Notícias
Gestão de fazenda: entenda sobre etapas da agropecuária, criação de rebanhos e plantio
Gilson Silverio da Silva, professor e coordenador do curso de Engenharia Agronômica da Unifran, explica quais são as principais estratégias adotadas para ter uma fazenda de sucesso.

Sempre ouvimos falar sobre fazendas, mas curiosamente, a maioria das pessoas não sabe como funciona cuidar desse local. Para além dos animais e plantações, a propriedade rural é uma empresa a céu aberto, portanto os cuidados são inúmeros, como verificar se está cumprindo todas as leis ambientais e se tem pago todos os impostos e taxas. Este tipo de atividade envolve muito esforço e tarefas das quais nenhum gerente responsável pode ignorar.
Gilson Silverio da Silva, professor e coordenador do curso de Engenharia Agronômica da Universidade de Franca (Unifran), instituição pertencente ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, destaca que, para cuidar de uma fazenda, dentro da porteira é preciso administrar desde a entrada de insumos até o cultivo das culturas, assim como a criação dos animais.
“O produtor pode começar realizando um planejamento com o objetivo de explorar alguma cultura ou animal que possa adaptar-se mais as condições do solo e do clima da região a qual a propriedade está localizada.”
Etapas da agropecuária, criação de rebanhos e plantio
O planejamento é fundamental, pois as tomadas de decisões serão baseadas nas informações obtidas a partir do planejamento das principais etapas: como no caso da criação dos animais será necessário escolher a espécie e a raça que se adaptam as condições do solo, da topografia do terreno e o clima da região em que a propriedade se localiza. Depois é verificado se há disponibilidade de água e alimento suficiente para atender a demanda dos animais, dimensionar as instalações zootécnicas necessárias para realizar os principais manejos dos animais, como currais, barracões e cochos, mas também dimensionar o armazenamento dos alimentos.
As etapas no caso da implantação das culturas estão ligadas a escolha das espécies e suas respectivas cultivares que melhor se adaptam as condições do clima da região, do solo e da topografia do terreno da propriedade.
Características necessárias para um local ser considerado uma Fazenda
• Uma fazenda deve ter boa localização, estar próximo a áreas urbanas, porém, se possível não estarem localizadas dentro das cidades e ter boas estradas que ofereçam o melhor acesso possível para receber insumos e escoar a produção;
• Ter no mínimo uma fonte de água dentro da propriedade, com capacidade para abastecer o consumo humano e dos animais, e caso haja grande volume de água disponível na propriedade, as culturas plantadas poderão ser irrigadas;
• Verificar se a propriedade está respeitando as leis do país e que não esteja com passivos ambientais e nem esteja dentro de reservas indígenas.
A engenharia agronômica relaciona-se com a criação e cuidado de uma fazenda na orientação em todas as etapas que envolvem o planejamento, o orçamento, a instalação, a execução, o andamento da criação e das culturas, até a comercialização.
“O profissional pode colaborar em todas as etapas da produção da propriedade rural, contudo, o produtor tem autonomia e o engenheiro agrônomo tem que ter consciência que o seu papel é oferecer as mais iversas orientações, mas sempre oferecendo as melhores opções para que o empreendimento do produtor seja economicamente, socialmente e ambientalmente sustentável e viável”, ressalta Gilson Silverio da Silva, professor e coordenador do curso de Engenharia Agronômica da Unifran.
O orçamento é resultado de uma pesquisa prévia de todos os fluxos financeiros envolvidos no projeto (receitas, despesas e investimentos). Ele é elaborado caso a caso. “O ano safra ou ano agrícola de uma cultura poderá ser planejado, com base nas informações obtidas e assim ter conhecimento do custo total necessário para produzir e garantir que todas as despesas sejam pagas durante o novo ano agrícola”, explica o docente da Universidade de Franca.
O gerenciamento da evolução da lavoura em tempo real ainda é uma novidade e, portanto, não é feito por todos os produtores, e quando é feita ainda depende da presença de pessoas para realizar os levantamentos enviando informações para um banco de dados em tempo real.
“No entanto, já é possível, com a utilização de softwares conectados por internet 5G aos drones e também com sensores em estações agrometeorológicas instaladas em alguns setores da fazenda entre os talhões das culturas que podem enviar informações em tempo real sobre as condições da evolução da cultura, de incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, bem como dados agrometeorológicos como precipitação, a temperatura e umidade relativa durante o monitoramento da lavoura em tempo real”, destaca Gilson.
Por fim, o professor salienta que, a manutenção de todo o maquinário da fazenda é fundamental. “A agropecuária independente do modelo que for praticada, os tratores, os implementos e as colhedoras são muito importantes para que as operações sejam feitas da melhor forma possível e sejam realizadas no período adequado para cada operação”, finaliza.

Notícias
MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
Notícias
Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
Notícias
Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








