Avicultura
Geopolítica ganha protagonismo nas decisões do agro, ressalta especialista no SBSA
Cientista político Heni Ozi Cukier trouxe uma análise dos principais movimentos geopolíticos e econômicos que influenciam o cenário internacional e impactam diretamente setores estratégicos como o agronegócio.

“Decisões políticas, conflitos e alianças internacionais impactam diretamente a economia e os mercados”, afirmou o cientista político, professor e palestrante Heni Ozi Cukier (HOC), durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), organizados pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), na última terça-feira (07), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
Com o tema Cenários Globais 2026, a palestra trouxe uma análise dos principais movimentos geopolíticos e econômicos que influenciam o cenário internacional e impactam diretamente setores estratégicos como o agronegócio. Reconhecido por sua atuação na área de relações internacionais, Heni iniciou a apresentação destacando a importância de ampliar a forma de interpretar o cenário global.

Professor e palestrante Heni Ozi Cukier (HOC): “A geopolítica explica como o ambiente, ‘o tabuleiro’, influencia o comportamento, a cultura, a riqueza e as decisões dos países, ‘o jogo’” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
Segundo ele, analisar o mundo apenas pela ótica econômica já não é suficiente. “Tentar explicar o mundo somente pela economia não funciona. As decisões são influenciadas por relações de poder, interesses políticos e fatores estratégicos. A tomada de decisão, mesmo quando parece racional, está sempre subordinada à política”, pontuou, ressaltando: “Relações comerciais são, na prática, relações de poder. Existe interdependência econômica, mas essa dependência nunca é neutra. Sempre há interesses e disputas envolvidos”.
Durante a apresentação, HOC também trouxe uma abordagem conceitual sobre geopolítica, destacando que ela vai além do estudo de conflitos. Segundo ele, trata-se de uma forma de compreender o mundo a partir da relação entre espaço geográfico e decisões históricas. “A geopolítica explica como o ambiente, ‘o tabuleiro’, influencia o comportamento, a cultura, a riqueza e as decisões dos países, ‘o jogo’”, contextualizou.
Ao longo da palestra, o especialista apresentou reflexões sobre os principais cenários globais projetados para os próximos anos e discutiu como essas transformações impactam diretamente a competitividade econômica, a logística, o desenvolvimento territorial e a inserção internacional de diferentes regiões e setores.
Para HOC, compreender geopolítica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica. “O que acontece no cenário internacional impacta diretamente todos os países, os setores e atividades econômicas. Não dá para olhar o mundo de forma isolada. Nenhum governo, empresa ou setor consegue funcionar plenamente sem entender as forças geopolíticas que moldam o mundo”, acrescentou.
Cenário atual
Ao contextualizar o cenário atual, o palestrante citou o chamado “tarifaço” como um dos principais acontecimentos de 2025, evidenciando

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
o retorno de políticas mais protecionistas no comércio internacional. Segundo ele, o movimento reforça como decisões políticas impactam diretamente cadeias produtivas globais. “Medidas como o aumento de tarifas mostram que o comércio internacional não é regido apenas por lógica de eficiência, mas por interesses estratégicos dos países”, destacou.
O especialista ressaltou que as relações comerciais vão além de trocas econômicas, sendo também expressões de poder e influência. “Relações comerciais são, na prática, relações de poder. Existe interdependência econômica, mas essa dependência nunca é neutra. Sempre há interesses e disputas envolvidos”, afirmou.
HOC destacou que aqueles que conseguem incorporar essas análises ao planejamento estratégico tendem a se posicionar melhor no mercado. “Se antes o foco estava quase exclusivamente na economia, atualmente isso não basta mais. A economia, sozinha, não explica a complexidade do cenário global”, concluiu.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “Falar de avicultura é, antes de tudo, falar de pessoas” – Foto Suellen Santin/MB Comunicação
Solenidade de abertura
Antecedendo a palestra, a cerimônia oficial de abertura do evento reuniu lideranças do setor, autoridades e representantes da cadeia produtiva. Em seu pronunciamento, a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destacou o papel do Simpósio como espaço de construção de conhecimento e conexão entre os diferentes elos da cadeia avícola. “Falar de avicultura é, antes de tudo, falar de pessoas. Pessoas que acordam cedo todos os dias, que trabalham com dedicação, responsabilidade e um propósito muito claro: produzir alimento de qualidade e contribuir com a segurança alimentar do mundo”, afirmou.
A presidente ressaltou o protagonismo da proteína avícola no cenário global. Segundo dados da ABPA, a produção mundial de carne de frango alcançou 105,8 milhões de toneladas em 2025, com projeção de crescimento para 107,5 milhões de toneladas em 2026, consolidando o frango como a proteína animal de maior expansão no mundo.
Dentro desse contexto, Aletéia enfatizou a posição estratégica do Brasil. “Somos o segundo maior produtor mundial, com cerca de 15,6 milhões de toneladas, mas ocupamos a liderança nas exportações, com aproximadamente 5,3 milhões de toneladas embarcadas em 2025, gerando uma receita próxima de 9,8 bilhões de dólares. Isso representa cerca de 38% de tudo o que é comercializado entre países”, pontuou.
Mercado interno
Aletéia também salientou a relevância do mercado interno, com consumo per capita de 47,3 quilos por habitante ao ano, um dos mais elevados do planeta. “Estamos presentes em mais de 150 mercados, levando alimento de qualidade, segurança sanitária e confiança para milhões de pessoas, ao mesmo tempo em que abastecemos o mercado interno com uma proteína acessível, eficiente e essencial”, destacou.
Segundo ela, esse cenário ilustra a responsabilidade do setor e a importância de eventos como o SBSA. “É com esse espírito de relevância e

Prefeito de Chapecó, Valmor Scolari: “É uma honra receber profissionais e representantes do setor produtivo e empresarial de diferentes regiões. Trata-se de um grande evento, que movimenta a economia e fortalece o conhecimento científico no município” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
de compromisso com o futuro que nos reunimos neste encontro de conexão, troca e construção coletiva”, afirmou.
A presidente também destacou o papel social da entidade e o impacto das ações desenvolvidas junto às instituições beneficentes. “Nosso compromisso vai além do técnico. Buscamos transformar nossos eventos em plataformas de impacto social, valorizando o trabalho das entidades e ampliando o alcance dessas ações na comunidade”, ressaltou.
Aletéia lembrou que a edição deste ano tem um significado especial. “Celebramos os 55 anos do Nucleovet e os 65 anos da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (SOMEVESC), com uma trajetória construída com base em conhecimento, cooperação e desenvolvimento do setor”, ressaltou.
O prefeito de Chapecó, Valmor Scolari, também comentou o impacto do evento para o município e para o setor produtivo. “Para Chapecó, é uma honra receber profissionais e representantes do setor produtivo e empresarial de diferentes regiões. Trata-se de um grande evento, que movimenta a economia e fortalece o conhecimento científico no município. Ficamos muito felizes com essa parceria com o Nucleovet”, afirmou. O prefeito também ressaltou a importância de iniciativas que incentivam o apoio às entidades beneficentes.
Ação social
Tradicionalmente, o Nucleovet promove ações sociais em seus eventos. Nesta edição do Simpósio, todo o lucro arrecadado com a NúcleoStore, loja de artigos personalizados, será doado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste (Avhro) e parte das inscrições do simpósio à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó. O Nucleovet também realizou uma apresentação institucional para ilustrar a importância das ações sociais desenvolvidas pela entidade. A iniciativa teve como objetivo mostrar aos participantes de diversas regiões do Brasil e também do exterior, o impacto das ações realizadas ao longo do ano, bem como o trabalho das instituições beneficiadas.

Tradicionalmente, o Nucleovet promove ações sociais em seus eventos. Nesta edição do Simpósio, parte das inscrições do simpósio à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
Representando a Avhro, participaram a presidente Édia Lago e a vice-presidente Maria Assunta Mesalira. Pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, estiveram presentes a presidente Nelsi Terezinha Lanzarini Rigo e a vice-presidente Liliane Sales Pedroso. Também acompanharam a solenidade representantes do Nucleovet: o vice-presidente Marcelo Rocha Nogueira, a tesoureira Claudia Moita Zechlinski dos Santos, a diretora social Celita Mattiello e a coordenadora da NúcleoStore, Amanda Santos, que reforçaram o convite para contribuição à causa
Avhro
A Avhro completa em 2026 24 anos de atuação, destacando-se como uma das principais entidades de voluntariado da região oeste. Sob a presidência de Édia Lago, a associação conta atualmente com mais de 300 voluntárias e tem como objetivo auxiliar o Hospital Regional do Oeste (HRO), o Hospital da Criança de Chapecó e o Hospital Nossa Senhora da Saúde, em Coronel Freitas, contribuindo para o bem-estar físico, social, psicológico e humanitário da comunidade.
Rede Feminina
A Rede Feminina de Combate ao Câncer atua há 43 anos em Chapecó e, desde 2007, mantém uma Casa de Apoio que oferece hospedagem, alimentação e transporte gratuitos para mulheres e crianças em tratamento oncológico vindas de outras cidades da região. O espaço conta com 14 apartamentos com banheiro, além de toda a estrutura necessária para acolhimento, incluindo alimentação, lavanderia e transporte até as unidades de saúde.

Avicultura
Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul
Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.
Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.
A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.
Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.
Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.
Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav
sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.
Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.
A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.
Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.
Avicultura
Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária
Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav
Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.
Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.
Auditorias apontam evolução das granjas
Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.
A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav
granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.
Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.
Biosseguridade ganha protagonismo
A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.
Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav
Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.
Mercado e competitividade
O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.
Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.
Selo reconhece boas práticas
Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.
Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav
desenvolvidas pela iniciativa.
Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.
Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.
Avicultura
Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa
Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.
Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.
Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.
No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.
A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.
Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.



