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Genética do futuro vai atender necessidades específicas, como peso ao abate

Há outros itens que passaram a ser incorporados no trabalho por exigências do consumidor, que agora quer uma ave que gere menos resíduos e que goze de bem-estar

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A genética é uma das responsáveis pelos altos índices de produtividade alcançados na avicultura de corte brasileira e mundial. Para se chegar a uma ave considerada ideal, são pelo menos dez anos de estudos, pesquisas e testes, até que animais com determinada característica sejam alojados nos galpões. Melhorar a conversão alimentar e aumentar o ganho de peso são algumas das características que as casas genéticas buscam em seus melhoramentos, mas há outros itens que passaram a ser incorporados no trabalho por exigências do consumidor, que agora quer uma ave que gere menos resíduos e que goze de bem-estar.

O jornal O Presente Rural entrevistou com exclusividade o gerente de Produto da Cobb, Rodrigo Terra, e o diretor de Genética da Cobb, Frank Siewerdt, para saber um pouco mais sobre o passado, o presente e o futuro da genética na avicultura. “A genética usada no Brasil para produzir o griller e para frangos pesados é a mesma. No futuro haverá material genético especializado para otimizar a produção em cada faixa de peso”, garante Siewerdt. Confira.

O Presente Rural (OP Rural) – O que mudou da galinha de 50 anos atrás para o frango de hoje?

Rodrigo Terra (RT) – Hoje o frango tem muito mais carne que há 50 anos e é muito mais eficiente em relação ao consumo de ração para produzir um quilo de peso vivo.

OP Rural – Quando e por que a genética foi introduzida na produção de proteína animal?

RT – A genética foi introduzida no melhoramento de aves por volta do início dos anos 1900, apesar de haver relatos de que, antes mesmo aqui no Brasil já haviam iniciado estudos em aves domésticas com o objetivo de melhorar a produtividade das fêmeas. Depois disso se identificou a possibilidade de produzir mais carne por animal, ainda na primeira década do século, com a comercialização de aves de cor branca, para o mercado de frango de corte.

OP Rural – Quando o Brasil passou a usar a genética na avicultura?

RT – Entre os anos 60 e 70, aves de casas genéticas já eram importadas para o Brasil, estimuladas pelas agroindústrias que iniciavam suas atividades com aves da metade dos anos 50 em diante.

OP Rural – O que define a atual genética no Brasil?

RT – Vários itens definem a genética de hoje. Muitos atendem a saúde dos animais e seu impacto no meio ambiente. Para que tenhamos uma ideia, são mais de 50 itens avaliados, por animal ou família, para que um indivíduo seja introduzido no sistema de pedigree. O objetivo do desenvolvimento genético é produzir um animal sadio que produza carne sadia em quantidade, a um custo acessível à população. Todos os anos, produzimos uma pequena melhora nos itens avaliados, que se traduzem no produto final frango de corte. No final dos anos que se passaram, estas melhoras acumuladas nos trouxeram ao frango de hoje, muito melhor e mais eficiente que o frango de 50 anos atrás.

OP Rural – O que a genética tem a ver com a exigência de mercados por determinados produtos?

RT – A genética responde às exigências do mercado. Se adapta ao que o consumidor deseja no produto e o desenvolve para atendê-lo.

OP Rural – Em que frentes a genética atua?

RT – A genética trabalha em duas frentes, basicamente: produtivas e econômicas, que exigem um equilíbrio na cadeia produtiva, que se traduz em ganho econômico. Além destas duas frentes, o mercado exigiu que incluíssemos no programa uma outra frente de trabalho que atendesse às necessidades de bem-estar e impacto ambiental. Ganho de peso e conversão alimentar estão fortemente conectados com características produtivas e econômicas, assim como impacto ambiental (melhor conversão, menos dejetos). A imunidade se conecta com bem-estar animal, pois aves com boa imunidade não são acometidas por enfermidades, como uma outra que não foi desenvolvida para esta característica.

OP Rural – Como o Brasil conseguiu chegar a atual genética?

RT – As grandes casas genéticas têm unidades de produção aqui no Brasil para atender a demanda do nosso mercado com suas melhores e mais atualizadas versões de produto, que constantemente recebem as melhoras da casa matriz.

OP Rural – Para ser lançada uma nova linha genética é necessário quanto tempo de estudo?

Frank Siewerdt (FS) – São cinco anos de desenvolvimento, dois ou três para testes a campo e mais três para entrada no mercado. O ciclo todo leva, no mínimo, dez anos.

OP Rural – O Brasil perde em algum sentido para a genética de outros países produtores?

RT – Não perde, pois as casas genéticas mantêm as suas linhas genéticas atualizadas aqui no Brasil. Estamos no mesmo nível de desenvolvimento dos outros países produtores.

OP Rural – Qual o peso da genética na avicultura?

RT – Sem o melhoramento constante que se executa hoje não teríamos como atender a demanda crescente de proteína animal acessível, como é o caso da carne de frango.

OP Rural – Qual é o futuro da genética na avicultura?

FS – Os produtos de hoje são muito versáteis e atendem a diversas faixas de mercado, mas a tendência é de especialização, com diferentes produtos atendendo a necessidades específicas de mercado. Por exemplo, a genética usada no Brasil para produzir o griller (ave de 1,4 kg) e para frangos pesados (2,8 kg) é a mesma. No futuro haverá material genético especializado para otimizar a produção em cada faixa de peso.

Mais informações você encontra na edição de Aves de agosto/setembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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