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Avicultura Segundo Embrapa

Gastos com alimentação de frango de corte teve alta de 33,02% em 2020

ICPFrango fechou o ano com alta de 38,93%, aos 336,88 pontos (em dezembro de 2019, o índice era de 231,14 pontos)

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Arquivo/OP Rural

Os custos de produção de frango de corte acumularam percentuais recordes de aumento no ano de 2020 segundo a CIAS, Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa, que disponibiliza os números no site embrapa.br/suinos-e-ave/cias.

O ICPFrango fechou o ano com alta de 38,93%, aos 336,88 pontos (em dezembro de 2019, o índice era de 231,14 pontos). Em 2020, os gastos com a alimentação das aves também tiveram forte alta, chegando a 33,02%. Por outro lado, com o recuo no índice no último mês do ano passado (-2,51%), o custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou dos R$ 4,47 em novembro para R$ 4,35 em dezembro. Em janeiro de 2020, para comparação, o custo era de R$ 3,01 por quilo vivo.

O analista Ari Jarbas Sandi, da área de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves, explica que no ano de 2020 também houve os maiores custos. “No caso da Embrapa Suínos e Aves nós analisamos os custos de produção de frango de corte para os tipos de aviários climatizado em pressão positiva para o Estado do Paraná que é o maior produtor nacional de frangos, concentrando aproximadamente 35% da produção nacional”, explica.

O analista conta que é possível observar, também analisando os últimos três anos – 2018, 2018 e 2020 – alguns itens de preços, como por exemplo o milho, no ano passado no Paraná aumentou 56,5%, já em 2018 ele havia aumentado apenas 23,4%. O farelo de soja também foi um item que aumentou no Paraná, tendo 65,4% de aumento, comparado a 2019 que teve apenas 8,9% de aumento.

“Pintinhos de um dia de idade, por exemplo, em 2020 o aumento chegou a aproximadamente 30%, já em 2019 esse aumento foi de apenas 6,2%. Também tem outros itens que são importantes serem salientados, como o preço do frango vivo no mercado que em 2019 variou apensar 7,8% em 2020 foi de 28%. O custo de produção de frangos de corte no Paraná variou então no ano passado 38,9%, enquanto em 2019 essa variação foi de apenas 5,97%”, informa. Sandi diz que outro item que sobrecarrega dos custos de produção do avicultor diz respeito a recomposição do capital médio, cuja recomposição é realizada utilizando o índice geral de preços e disponibilidade interna. E o IGPDI em 2020 aumentou 21%, enquanto que no ano de 2018 foi de 3,6% e 2019 foi de 7,5%.

Sandi comenta que o menor custo do frango vivo no Paraná nos últimos três anos foi em janeiro de 2018 ao preço de R$ 2,48 por quilo de frango vivo e o maior foi em novembro de 2020 ao valor de R$ 4,46. No ano passado o preço do milho no Paraná para a produção de frangos de corte passou de R$ 0,74 em janeiro para R$ 1,19 em dezembro, sendo que o maior preço foi praticado em novembro ao valor de R$ 1,26 por quilo. O farelo de soja em janeiro custava R$ 1,45 e em dezembro passou para R$ 2,65, sendo também que o maior preço foi praticado em novembro com R$ 2,92 por quilo.

Segundo o analista, o item que mais impactou nos custos de produção do frango de corte durante o ano de 2020 foi e continuará sendo a alimentação. “No ano, o impacto percentual médio no Paraná foi de 71,8%, sendo que em novembro esse percentual foi de 73,8%”, conta. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul a alimentação também foi o item de maior impacto nos custos totais de produção do frango de corte, sendo 68,5% em Santa Catarina e 72,4% no Rio Grande do Sul.

“Diferente da suinocultura, na avicultura de corte há dois agentes econômicos principais, sendo um constituído pelas agroindústrias e integradoras, e outro constituído por avicultores parceiros das integradoras. Assim o preço do frango vivo no mercado avícola industrial do Paraná foi de R$ 3,42 por quilo em janeiro de 2020 sendo o menor preço praticado no mês de abril ao valor de R$ 3,19 e o maior em novembro do ano passado ao preço de R$ 4,59 por quilo. Os avicultores parceiros das agroindústrias e integradoras receberam como remuneração pela produção de frangos vivos em média R$ 0,95 por cabeça por 2,07 kg de peso vivo”, comenta.

Desse modo, explica Sandi, cada agente assume distintas responsabilidades e sobre estas recai alguns custos principais: o item alimentação, por exemplo, recai sobre a responsabilidade de agroindústria, sendo que no ano de 2020 representou 78,8% dos seus custos totais, acompanhado pelo item pintinhos de um dia de idade, com 15,4% do custo total no elo primário. Aos avicultores paranaenses o item que mais impactou nos seus custos totais no ano de 2020 foi a mão de obra, com 33% do total de R$ 0,35 por kg de frango vivo. Item seguido pela depreciação do capital imobilizado (24,2%) e da remuneração do capital investido (12%).

Outros itens como cama, energia elétrica e manutenção das instalações e dos equipamentos impactaram os custos dos avicultores em 8%, 7% e 4% respectivamente. O maior custo de produção dos frangos de corte entre os três Estados do Sul foi de R$ 4,57 durante os meses de novembro e dezembro no Rio Grande do Sul e o menor custo médio anual foi em Santa Catarina ao valor de R$ 3,25 por kg de frango vivo.

Os Estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul

Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

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Foto: Shutterstock

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.

Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.

A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.

Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.

Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav

sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.

Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.

A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.

Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária

Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

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Foto: Divulgação/Asgav

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.

Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.

Auditorias apontam evolução das granjas

Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.

A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav

granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.

Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.

Biosseguridade ganha protagonismo

A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav

Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.

Mercado e competitividade

O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.

Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.

Selo reconhece boas práticas

Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.

Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav

desenvolvidas pela iniciativa.

Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.

Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa

Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

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Fotos: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.

Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.

Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.

No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.

A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.

Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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