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Gastronomia sustentável é solução criativa para o Combate ao Desperdício Alimentar
Vertente da gastronomia incentiva o uso integral dos alimentos, evitando o desperdício. No Brasil, organização social atua para disseminar essas práticas.

O Dia Internacional de Combate ao Desperdício Alimentar, celebrado anualmente em 29 de setembro, destaca um dos maiores desafios globais: a perda de alimentos ao longo da cadeia de produção e o desperdício nos lares e restaurantes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas todos os anos, enquanto 828 milhões de pessoas no mundo enfrentam a fome.
O desperdício de alimentos tem implicações econômicas, sociais e ambientais.
O volume de alimentos que é perdido ou jogado fora a cada ano poderia alimentar milhões de pessoas que vivem em situação de insegurança alimentar. Estima-se que 17% da produção global de alimentos seja desperdiçada. No Brasil, dados da Embrapa mostram que aproximadamente 40 mil toneladas de alimentos são descartadas por dia, um contraste cruel com os 33 milhões de brasileiros que passam fome.
Além disso, o desperdício contribui significativamente para as emissões de gases de efeito estufa, agravando a crise climática. De acordo com o Índice de Desperdício de Alimentos da ONU, 8% das emissões globais de gases de efeito estufa estão relacionadas ao desperdício alimentar.
É por conta dessa realidade que, reduzir pela metade o desperdício global de alimentos até 2030 tornou-se uma meta Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Gastronomia Sustentável: Uma Resposta ao Desperdício
Diante desse cenário, a gastronomia sustentável emerge como uma resposta inovadora. A abordagem inclui a escolha de ingredientes locais e sazonais, o uso integral dos alimentos (incluindo talos, cascas e sementes), e a priorização de fornecedores que utilizam práticas de produção responsáveis.
Para levar adiante o conceito da gastronomia sustentável, o Instituto Capim Santo, organização da sociedade civil sem fins lucrativos fundado pela renomada chef Morena Leite, oferece o curso “Cozinha do Amanhã”, uma formação profissional gratuita de excelência na área de gastronomia. A organização já formou mais de 8.000 alunos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Itacaré (BA), Trancoso (BA) e Salvador (BA).
Com a mão na massa, os estudantes têm aulas de carnes, molhos, ovos, entre outros ingredientes e técnicas para atuar no mercado. Além do básico, esses alunos aprendem conceitos práticos da gastronomia sustentável como:
· utilização dos ingredientes de maneira integral (incluindo as cascas, talos e sementes).
· redução de desperdício (que gera lixo e emissão de gases, que contribuem para o efeito estufa).
· criação de receitas com ingredientes locais e mais proteína vegetal (reduzindo a emissão de gás carbônico no transporte de alimentos e na criação de animais).
· aproveitamento da sazonalidade de frutas e legumes da época (para que não apodreçam por falta de uso).
Esses novos cozinheiros aprendem a fazer receitas saudáveis e criativas com itens que normalmente são descartados, como por exemplo, um ragu de casca de banana, antepasto de casca de coração de bananeira e manjar com cascas de limão. Também tem a oportunidade de ensinar seus familiares sobre a prática da gastronomia sustentável em casa.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



