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Gerente da Lar Cooperativa recebe prêmio nacional da avicultura

Na Lar Cooperativa, Lérida iniciou sua trajetória há 22 anos, atuou como responsável pelo controle de qualidade, depois como gerente da Unidade Industrial de Aves em Matelândia e atualmente é a coordenadora geral das indústrias da Lar, o que corresponde a um abate na ordem de 1 milhão de aves/dia

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Maria Antônia Ferreira, diretora da Enterprise (organizadora do evento), Lérida Fantin de Vargas e o prefeito da cidade de Lambari Ângelo Duarte de Menezes Alves,- Fotos: Divulgação

Lérida Fantin de Vargas em seu pronunciamento durante a solenidade de entrega do Prêmio Carne.

A médica veterinária e gerente geral das quatro indústrias de frango da Lar, Lérida Fantin de Vargas, recebeu o Prêmio Carne Forte na capital paulista em 15 de março. A gerente da Lar Cooperativa foi a homenageada nacional como destaque na avicultura. O Prêmio Carne Forte reconhece e valoriza os profissionais, e também autoridades, que foram importantes na cadeia produtiva de proteína animal, abrangendo os setores de aves, suínos, bovinos, pescados, entre outros. A votação é feita pelos profissionais do setor das indústrias de carnes e imprensa especializada, que definem os melhores do ano em cada categoria.

Na Lar Cooperativa, Lérida iniciou sua trajetória há 22 anos, atuou como responsável pelo controle de qualidade, depois como gerente da Unidade Industrial de Aves em Matelândia e atualmente é a coordenadora geral das indústrias da Lar, o que corresponde a um abate na ordem de 1 milhão de aves/dia.  “Me sinto realmente honrada de através da Lar Cooperativa poder representar a avicultura e receber esse reconhecimento. Somos um time, crescemos juntos, equipe técnica do campo, comercial, qualidade, rh, equipes das indústrias dedicadas, muita gente envolvida. Esse prêmio é da Avicultura da Lar, divido com todos este mérito”, afirmou a gestora ao expressar a sua gratidão pelo reconhecimento. Vale destacar que a premiação aconteceu no mês da mulher, e esse ano foi a primeira vez em que uma mulher recebeu o Prêmio Carne Forte como destaque profissional.

Além das funções de gerência exercidas na Lar, a relevância da Lérida na avicultura se dá devido à forte atuação dela em nível nacional nas entidades, Ministério da Agricultura, Sindiavipar, representando tecnicamente o setor, contribuindo na busca constante pela sanidade e lutando pela causa de aliar produção com qualidade e viabilidade das indústrias.

 

Trajetória e visão profissional

Em sua carreira, Lérida atua há praticamente 30 anos na avicultura, além de médica veterinária, ela é mestre em tecnologia de alimentos e possui diversas especializações, o que evidencia a sua busca por constante capacitação para estar bem preparada no que tange a cadeia produtiva de aves e um produto de qualidade para o consumidor final.

Após a aquisição da quarta indústria de aves da Lar, surgiu a necessidade de uma gestão 360 graus, e com a missão de contribuir para otimizar os processos, produção detalhadamente planejada, e zelar pela padronização de todos os produtos o que detalham as atuais responsabilidades da gestora.

Ao ser questionada sobre quais seriam os pontos de destaque em sua trajetória e que contribuíram para que se tornasse a referência que é hoje para o setor avícola ela menciona três. Inicialmente ela relata a importância da atualização e do conhecimento devido ao dinamismo do mundo global, o profissional precisa estar preparado.

O segundo ponto mencionado por ela é a comunicação com o quadro de funcionários, considerando os quatro frigoríficos são mais de 18 mil pessoas, “São o nosso grande patrimônio, precisamos cuidar delas, estar próximo, acompanhando, dar atenção, orientar, ensinar e tratar diferentes situações que ocorrem no dia a dia”, relata Lérida e complementa que da mesma forma é tarefa do gestor e de toda equipe zelar pela conservação dos equipamentos e estrutura.

E o terceiro tópico destacado por ela é o aperfeiçoamento contínuo para o autodesenvolvimento, reforçando temas como estudar outro idioma e inovação, indispensáveis no cenário atual na visão dela.

Léria encerrou a entrevista ressaltando a importância do papel dos avicultores na cadeia produtiva do frango.  De acordo com ela a qualidade do produto final é definida nos aviários. “O frigorífico não consegue mudar nada do que ele recebe, é apenas o local que transforma a matéria-prima em cortes e industrializados”, ressaltou ao agradecer pela dedicação de cada avicultor da Lar Cooperativa que faz parte desse amplo processo produtivo.

 

Fonte: Assessoria

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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