degradar ou transformar parte das micotoxinas em substâncias menos ativas, os ruminantes apresentam maior tolerância à presença dessas substâncias quando comparados aos animais não ruminantes. Isso pode levar o produtor, de forma errônea, a negligenciar alguns cuidados básicos com o armazenamento dos alimentos ofertados aos bovinos.

Nesse sentido, é importante alertar que, mesmo mais resistentes, as micotoxinas apresentam atividade antimicrobiana que podem resultar em alteração do processo fermentativo, redução do consumo de matéria seca, menor absorção dos nutrientes, baixa fertilidade e queda na imunidade, fatores estes que comprometem o desempenho animal.

Vale ressaltar que, além de reduzirem o desempenho e comprometerem a saúde dos animais de produção, as micotoxinas também apresentam riscos à saúde humana, pois produtos de origem animal oriundos de animais alimentados com dietas contaminadas podem apresentar resíduos no leite, carne e ovos.

Sistema imunológico

Entre as manifestações toxicológicas apresentadas pelas micotoxinas, o comprometimento do sistema imunológico talvez seja a mais preocupante. Algumas micotoxinas apresentam caráter mutagênico/carcinogênico, além de estarem também associadas a várias outras doenças crônicas e agudas. Dentre as toxinas, as aflatoxinas se destacam por serem extremamente tóxicas e são consideradas um dos agentes carcinogênicos naturais mais potentes.

Diagnóstico

Por outro lado, a detecção de intoxicação por micotoxinas é um desafio dentro da fazenda, pois existem alguns fatores que podem influenciar esse diagnóstico, como uma má amostragem do alimento contaminado ou sua baixa concentração, que dificultam sua identificação. Outro ponto que deve ser ressaltado é que, mesmo após a eliminação do fungo, as micotoxinas podem estar presentes e ainda causar prejuízos no setor.

Adsorventes

Quando se pensa nos prejuízos que as micotoxinas causam e na dificuldade da sua identificação no dia a dia na fazenda, produtores e técnicos têm recorrido ao uso de adsorventes nas dietas dos animais. Esses aditivos, sem valor nutricional, quando adicionados a dieta, possuem a capacidade de se aderirem à superfície das micotoxinas presentes, formando um complexo adsorvente-micotoxina, evitando a sua absorção e eliminando-as pelas excretas dos animais.

Artigo escrito pela zootecnista, doutora em Ciência Animal e consultora técnica da Premix, Josilaine Lima – Foto: Arquivo pessoal

Os adsorventes podem ser de origem biológica (leveduras, fungos filamentosos, bactérias, algas, enzimas microbianas) ou não biológica (aluminossilicatos, carvão ativado, bentonitas). Entre os adsorventes utilizados, podemos destacar o uso da parede celular, derivada de leveduras, onde parte dos seus componentes, como celulose e hemicelulose, possuem propriedades absortivas. Já os aluminossilicatos, em particular as zeólitas, são uma classe de minerais compostos principalmente de alumínio, silício e oxigênio, também com propriedades absortivas, ligando-se a toxinas e outros microrganismos patogênicos.

É importante destacar que a eficiência do adsorvente é medida pela sua estabilidade na ligação entre o agente ligante e a toxina, em uma ampla faixa de pH, considerando todas as variações de pH no trato digestivo do animal. O uso desses aditivos na dieta também pode otimizar a utilização de nutrientes, promovendo um ambiente digestivo saudável e aumentando a absorção de nutrientes essenciais.

Para finalizar, todos os gêneros de fungos e suas respectivas micotoxinas produzidas causam danos na produção, seja na reprodução, na imunidade e no menor ganho de peso, podendo, inclusive, levar o animal à morte. Sendo assim, o uso de adsorventes torna-se uma medida eficaz para reduzir o efeito negativo dessas substâncias. No entanto, é importante ressaltar que seu uso não diminui a importância dos cuidados básicos que o produtor deve ter durante a produção, colheita e armazenamento dos alimentos, assim como a procedência dos alimentos comprados destinados à alimentação animal.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de bovinocultura de leite e na produção de grãos acesse a versão digital de Bovinos, Grãos e Máquinas, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Por Josilaine Lima Zootecnista, doutora em Ciência Animal Consultora técnica da Premix
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Bovinos / Grãos / Máquinas Animais eficientes na alimentação

ABHB e Embrapa Pecuária Sul inovam na Prova de Eficiência Alimentar

Objetivo do projeto é identificar animais mais eficientes na utilização do alimento

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Foto: Ricardo Móglia Pedra/Divulgação

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e a Embrapa Pecuária Sul anunciaram o novo formato da Prova de Eficiência Alimentar (PEA), que representa um avanço significativo na estrutura já existente. Esta evolução marca uma nova e promissora fase da parceria entre as entidades.

O objetivo do projeto continua o mesmo, identificar animais mais eficientes na utilização do alimento. As melhorias visam contribuir para o aumento da produtividade na propriedade. “Os custos de alimentação representam até 70% dos custos totais de um sistema de produção. Nesse sentido, é fundamental identificar os animais que vão transmitir para a sua progênie uma maior eficiência no uso desses alimentos para convertê-los em carne de alta qualidade. Identificando e multiplicando esses animais nós vamos tornar os sistemas viáveis economicamente, mas também mais sustentáveis, porque eles vão aproveitar melhor os recursos e vão emitir menos gases de efeito estufa por quilo de carne produzido” destacou o chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso.

Dentre as modificações, ficou definido que a próxima edição será no início do ano de 2025. É importante destacar que as vagas serão limitadas, para no máximo 30 animais de cada raça, Hereford e Braford, e já estão disponíveis para reserva. Ao longo do processo será feita a divulgação das propriedades confirmadas, indicando quantas vagas ainda estão disponíveis.

A partir de agora, a prova também contará com um banco de dados que inclui informações genéticas coletadas ao longo dos anos pela Abhb. Com esses dados de desempenho dos animais disponíveis, será possível alimentar o banco de dados para permitir que, no futuro, os pesquisadores da Embrapa possam desenvolver uma DEP para característica de eficiência alimentar a partir de uma população de referência.

“Convido a todos os produtores a participarem desta excelente oportunidade que a Embrapa nos proporciona, uma maneira de testar a nossa genética para buscar linhagens de animais mais eficientes na parte alimentar” comentou o presidente da Abhb, Eduardo Soares.

Fonte: Assessoria ABHB
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Bovinos / Grãos / Máquinas Arapoti - Paraná

Expoleite comemora 50 edições nesta semana com programação ampliada e em espaço revitalizado

A Expoleite acontece entre quinta-feira (11) e sábado (13), das 8h30 às 22 horas, a entrada e as atividades são gratuitas.

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Foto: Divulgação/Capal

A Expoleite, tradicional feira agropecuária realizada em Arapoti – Paraná pela Capal Cooperativa Agroindustrial, chega nesta semana em sua 50ª edição. A exposição, que é reconhecida nacionalmente por desfilar o aprimoramento genético do gado holandês e a qualidade do leite da bacia dos Campos Gerais do Paraná, acontece entre quinta-feira (11) e sábado (13) de julho, das 8h30 às 22 horas. A entrada e as atividades são gratuitas.

Assim como nos anos anteriores, a Expoleite será no Parque de Exposições Capal, que durante o último ano foi revitalizado e será aberto para a comunidade pela primeira vez desde o início das obras.

Entre as melhorias, estão a terraplanagem e revestimento em piso de todo o espaço interno para os expositores, as áreas de estandes da cooperativa, das empresas parceiras e o local do pavilhão principal, onde acontecem as palestras e outras atividades. Também foram criados novos banheiros para atender o volume de pessoas que passam pelo parque e o portal de entrada foi totalmente modificado para valorizar a exposição e garantir melhor acesso do público.

Para o presidente-executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga, será inaugurado um ambiente novo e diferenciado que vai facilitar a entrada e a circulação dos visitantes nas dependências do Parque de Exposições. “A cooperativa é sempre transparente com os cooperados e comunidade em geral, então vamos expor um painel com o andamento dos investimentos em infraestrutura do local e o que já está sendo planejado futuramente para ampliação do parque e adequação para, cada vez mais, expandirmos os negócios e termos uma feira marcante da raça holandesa no Brasil” declara Adilson.

Programação

Parque de Exposições Capal recebeu diversos investimentos de melhorias em sua infraestrutura; todas as atrações da feira são gratuitas e abertas para a comunidade

Nesta edição comemorativa, a feira teve a sua programação reformulada, ampliada e com muitas novidades. Uma delas será a exposição do Museu Imigrante Holandês, que vai disponibilizar um acervo contando as primeiras duas décadas da atividade leiteira na colônia de Arapoti até virar referência nacional pela qualidade do leite. Serão expostas fotografias e itens antigos que eram utilizados para manejo do gado pelos produtores. Os pioneiros também serão homenageados e terão suas histórias resgatadas no Café com Bolo, um momento de descontração, trocas de experiências e muitos aprendizados.

A Expoleite também realiza pela primeira vez o Encontro de Cafeicultores. O evento é voltado para cooperados da Capal do Paraná e de São Paulo, além de estudantes, pesquisadores e demais interessados na atividade cafeeira que, cada vez mais, sedimenta o Norte Pioneiro do Paraná como uma exímia região pela qualidade do café. O Encontro de Cafeicultores vai contar com duas palestras abordando as tendências de mercado para a safra 2024 e sobre a participação relevante do café nos negócios da cooperativa.

O Encontro dos Suinocultores também vai contar com duas palestras sobre o cenário das exportações e importações da carne suína e uma apresentação sobre a suinocultura executada pelo grupo Aurora.

A Expoleite abrange a sua programação para as diversas atividades fomentadas pela cooperativa. Portanto, o ciclo de palestras vai compartilhar diversas informações relevantes que podem ser adotadas no campo, desde a sustentabilidade nas ações diárias dentro da porteira até a abordagem dos diferentes tipos de cultura, como a soja, milho, trigo, pecuária de leite e corte, entre outras.

Durante todos os dias do evento, o público vai poder conferir as novidades do mercado agrícola com os mais de 60 expositores presentes na Expoleite, além de usufruir das bebidas e alimentos da Praça de Alimentação, que vai funcionar das nove horas às 22 horas, com música ao vivo a partir das 20 horas. O cardápio diversificado oferece yakissoba, pastéis, crepes, escondidinho de batata, salgados assados, X-pernil, batata chips, cachorro-quente, entre outros pratos.

Em paralelo, a 50ª Expoleite apresenta mais uma edição da Expo&Flor, promovido pelo Rotary Club, com exposição e vendas de flores e plantas ornamentais.

Julgamento

As estrelas da Expoleite são sempre elas, as vacas leiteiras, e na 50ª edição não poderia ser diferente. Dezenas de produtores locais se mobilizam para participar do desfile e julgamento da Raça Holandesa. A etapa realizada na Expoleite é credenciada junto à Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e integra o Circuito Nacional da Raça Holandesa.

“Estamos em uma região de altíssima qualidade do gado leiteiro. Sempre convidamos as demais cooperativas do nosso entorno para participar da nossa exposição para valorizar a qualidade dos animais de toda a bacia dos Campos Gerais. O objetivo é sempre fortalecer cada vez mais essa identidade que temos com os produtores e pecuaristas, mostrando que eles estão investindo na qualidade genética do rebanho para ter sempre uma maior produção de leite de qualidade” comenta o presidente-executivo da Capal.

Todas as informações da Expoleite 2024 podem ser encontradas no site www.capal.coop.br ou no Instagram da cooperativa (@capal_cooperativa).

Fonte: Assessoria Capal
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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