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Futuro da proteína animal norteia discussões do segundo dia do Siavs 2024

Programação intensa e diversificada reflete a importância estratégica do evento no cenário global.

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Fotos: O Presente Rural

O Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), o maior evento das cadeias produtivas do Brasil, é o ponto de encontro desta semana para os líderes, especialistas, produtores e demais profissionais dos setores de avicultura, bovinocultura, suinocultura e piscicultura. Realizado anualmente, o evento promove discussões de alto nível sobre as principais tendências e desafios enfrentados por essas indústrias, gerando oportunidades de negócios e avanços tecnológicos que reverberam mundialmente. O Jornal O Presente Rural está fazendo a cobertura do evento e conta com estúdio para entrevistas em vídeo com os principais representantes da cadeia produtiva nacional.

Depois do sucesso do primeiro dia, em que centenas de pessoas prestigiaram o Siavs, o segundo dia está sendo marcado por uma programação intensa e diversificada, que reflete a importância estratégica do evento no cenário global. O dia começou com o Painel: Cenário da Proteína Animal, onde Greg Tyler, Madame Yu Lu e Nicolò Cinotti compartilharam suas perspectivas sobre o mercado global de proteína animal. Sob a moderação de Luís Rua, diretor de Mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o painel abordou as dinâmicas internacionais, tendências de consumo e desafios regulatórios que afetam diretamente o setor. A discussão abriu caminho para um debate rico, seguido por um coffee break, que permitiu o networking entre os participantes.

O futuro das proteínas

Na sequência, às 11 horas, o Painel Empresarial: Futuro das Proteínas reuniu grandes nomes do setor como Fabio Stumpf, João Sampaio, José Antônio Ribas Junior, José Roberto Goulart e Mario Sergio Cutait. Moderado pelo presidente da ABPA, Ricardo Santin, o painel explorou as inovações tecnológicas e estratégicas que definirão o futuro da produção de proteínas. Questões como a demanda crescente por alimentos sustentáveis, o papel da biotecnologia e as mudanças nas preferências dos consumidores foram temas centrais das discussões.

Saúde única e sustentabilidade em debate

O tema da saúde animal ganhou destaque com o Painel: Saúde Única, onde foram debatidos o uso responsável de antimicrobianos, os avanços no bem-estar animal no Brasil e os cuidados no transporte de animais. A interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental foi ressaltada como um fator crucial para a sustentabilidade do setor.

Paralelamente, o Painel: Sustentabilidade – Dimensão Social trouxe à tona casos de sucesso nas áreas de educação e sucessão familiar, destacando o papel social das empresas do agronegócio. Outro tema de extrema importância abordado foi a Peste Suína Africana (PSA), com discussões focadas em vacinação e no panorama mundial sobre a doença.

Inovações em nutrição animal

O Painel: Nutrição Animal encerrou a manhã com uma abordagem técnica sobre a qualidade da água, o autocontrole na fabricação de ração e o potencial das rações para além da nutrição. Ingredientes alternativos em dietas de galinhas poedeiras e aditivos nutricionais para a redução de poluentes ambientais também foram discutidos, apontando para um futuro mais sustentável e eficiente na produção animal.

Sustentabilidade e governança

À tarde, a programação recomeça com o Painel: Sustentabilidade – Dimensão Governança, que precede a palestra de Ana Paula Carracedo sobre o Pacto Global das Nações Unidas, reforçando a importância da responsabilidade corporativa e da governança no agronegócio.

Simultaneamente, o Simpósio ABRA e o Siavs Talks ofereceram uma plataforma para debates mais segmentados, proporcionando uma visão ampla e detalhada dos desafios e oportunidades do setor.

O Siavs 2024 não apenas consolidou sua posição como o principal evento do setor, mas também reforçou a importância da integração entre conhecimento, inovação e sustentabilidade na construção do futuro da proteína animal.

Fonte: O Presente Rural

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Preços baixos devem manter área de trigo estagnada no Brasil no primeiro semestre de 2026

Cenário de oferta elevada, importações em alta e estoques robustos limita reação do mercado, apontam Cepea e Conab.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As expressivas quedas nos preços do trigo ao longo de 2025 devem manter a atratividade da cultura reduzida aos produtores brasileiros.

Pesquisadores do Cepea indicam que, diante desse cenário, não se esperam avanços significativos na área destinada ao cereal no primeiro semestre de 2026, o que tende a preservar a dependência das importações para o abastecimento interno.

As exportações, por sua vez, devem continuar a desempenhar um papel importante, contribuindo para atenuar a pressão de baixa sobre os valores domésticos.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Segundo a Conab, as importações de agosto/25 a julho/26 devem atingir 6,7 milhões de toneladas, o que indica que, entre dezembro/25 e julho/26, o ritmo será ainda mais intenso do que o observado nos quatro primeiros meses do ano-safra.

Com isso, a Conab projeta uma disponibilidade interna superior a 16 milhões de toneladas entre agosto/25 e julho/26, volume 5,3% maior do que o registrado na temporada anterior. Desse total, cerca de 11,8 milhões de toneladas devem ser destinadas ao consumo doméstico, enquanto 2,24 milhões de toneladas devem ser exportadas entre agosto/25 e julho/26.

Mesmo assim, os estoques finais em julho/26 são estimados em 2 milhões de toneladas, o equivalente a 8,7 semanas de consumo – a maior relação desde 2020. Nesse contexto, pesquisadores do Cepea indicam que não se vislumbram recuperações consistentes de preços no início de 2026. Além disso, as importações devem continuar exercendo pressão sobre o mercado ao longo do ano, uma vez que o trigo importado continuará competindo com a produção nacional, o que é reforçado pela maior oferta do principal fornecedor, a Argentina.

De acordo com dados da Bolsa de Cereales, a produção argentina de trigo na safra 2025/26 foi estimada em 27,8 milhões de toneladas, um novo recorde.

Fonte: Assessoria Cepea
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Pecuária lidera e sustenta avanço do agro cearense em 2025

Proteína animal responde por 58% do VBP estadual, com destaque para ovos, leite e bovinos.

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O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Ceará atingiu a marca de R$ 6.863,21 milhões em 2025, consolidando uma trajetória de expansão nominal.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro, o estado registrou um crescimento de 6,88% em relação aos R$ 6.421 milhões faturados em 2024. Embora o avanço local supere o ritmo de crescimento do VBP nacional, o Ceará ainda ocupa a 17° posição da pirâmide produtiva brasileira.

Enquanto o Brasil viu seu VBP total saltar de R$ 1.229.351,64 milhões em 2024 para R$ 1.412.203,57 milhões em 2025, o Ceará caminha em uma velocidade distinta.

A participação cearense no VBP nacional recuou levemente em termos relativos, passando de 0,52% em 2024 para 0,49% em 2025. Esse movimento indica um “descolamento”: embora o estado esteja produzindo mais riqueza do que no ano anterior, as grandes potências agrícolas (como MT, MG e SP) aceleraram de forma muito mais agressiva, ampliando a distância competitiva.

Pecuária e Grãos

A composição do agro cearense revela uma forte dependência do setor de proteína animal. A pecuária responde por 58% do VBP estadual (R$ 3,99 bilhões), superando as lavouras, que detêm 42% (R$ 2,87 bilhões).

No topo do ranking, cinco atividades sustentam a economia do campo no estado:

  1. Ovos: O líder absoluto, com R$ 1.516,0 milhões.

  2. Leite: Consolidado em segundo lugar, somando R$ 1.029,6 milhões.

  3. Tomate: R$ 763,5 milhões.

  4. Bovinos: R$ 652,3 milhões.

  5. Banana: R$ 630,2 milhões.

Evolução Histórica

O gráfico histórico revela que o Ceará superou a estagnação observada entre 2018 (R$ 5,13 bilhões) e 2019 (R$ 4,98 bilhões). Após um salto em 2020 e uma leve correção em 2021, o estado engatou quatro anos consecutivos de crescimento. Contudo, a curva de ascensão é suave. O incremento de R$ 442 milhões entre 2024 e 2025 sugere um crescimento de manutenção, movido mais pela valorização de preços e ajustes de mercado do que por uma mudança estrutural na fronteira agrícola.

Os dados expõem um cenário de resiliência, mas de baixa escala. O fato de o Ceará estar na 17° posição do VBP do Brasil, não decorre de uma queda produtiva, já que os números são ascendentes, mas sim da limitação geográfica e climática para grandes culturas de exportação (commodities), que são os motores do VBP nacional.

A concentração de riqueza na pecuária e na avicultura (Ovos/Frangos) demonstra que o estado encontrou vocação em sistemas intensivos, que ocupam menos área. No entanto, a dependência de produtos voltados ao mercado interno e de hortifrutis torna o VBP cearense mais vulnerável ao consumo doméstico do que aos ciclos globais de preços, o que explica o crescimento mais modesto se comparado ao salto de 14,8% da média brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Reforma tributária exige atenção de produtores rurais do Paraná a partir de 2026

Nova regra obriga a identificação do contribuinte de IBS e CBS na nota fiscal e marca a primeira etapa das mudanças no agro.

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Foto: Shutterstock

Em vigor desde a última sexta-feira (02),, a reforma tributária tem impacto direto nas atividades agropecuárias do Paraná. As mudanças devem ocorrer de forma escalonada, mas, já em 2026, os produtores rurais precisam adotar algumas providências. Nesta primeira fase, a principal alteração é a obrigatoriedade de indicar na nota fiscal se o produtor é ou não contribuinte do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Essa informação é essencial para que o comprador saiba como declarar a nota posteriormente e utilize corretamente os créditos tributários. “A reforma tributária é uma realidade e altera a forma de contribuição dos nossos produtores rurais. Embora neste ano as mudanças sejam pequenas, é importante que os agricultores fiquem atentos ao que precisam fazer”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “O Sistema FAEP e os nossos sindicatos rurais estão trabalhando para prestar toda a assistência necessária para os agricultores e pecuaristas. É fundamental fazer os ajustes o quanto antes”, complementa.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O principal objetivo da reforma é simplificar a tributação sobre o consumo. Atualmente, cinco impostos incidem sobre a venda de mercadorias e serviços: Programa de Integração Social (PIS), Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Com a reforma, esses tributos serão unificados em dois novos: CBS e IBS.

Produtores com receita anual igual ou superior a R$ 3,6 milhões devem, obrigatoriamente, aderir ao regime regular de recolhimento do IBS e da CBS. Já aqueles com faturamento abaixo desse valor podem optar ou não pelo novo regime, avaliando a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários.

Para auxiliar na decisão, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desenvolveu uma calculadora que permite simular se a adesão é vantajosa. A ferramenta está disponível no endereço, acesse clicando aqui.

Vantagens

Foto: Divulgação/OP Rural

Ao optar pelo regime de recolhimento, o produtor com receita igual ou inferior a R$ 3,6 milhões pode obter alguns benefícios. O principal deles é o aproveitamento de créditos dos impostos pagos na aquisição de insumos, o que pode ser vantajoso em casos de custos de produção elevados, já que esses valores podem ser abatidos do imposto devido sobre as vendas.

Além disso, a formalização pode facilitar o acesso ao crédito rural e a financiamentos com melhores condições, garantir benefícios previdenciários e permitir a emissão de documentos fiscais exigidos por grandes compradores e em compras públicas, ampliando o mercado de atuação do produtor.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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