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Genética da eficiência alimentar ganha força na pecuária brasileira

O conceito é simples: animais com consumo alimentar residual (CAR) negativo consomem menos alimento do que a média para atingir determinado ganho de peso, enquanto os com CAR positivo consomem mais.

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Foto: Shutterstock

A pecuária enfrenta desafios crescentes para atender à demanda global por proteína animal, ao mesmo tempo em que busca reduzir seu impacto ambiental. Nesse cenário, a eficiência alimentar emerge como uma característica fundamental impulsionada pelo melhoramento genético, oferecendo uma solução promissora para pecuaristas e para a sociedade como um todo.

O papel da eficiência alimentar se destaca na otimização do consumo alimentar residual (CAR), ou seja, a quantidade de alimento que um animal precisa ingerir para ganhar peso. O conceito é simples: animais com CAR negativo consomem menos alimento do que a média para atingir determinado ganho de peso, enquanto os com CAR positivo consomem mais. A busca por animais com alta eficiência alimentar promete aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir a pegada ambiental da pecuária, uma vez que animais mais eficientes consomem menos recursos para produzir a mesma quantidade de carne.

Médico-veterinário e diretor técnico da ANPC, Argeu Silveira – Foto: Divulgação/ANPC

A eficiência alimentar como característica do melhoramento genético vem se tornando uma grande aliada do pecuarista. De acordo com o médico veterinário e diretor técnico da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores), Argeu Silveira, ela pode ajudar a aumentar a lotação das fazendas em até 20% com a mesma oferta de alimentos. “Isso já vem ocorrendo em fazendas de seleção genética: aumento no número de animais com a mesma alimentação. Nos rebanhos comerciais ela vai chegar via sêmen ou genética e vai impactar de forma significativa a pecuária”, crava Silveira.

O especialista explica que entre os critérios analisados quando se fala em eficiência alimentar está o CAR: consumo alimentar residual. “Se espera que um animal coma 10 quilos de matéria seca para ganhar um quilo de peso. Se ele come menos que isso ele é CAR negativo, ou seja, ele precisa de menos alimento que a média para ganhar aquele peso. Porém, se ele come mais é CAR positivo”, explica.

De acordo com Silveira, os impactos da eficiência nos rebanhos brasileiros são muito grandes. “Hoje, por exemplo, com o apelo da redução de metano, um boi mais eficiente que come menos para produzir a mesma quantidade é um animal ambientalmente mais correto. Outro ponto que devemos destacar é quanto ao aumento na lucratividade, na ordem de 10 a 20%, tanto no confinamento quanto nos rebanhos de cria. Então é uma animal que vai nos auxiliar na redução de metano, mas também no aumento da produtividade baixando os custos”, menciona o diretor técnico da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores.

O médico-veterinário explica que no Brasil o melhoramento genético vem avançando rapidamente, cuidando de todas as características importantes, como peso, precocidade sexual, habilidade materna e rendimento de frigorífico. O melhoramento genético conta com o apoio de um banco de dados da ANCP, que está permitindo encontrar os melhores animais em eficiência alimentar. “Quanto a eficiência alimentar, mesmo sendo iniciada há pouco tempo, temos mais de 150 mil animais com dados. Todos os anos chegam na faixa de 20 a 25 mil novas informações. Sinal de que estamos progredindo muito rápido na busca por animais bons na eficiência alimentar”, comenta.

Silveira reforça que esse banco de dados de animais sendo avaliados em relação à eficiência alimentar está mais robusto e isso pode gerar resultados incríveis a campo. “Temos fazendas com algumas gerações medidas e com grandes impactos na redução na ingestão de consumo e, por consequência, alimentos. Se pegarmos um confinador com 10 mil cabeças que conseguisse reduzir a quantidade de alimentos em 5%, significa que com o custo atual ele conseguiria engordar 500 bois a mais. Ele teria um lucro como se tivesse 10.500 bois com a mesma alimentação. Esses 500 animais a mais seriam somente lucro”, exemplifica.

Ele reforça que, apesar de ser uma área com pouco tempo de desenvolvimento, gera benefícios em cadeia, para o produtor, para a sociedade e para o meio ambiente. “Essa genética está sendo identificada, o produtor comercial hoje já tem como acessar ela e isso vai trazer um grande benefício para toda a sociedade”, cita o diretor técnico da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital de Bovinos, Grãos e Máquinas. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Preços da arroba e da carne bovina seguem pressionados

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A demanda pós-carnaval não reagiu, e as cotações tanto dos animais quanto da carne seguem pressionadas.

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

Nesse cenário, os preços maiores foram deixando de ser praticados, e as médias regionais foram sendo reajustadas negativamente.

No front externo, as exportações de carne bovina in natura registraram ritmo forte nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro.

De acordo com dados da Secex, os embarques diários registram média de 10,49 mil toneladas, totalizando 104,91 mil toneladas já embarcadas em fevereiro.

No mesmo mês do ano passado, o volume diário foi de 7,02 mil toneladas, somando 126,39 mil toneladas no período.

Se mantido esse ritmo até o final do mês, as exportações podem se aproximar das 200 mil toneladas em fevereiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Exportações de 873 mil doses foram destaque do mercado de sêmen em 2023, aponta ASBIA

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses

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Aron Sardela Ferro, Giovanni Penazzi, Cristiano Botelho, Ricardo Abreu, Ana Karla, Luis Adriano Teixeira, Eduardo Cavalin, Sérgio Saud e Thiago Carvalho.Foto e texto: Assessoria

Mais de 14 milhões de fêmeas de corte e 5 milhões de fêmeas leiteiras (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) do rebanho bovino nacional foram inseminadas com genética melhoradora em 2023, aponta o Índex ASBIA, relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) sobre o desempenho do setor no ano passado.

O balanço de 2023 também destaca a consolidação do investimento em genética bovina no rebanho nacional, além das exportações crescentes de sêmen para corte e leite. Enquanto as exportações de corte atingiram 462.837 doses, a genética leiteira embarcou 410.837 doses do material genético para outros países. Ambos foram responsáveis pela venda externa de 873 mil doses, volume 70% maior do que o praticado antes de 2020.

“Esse crescimento sólido é ainda mais evidente se compararmos ano após ano. Em 2018, a exportação de doses de sêmen para leite não chegava a 200 mil; em 2019/20 não passaram de 235 mil. O mesmo para o corte, que de 2018 a 2020 exportou menos de 283 mil doses por ano. A partir de 2021, ambos os segmentos reagiram com comercialização externa superior a 400 mil doses por ano. Essa consolidação reforça o aumento do interesse internacional pela qualidade da nossa genética bovina”, explica Cristiano Botelho, executivo da ASBIA.

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses – redução de 3% ante 23,141 milhões de doses de 2022.

Em vendas para cliente final – quando as empresas de genética comercializam o material diretamente para os pecuaristas –, mais de 17 milhões de doses para corte foram negociadas. Já as doses de sêmen com aptidão para leite obtiveram um aumento de 6% comparado a 2022 – totalizando 5,4 milhões.

A prestação de serviço de empresas para coletar e industrializar o sêmen de animais de fazendas gerou pouco mais de 1,7 milhão de doses de animais de leite e de corte.

“Em quatro anos, o mercado de sêmen no Brasil cresceu 6 milhões em volume vendido internamente. Isso evidencia a profissionalização do pecuarista e o compromisso de agregar genética melhoradora na produção de carne e de leite. De acordo com os dados levantados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), cerca de 23% das fêmeas de corte no Brasil foram inseminadas. Na pecuária leiteira, esse percentual é de 12%. Ou seja, temos grande potencial para otimizar ainda mais a produtividade e levar o Brasil ao patamar mais alto de fornecedor de alimentos para o mundo”, finaliza Botelho.

O executivo da ASBIA pontua que com “a divulgação do Index de forma gratuita no site (www.asbia.org.br) a entidade democratiza o acesso à informação e compartilha conhecimento para que cada vez mais pecuaristas invistam em genética para melhoria da produtividade e rentabilidade, fortalecendo de forma consistente a pecuária e proporcionando segurança alimentar para cada vez mais pessoas”.

O Index ASBIA está acessível de forma gratuita no site da Asbia: https://asbia.org.br/index-asbia/

Fonte: Assessoria
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Omã abre mercado para bovinos vivos do Brasil

Os animais poderão ser comercializados ao país do Oriente Médio para abate e engorda.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Brasil conquistou o mercado de Omã para exportação de bovinos vivos para abate e engorda. A aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio. Essa conquista veio após uma reunião entre o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, e o subsecretário do Ministério da Agricultura de Omã.

Aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio – Foto: Divulgação/Mapa

Somente em 2023, o Brasil exportou ao mundo US$ 488 milhões em bovinos vivos, num total de 23 países. No ano passado, o agro brasileiro exportou cerca de US$ 330 milhões para Omã, um aumento de 70% em comparação com 2022.

As carnes foram o produto de maior destaque, representando 55% do total exportado, com a carne de frango correspondendo a 97% desse segmento. “Este novo mercado soma-se aos outros 14 abertos neste ano, totalizando 93 desde o início do ano passado, durante o terceiro mandato do presidente Lula. A pedido do ministro Carlos Fávaro seguimos com nossa missão no Oriente Médio visitando alguns países com o objetivo de ampliar o comércio agrícola brasileiro, abrir novos mercados, obter aprovações para plantas pelo sistema de pré-listagem (eliminando a necessidade de auditorias locais) e negociar a importação de fertilizantes nitrogenados”, destacou o secretário Roberto Perosa.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores.

Cooperação mútua

Ainda em Mascate, capital da Omã, com representantes dos Ministérios da Agricultura de ambos os países, os dois lados enfatizaram o interesse em ampliar a cooperação governamental e as parcerias comerciais. Foram identificadas sinergias entre o plano “Visão 2040” de Omã, que inclui a segurança alimentar, e o programa brasileiro de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis. Também foram discutidas possibilidades de parcerias nos setores de fertilizantes, açúcar, grãos para alimentação animal, animais vivos, carne de frango e pescados.

Outra importante reunião ocorreu com a subsecretária de Promoção de Investimentos do Ministério do Comércio, Indústria e Investimentos de Omã, Ibtisam Ahmed Said Al Farooji. Ela apresentou o programa omanita que visa ampliar os investimentos em Omã e no exterior, focando na segurança alimentar e no interesse do país em se tornar um hub para a região e, ainda, destacou a neutralidade e estabilidade de Omã, mencionando que o Brasil pode ser um grande parceiro.

Durante o encontro, Perosa também enfatizou as boas relações e a complementaridade entre os países, afirmando que o Brasil poderia contribuir ainda mais para a segurança alimentar de Omã e incentivar empresas brasileiras a processarem seus produtos no país, como é o caso das carnes de frango e bovina. Nesse contexto, mencionou que o programa de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis representa uma grande oportunidade para fortalecer essa parceria, incluindo também a possibilidade de aquisição de fertilizantes nitrogenados de Omã. O lado omani acolheu positivamente a ideia e disse que, conjuntamente com a Autoridade de Investimentos de Omã e o Nitaj, irá auxiliar na construção da estratégia de parceria entre os dois países.

Fonte: Assessoria Mapa
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