Suínos Nesta terça-feira
Gestão de pessoas abre programação científica do 14º SBSS
A capacitação das equipes que atuam nas granjas, diante de um mercado cada vez mais exigente, traz benefícios a toda a cadeia de suínos. Estratégias de gestão com essa finalidade iniciaram os debates do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), nesta terça-feira (16). O evento segue até quinta-feira (18), em formato híbrido, presencialmente no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), e com transmissão online ao vivo.

A capacitação das equipes que atuam nas granjas, diante de um mercado cada vez mais exigente, traz benefícios a toda a cadeia de suínos. Estratégias de gestão com essa finalidade iniciaram os debates do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), nesta terça-feira (16). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o evento, que vai até quinta-feira (18), acontece em formato híbrido, presencialmente no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), e com transmissão online ao vivo. O presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, abriu a programação, dando boas-vindas a todos os participantes.
Na primeira palestra, “Capacitar as equipes de granjas, esse é o caminho para o sucesso?”, o CEO da Agriness, Everton Gubert, reforçou a importância de criar processos que incentivem o cuidado e o desenvolvimento dos profissionais que atuam nas granjas. “Capacitar equipes é um caminho, mas é somente um pedaço do processo de sucesso de uma granja. Muito mais do que capacitar, nós temos que cuidar das pessoas. É muito importante que a empresa consiga proporcionar uma estrutura que ofereça uma projeção de crescimento de carreira às pessoas.”
Gubert, que é autor do livro e da metodologia de aceleração de produtividade chamado Pensamento+1 e liderança do ecossistema de inovação no Brasil, apresentou um esquema simplificado para incentivar cada granja, independente do tamanho, a colocar em prática uma jornada do talento. Desde a entrada do profissional, no recrutamento, passando pelo treinamento e acompanhamento de desempenho até o desligamento, cada etapa deve ser gerida estrategicamente.
Para o especialista, as granjas que desenvolvem pessoas são as melhores granjas e o papel do líder é essencial. “Liderança é a coisa mais importante que uma empresa tem, porque ela é responsável por mostrar aos profissionais o melhor de cada um. Pessoas e liderança são os elementos que precisamos para atingir uma gestão de excelência. A pressão por qualidade na produção só aumenta e entender de pessoas é imprescindível. Se você não tem uma empresa com um processo de gestão claro e o profissional não vê uma perspectiva de crescimento, ela não vai permanecer ali e será cada vez mais desafiador trabalhar com produção animal”, finalizou.
O segundo palestrante do bloco, o engenheiro agrônomo Naldo Dalmaso, abordou ferramentas que veterinários, zootecnistas e demais profissionais do setor podem usar no treinamento de adultos. Com vasta experiência em formação de equipes de campo para extensão rural e gestão de processos, o consultor afirmou que é indispensável ter ferramentas em três áreas do saber: liderança, método e conhecimento técnico.
Naldo abordou os métodos que possuem maior fixação no ensino da andragogia e as variáveis que fazem toda a diferença nesse processo, como a questão geracional. “Nós trabalhamos com diferentes gerações nas propriedades e temos que aprender com isso, pois o contexto histórico de cada geração influencia no seu comportamento e tomada de decisão. Eu tenho que entender que não estou falando de apenas um adulto, mas de diferentes gerações na minha equipe.”
De acordo com o consultor, os adultos devem ter o desejo de aprender, o que pode ser estimulado, mas nunca imposto. “O aprendizado do agricultor adulto deve estar relacionado a situações reais. Ele aprende melhor em um clima participativo e informal e suas vivências precisam ser consideradas.”
Ao compartilhar suas experiências na extensão rural, Naldo enfatizou que o desafio dos veterinários e zootecnistas é alterar a informação que está presente na mente do produtor, mudando o enfoque dessa informação e mostrando o efeito econômico das mudanças que precisam ser adotadas na granja. “Os produtores querem saber o custo-benefício das tecnologias, eles consideram os riscos e seus objetivos estão sempre ligados a pontos como sobrevivência e lucro. É preciso entender o adulto, sua lógica, fazer o diagnóstico das
pessoas e o que influencia nas suas tomadas de decisão”, encerrou Naldo.
Inscrições
As inscrições para o 14º SBSS estão no terceiro lote. O investimento é de R$ 600 (para o evento presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes. Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes.
O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair, que ocorre em paralelo ao 14º SBSS, é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento. As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br.
Somando forças
O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc). O Jornal O Presente Rural é veículo de comunicação oficial do evento.
Programação Científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura:
Terça-feira (16)
14h – Abertura da Programação Científica
Painel Gestão de Pessoas
14h05 às 14h45 – Capacitar as equipes de granjas, esse é o caminho para o sucesso?
Palestrante: Everton Gubert
14h50 às 15h30 – Estratégias de treinamento de adultos. Como os adultos aprendem?
Palestrante: Naldo Dalmazo
15h30 às 15h50 – Questionamentos
15h50 às 16h20 – Intervalo
16h20 às 17h – Comunicação eficaz: minha equipe entende o que é necessário?
Palestrante: Leandro Trindade
17h às 17h30 – Questionamentos
17h40 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h40 – Palestra de Abertura – Crie soluções: superando desafios com criatividade
Palestrante: Amyr Klink
20h – Coquetel de Abertura – na PIG FAIR
Quarta-feira (17)
Painel Biosseguridade
08h às 08h40 – Biosseguridade: está na hora de parar com o “faz de conta”. Será que compreendemos o significado dos desafios sanitários? Uma visão de dentro da granja
Palestrante: Nelson Morés
08h45 às 09h25 – Estratégias de redução da pressão de infecção em um sistema de produção: entendendo e aplicando programas de limpeza e desinfecção
Palestrante: Anne Caroline De Lara
09h25 às 09h45 – Questionamentos
09h45 às 10h05 – Intervalo
Painel Gestão da Informação
10h05 às 10h45 – Gestão em tempos de crise: cortar custos sempre é a melhor solução?
Palestrante: Iuri Pinheiro Machado
10h50 às 11h30 – Tomada de decisão baseada em dados: experiência norte-americana na análise de informações em banco de dados de diagnósticos na suinocultura
Palestrante: Daniel Linhares
11h30 às 11h50: Questionamentos
11h50 às 14h – Intervalo para almoço
12h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade (Jurij Sobestiansky)
14h às 14h40 – Peste Suína Africana: como está o cenário mundial atual?
Palestrante: Leandro Hackenhaar
14h45 às 16h – Mesa Redonda: Agentes respiratórios? Estamos dando a real importância aos diagnósticos?
Palestrantes: Danielle Gava, David Barcellos e Karine Takeuti
Moderador: Geraldo Alberton
16h às 16h20 – Intervalo
16h20 às 17h – Estratégias de diagnóstico e controle de meningite estreptocócica: como enfrentar este agente e sua diversidade antigênica?
Palestrante: Rafael Frandoloso
17h05 às 17h45 – Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!
Palestrante: Jalusa Deon Kich
17h45 às 18h05 – Questionamentos
18h15 às 19h15 – Evento Paralelo Zoetis
19h15 – Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (18)
Painel Nutrição e Reprodução
08h às 08h40 – Efeito da matéria-prima no desempenho e saúde intestinal dos suínos
Palestrante: Gabriel Cipriano Rocha
08h45 às 09h25 – Imunonutrição: como manejar a imunidade através da nutrição
Palestrante: Breno Castelo Beirão
09h25 às 09h45 – Questionamentos
09h45 às 10h05 – Intervalo
10h05 às 10h45 – Perdas reprodutivas na produção de suínos: diagnóstico situacional e alternativas de correção
Palestrante: Rafael Ulguim
10h50 à 11h30 – Prolapsos uterinos: fatores predisponentes e abordagem para o controle
Palestrante: Augusto Heck
11h30 às 11h50 – Questionamentos
12h – Sorteios e encerramento

Suínos
Núcleo da suinocultura do Paraná reage à autorização para recolha de suínos mortos
Frimesa e Coopavel divulgaram comunicados nos quais reafirmam a manutenção dos protocolos sanitários atuais e rejeitam a retirada de carcaças das propriedades, sob argumento de proteção da biosseguridade e do mercado exportador.

A autorização inédita concedida no Paraná para recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos em propriedades rurais provocou reação no centro da suinocultura estadual. Após a formalização, pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do primeiro credenciamento para esse tipo de operação, Frimesa e Coopavel divulgaram comunicados nos quais informam que não adotam a retirada de suínos mortos das propriedades e defendem a manutenção dos procedimentos sanitários já em vigor. A Adapar oficializou o credenciamento da A&R Nutrição Animal, de Nova Aurora, com base na Portaria nº 012/2026.
Na comunicação assinada pelo presidente executivo Elias José Zydek, a Frimesa informa que o Conselho de Administração decidiu “manter os procedimentos sanitários atuais, dentre os quais, a não retirada dos suínos mortos das criações nas propriedades rurais”. No mesmo texto, a cooperativa afirma que “a sanidade e as normativas de biossegurança no Sistema de Integração Suinícola das Cooperativas Filiadas e Frimesa deverão ser cumpridas em conformidade com a legislação vigente, bem como para garantir as habilitações para as exportações”.
A Coopavel adotou tom ainda mais direto. Em comunicado, a cooperativa afirma que “não autoriza e não adota a prática de recolhimento de carcaças”. Na sequência, lista os motivos para a posição institucional. Segundo o texto, a coleta “facilita a disseminação de vírus e bactérias entre as propriedades”, aumenta o risco sanitário dos plantéis, pode comprometer o status sanitário da região e afeta diretamente a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva suinícola”. A orientação da cooperativa é para que “carcaças de suínos devem ser destinadas corretamente na própria propriedade, seguindo as orientações técnicas da Coopavel”.
Resistência
A manifestação das duas cooperativas expõe que, embora o credenciamento tenha sido autorizado pela Adapar, sua adoção prática encontra resistência justamente entre agentes de peso da cadeia integrada de suínos no Paraná. Na prática, o que está em disputa não é a existência do ato regulatório, mas a aceitação, dentro dos sistemas de integração, de um modelo que envolve circulação externa para recolhimento de animais mortos.
Com os comunicados de Frimesa e Coopavel, o tema passa a ter uma nova dimensão. O credenciamento existe, está formalizado e tem respaldo normativo. Ao mesmo tempo, cooperativas centrais da suinocultura paranaense deixam claro que, em seus sistemas, o protocolo permanece sendo a destinação dos animais mortos dentro da própria propriedade, sob a justificativa de biosseguridade, proteção sanitária e preservação das condições exigidas pelos mercados exportadores.
Compostagem
A própria Adapar afirma que a retirada de animais mortos por terceiros continua proibida, sendo permitida apenas para empresas credenciadas, e reforça que o principal destino dos suínos mortos “ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”. O órgão também destacou que o manejo dentro da propriedade reduz riscos sanitários e advertiu que empresas credenciadas não devem adentrar áreas limpas das granjas, para evitar contaminação cruzada.
A autorização concedida pela Adapar prevê que a empresa credenciada poderá recolher, transportar, processar e destinar animais mortos e resíduos da produção pecuária no Estado, com validade de três anos. A portaria também veda o recolhimento de carcaças oriundas de outros estados e proíbe o uso dos produtos gerados no processamento na fabricação de alimentos para consumo animal ou humano. Segundo a publicação, o material processado tem como destino biocombustível, indústria química e fertilizantes.
Suínos
ABCS reúne produtores para discutir integração na suinocultura
Encontro online marca início de agenda voltada ao fortalecimento da relação com agroindústrias.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou, na última quarta-feira (16), a 1ª Reunião do Departamento de Integração, reunindo representantes de diferentes regiões do país em um encontro online voltado ao fortalecimento da relação entre produtores integrados e agroindústrias.
A abertura foi conduzida pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, e pelo conselheiro de Integração e Cooperativismo da entidade, Alessandro Boigues. Ambos destacaram o papel estratégico do departamento para 2026 e reforçaram a importância da organização dos produtores por meio das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs). Segundo Boigues, a ABCS está à disposição para apoiar demandas específicas das comissões, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências entre os produtores.
“O distanciamento entre a alta gestão de algumas agroindústrias e a realidade enfrentada na base da produção é uma realidade. Por isso, aproximar esses dois níveis deve ser uma prioridade para avançarmos nas relações de integração no país”, destacou o conselheiro.
Contratos de integração exigem atenção técnica e jurídica
A primeira agenda teve como prioridade o debate sobre os contratos de integração, com base na Lei nº 13.288/2016. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a questão contratual é hoje um dos pontos mais sensíveis da suinocultura brasileira. “Precisamos garantir que os contratos reflitam, de fato, equilíbrio e transparência na relação entre produtores e agroindústrias. A Lei de Integração existe para dar segurança jurídica, mas ela só se efetiva quando é compreendida e aplicada na prática. O fortalecimento das CADECs é fundamental nesse processo, porque é na base que os desafios aparecem e precisam ser enfrentados com organização e diálogo”, destacou.
A reunião contou ainda com a participação da advogada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Karoline Cord Sá, que reforçou a necessidade de maior clareza nos critérios técnicos que definem a remuneração dos produtores, além de alertar sobre cláusulas que podem gerar desequilíbrio contratual. O encontro foi encerrado com espaço para troca de experiências entre os participantes, reforçando a importância da atuação coletiva para garantir maior equilíbrio, transparência e segurança jurídica nas relações de integração.
A iniciativa marca o início de uma agenda estruturada do Departamento de Integração da ABCS para 2026, com foco em ampliar o protagonismo dos produtores e consolidar boas práticas nas relações contratuais do setor suinícola.
Suínos
Startup desenvolve tecnologia inédita para reduzir natimortalidade na suinocultura
Equipamento em fase de protótipo auxilia o parto e busca reduzir perdas nas granjas.

A Pigma Desenvolvimentos, startup com sede em Toledo, desenvolveu uma cinta massageadora voltada a matrizes suínas para auxiliar no trabalho de parto.
O projeto, chamado PigSave, utiliza estímulos físicos que favorecem a liberação natural de ocitocina, contribuindo para a redução dos índices de natimortalidade. O equipamento também busca diminuir o estresse e a dor dos animais, além de aumentar a produção de colostro. A proposta é substituir ou otimizar a massagem que normalmente é realizada de forma manual durante o parto.
Segundo o CEO Marcelo Augusto Hickmann, o desenvolvimento da solução passou por um processo de reestruturação, com foco no aprimoramento do produto e na validação por meio de pesquisa aplicada. A iniciativa tem como objetivo ampliar o bem-estar animal e melhorar a usabilidade da tecnologia no campo.
O equipamento ainda está em fase de prototipagem, com ajustes e testes para mensurar os resultados. A empresa também mantém parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao projeto.
Fundada em 2020, a Pigma Desenvolvimentos atua na criação de soluções tecnológicas voltadas a demandas industriais e do agronegócio, com foco em automação e ganho de produtividade. Seus projetos integram hardware e software para atender necessidades específicas de produtores e empresas do setor.





