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Genética Devon importada da Inglaterra chega ao Brasil

Grupo de criadores deve começar a utilizar o material em inseminações na próxima primavera, com a estreia dos primeiros descendentes de Tilbrook Elite, em pastos brasileiros, em 2025.

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Foto: Divulgação/Tilbrook Granje

Foi o fim de uma longa expectativa e de muitas negociações. Após 12 anos sem importações de material genético da raça Devon, 1.500 doses de sêmen do reprodutor inglês Tilbrook Elite chegaram ao Brasil, na semana passada. Os compradores são seis criadores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, todos associados da ABCDB, que fizeram a aquisição em conjunto.

O touro Tilbrook Elite, nascido em 2019, é mocho homozigoto, de propriedade da Tilbrook Granje, de Huntingdon, cidade no condado de Cambridge, leste da Inglaterra. É filho de um Forde Abbey, propriedade referência na criação de Devon no Reino Unido, e de mãe Tilbrook, genética reconhecida dos criadores brasileiros.

Um dos compradores, Gilson Barreto Hoffmann, da Cabanha Santa Lúcia, de André da Rocha (RS), acredita que os criadores brasileiros de Devon utilizam mais genética, IATF e FIV que os de outros países. “Os brasileiros estão muito empenhados em investir no melhoramento genético e isso certamente se reflete na qualidade do plantel. Um touro reprodutor selecionado e moderno, sem dúvida vai influenciar positivamente nos índices reprodutivos do rebanho”.

Também foram parceiros na aquisição os criadores Adelar Santarem, da Cabanha Aparecida, de Caxias do Sul (RS), Alfredo da Silva Tavares, da Cabanha Timbaúba, de Pedras Altas (RS), Claudio Plácido Silva Ribeiro, da Fazenda Palmeira, de Camaquã (RS), Marcos Pandolfi, da Camboatã Agropecuária, de Camaquã (RS), e Simone Bianchini, da Cabanha São Luiz, de São José do Cerrito (SC). A pecuarista catarinense lembra que foi o pai, Ivo Bianchini, quem efetivou a última importação, em 2012, de um reprodutor Stonegrove. E comemora que a atual aquisição é de um touro com sangue aberto. “É um sucesso grandioso. O rebanho Devon é relativamente pequeno e estava precisando de linhagens diferentes para novos cruzamentos. Acredito que haverá uma maior abertura e a raça deverá despertar mais atenção”, projeta Simone, também vice-presidente da ABCDB.

A importação foi intermediada pela Araucária Genética Bovina, de Londrina (PR). Com mais de 30 anos de experiência, o CEO Marcelo Vezozzo relata empenho e dedicação para concretizar a importação, visto que são muitos os entraves. “Realizo um trabalho artesanal, porque cada importação é única, mas os desafios que precisamos superar são inúmeros. Envolve muitos detalhes e variáveis”.

A comercialização de material genético bovino entre países envolve uma série de exigências e precauções, começando pelas sanitárias, conforme explica Vezozzo, também médico-veterinário. “Na Europa, só pode ser exportado sêmen de reprodutores de zona livre para doenças como a vaca louca e o vírus Schmallenberg. Caso haja um caso confirmado, todo o rebanho, automaticamente estará suspenso para exportação.”

Da mesma forma, aqui no Brasil o Ministério da Agricultura e Pecuária tem uma série de requisitos zoosanitários para autorizar o desembarque de sêmen bovino congelado em solo nacional. “São exigências como avaliações, comprovação de genealogia, DNA detalhado e negativas de doenças, os protocolos são rígidos para manter o rebanho brasileiro saudável e em condição de livre para doenças. O nosso trabalho começa com uma análise se o touro desejado se enquadra nessas regras”, conta o especialista Vezozzo.

Com o sêmen em casa, o grupo de criadores deve começar a utilizar o material em inseminações na próxima primavera, com a estreia dos primeiros descendentes de Tilbrook Elite, em pastos brasileiros, em 2025.

Fonte: Assessoria ABCDB

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Leite importado pode ser vetado em compras públicas no Brasil

Proposta abre exceção apenas quando não houver produto nacional disponível.

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Foto: Divulgação

Um projeto de lei que veda a compra de leite importado por órgãos públicos recebeu parecer favorável do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O texto é relatado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que protocolou nesta semana parecer pela aprovação da proposta. Com isso, o tema pode entrar em votação nas próximas sessões.

Lupion apontou que a redação aprovada em outras comissões da Câmara está em conformidade com os preceitos constitucionais e jurídicos, e, por isso, apresentou voto favorável ao projeto. O Projeto de Lei 2.353/2011 inclui dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos para proibir a aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado, Pedro Lupion: “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores” – Foto: Divulgação/FPA

A exceção prevista na proposta ocorre apenas quando “não houver disponibilidade de produto nacional”. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado.

A tramitação do projeto ocorre em um contexto de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que os preços praticados no mercado têm comprimido as margens e inviabilizado a atividade, especialmente entre os pequenos produtores.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços pagos ao produtor recuaram mais de 25% em 2025, encerrando o ano em R$ 1,99 por litro. Segundo os pesquisadores, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 1,32% em janeiro e mais 0,32% em fevereiro.

Deputado Zé Silva: “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais” – Foto: Divulgação/FPA

Em outra ocasião, Lupion defendeu que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise possíveis distorções relacionadas à importação de leite e os impactos sobre a cadeia produtiva. “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores. Precisamos entender se existe equilíbrio competitivo ou se há distorções que estão pressionando os preços pagos ao produtor”, destacou.

O integrante da FPA, deputado Zé Silva (União-MG), lembrou que medidas voltadas à cadeia leiteira impactam 1,1 milhão de produtores no país e mais de 5 milhões de empregos. “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais. Nós sabemos que hoje o custo de produção de um litro de leite é de R$ 1,90 a R$ 2”, afirmou.

Parlamentares pedem celeridade em processo antidumping

Quem também acompanha de perto as pautas relacionadas à cadeia leiteira é a vice-presidente da FPA na região Sudeste, deputada Ana Paula Leão (PP-MG). Um dos pleitos defendidos pelos parlamentares é a adoção de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai.

Vice-presidente da FPA na região Sudeste e deputada, Ana Paula Leão: “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial” – Foto: Divulgação/FPA

A investigação foi aberta em 2024, e o pedido do setor é para que sejam adotadas medidas provisórias enquanto o processo segue em análise. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é o órgão responsável por avaliar a demanda. “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial”, destacou a deputada.

Já o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), lembrou que a imposição de medidas antidumping de forma provisória não alivia a situação de forma imediata, mas ajuda para que o processo tenha um desfecho definitivo. “A Argentina coloca leite aqui no Brasil com preço 53% menor do que vende lá dentro do seu próprio país. Com qual finalidade? Exterminar os produtores brasileiros para depois tomar conta do nosso mercado e praticar o preço que quiserem. Precisamos que esse leite seja taxado agora na fronteira.”

Fonte: Assessoria FPA
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Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem mais de 50%

Resultado foi impulsionado pela demanda internacional e valorização da tonelada embarcada.

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Fotos: Shutterstock

Mato Grosso voltou a se destacar no cenário internacional da carne bovina ao registrar um desempenho recorde no primeiro trimestre de 2026. O estado exportou 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), volume que representa 26,72% de toda a carne bovina embarcada pelo Brasil no período — o maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

O resultado expressivo também aparece na comparação anual. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 53,39% no volume exportado. Já a receita atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71%, impulsionada tanto pelo aumento da demanda internacional quanto pela valorização da tonelada embarcada, que alcançou média de US$ 4,54 mil.

A China manteve-se como principal destino da carne mato-grossense no trimestre, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC. O país asiático segue como motor da demanda global, sustentando volumes elevados de importação. No entanto, outros mercados começam a ganhar relevância. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 9,14% das compras (23,03 mil TEC), e chamam atenção pelo ritmo de crescimento: em apenas três meses, já adquiriram 57,38% de todo o volume exportado para o país ao longo de 2025.

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o resultado reflete um conjunto de fatores que vêm fortalecendo a pecuária. “Mato Grosso tem avançado na abertura de mercados e na valorização da sua carne. Esse crescimento mostra não só a força da produção, mas também a confiança dos compradores internacionais na qualidade e na regularidade do produto”.

“Além de volume, estamos ganhando valor. Isso passa por uma combinação de eficiência produtiva, melhoria genética, manejo e, cada vez mais, pela adoção de práticas sustentáveis, que são exigências dos mercados mais exigentes”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.

Fonte: Assessoria Imac
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Brasil abre mercado para exportação de miúdos bovinos ao Vietnã

Negociação amplia oportunidades para a cadeia da carne e reforça presença em um dos principais destinos do agro brasileiro.

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Foto: Divulgação

O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
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