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Genômica, eficiência alimentar e os 20 anos da avaliação genética do Guzerá foram destacados no 25º Seminário de Criadores e Pesquisadores da ANCP
Evento foi realizado em Ribeirão Preto (SP), no dia 10 de maio, contando com a participação de mais de 300 pessoas

Ferramentas genômicas, eficiência alimentar e os 20 anos de avaliação genética da raça Guzerá. Esses foram alguns dos temas debatidos no tradicional Seminário de Criadores e Pesquisadores da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores), realizado em Ribeirão Preto (SP), no último dia 10 de maio. O evento reuniu mais de 300 pessoas, entre criadores, pesquisadores, técnicos, empresas da área de genética, programas de melhoramento genético, associações das raças de bovinos, pecuaristas e universitários.
Chegando à sua 25ª edição, o encontro também contou com homenagens a pessoas que se destacaram no último ano e o lançamento do Sumário de Touros das raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã de maio de 2019.
Dividido em dois painéis – Pesquisas e Inovações Tecnológicas e Genômica, Startups e Lançamentos, o Seminário contou com 11 palestras e duas discussões plenárias, realizadas no final de cada módulo.
A abertura oficial foi feita pelo Prof. Raysildo Lôbo e Carlos Viacava, respectivamente presidente e vice-presidente da ANCP, que deram as boas-vindas aos participantes, destacando os recentes feitos da Associação e agradecendo a presença de todos.
Abrindo a série de palestras do Painel 1, o Prof. Dr. Fernando Baldi, da Unesp e pesquisador da ANCP, apresentou palestra com o tema “Avaliação genômica em rebanhos comerciais: avanços, lições e oportunidades”. Na sequência, Luciano Ribeiro, titular do Rancho da Matinha, um dos primeiros associados a utilizar o programa de melhoramento da ANCP, falou sobre a evolução e os desafios da eficiência alimentar.
Logo em seguida, o diretor técnico da Associação, Argeu Silveira, apresentou exemplos práticos da evolução da eficiência alimentar. A quarta palestra foi apresentada pelo diretor da Aval Serviços Tecnológicos e consultor da ANCP, Yuri Baldini Farjalla, que abordou a seleção para qualidade da carne, envolvendo precocidade de acabamento, musculosidade e marmoreio.
Para ele, o Seminário é muito importante para a cadeia produtiva de carne. “É uma grande oportunidade para técnicos, pesquisadores e criadores se encontrarem, alinharem as ideias e os conceitos para seguir em frente com o melhoramento genético e entregar os resultados para a comunidade”, ressaltou.
Finalizando o primeiro painel, o gerente de mercado da Alta Genetics, Tiago Carrara, falou sobre a visão do mercado de animais avaliados ANCP. Logo em seguida, todos os palestrantes se reuniram em plenário para discutirem os temas e responderem às perguntas dos participantes, tendo como moderadora a Profa. Dra. Carina Faria.
Abrindo o Painel 2, Tiago Albertini, Minos Carvalho e Eraldo Gonçalves, da Startup @Tech, apresentaram o aplicativo BeefTrader, utilizado para avaliação do potencial lucrativo do genoma. Logo em seguida, o professor de Genética e Melhoramento Animal da USP de Pirassununga (SP), José Bento Ferraz Sterman, falou sobre os 20 anos de melhoramento genético da raça Guzerá e suas DEPs genômicas.
Para o palestrante, foi um prazer participar do Seminário, que sempre traz temas importantes para a pecuária brasileira. “Para nós, que somos pesquisadores, o trabalho não tem sentido se não chegar aos produtores, e isso a ANCP faz com muita competência”, enfatizou.
A próxima palestra foi ministrada por Rafael Medeiros, pesquisador-sênior no Grupo de Serviços Técnicos de Genética Global da Zoetis, que apresentou os resultados de estudos de validação do Clarifide Nelore. Na sequência, Mateus Pivato, da Associação Brasileira de Angus, falou sobre a seleção e melhoramento para a produção de carne de qualidade.
O médico veterinário Claudiney de Melo Martins, sócio-diretor da Fertiliza Gentec Consultoria, falou sobre precocidade sexual: interação nutrição versus genética. Logo depois, o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), Alexandre Berndt, apresentou práticas inovadoras para a sustentabilidade da pecuária.
Concluindo o último módulo, todos os palestrantes participaram de discussão plenária, conduzida pela Profa. Dra. Angélica Pereira, onde responderam às questões levantadas pelos participantes do segundo painel.
Homenagens
Dentro da programação, foram realizadas algumas homenagens. A primeira delas foi para a consultora técnica da Entidade, Adriana Lima, que recebeu o prêmio Consultor Destaque ANCP.
Para ela, o Seminário tem muita importância para todo o agronegócio e a cadeia produtiva de gado de corte, trazendo inovação e todas as ferramentas para o melhoramento genético. “Estou muito feliz, pois esse prêmio representa todos os consultores, que levam ao campo as novas tecnologias e ferramentas e trazem as necessidades dos produtores. Fico feliz também por representar as mulheres no agronegócio”, destacou.
Pelas duas décadas de dedicação e empenho em prol do melhoramento genético da raça Guzerá, a família Tonetto também foi homenageada. Para Tarcisius Tonetto, a parceria firmada com a ANCP há 20 anos foi crucial para o desenvolvimento da raça, com um programa que serve de norte para muitos selecionadores. “É um grande orgulho receber essa homenagem e lembrar de meu pai, que era uma pessoa apaixonada pela pecuária, pelo trabalho e pela busca da tecnologia para emprego dentro da atividade”, afirmou.
Outro homenageado foi Tiago Carrara, que recebeu o prêmio Amigo da ANCP. Completando as honrarias, Argeu Silveira também recebeu homenagem por sua dedicação e comprometimento em prol do melhoramento genético no Brasil.
Para Carlos Viacava, o Seminário foi mais do que tudo uma reunião dos pesquisadores e criadores que fazem parte da ANCP. “Os temas foram muitos importantes, com destaque para a genômica, que criou grande interesse em todos, com muitas perguntas. Estamos avançando com esse assunto, que é importante para a pecuária brasileira”, destacou.
Já o Prof. Raysildo explicou que o evento apresentou inovações tecnológicas visando manter a ANCP na vanguarda e gerar informações para aumentar o núcleo do produtor rural. “O evento foi sensacional, fora de série. Queremos agradecer aos parceiros de centrais, criadores, pesquisadores e técnicos, que nos brindaram com a sua presença”, concluiu.


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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



