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Gentatec Mastite 150 mg volta a integrar a linha de soluções da Chemitec Agro-Veterinária
Medicamento de aplicação intramamária atua diretamente no úbere e traz a potência da gentamicina contra as principais bactérias causadoras da mastite

A Chemitec Agro-Veterinária, empresa especializada em medicamentos e soluções inovadoras para a saúde de pequenos e grandes animais, anuncia o retorno do Gentatec Mastite 150 mg. Referência contra as principais bactérias causadoras da mastite, o medicamento é de aplicação intramamária, combatendo a infecção no local afetado.
O antibiótico Gentatec Mastite 150 mg possui gentamicina como princípio ativo e é indicado para o tratamento de mastite grau 1 em bovinos, sendo eficaz contra as principais bactérias causadoras da mastite. Ele age na cura da infecção e na preservação da integridade do úbere, evitando sequelas que diminuem a produção futura.
Na versão de 150 mg, o produto proporciona um menor período de descarte de leite após o tratamento, o que significa mais lucro na produção. “O descarte previsto é de apenas seis dias. Ou seja, em menos de uma semana do final do tratamento, a produção já volta à normalidade”, destaca Nayara Azevedo, médica-veterinária e coordenadora de marketing da Chemitec Agro-Veterinária.
Nayara explica que a mastite é uma das doenças mais comuns que afeta e prejudica a produção de leite em bovinos. A infecção é causada por bactérias e agentes infecciosos, podendo afetar um ou mais quartos da glândula mamária. “Uma infecção como esta, além do desconforto ao animal, afeta diretamente a produção. Todo leite contaminado deve ser descartado, o que já representa um prejuízo financeiro enorme”, acrescenta.
Diante de quaisquer sinais clínicos que indiquem a mastite, Nayara recomenda a consulta do médico-veterinário para iniciar imediatamente o tratamento. “Quanto mais rápido começar a tratar a infecção, melhor para o bem-estar do rebanho e menores os impactos na produção”, reitera.
Entre os principais sinais de mastite, estão a presença de secreções no leite (como pus ou sangue), inchaço e vermelhidão na glândula mamária, febre e perda de apetite. “A diminuição da produção também pode ser um indício da doença. O tratamento rápido, juntamente com a adoção de boas práticas de higiene e sanitização, ajuda a prevenir novos casos no rebanho”, acrescenta.
O Gentatec Mastite 150mg foi formulado como uma suspensão oleosa para aplicação intramamária. O medicamento é ideal para o tratamento de vacas em processo de lactação. Na embalagem, a medicação já vem em com aplicador em forma de seringas com o volume adequado à anatomia do teto. “Uma das grandes vantagens da aplicação localizada é o maior aproveitamento do ativo com o mínimo impacto no restante do organismo do animal”, complementa.

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Biochem promove Academia de Capacitação para a Vibra Foods e reforça importância da atualização técnica na avicultura

Produzir com eficiência, manter elevados padrões sanitários e responder rapidamente aos desafios da avicultura exige equipes técnicas cada vez mais preparadas. Nesse contexto, a atualização contínua dos profissionais que atuam diretamente no campo tornou-se parte da estratégia das empresas para transformar conhecimento em resultados. Foi com esse propósito que a Biochem LATAM promoveu, no dia 23 de junho, a Academia de Capacitação para a equipe técnica da Vibra Foods, na unidade de Sete Lagoas (MG). O encontro reuniu profissionais responsáveis pela assistência técnica aos produtores integrados e contou com palestras dos professores Luis Felipe Caron e Vinícius de Paula.
A programação foi desenvolvida para fortalecer a capacitação da equipe técnica de profissionais que desempenham papel estratégico na conexão entre conhecimento científico e a realidade das granjas. Segundo Renato Delgado Barbosa, Gerente de Vendas para Monogástricos (Aves e Suínos) da Biochem LATAM, investir na qualificação das equipes técnicas é investir na evolução de toda a cadeia produtiva. “A equipe técnica tem um papel essencial na difusão do conhecimento e no suporte aos produtores. Fortalecer a capacitação desses profissionais significa ampliar a capacidade da cadeia de transformar informação técnica em decisões mais consistentes no campo.”
A iniciativa integra a estratégia da Biochem LATAM de contribuir para o desenvolvimento técnico da produção animal por meio da disseminação do conhecimento, aproximando ciência, inovação e aplicação prática junto aos seus parceiros.
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Primato mede pela primeira vez sua pegada de carbono e conquista selo prata em inventário de emissões
Cooperativa contabilizou 6,8 mil toneladas de CO₂ equivalente em suas 52 unidades e adianta que o resultado servirá de ponto de partida para um plano de descarbonização

A Primato Cooperativa Agroindustrial concluiu e divulgou seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), referente ao ano-base de 2025, marcando um novo capítulo em sua trajetória de sustentabilidade. O levantamento seguiu metodologias reconhecidas internacionalmente, entre elas o GHG Protocol, o Programa Brasileiro GHG Protocol e a norma ISO 14064-1, e alcançou as 52 unidades operacionais da cooperativa, mapeando emissões dos Escopos 1, 2 e 3.
O trabalho foi conduzido pela Biofílica/AMBIPAR, responsável por aplicar o método GHG Protocol à realidade das operações da cooperativa e por desenvolver as estimativas das emissões corporativas. Já o Registro Público de Emissões (RPE) foi realizado por meio da Fundação Getulio Vargas (FGV), que, com o Programa Brasileiro GHG Protocol, busca disseminar entre empresas e cooperativas uma cultura de mensuração contínua, oferecendo acesso a padrões internacionais de contabilização e à publicação dos resultados, além de capacitar as organizações participantes na elaboração de seus próprios inventários.
Selo prata: o que os números revelam
O resultado alcançado pela Primato garantiu à cooperativa o selo prata, categoria concedida a organizações que publicam um inventário completo, contemplando todas as fontes de emissão aplicáveis nos Escopos 1 e 2. A cooperativa foi além do exigido para a categoria e mapeou emissões do Escopo 3, de medição não obrigatória. Somando os três escopos, o levantamento apontou 6.808,63 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) emitidas ao longo do ano-base.
Desse montante, 4.832,66 tCO₂e vieram de fontes diretas controladas pela própria cooperativa, como a combustão em caldeiras, fornos e veículos, enquanto 1.932,67 tCO₂e corresponderam às emissões indiretas ligadas ao consumo de energia elétrica. Outras 43,29 tCO₂e foram atribuídas a emissões indiretas mapeadas na cadeia de valor da Primato, fora de seus limites operacionais diretos.
A divisão em escopos ajuda a entender de onde vêm essas emissões e onde estão as alavancas de redução. O Escopo 1 reúne as fontes que pertencem ou são controladas pela organização; o Escopo 2 diz respeito à energia elétrica e térmica adquirida, cuja geração ocorre fisicamente fora dos limites da empresa; já o Escopo 3 abrange emissões indiretas decorrentes da operação do negócio, mas originadas em elos da cadeia de valor que não estão sob controle direto da cooperativa.
Para Egielise Pinow, analista de processos da Primato e ponto focal da área ambiental e de sustentabilidade, o inventário vai muito além de um exercício de contabilidade climática. “Mais do que medir emissões, o inventário representa um passo fundamental para fortalecer a gestão ambiental da cooperativa”, afirma. Segundo ela, o diagnóstico permite identificar oportunidades de melhoria, aumentar a eficiência operacional e orientar as próximas ações de redução e mitigação dos impactos climáticos gerados pelas atividades da Primato.
Embora o inventário represente o primeiro levantamento formal das emissões da cooperativa, diversas iniciativas ambientais já fazem parte da rotina operacional da Primato e contribuíram para o desempenho observado. Entre elas está o projeto Suíno Verde, que integra a produção pecuária, a geração de energia renovável e a agricultura regenerativa em um ciclo de economia circular.
O projeto transforma os dejetos provenientes da suinocultura em biogás por meio de biodigestores. Após o tratamento, esse biogás é purificado e convertido em biometano, utilizado como combustível em parte da frota da cooperativa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e as emissões associadas ao transporte. Os resíduos remanescentes do processo são aproveitados na produção do biofertilizante organomineral Prima Fértil, devolvendo nutrientes ao solo e fechando o ciclo sustentável da produção.
Um passo à frente da regulação
O momento não é aleatório. Em 2024, o Brasil instituiu por meio da Lei nº 15.042 o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que deve elevar progressivamente a exigência de mensuração e monitoramento de gases de efeito estufa entre empresas de diferentes setores. A Primato ainda não está entre as organizações obrigadas a reportar suas emissões dentro do sistema, já que seus volumes permanecem abaixo dos limites que hoje acionam essa obrigatoriedade, mas optou por antecipar o movimento.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, essa antecipação diz respeito à forma como a cooperativa enxerga seu papel no agronegócio brasileiro. “Não esperamos a legislação nos obrigar a olhar para dentro de casa. Optamos por entender com precisão o impacto de cada uma das nossas 52 unidades para poder agir com responsabilidade, antes que isso se torne uma exigência”, diz.
Sabadin acrescenta que o resultado do inventário confirma o caminho já trilhado pela cooperativa em eficiência produtiva, mas também aponta onde é preciso avançar. “Os números não são um retrato definitivo, são um ponto de partida. A partir de agora, sabemos exatamente onde estão nossos maiores desafios e onde podemos fazer a diferença”, afirma o presidente.
Os dados levantados servirão de base para a estruturação de um plano de descarbonização da cooperativa, que deve mapear oportunidades de redução das emissões, a adoção de tecnologias mais eficientes nas unidades produtivas e o fortalecimento de iniciativas sustentáveis já em curso.
Entre essas iniciativas está também a substituição gradual de combustíveis fósseis na operação logística. Além dos veículos abastecidos com biometano produzido pela própria cooperativa, a frota que ainda não utiliza esse combustível é abastecida com etanol, contribuindo para a redução da intensidade de carbono nas atividades de transporte.
Na agricultura, o Prima Fértil é aplicado em áreas conduzidas sob sistemas de rotação de culturas, especialmente entre milho e soja. Por ser um fertilizante organomineral produzido a partir do aproveitamento dos resíduos da suinocultura, o produto reduz a necessidade de fertilizantes exclusivamente minerais, promove o reaproveitamento de nutrientes e contribui para menores emissões de carbono ao longo do processo produtivo, alinhando produtividade e conservação ambiental.
Outra frente importante é a ampliação do uso de energia renovável. Atualmente, sete unidades da Primato contam com sistemas de geração de energia por meio de placas solares fotovoltaicas, diminuindo a demanda por eletricidade proveniente da rede e reforçando a estratégia da cooperativa de diversificar suas fontes energéticas com alternativas de menor impacto ambiental.
Egielise Pinow resume o momento como uma virada de chave na relação da Primato com a pauta ambiental. “Esse inventário nos dá um mapa. Agora conseguimos planejar com dados concretos, não apenas com boas intenções”, conclui a analista.
Com o selo prata em mãos, a Primato entra em um seleto grupo de cooperativas do agronegócio brasileiro que já colocam no papel, e em números, o tamanho de sua pegada de carbono. Resta agora transformar o diagnóstico em trajetória, algo que a própria cooperativa reconhece como o verdadeiro teste que está por vir.
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Brasil amplia espaço na exportação de carne suína e precisa manter eficiência, diz diretor da PIC na Suinfair
Especialista abriu a programação técnica desta quinta-feira (2), em Ponte Nova (MG), com análise sobre competitividade, genética e tendências da suinocultura mundial.

O segundo dia da Suinfair 2026 começou nesta quinta-feira (2), em Ponte Nova (MG), com uma palestra do diretor técnico da PIC, José Henrique Piva, que apresentou um panorama da suinocultura mundial e discutiu os fatores que influenciam a competitividade do setor. Com atuação em sistemas de produção em cinco continentes, o especialista destacou o avanço das exportações brasileiras, os desafios enfrentados por outros países e o papel da genética, da sanidade e da eficiência na produção.
Ao comparar os principais mercados produtores, Piva afirmou que cada país enfrenta uma realidade diferente. Segundo ele, o Brasil tem conquistado espaço no comércio internacional por reunir condições que favorecem a produção, enquanto concorrentes como os Estados Unidos convivem com limitações relacionadas à mão de obra e ao impacto de doenças que afetam os rebanhos.
Crescimento brasileiro chama atenção
Durante a apresentação, o diretor técnico mostrou que a produção brasileira evoluiu de forma consistente na última década. Ele destacou que o aumento da produção ocorreu em ritmo superior ao crescimento do número de matrizes, resultado que atribuiu ao avanço tecnológico, ao trabalho da cadeia produtiva e aos ganhos de produtividade nas granjas.
Segundo Piva, esse desempenho também explica o crescimento das exportações brasileiras, que seguem ampliando participação no mercado internacional diante de concorrentes tradicionais.
O palestrante ressaltou que o resultado é fruto de uma combinação de fatores, entre eles:
- investimentos em genética;
- melhoria dos índices produtivos;
- avanços sanitários;
- atuação integrada entre produtores, técnicos, empresas e entidades do setor.
Diferenças entre os principais produtores
Ao analisar o cenário internacional, Piva explicou que países produtores enfrentam desafios distintos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a falta de trabalhadores e a presença de enfermidades reduzem o desempenho das granjas e limitam o crescimento da atividade.
Ele também apresentou dados sobre os ciclos econômicos da suinocultura americana, lembrando que períodos de prejuízo fazem parte da dinâmica do setor. Segundo o especialista, crises recentes levaram ao fechamento de diversas granjas, principalmente unidades menores e com menor capacidade de adaptação.
Para o diretor técnico, compreender essas oscilações ajuda os produtores brasileiros a planejarem investimentos e decisões de longo prazo.
Genética e eficiência devem impulsionar os próximos anos
Outro ponto abordado foi a evolução genética dos rebanhos. Piva afirmou que os programas de melhoramento continuam elevando o potencial produtivo dos animais, permitindo reduzir o consumo de ração, melhorar a conversão alimentar e aumentar o ganho de peso ao longo dos ciclos produtivos.
Ele observou, no entanto, que os resultados dependem de fatores como manejo, sanidade, instalações e ambiente de criação.
Na avaliação do especialista, a busca por eficiência continuará sendo o principal fator de competitividade da suinocultura mundial. Segundo ele, produtores que conseguirem reduzir custos e elevar a produtividade estarão mais preparados para enfrentar oscilações de mercado e ampliar sua participação nas exportações.
Encerrando a palestra, Piva reforçou que o Brasil reúne condições sanitárias que colocam o país em posição favorável no cenário internacional e defendeu que a manutenção desse status será determinante para sustentar o crescimento da cadeia nos próximos anos.
