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Genética sem fronteiras: como unir raças zebuínas para acelerar o progresso do rebanho brasileiro

União das raças e o uso inteligente das ferramentas genômicas trouxeram ganhos reais, como maior precisão nas predições genéticas, mais estabilidade, menor custo e a possibilidade de selecionar mais cedo, com mais confiança

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A pecuária brasileira é uma das maiores do mundo, com mais de 238 milhões de cabeças de gado espalhadas pelo país. Entre as raças zebuínas mais conhecidas estão Nelore, Brahman, Guzerá e Tabapuã. Essas raças são adaptadas ao clima tropical e produzem bem, mesmo em condições de pastagem desafiadoras. No entanto, quando se trata de melhoramento genético com uso da genômica – ou seja, prever o potencial de um animal com base no seu DNA – ainda existe um grande desequilíbrio entre elas.

A raça Nelore lidera com folga em número de animais genotipados e dados de produção. Já as demais raças zebuínas possuem bem menos informações disponíveis, o que dificulta prever com precisão o valor genético de animais jovens – justamente aqueles que poderiam ser os futuros touros do rebanho. Essa limitação atrasa o progresso da seleção nessas raças e impede que muitos produtores aproveitem plenamente os benefícios da genômica.

Para mudar esse cenário, foi desenvolvida uma estratégia baseada em realizar uma única avaliação genética para todas essas raças juntas, chamada de avaliação multirracial. Essa abordagem permite usar as informações genômicas e genealógicas disponíveis de todas as raças ao mesmo tempo.

Como cada raça tem sua própria base genética, aplica-se uma técnica chamada metafundadores, que reconhece essas diferenças, mas também permite conectar as raças entre si de forma segura. Além disso, são ajustadas as informações genômicas respeitando as características específicas de cada raça, o que deixa as predições genéticas mais estáveis e confiáveis.

Outra ferramenta fundamental foi o uso das predições indiretas (IPs). Esse método permite estimar o valor genético

Foto: Shutterstock

de um animal jovem, mesmo que ele não tenha dados próprios de produção, usando os efeitos genéticos estimados a partir de animais mais velhos e bem avaliados. Isso representa um grande avanço para rebanhos comerciais e para raças com poucos dados. Com as IPs, o produtor pode tomar decisões mais cedo, como selecionar quais machos permanecerão no rebanho e quais podem ser descartados ainda jovens, reduzindo custos com alimentação, manejo e tempo.

As IPs também ajudam a melhorar a qualidade geral das avaliações genéticas. Isso porque elas permitem incluir animais que antes ficavam de fora por falta de informação, tornando os resultados mais completos e representativos de todo o rebanho. Além disso, esse método reduz o custo computacional, já que não é necessário recalcular toda a avaliação genética sempre que se deseja estimar o valor genético de um novo animal. Com os efeitos genéticos já estimados, basta aplicar a fórmula – o que torna o uso da genômica muito mais acessível no dia a dia da seleção.

Os resultados dessas estratégias já começaram a ser aplicados na prática. Um exemplo concreto foi o Sumário da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores) publicado em agosto de 2024, onde a avaliação multirracial com o uso de metafundadores foi oficialmente implementada. Com isso, os produtores já têm acesso a avaliações mais robustas e podem tomar decisões de seleção com mais segurança, inclusive nas raças com menos dados. Além disso, com essa base multirracial, países que agora participam da ANCP e que trabalham com raças como Brahman também podem se beneficiar das predições indiretas, mesmo que ainda não tenham dados fenotípicos – basta que tenham os dados genômicos de seus animais.

Em resumo, a união das raças e o uso inteligente das ferramentas genômicas trouxeram ganhos reais, como maior precisão nas predições genéticas, mais estabilidade, menor custo e a possibilidade de selecionar mais cedo, com mais confiança. A genômica, que antes parecia distante ou restrita à raça Nelore, agora se torna uma aliada real de toda a pecuária zebuína. Com ciência, planejamento e colaboração entre raças e países, o progresso genético avança

Fonte: Por Marisol Londoño Gil, zootecnista, mestre em Biotecnologia e doutora em Genética e Melhoramento Animal

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Carne bovina brasileira movimenta US$ 548 milhões na Gulfood 2026

Participação do Brazilian Beef fortalece presença no Oriente Médio e projeta quase US$ 3 bilhões em novos negócios.

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Fotos: Divulgação/ABIEC

A participação da indústria brasileira de carne bovina na Gulfood 2026, realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro, em Dubai, resultou em US$ 548,3 milhões em negócios realizados durante o evento e em expectativa de US$ 2,95 bilhões em negociações para os próximos 12 meses, decorrentes dos contatos comerciais estabelecidos ao longo da feira. Os resultados foram obtidos a partir da atuação do Brazilian Beef, iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O estande do Brazilian Beef contou com a participação de 31 empresas associadas, crescimento superior a 20% em relação à edição anterior. A feira reuniu mais de 8 mil expositores de 195 países e recebeu cerca de 200 mil visitantes qualificados no Dubai World Trade Centre.

Com área aproximada de 450 metros quadrados, o espaço apresentou dados do setor e os principais atributos da carne bovina brasileira, como qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e atendimento às exigências sanitárias e religiosas, incluindo a produção de carne halal. O estande também ofereceu aos visitantes a tradicional experiência do churrasco brasileiro, em parceria com o Barbacoa.

Durante os cinco dias de feira, foram servidos cerca de 800 quilos de carne bovina, com cortes como filé mignon, ancho e picanha, acompanhados de farofa Santa Rita e pratos tradicionais da culinária brasileira, como creme de milho, arroz biro-biro, arroz carreteiro e salada de batatas com maionese.

O estande do Brazilian Beef também recebeu diversas autoridades brasileiras, entre elas o embaixador do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, Sidney Leon Romeiro; o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; o gerente de Agronegócios da ApexBrasil, Laudemir André Müller; o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua; além dos deputados federais da Frente Parlamentar da Agropecuária Pedro Lupion, Arnaldo Jardim e Alceu Moreira.

As autoridades foram recepcionadas pelo presidente da Abiec, Roberto Perosa, e pelo diretor de Assuntos Estratégicos da entidade, Julio Ramos, que acompanharam as agendas institucionais e os encontros com empresas e compradores internacionais.

Para Roberto Perosa, os resultados confirmam a relevância estratégica da feira. “A Gulfood é uma plataforma fundamental para consolidar a presença da carne bovina brasileira no Oriente Médio e ampliar nosso alcance para outros mercados estratégicos. Os números desta edição demonstram a confiança dos compradores internacionais no produto brasileiro e na capacidade da nossa indústria de atender às mais diversas exigências globais”, afirmou.

Perosa também destacou a parceria de longo prazo com a ApexBrasil. “Ao longo de mais de duas décadas de participação na Gulfood, essa cooperação tem sido decisiva para fortalecer a imagem da carne bovina brasileira no exterior, ampliar o diálogo comercial e transformar contatos em negócios concretos.”

Participaram desta edição as empresas Agra, Astra, Barra Mansa, Beauvallet, Best Beef, Better Beef, Boi Brasil, Cooperfrigu, Fambras, Frialto, Frigoestrela, Frigol, Frigon, Frigosul, Frisa, Golden Imex, Iguatemi Beef, JBS, LKJ, MBRF, Masterboi, Mercúrio, Minerva, Naturafrig, Plena, Prima Foods, Ramax, Rio Maria, RXM, Supremo e Zanchetta Alimentos, reforçando a diversidade e a representatividade da indústria exportadora brasileira de carne bovina.

Fonte: Assessoria ABIEC
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Produtores de leite criam associação para enfrentar crise e desafios do setor no Paraná

Entidade formalizada durante Show Rural 2026 busca unificar atividade, cobrar medidas contra importações e desequilíbrios na cadeia e evitar a saída de produtores diante de margens negativas.

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Produtores de leite de diversas regiões do Paraná formalizaram, no fim da tarde de terça-feira (10), durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel, a criação da União Paranaense de Produtores de Leite. A nova entidade nasce com a proposta de representar institucionalmente o setor e articular medidas para enfrentar a crise que, segundo os pecuaristas, compromete a atividade há pelo menos três anos.

Foto: Divulgação

O ato contou com a presença do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, deputado federal Pedro Lupion, além de dirigentes de entidades ligadas ao agro. A avaliação predominante entre os participantes é de que a organização coletiva é condição necessária para reequilibrar a cadeia e evitar a saída definitiva de milhares de produtores.

De acordo com Meysson Vetorello, uma das lideranças do movimento, o cenário projetado para 2026 repete as dificuldades enfrentadas ao longo de 2025. “Precisamos agir com rapidez. O quadro é o mesmo que afetou toda a atividade no ano passado”, afirmou.

Segundo ele, a criação da entidade é o primeiro passo para estruturar uma representação estadual sólida, nos moldes de outros estados, com perspectiva futura de articulação em âmbito nacional.

Entre as prioridades estão a unificação do discurso do setor, a busca por maior equilíbrio nas margens ao longo da cadeia e a adoção de

Meysson Vetorello, uma das lideranças do movimento: “Estamos pagando para trabalhar. Recebemos cerca de R$ 2 por litro e o custo chega a R$ 2,40” – Foto: Divulgação

medidas que reduzam a volatilidade de preços, apontada como fator recorrente de instabilidade. Produtores relataram discrepâncias na distribuição de resultados, com rentabilidade concentrada em outros elos enquanto a produção opera no limite. “Estamos pagando para trabalhar. Recebemos cerca de R$ 2 por litro e o custo chega a R$ 2,40”, exemplificou Vetorello.

Entre os entraves mencionados estão o volume de importações e a fragilidade na fiscalização de mercado.

Os pecuaristas alertam que a bovinocultura de leite exige investimentos de longo prazo e estruturação gradual das propriedades. Diante disso, produtores que deixam a atividade dificilmente retornam, o que pode resultar em redução permanente da base produtiva do Estado caso não haja mudanças estruturais no ambiente de mercado.

Fonte: O Presente Rural com Show Rural Coopavel
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Bactérias heteroláticas em silagens de milho revelam novos benefícios

Uso de inoculantes biológicos contribui para maior estabilidade aeróbica, melhora da digestibilidade do amido e controle de micotoxinas.

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Artigo escrito por Lucas Mari, médico-veterinário, doutor em Ciência Animal e Pastagens, gerente de Suporte Técnico para América do Sul – Lallemand Animal Nutrition

Pode ser que a palavra heterolática não seja parte de um vocabulário comum a todos, mas trata-se de um grupo de bactérias usada em inoculantes para silagem, cujo principal objetivo é controlar o aquecimento da silagem após ser aberta para consumo. A primeira espécie dessa bactéria usada foi o Lactobacillus buchneri (agora Lentilactobacillus buchneri). Isso ocorreu desde o final da década de 1990, especialmente em silagens de milho, seja como planta inteira, seja como silagens de grãos, mas também em distintos outros cereais e em silagens de cana-de-açúcar com muito sucesso no Brasil desde o início dos anos 2000. Mais recentemente, outra grande novidade no mercado foi o uso do L. buchneri associado ao L. hilgardii, com resultados muito mais significativos que o L. buchneri isolado.

O principal objetivo do uso dessas bactérias heteroláticas é o controle da estabilidade aeróbica por meio da produção de ácido acético durante a fermentação. Em uma análise mais detalhada, a produção desse ácido é responsável por inibir o crescimento de leveduras, os primeiros microrganismos que causam deterioração durante exposição da silagem aberta ao oxigênio atmosférico.

Ainda se faz necessário esclarecer que existe um limite mínimo que a literatura científica recomenda como inoculação para o efeito de controle da temperatura da silagem após a abertura, esse nível é de 100.000 unidades formadoras de colônias (ufc)/g de silagem. Isso foi avaliado em uma meta-análise por pesquisadores e pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) em 2013.

Além do efeito do L. buchneri associado ou não ao L. hilgardii no controle de leveduras e, consequentemente, na estabilidade aeróbica, as bactérias heteroláticas têm demonstrado recentemente efeitos positivos na melhoria da digestibilidade do amido e no controle de fungos e, consequentemente, micotoxinas.

Efeito na digestibilidade do amido

As silagens de milho, planta inteira ou grão, têm a característica de ter melhora na digestibilidade do amido ao longo do tempo, ou seja, quanto mais tempo o silo permanece fechado, maior é a degradação de uma proteína prolamina chamada zeína. A zeína atua como um cimento entre os grânulos de amido, dificultando sua degradação.

Em um estudo com silagem de milho reidratado, estudiosos concluíram que mais de 60% da degradação da zeína é dada por bactérias da silagem, quase 30% por enzimas nos próprios grãos de milho, e os 10% restantes são divididos entre fungos e ácidos de fermentação (Figura 1).

Figura 1 – Contribuição na proteólise em silagens de milho em grão reidratado

Em 2018, novas pesquisas verificaram que as silagens inoculadas com bactérias heteroláticas (L. buchneri) tiveram a degradabilidade da MS ainda mais efetiva. Silagens de grãos reidratados de milho não inoculadas apresentaram degradação de cerca de 79% da MS, enquanto a inoculação com bactérias homoláticas apresentou 82% e de L. buchneri inoculado a 100.000 ufc/g de silagem elevou a degradabilidade da MS a 83,6% (Figura 2). Comparando esta última bactéria com a silagem de controle, isso seria de quase 5 pontos percentuais, ou seja, quase 6% de melhoria. Dessa maneira estamos falando, praticamente, de uma equivalência de uma saca de milho para cada tonelada de silagem inoculada com L. buchneri.

Figura 2 – Degradabilidade da MS em 12h de incubação ruminal de silagens de milho inoculadas ou não com bactérias homo ou heterofermentativas

Comparativamente aos resultados demonstrados, um estudo conduzido na Universidade Federal de Lavras avaliou a inoculação de silagens de espiga de milho (snaplage) com L. buchneri + L. hilgardii. O benefício comparativamente a silagem não inoculada foi ainda maior e chegou a 9 pontos percentuais (91,5 vs. 82,5% de degradabilidade do amido em 7h de incubação ruminal).

Demonstra-se, portanto, que é possível melhorar a estabilidade aeróbica com o uso de L. buchneri e L. buchneri associado ao L. hilgardii e ter benefício adicional de maior degradabilidade do amido. Com os custos que o milho está no mercado mundial, fica fácil fazer as contas e ver que o retorno do investimento desse tipo de inoculante é muito positivo, mesmo se considerado apenas esse ponto.

Efeito no controle fúngico e na produção de micotoxinas

O efeito do controle de fungos e leveduras por Lactobacillus buchneri também está bem documentado. Uma avaliação feita por cientistas do INTA Salta na Argentina foi publicada no Simpósio Internacional de Qualidade e Conservação de Forragem em 2019. O tratamento com L. buchneri diminuiu a contagem de fungos e leveduras e melhorou a estabilidade aeróbica, como pode ser visto na Figura 3.

Figura 3 – Contagem de fungos e leveduras e estabilidade aeróbica em silagens de milho de plantas inteiras avaliadas na Argentina

Uma consequência esperada do controle fúngico em silagens pode ser a diminuição da produção de micotoxinas. Pesquisadores da IRTA Barcelona, na Espanha, inocularam plantas de milho com Lactobacillus buchneri e o compararam com forragem fresca antes da silagem e silagem de milho controle. Pode-se observar que a inoculação com a bactéria heterolática L. buchneri foi responsável pelo controle da produção das duas micotoxinas avaliadas: aflatoxina (Figura 4) e zearalenona (Figura 5).

Figura 4 – Níveis de aflatoxina em forragem fresca e silagem não inoculada ou inoculada com L. buchneri

A aflatoxina é considerada uma micotoxina de armazenamento, por isso esperava-se que se desenvolvesse enquanto as forragens estavam fermentando, se estamos falando desse processo. O que aconteceu foi mesmo o contrário, houve uma diminuição dos níveis de micotoxinas em ambos os casos, ainda assim, na silagem inoculada com L. buchneri esses níveis foram ainda mais baixos, muito provavelmente devido à maior inibição do crescimento fúngico.

Figura 5 – Níveis de zearalenona em forragem fresca e silagem não inoculada ou inoculada com L. buchneri

Por sua vez, a zearalenona, que é uma micotoxina relacionada ao dano reprodutivo em animais, principalmente em fêmeas, é produzida por Fusarium spp., fungo considerado de crescimento no campo, mas o que foi observado neste estudo foi que houve um aumento nos níveis durante o armazenamento, a forragem fresca apresentou menos ZEA do que as silagens. Mesmo assim, a silagem sem inoculante apresentou nível de ZEA 10% maior que o observado na inoculada com Lentilactobacillus buchneri.

Considerações finais

Como vimos, muito mais do que apenas o efeito desejável em termos de estabilidade aeróbica, silagens inoculadas com bactérias heteroláticas exclusivamente apresentaram melhoria na digestibilidade do amido e o controle de fungos e suas micotoxinas. Assim, para calcular o retorno do investimento, ele deve ser avaliado de acordo com as múltiplas respostas positivas.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: jmoro@lallemand.com

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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