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Gestão de pessoas é pilar para propriedade ser bem-sucedida

Saber lidar, incentivar e capacitar o funcionário foram alguns pontos abordados por profissional durante o VII Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

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Não existe um segredo para o sucesso ou uma fórmula mágica para ter uma fazenda altamente produtiva. Mas adotar algumas técnicas na propriedade pode fazer a diferença para quem busca por resultados mais eficazes. E a gestão de pessoas é um dos pilares para aqueles que querem uma propriedade produtiva. A consultora e zootecnista doutora Maria Thereza Rezende falou sobre a “Importância da gestão dos recursos humanos e impactos sobre a qualidade do leite em fazendas leiteiras” durante o 7º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, que aconteceu entre os dias 07 e 09 e novembro em Chapecó, SC.

Entre os pontos destacados pela profissional estão a importância da capacitação dos funcionários, a presença do gestor na fazenda e o entendimento de que cada funcionário é diferente um do outro e é preciso saber lidar com isso. “São alguns pontos que é preciso que o gestor esteja atento. Se bem desenvolvidos, a fazenda passa a ter funcionários mais engajados, munidos de melhor comunicação e entendimento das tarefas e maior comprometimento”, conta. Além do mais, Maria destaca que os funcionários ainda têm o sentimento de gostar do que fazem e se sentirem orgulhosos e realizados.

A consultora apresentou uma pesquisa desenvolvida nas regiões do Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, onde foi questionado para 120 ordenhadores se eles sabiam qual o conceito de mastite. “Destes, somente 25% dos profissionais acertaram”, conta Maria. E foi perguntado ainda para eles qual o conceito de CCS. “Aqui também somente 10% soube dar a resposta certa”, informa. “E agora eu pergunto: como nós vamos conseguir ter uma boa qualidade no leite, ter bons índices de qualidade se os encarregados da ordenha não sabem do que estamos falando? Onde está a mentalidade gerencial das fazendas que delegam seus funcionários sem treinamento?”, questiona.

A capacitação dos funcionários é um dos pontos principais para desenvolver a atividade de forma mais eficaz, afirma Maria. “Para ter um profissional de atitude, eu preciso desenvolver a atividade, munindo ele de informações e dando treinamento. Ele até se sente mais motivado quando percebe que está crescendo e aprendendo”, comenta. A profissional afirma que as propriedades precisam buscar hoje aquele funcionário que participa, se dedique, se envolva e é criativo. “É preciso que os gestores possibilitem os colaboradores a pensar porquê estão fazendo aquela tarefa. Quando eles pensam o que acontece, conseguem descobrir novas formas de fazer a atividade, trazem maiores produtividades, menos esforço na tarefa feita e mais lucratividade, competitividade e perenidade para os negócios”, conta.

Maria afirma que hoje, no ambiente de trabalho, é preciso pessoas que saibam pensar o novo e trazer soluções antes do problema acontecer. “O que precisamos nas fazendas é de pessoas que pensam fora da caixa. Equipes que estejam engajadas, comprometidas, sejam confiáveis e motivadas para conseguir levar o negócio ao sucesso”, afirma. E a pergunta que fica é: onde estão estas pessoas? A consultora afirma que é preciso trabalhar com isso. “As pessoas precisam entender porque levantam todos os dias para trabalhar, precisam se conectar com a causa”, diz.

Outro detalhe importante destacado por Maria é que hoje as pessoas não estão mais trabalhando somente pelo dinheiro. “As pessoas querem ser reconhecidas e deixar uma marca ou legado; querem mostrar para o filho o que fazem, que fez a diferença na sociedade”, conta. Ela comenta que a mentalidade das pessoas está mudando, e é preciso se atentar a isso. “Hoje, muito mais do que somente fazer, as pessoas querem entender porque estão fazendo, para quem, para que serve. Querem enxergar o todo, não mais somente uma forma fragmentada. O trabalhador precisa se sentir parte do negócio e não somente uma peça da engrenagem”, diz.

Rotina não é monotonia

A profissional destacou ainda os benefícios de uma fazenda de leite ter rotina. “A rotina consiste em uma série de procedimentos padrões que possibilita gerar processos. É a organização da atividade, otimização do tempo, gerenciamento, eficiência e segurança”, conta. Além do mais, Maria diz que a repetitividade da tarefa gera autoconhecimento e segurança naquilo que está sendo feito. Porém, alerta para que o gestor não confunda a rotina com a monotonia. “A monotonia acontece quando a tarefa é executada sem a pessoa perceber, é um ambiente de trabalho automatizado. E isso gera risco, porque pode gerar distrações, o que pode trazer problema. Nós gestores devemos ficar atentos quanto a isso porque a monotonia leva a desmotivação”, afirma.

E a desmotivação também é motivo para dor de cabeça ao gestor. Maria confirma que o incentivo é o que impulsiona a pessoa a descobrir motivação interna, e o que leva o outro a fazer o trabalho de determinada forma. “O que podemos ver em um funcionário motivado é que ele normalmente antecipa as nossas necessidades, faz mais do que a obrigação. Para ele, a obrigação é o ponto de partida e não de chegada. É isso que devemos descobrir nos nossos funcionários, o que os impulsiona a trabalhar com excelência”, reitera. Ela ainda acrescenta que é preciso que o gestor reconheça o valor de cada um e saiba elogiar e valorizar. E estes pontos são de extrema importância, isso porque, de acordo com Maria, o que mais desmotiva um funcionário não é a remuneração, mas sim a ausência de reconhecimento e valorização.

Capacitação

A profissional reforça que a capacitação é uma excelente maneira de motivar o funcionário. “Hoje em dia manda quem detém as informações e tem competência para utilizá-las. É importante que as informações aprendidas possam ser aplicadas e transmitidas. Quando o funcionário recebe o treinamento ele precisa absorver e saber usar aquilo que aprendeu”, diz. Além disso, ela afirma que o autodesenvolvimento traz maturidade para as pessoas, o que auxilia nos trabalhos da fazenda, fazendo com que ele sabia fazer de melhor forma a parte técnica na propriedade. “O homem é o principal fator para atingir ou não o sucesso no negócio. Portanto, o produtor deve ser um líder capaz de engajar ao máximo a sua equipe”, finaliza.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de novembro/dezembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor

Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado”  – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável

Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.

No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.

Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.

“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27

Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.

A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina

Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.

A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.

Fonte: Assessoria ABIEC
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