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Ganhe até R$ 3 mil extras em 100 dias de Semiconfinamento trocando milho por FT

Com cotação em queda e mercado menos incerto neste momento, farelo de trigo (FT) é substituto barato e de fácil aquisição para o manejo nutricional em relação ao milho.

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Foto: O Presente Rural
Guilherme Augusto Vieira[1]
Almancio Camargo[2]

Não é novidade que o Brasil é produtor e exportador global de alimentos, sujeito à “gangorra” internacional da oferta e demanda das commodities agropecuárias. Inclui-se aí os insumos usados no manejo nutricional das criações, em especial aqueles que os pecuaristas utilizam nas rações e proteinados necessários para “preparar as dietas” dos bovinos em suas fazendas. E como protagonista deste cardápio, cabe lembrar, temos na maioria das vezes o milho.

Mas isso tem sido abalado pelas incertezas geopolíticas entre um os principais produtores mundiais de milho (Ucrânia e Rússia), sem contar os desafios em relação ao excesso de chuvas em estados relevantes nos EUA. Situações que devem despertar a nossa atenção para o crescimento de possíveis estresses quanto a oferta de milho e, por tabela, para preços maiores de negociação desta commodity muito demandada pelos principais players do agro.

Levantamento do preço dos componentes de ração mercado SP – data 17/06/2022

Fonte: Scot Consultoria; Notícias Agrícolas, Sites diversos
Preço Base: Mercado SP – 17/06/2022

Corrobora fortemente notícia recente divulgada no Agrolink, que esmiúça esses e outros fatores a balizar o preço do milho a curto e médio prazos em patamares ao redor de R$ 90,00 a R$ 100,00 a saca [LINK].

Por outro lado, afetados pela queda do poder de compra das donas de casa e até dificuldade em repassar todo aumento do custo de produção para os panificadores, os moinhos de trigo não têm encontrado “brechas” para subir os preços da farinha como seria necessário. E segundo relato que colhemos em visita recente a um conglomerado do setor localizado no Nordeste, se os reajustes na farinha já têm ocorrido aquém do necessário, no caso do farelo de trigo (FT) a margem para aumentos é inexistente neste momento. Assim, esta importante matéria-prima segue com a cotação deprimida.

Mais do que suprir a carência ou as incertezas sobre o milho, no atual cenário o FT pode proporcionar lucro extra para o pecuarista. Basta ajustar de modo inteligente o manejo nutricional nas fazendas para inclui-lo na formulação das dietas. Para se ter uma ideia, num desenho nutricional que formulamos aos nossos clientes, a troca do milho pelo FT resultou numa economia de R$2.900,00 para o criador em 100 dias de semiconfinamento. Ou seja, rendeu o valor de um bezerro (R$2.150) e mais 9 sacas de milho.

Para quem não está a par do potencial do FT na dieta das criações, vale destacar que este ingrediente é um subproduto oriundo do processamento do trigo, e apresenta ótimo teor de fibras, bom valor energético e de proteína bruta, podendo ser utilizado na composição das rações, proteinados e misturados aos volumosos (silagens, capins triturados, fenos e palma forrageira).

O FT é considerado, portanto, um alimento concentrado energético e, especificamente, tem se destacado na literatura científica* especializada por um detalhe:

A proteína do farelo de trigo é altamente degradável no rúmen (equivalente PDR 80%), sendo utilizada com eficiência por ruminantes consumindo forragens de baixa qualidade, que via de regra são deficientes em proteína degradável no rúmen. Assim, o produto pode ser utilizado como componente na ração de bovinos, substituindo parcialmente ou integralmente o milho. E pode ser usado em bovinos em pastejo (tanto de corte como de leite) como suplemento, promovendo uma melhor nutrição dos animais.

Neste momento de grandes incertezas globais, o FT apresenta-se como um substituto altamente econômico para composição das rações e suplementos administrados aos bovinos. O primeiro passo para isso é romper “velhas” amarras, buscar os fornecedores certos e refazer o desenho das dietas incorporando o FT.

Agir desse modo é mandatório para a moderna produção (pecuária de corte e leite, e também de aves, suínos, caprinos & ovinos) no Brasil, ávida por inovações e processos mais eficientes para melhorar e tornar mais acessível a proteína animal. E o FT, neste momento, proporciona tudo isso ao manejo nutricional, e ainda é um substituto barato e de fácil aquisição em relação ao milho.

*Para saber mais, consulte-nos sobre as referências e planilhas comparativas de preço de 2 rações para semiconfinamento utilizando milho e outra substituindo o milho 40% por FT, que embasa nossas conclusões neste artigo. Link: https://loja-agroff.tumblr.com/
[1] Guilherme Augusto Vieira é Médico Veterinário pela EVZ/UFG, Doutor em História das Ciências, Professor Universitário, autor dos livros como montar uma farmácia na fazenda, O agronegócio e a produção agropecuária e os Manuais práticos semiconfinamento e confinamento. Conteudista do programa Giro do Boi no Canal Rural. Contatos: www.semiconfinamento.com.br  e https://guilhermeavieira.tumblr.com/
[2] Alessandro Mancio de Camargo (“Almancio”) é Doutor em Tecnologias Digitais aplicadas ao Agro (“agtechs”) pela PUC-SP, Professor e pesquisador em nível de Pós-graduação das boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). Especialista em jornalismo científico, atua com ênfase em extensão rural (FAS, na sigla em inglês). Contatos: https://twitter.com/almancio

 

Fonte: Guilherme Vieira

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Copacol lidera ranking nacional de co-manufatura entre mais de 21 mil empresas

Cooperativa paranaense ficou em primeiro lugar no CPG Leaders 100 após ampliar portfólio por meio de parcerias que movimentaram R$ 184,7 milhões em 2025.

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Foto: Divulgação

A Copacol lidera o primeiro ranking nacional que mede a capacidade das empresas de bens de consumo de crescer via co-manufatura, o CPG Leaders 100, produzido pela GrowinC, plataforma que conecta marcas a fabricantes terceirizados. A cooperativa paranaense que vem crescendo continuamente e atingiu R$ 11,1 bilhões de faturamento ano passado ficou à frente de 21 mil empresas mapeadas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas

Embora esteja diretamente ligada a produção de aves, peixes, suínos e leite, a Copacol buscou estratégias para ampliar o portifólio, indo muito além para garantir espaço e aproveitar a rede logística. Além de tilápia e frango, uma infinidade de produtos com a marca da empresa fazem parte da rotina dos consumidores, sempre com qualidade e segurança. “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas. Prezamos por parcerias que cooperem com resultados para todos os envolvidos e possam garantir uma diversidade de alimentos saudáveis nas mesas dos consumidores”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

São 50 produtos Copacol desenvolvidos em parceria com empresas que mantêm rigorosamente o padrão de qualidade. Só ano passado, a Cooperativa revendeu 11.455 mil toneladas em alimentos dessa procedência, que movimentaram R$ 184,7 milhões.

Entre os 12 fornecedores, dois são da Bélgica e da Holanda, outros dez de diferentes estados brasileiros, impulsionando setores e incentivando a produção de alimentos em diferentes regiões do País. O ranking desenvolvido pela GrowinC avalia a capacidade de crescer, inovar e escalar operações de co-manufatura para acelerar lançamentos, ampliar portfólio e construir redes produtivas resilientes.

Top 10 do CPG Leaders 100

A Copacol ficou à frente de algumas das maiores multinacionais do setor: 1 Copacol (85,6) 2 Unilever (82,2) 3 Linea (80,6) 4 JBS Brasil (80,2) 5 Native Orgânicos (79,9) 6 Nestlé (79,8) 7 Catupiry (79,5) 8 Korin Agropecuária (77,9) 9 Mondelez (77,7) 10 Mais Mu (75,4).

Das quase 170 mil inovações e lançamentos de produtos rastreados pelo estudo ao longo das últimas três décadas, cerca de 30 mil itens foram produzidos por meio de parcerias terceirizadas. Isso significa que quase 1 a cada 5 novos produtos (18%) que chegam às gôndolas brasileiras já são fabricados sob o modelo de co-manufatura.

Metodologia

Sede e complexo industrial em Cafelândia

O CPG Leaders 100 é o primeiro ranking anual dedicado a medir a capacidade de empresas de bens de consumo embalados crescerem por meio da co-manufatura. O estudo analisou 168.992 lançamentos de produtos de alimentos e bebidas realizados no Brasil entre 1996 e 2026, dos quais 29.938 foram produzidos por meio de parcerias de co-manufatura.

Ao todo, 21.094 empresas foram rastreadas. Para esta edição, 135 organizações atenderam aos critérios mínimos de elegibilidade. A metodologia considera três pilares: Escala (50%) Inovação (25%) e Network (25%). A pontuação final varia de 0 a 100 e busca medir a capacidade das empresas de utilizar a co-manufatura como instrumento de crescimento, inovação e expansão de mercado.

Fonte: Assessoria Copacol
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Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no primeiro quadrimestre

Alta nas entregas foi impulsionada pela demanda da segunda safra de milho, mas abril registrou desaceleração nas compras para a safra de verão.

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Foto: Claudio Neves

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 12,30 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026, alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 12,11 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).

O resultado positivo do quadrimestre foi sustentado pela demanda registrada nos três primeiros meses do ano, impulsionada principalmente pela segunda safra de milho. Em abril, no entanto, o ritmo de entregas perdeu força. No mês, foram comercializadas 2,54 milhões de toneladas, volume 6% inferior ao registrado em abril de 2025, indicando o início das compras para a safra de verão em um cenário mais cauteloso.

Mato Grosso liderou as entregas no período, com 3,06 milhões de toneladas, o equivalente a 24,9% do volume nacional. Na sequência aparecem São Paulo (1,39 milhão de toneladas), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão) e Minas Gerais (1,05 milhão).

Produção nacional recua 14,4%

A produção brasileira de fertilizantes intermediários seguiu em trajetória de queda no primeiro quadrimestre. Entre janeiro e abril, foram produzidas 1,92 milhão de toneladas, redução de 14,4% frente às 2,24 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025.

Em abril, a produção alcançou 510 mil toneladas, volume 9,2% inferior ao do mesmo mês do ano passado.

Segundo a ANDA, a retração está relacionada principalmente ao aumento dos custos do enxofre, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes fosfatados e que vem acumulando sucessivas altas no mercado internacional.

A entidade ressalta ainda que parte da produção nacional pode não ter sido capturada no levantamento em razão de mudanças societárias e da retomada de operações em algumas empresas.

Importações permanecem em patamar elevado

As importações de fertilizantes intermediários totalizaram 11,21 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025, quando o Brasil importou 11,26 milhões de toneladas, retração de apenas 0,4%.

Em abril, as compras externas atingiram 3,05 milhões de toneladas, alta de 10,4% na comparação anual. De acordo com a ANDA, o desempenho também foi influenciado pela demanda da segunda safra de milho.

Paranaguá concentra um quarto das importações

Principal porta de entrada de fertilizantes no país, o Porto de Paranaguá recebeu 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, volume 6,5% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

Apesar da redução, o terminal respondeu por 25,4% de todas as importações brasileiras de fertilizantes no quadrimestre, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Exportações brasileiras para o Líbano crescem 18,2% em 2026

Carne bovina lidera os embarques, seguida por gado vivo, café e açúcar. Vendas somam US$ 266,1 milhões no ano.

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Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

As exportações do Brasil para o Líbano acumulam alta de 18,2% neste ano e somam US$ 266,1 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No sentido contrário, as importações registram queda de 7,2%, para US$ 1,1 milhão.

De acordo com as informações do Mdic, carne bovina é o principal produto exportado pelo Brasil ao Líbano, com um total de US$ 57,6 milhões, em alta de 18,9% sobre o acumulado entre janeiro e junho do ano passado. Em seguida, as vendas de gado vivo somam US$ 51,5 milhões, em queda de 1,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Café e açúcar são outros dos principais produtos enviados ao Líbano. No sentido contrário, frutas, produtos hortícolas e máquinas para preparação de alimentos são os principais produto que o Líbano vende ao Brasil no ano.

Em junho, as vendas do Brasil ao Líbano subiram 119,7%, para US$ 42,4 milhões. As importações caíram 50,8%, para US$ 141 mil na comparação anual.

Fonte: Assessoria ANBA
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